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6 de junho de 2020 | 08:53 am

GOVERNADOR ACIONA A PGE EM CASO DE AGRESSÃO DE IGOR KANNÁRIO CONTRA A PM

Rui Costa, presidente do consórcio, enviou carta ao embaixador chinês no Brasil
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O governador Rui Costa acionou a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para que o órgão adote as medidas legais cabíveis no caso envolvendo a agressão do cantor Igor Kannário contra a Polícia Militar. A PGE entrará com uma representação junto ao Ministério Público da Bahia a fim de que este adote, no âmbito de sua competência, ações que entender cabíveis em relação às declarações do cantor Igor Kannário na tarde de ontem (24).

No Circuito Osmar (Campo Grande), o também deputado federal agrediu e provocou publicamente a Polícia Militar da Bahia durante desfile em trio sem cordas patrocinado pela Prefeitura de Salvador. A decisão de acionar a PGE foi anunciada pelo governador em postagem feita em seu perfil oficial no Twitter, nesta terça-feira (25). Dentre as agressões, o cantor e deputado federal, de cima do trio, chamou efetivo da PM de “bunda mole”.

– É inaceitável o ato público de desrespeito e agressão contra a Polícia Militar da Bahia registrado ontem no Campo Grande. Acionei a Procuradoria Geral para que o Estado formalize uma representação junto ao Ministério Público da Bahia a respeito deste fato. Medidas cabíveis que estiverem no âmbito do MP precisam ser tomadas em respeito à PM e em defesa da honra de pais e mães de família que fazem parte da corporação – disse Rui na rede social.

A Procuradoria-Geral do Estado considera o fato gravíssimo, por atentar contra a ordem pública, no uso de um trio elétrico patrocinado pelo erário municipal. O órgão estadual também estuda a adoção de outras medidas em relação ao caso.

ESTADO ABRE 10 MIL VAGAS PARA MONITORES DE PROGRAMA DE REFORÇO ESCOLAR

Processo seletivo abre 10 mil vagas para estudantes-monitores || Foto Elói Corrêa/GovBA
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A Secretaria da Educação do Estado da Bahia divulgou, no Diário Oficial desta quinta-feira (20), o edital para mais 10 mil vagas do Programa Mais Estudo. O programa contemplará com uma bolsa de R$ 200, por mês, de março a maio, estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e da 1ª a 4ª séries do Ensino Médio, para que possam dar monitoria em Língua Portuguesa e Matemática aos colegas. A previsão é de R$ 6 milhões para o programa de reforço escolar.

Para participar, além de estar regularmente matriculado, o estudante deve ter obtido média igual ou superior a oito na disciplina que pretende atuar como monitor. Além disso, as unidades escolares precisarão fazer a adesão ao programa, preenchendo um formulário disponibilizado no Portal da Educação, mesmo site para que as escolas realizem a inscrição no período de 27 de fevereiro a 4 de março de 2020.

Também caberá à escola a seleção dos estudantes, bem como mobilizar e registrar, em documento próprio, os professores e/ou articuladores que irão atuar como supervisores dos estudantes monitores.

O governador Rui Costa falou sobre a importância do programa. “O Mais Estudo é um programa que me dá muito orgulho, uma corrente do bem pela educação. Ouvi da estudante Estefany Santos que, estudando para ensinar, se aprende mais. Eu acredito nisso e oriento os estudantes para que procurem a direção das escolas para se inscreverem”, afirmou.

MAIS ESTUDO

O programa foi lançado em 2019, quando foram oferecidas 10 mil vagas e destinados investimentos de R$ 10 milhões. As aulas aconteceram no turno diferente ao qual os estudantes estão matriculados. Com a linguagem própria da juventude, os monitores ajudaram os colegas a desenvolverem seus conhecimentos e habilidades, tanto que já há registros de melhoria nas notas dos envolvidos e de redução da reprovação. Os monitores são acompanhados por professores supervisores e coordenadores pedagógicos.

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DECISÃO JUDICIAL LEVA FERNANDO A AVALIAR “PLANO S” PARA 2020

Fernando segue MP-BA e desiste de reabertura do comércio
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Cresceram nos últimos dias a aposta de que Fernando Gomes não disputará a reeleição, principalmente depois de colegiado do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) torná-lo inelegível por improbidade administrativa. A defesa do prefeito também teria perdido prazo para recurso — o que é rebatido pela banca, embora o Tribunal tenha expedido certidão apontando, inclusive, o trânsito em julgado da ação.

Certo é que a decisão judicial vem fazendo estragos nos planos eleitorais de Fernando para a disputa.

E o que é a decisão. Consta nos autos que, no mandato encerrado em 2000, Fernando contratou dois servidores sem concurso nem seleção pública. Tornou-se, por isso, alvo de denúncia do Ministério Público Estadual (MP-BA) em 2004. Julgado, perdeu tanto na primeira como na segunda instâncias. Pior, perdeu num órgão colegiado, tornando-se inelegível.

As chamas subiram lentamente com decisão da primeira instância, com o juiz Ulisses Maynard Salgado, e com as de colegiado do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), relatado pela desembargadora Rosita Falcão (no TJ, foi goleado por 3 a ). O fogo de monturo tomou corpo. E o “incêndio” pintou com a sentença de primeira instância, na última semana – e novamente, do juiz da Vara da Fazenda Pública da comarca itabunense.

Neste momento, conforme especialistas em Direito Eleitoral, Fernando está inelegível. Poderá, no entanto entrar com pedido de efeito suspensivo contra a decisão do TJ baiano e concorrer à reeleição.

Sabedor das dificuldades nos tribunais com os acontecimentos recentes, Fernando Gomes tem um Plano B para 2020. Aliás, Plano S.

E o plano foi levado, apresentado ao governador Rui Costa no último final de semana festivo, de Baile Bahia Real Masqué. Apresentado e levado a tiracolo. O condômino-mor do Palácio de Ondina teria concordado que o plano seria uma boa, eleitoralmente falando, conforme alta fonte. 

O plano poderia até ser chamado de Plano C, com C de Caseiro. É antigo, pensado também em 2016: a hoje primeira-dama Sandra Neilma. 

Secretária de Assistência Social de Itabuna, Sandra seria, por ora, a defensora do legado do esposo na peleja eleitoral de 2020. Sandra, inclusive, se reuniu com assessores próximos, no início da semana, afirmando que os subordinados deveriam apoiar, na peleja de outubro, quem Fernando indicasse.

Voltando à cena na capital… Rui teria gostado quando ouviu o nome. Não se sabe se a reação teria ocorrido para agradar o prefeito e amigo ou se teria, de fato, agradado pelo perfil da possível candidata – feminina e secretária na área social por mais de uma vez. A primeira dama do Estado, Aline Peixoto, também teria feito gosto pela saída encontrada.

ILHÉUS: RUI INTERFERE E PODEMOS APOIARÁ MARÃO

Marão, de vermelho, ao lado de Bacelar, fecha apoio do Podemos
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Menos de 24 horas após pedido do governador Rui Costa, o Podemos fechou apoio à reeleição do prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (Marão). O prefeito se reuniu com o presidente estadual da legenda, o deputado federal Bacelar, nesta tarde, na capital baiana. Ontem, Rui fez pedido a Bacelar para que apoiasse Marão. Os três estavam no Baile Real Masqué, pelas Voluntárias Sociais da Bahia.

Há duas semanas, o PIMENTA antecipou que o Podemos poderia deixar o arco de partidos que apoiam Valderico Júnior, que saiu da base de Rui Costa para se filiar ao DEM de ACM Neto. Acabou perdendo o partido, numa série de derrotas que inclui perda de importantes aliados como o professor Emenson Silva, agora assessor de Marão para assuntos legislativos. Originalmente, Valderico Júnior disputaria a prefeitura pelo Podemos.

RODOVIA QUE LIGA PAU BRASIL E CAMACAN É REINAUGURADA

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Trecho de 28 quilômetros da BA-270 é restaurado || Foto Camila Souza/GovBA

O governador Rui Costa esteve no sul do estado, nesta quinta-feira (13), e entregou a obra de pavimentação da BA-270, trecho entre a BR-101 e as cidades de Pau Brasil e Camacan. O ato de entrega e outros anúncios para a região foi realizado em Pau Brasil. A obra envolveu a requalificação viária em uma extensão 28 quilômetros e teve investimento de R$ 7,5 milhões.

– Estamos aqui entregando mais uma obra de infraestrutura e temos em andamento obras de abastecimento de água em comunidades indígenas; ações também do programa Bahia Produtiva pra incentivar os produtores locais – afirmou o governador Rui Costa

Governador, deputado Rosemberg Pinto, prefeita de Pau Brasil e secretários inauguram obras || Foto Camila Souza/GovBA

A intervenção beneficia também os municípios de Arataca, Mascote e Santa Luzia. Cerca de 84 mil habitantes da região são beneficiados por esta obra.

Rui Costa também participou das entregas realizadas pela administração municipal. Os agentes de combate às endemias receberam kits de inclusão digital e os guardas municipais receberam novos fardamentos.

Também foram entregues as obras de pavimentação da Rua João Café e da travessa Gilson Oliveira. A agenda do governador foi finalizada com visita ao Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães.

RUI COSTA INAUGURA NOVA BA-270 EM PAU BRASIL

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Rui Costa volta ao sul da Bahia para inaugurações em Pau Brasil

O governador Rui Costa vai inaugurar, nesta quinta (13), em Pau Brasil, o trecho da BA-270 que liga o município à BR-101. A solenidade está prevista para as 9h40min. O governador também vai inaugurar as obras de pavimentação da Rua João Café e das travessas Elias Alves e Gilson Oliveira.

Ainda na cidade, na Praça Santa Luzia, Rui entrega kits de inclusão digital aos agentes de combate a endemias, autoriza licitar a pavimentação da rodovia BA-251/BA-120. A agenda será encerrada com visita ao Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães.

BARREIRAS: GOVERNADOR REÚNE 35 PREFEITOS E 14 DEPUTADOS EM INAUGURAÇÃO DE POLICLÍNICA

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Governador Rui Costa reuniu políticos regionais durante evento em Barreiras

A inauguração da Policlínica Regional de Saúde de Barreiras, no oeste baiano, foi usada pelo governador Rui Costa para, também, mostrar força política em ano de eleições municipais. O evento reuniu 35 prefeitos e 14 deputados estaduais e federais em Barreiras, além de 10 vice-prefeitos e seis ex-prefeitos.

Governo e consórcio de saúde investiram R$ 27 milhões na construção da policlínica e aquisição de equipamentos. Serão atendidos cerca de 500 mil moradores dos municípios de Angical, Baianópolis, Barreiras, Brejolândia, Brotas de Macaúbas, Catolândia, Cotegipe, Cristópolis, Formosa do Rio Preto, Ibotirama, Luís Eduardo Magalhães, Mansidão, Morpará, Muquém de São Francisco, Paratinga, Riachão das Neves, Santa Rita de Cássia e São Desidério.

Durante a visita a Barreiras, o governador entregou ainda a primeira etapa da ampliação do Hospital do Oeste (HO), que incluiu dois blocos de enfermarias com 62 leitos para internação de adulto, sendo um deles de isolamento.

RUI ANUNCIA SISTEMA DE RECONHECIMENTO FACIAL EM MAIS 77 CIDADES

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Governador leu mensagem do Executivo durante abertura dos trabalhos da Alba

Durante a abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nesta segunda (3), o governador Rui Costa destacou série de investimentos realizados pela gestão estadual no último ano. Na mensagem, o gestor mencionou R$ 5,4 bilhões aplicados na área de segurança pública em 2019. O recurso foi utilizado para modernizar e melhor equipar as polícias, além da realização de concursos para contratação de novos policiais. Rui ainda pontuou que está em fase de publicação um edital para implantação do sistema de reconhecimento facial em 77 cidades baianas. Hoje, o sistema funciona em Salvador.

A descentralização e regionalização dos serviços de saúde foi outro ponto ressaltado. A previsão é de que, até o primeiro semestre de 2021, 25 policlínicas regionais de saúde estejam em funcionamento no estado. No início do próximo ano também será inaugurado o Hospital Metropolitano de Lauro de Freitas, que envolve um investimento de R$ 185 milhões.

Na área da educação, o governador enfatizou o investimento de R$ 464 milhões para reforma, construção e intervenções em mais de 150 escolas. Segundo ele, 60 novas unidades serão entregues até o fim do mandato. “O mesmo investimento arrojado que fizemos e estamos fazendo na saúde, nós estamos propondo fazer agora na educação. Por isso, no sábado [8], lançamos R$ 464 milhões em obras de escolas novas e ampliação e requalificação das escolas existentes”, disse Rui.

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ILHÉUS: VALDERICO JÚNIOR CORRE PARA NÃO PERDER O PODEMOS

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Valderico, também conhecido como Júnior Reis, era do Podemos, mas migrou para o DEM

O empresário Valderico Júnior está se articulando nos bastidores para não deixar o Podemos escapulir do seu arco de alianças que está sendo desenhado para a candidatura a prefeito de Ilhéus.

A ameaça de perda de controle do partido surgiu após o filho do ex-prefeito Valderico Reis decidir deixar a base de Rui Costa e migrar para o DEM do oposicionista ACM Neto. Emissário de Mário Alexandre procurou a cúpula do Podemos para que a sigla apoie a reeleição do prefeito ilheense.

Na missão para manter o Podemos na sua aba, Valderico Júnior conta com ajuda do advogado Michel Reis.

A ameaça, aliás, não é tão levada a sério. Em Itabuna, o Podemos apoiará Dr. Mangabeira, que, apesar de estar no PDT, é oposição a Rui Costa.

AZEVEDO DIZ QUE VAIDADE DENTRO DA EQUIPE PROVOCOU DERROTA ELEITORAL EM 2012

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Capitão Azevedo durante entrevista em que falou de passado e alianças para 2020

O ex-prefeito Capitão Azevedo diz que a disputa entre as áreas de marketing e de coordenação de campanha, por vaidade, causou a sua derrota em 2012, quando tentou a reeleição. Azevedo perdeu para Claudevane Leite (Vane do Renascer) por uma diferença de 1.107 votos (45.623 a 44.516). Pré-candidato pelo PL, Azevedo concedeu entrevista ao PIMENTA e diz que errou ao não adotar critério técnico na formação da equipe de governo em 2009, quando assumiu a Prefeitura de Itabuna.

Hoje, Azevedo diz ter um grupo novo e que governará ouvindo todos os setores da sociedade. Para ele, a vitória em 2008 oxigenou a política de Itabuna ao interromper a polarização entre os grupos de Fernando Gomes e de Geraldo Simões. Atribui a si o título de recordista na captação de recursos e execução de grandes obras, embora fosse de um partido de oposição aos governos estadual e federal à época.

Na última semana, parte da entrevista já havia sido publicada, quando Azevedo respondia se aceitaria ser vice de Fernando Gomes. Diz que sua condição não será outra que não a cabeça de chapa. Também fala que, se eleito, vai “destravar a cidade” apostando em mobilidade urbana. E diz ter sido frustrado pelo ex-governador Jaques Wagner, que prometeu duplicar o trecho da BR-415 que vai da Nova Itabuna até Ferradas. Abaixo, confira a íntegra da entrevista que abre a série com pré-candidatos.

Blog Pimenta – O senhor terminou a disputa de 2016 em 4º lugar. Por que a decisão de se candidatar novamente a prefeito?

Capitão Azevedo – Agora ficou mais claro para a população que os meus sucessores [Vane do Renascer e Fernando Gomes] não tiveram a mesma capacidade para captar recursos e executar obras. Sem apoio político, nós captamos R$ 98 milhões e executamos grandes obras, como a cobertura do Canal Lava-Pés, na Avenida Amélia Amado. Lembra como era aquilo quando chovia? Demos outra cara àquela região. Ali passam 90% dos ônibus de Itabuna.

Pimenta – Essa seria a razão principal?

Azevedo – Olha, nós trabalhamos nos bairros direitinho, fazendo esgotamento sanitário, asfaltando, construindo casas dignas. São Pedro, Manoel Leão, Santa Clara, Maria Pinheiro, Zizo, Daniel Gomes, Pedro Jerônimo. No Maria Pinheiro, existia uma rua que chamavam de Rua da Bosta. Esse era o nome real. O esgoto corria pela rua. Hoje isso é passado. Bairros que não eram vistos pelo poder público. Atacamos a infraestrutura, investimos nas pessoas.

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Existiam ali, [na eleição de 2012], a equipe de marketing e a coordenação, que estavam tendo desentendimentos e aquilo prejudicou. Foi vaidade. Cada um querendo ser melhor que o outro.

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Pimenta – O senhor diz que fez captação recorde de recursos, executou grandes obras. A que o senhor atribui a não reeleição?

Azevedo – Eu atribuo a erros dentro da equipe. Na véspera do pleito, no sábado, fizemos a maior caminhada da história de Itabuna. Os adversários filmaram tudo e tomaram providência para agir na virada da noite, foram para o voto útil. Veja só: perdi a eleição de forma apertada, por 1.107 votos.

Pimenta – E o “racha” interno…

Azevedo – Exatamente. Existiam ali a equipe de marketing e a coordenação, que estavam tendo desentendimentos e aquilo prejudicou. Foi vaidade. Cada um querendo ser melhor que o outro. Isso, realmente, cria embaraços, é até comprometedor.

Pimenta – O que o senhor não repetiria em um eventual governo?

Azevedo – Não repetiria o critério de formação da equipe. Hoje, temos que ter técnicos para dar os resultados que a sociedade precisa. Estamos buscando a inteligência das universidades daqui, ouvindo todos os setores. Vamos ouvir o empresariado, trazer grandes investimentos para gerar emprego que é o que nossa juventude precisa.

Pimenta – Com quem o senhor está conversando em relação a alianças?

Azevedo – Estamos conversando com todo mundo. Temos que sair dessa briga ideológica, partidária. Só traz atrasos. A cidade vem perdendo terrivelmente competitividade. O momento exige alguém sem barreiras ideológicas, partidárias, que seja suprapartidário. Quando prefeito, nós quebramos a polarização que existia em Itabuna. A cidade respirou.

Pimenta – O senhor disse que está aberto, vai procurar todo mundo. O senhor procuraria o prefeito para novamente formar chapa?

Azevedo – Eu nem sei se o prefeito é candidato. Isso é lá na frente que vai se ver. Eu estou decidido. Não abro mão da cabeça de chapa.

Pimenta – O senhor não aceitaria composição sendo vice?

Azevedo – Em hipótese alguma. Isso está descartado. O projeto nasceu, está aqui na minha mente. Vamos colocar nossa proposta para a sociedade, com um novo modelo. A gente realmente reconhece os erros que tivemos no governo e eles devem ser corrigidos. Além do lado da resposta do desenvolvimento socioeconômico da cidade, temos que buscar respostas para cuidar da dignidade humana.

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A gente não pode aceitar que uma mãe não possa ser atendida na hora do parto, tendo que se deslocar pra Ilhéus, Jequié ou outra cidade para ter filho, criança morrendo em porta de hospital.

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Pimenta – O senhor tem sido cuidadoso nas críticas ao governo de Fernando. Isso se deve a quê? É pensando em aliança?

Azevedo – Nós temos que respeitar as pessoas. Sou amigo de Fernando, mas quando chega na questão administrativa, a gente não pode aceitar que uma mãe não possa ser atendida na hora do parto, se deslocando pra Ilhéus, Jequié ou outra cidade para ter filho. Criança morrendo em porta de hospital. A gente não pode aceitar isso. Veja, faço crítica construtiva, para melhorar.

Pimenta – O senhor faria composição com o prefeito Fernando Gomes?

Azevedo – Fernando Gomes tem a linha dele e eu tenho a minha. Eu estou decidido a ser cabeça de chapa e ir até o final… Agora, não podemos rejeitar apoios. Quem quiser me seguir…

Pimenta – E partido, o senhor vai para a disputa no PL mesmo?

Azevedo – Pelo PL, 22.

Pimenta – Está fechado?

Azevedo – (risos) Está, e com garantia.

Pimenta – Com a garantia de quem?

Azevedo – Do presidente, José Carlos Araújo.

Pimenta – E essa disputa de Araújo com o João Bacelar, que é ligado a Fernando Gomes, não pode deixar o senhor sem legenda?

Azevedo – O presidente me garantiu. Confio na palavra dele. Ele disse “eu sou homem e enfrentei o maior chefe de quadrilha desse país, o Eduardo Cunha. Eu garanto o partido”. Ali, ele demonstrou o perfil de homem determinado…

Pimenta – O PL é da base. O senhor buscará os partidos da base do governo estadual?

Azevedo – Eu não tenho restrições. Hoje a nossa base é Itabuna. Queremos criar o momento. Quando o político se elege, ele tem que procurar o governador, o presidente. A gente não tem como fugir disso aí. Eu era prefeito pelo Democratas e consegui recursos no Estado e na União em governos que eram do PT, com [Jaques] Wagner e Lula. Quebramos esse paradigma. Agora, eu tive sanções, né? Na saúde, a gente não recuperou a gestão plena [perdida no governo de Fernando Gomes, em novembro de 2008, e só recuperada em 2013, com Vane do Renascer].

 

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Olha, no meu governo só foram dois secretários de saúde. Quanto mais muda de secretário. Complica. E os efeitos são terríveis para a sociedade, para quem mais precisa.

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Pimenta – O senhor acha que escolheu os melhores quadros para a Saúde?

Azevedo – Olha, a saúde é uma pasta complicada. Dr. Antônio Vieira contribuiu bastante. Depois, entendemos que deveríamos ter um alinhamento político, havia boicote em algumas áreas, e nomeamos um outro secretário, [Geraldo Magela, hoje secretário de Ilhéus]. Olha, no meu governo só foram dois secretários de saúde.

Pimenta – É uma crítica indireta a Fernando Gomes, que está no sexto secretário de Saúde desde 2017?

Azevedo – É dizer que é uma área complicada e só foram dois, né? Acho que quanto mais muda de secretário há solução de continuidade. Complica. E os efeitos são terríveis para a sociedade, para quem mais precisa.

Pimenta – Com quem o senhor já conversou? Com quais partidos está fechado?

Azevedo – Esse é o momento da busca, do namoro. Hoje, tem o aspecto da proporcional [vereadores], que não tem mais coligação. Cada partido quer candidato a prefeito forte para fazer vereador. Nós estamos com o PL e dialogando com os demais, de centro, de direita, de esquerda.

Pimenta – Como o senhor vai trabalhar para atingir as várias faixas e perfis do eleitorado, da direita à esquerda, e não apenas os mais pobres, foco na campanha de 2016?

Azevedo – Você observa que eu falo o pensar Itabuna livre. É para termos liberdade e melhor forma de agregar esse eleitorado. Nós temos que buscar esse universo, buscar quem pensa Itabuna, livre dessas amarras ideológicas e pensando no desenvolvimento da cidade. Temos que apresentar plano de governo para a sociedade itabunense. Sinto que podemos conquistar o maior universo de eleitores.

 

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Nós vamos destravar a cidade, destravar Itabuna. Vamos criar a maior política de mobilidade da história de Itabuna.

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Pimenta – O senhor vai para a terceira disputa a prefeito. É bem conhecido do eleitorado. O que levará de diferente para conquistá-lo?

Azevedo – Começa pela formação da equipe. Estamos vivendo outro momento, outra equipe planejando a cidade. Não são planos mirabolantes. Você tem que rasgar grande avenidas. Eu tenho uma queixa de [Jaques] Wagner, que garantiu na TV que duplicaria aquele trecho da Nova Itabuna até Ferradas da BR-415. Prometeu. Não saiu. Olha, isso seria um vetor de desenvolvimento. Feira e Conquista se desenvolveram porque pensaram. Estão no topo.

Pimenta – E Itabuna?

Azevedo – Nós vamos destravar a cidade, destravar Itabuna. Vamos criar a maior política de mobilidade da história de Itabuna. Vamos construir um trevo em cima dessa rótula do São Caetano, tirar aquela complexidade de trânsito que é a Manoel Chaves com a Princesa Isabel.

Pimenta – Há um gargalo naquela região, que é a rótula da ponte do São Caetano. Qual seria a solução?

Azevedo – Ali, podemos construir um viaduto para melhorar o sistema viário.

Pimenta – Na campanha, o senhor chegou a mostrar projeto de ponte estaiada, ligando a Amélia Amado com o Conceição. Sairia mesmo ou era apenas factoide de campanha?

Azevedo – Nós tínhamos R$ 90 milhões para aquela ponte, lá no Ministério das Cidades.

Pimenta – Esse projeto seria factível hoje?

Azevedo – Sim, tranquilo. Vamos apresentar à União. Projeto que não tem malandragem, os técnicos analisam e dão resposta.

 

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Iremos fomentar não apenas o Interbairros [de Futebol]. Nós vamos fomentar os jogos estudantis, outras modalidades esportivas. O basquete, o vôlei, futebol, vôlei, futsal… Praticamente, o esporte foi extinto do planejamento do poder público em Itabuna.

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Pimenta – O senhor tem falado em recriar a Secretaria de Esporte. Vai ter verba para várias modalidades ou só futebol?

Azevedo – Nós temos que resgatar o esporte e envolver esses jovens, que são mais vulneráveis à violência. A partir do momento que a gente oferece infraestrutura, campos, quadras, Vila Olímpica, estádio, com auxílio para quem não tem condições de comprar chuteira, tênis, uniforme, a gente estimula esses jovens, coloca num bom caminho. E vamos fomentar não apenas o Interbairros [de Futebol]. Nós vamos fomentar os jogos estudantis, outras modalidades. O basquete, o vôlei, futebol, vôlei, futsal… Praticamente, o esporte foi extinto do planejamento do poder público em Itabuna.

Pimenta – O que o senhor pensa em relação à área social?

Azevedo – Nós fizemos, com recursos próprios, o Bolsa-Renda. Nós realmente tiramos os barracos de madeira, construímos casa com quarto, sala, cozinha… Olha, eu fui rápido e enxerguei que tinha o Minha Casa Minha Vida. As empresas começaram a aparecer querendo áreas para construir casas. Vi que precisavam de incentivo e que ia contemplar famílias de 0 a 3 salários mínimos. Fiz anteprojeto de lei e dei incentivo às empresas para construir.

Pimenta – Quais incentivos?

Azevedo – Isentei as empresas de pagar ISS [Imposto sobre Serviços]. Com a isenção de 5%, foram R$ 100 milhões para construir esses apartamentos, com Pedro Fontes I e II, Jardim América I e II, o Itabuna Parque, o Vida Nova, Gabriela, Jubiabá e São José. São fruto da política pública que eu crie. Isso, realmente, atrai as empresas a fim de construir esses apartamentos e tiramos esse déficit terrível. Todas essas pessoas que moram nesses apartamentos sabem que foi Capitão Azevedo que criou essa lei.

Pimenta – Os condomínios enfrentam problemas de segurança, com a presença e controle do tráfico. Como muda isso?

Azevedo – Você sabe que alguém fala em polícia. Sim, é válido. Mas temos que criar programas sociais, trabalhar pesado o social, com esporte, lazer, cultura. Eu pretendo criar um grande empreendimento na área da formação técnica profissional, com a realização de cursos para motos, caminhões…

 

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No planejamento, se houver ingerência política, joga-se tudo por água abaixo. Tanto que, seja na União, Estados ou municípios, há carência terrível de planejamento.

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Pimenta – Quem o senhor tem como referência em gestão pública no Brasil?

Azevedo – Jaime Lerner, de Curitiba, que foi vereador, prefeito, governador. Em 2012, estivemos lá para conhecer o que foi feito, e como foi feito, por Lerner. Cidade planejada que tem perspectiva de desenvolvimento, mobilidade urbana… Curitiba, com Lerner, virou referência. Ele planejou, executou.

Pimenta – Planejamento é um desafio na gestão pública, que se torna ainda maior quanto menor é o município. Como mudar essa mentalidade?

Azevedo – No planejamento, se houver ingerência política, joga-se tudo por água abaixo. Tanto que, seja na União, Estados ou municípios, há carência terrível de planejamento. Interesse político era para construir quadra. Aí vem o político e diz “não, aquela quadra, não. Quero campo do lado de lá.”. Por interesse político, vai e cede para atender corrente. Você tem que estudar de forma científica os anseios da população. Por exemplo, hoje, o que é que a população mais precisa? Saúde, emprego, segurança pública. Para termos estes dados, precisamos pesquisar, pesquisar a real da situação, saber o que está acontecendo. Nosso planejamento vai cuidar disso aí. Saber o desejo da comunidade. Na medida que consulta toda a sociedade, tem um diagnóstico mais perfeito.

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