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26 de novembro de 2020 | 01:35 am

O DONO DO JOGO

Tempo de leitura: 2 minutos

Sócrates Santana | soulsocrates@gmail.com

Aparentemente, ainda resta uma carta para fechar a conta de Jaques Wagner. Mas as aparências enganam. Ninguém está fora. Todos estão dentro.

O jogo sucessório começou a soar o seu brado retumbante na Bahia. Degrau por degrau, a fila da sucessão, como anunciou o ministro Afonso Florence, vem sendo construída aos poucos por Jaques Wagner. A saída de Eva Chiavon, o retorno de Rui Costa e o ingresso de José Sérgio Gabrielli, organizaram as cartas das eleições de 2014. Ao menos, o jogo nas mãos do governador. E ele ainda possui três cartas escondidas, entre elas, Moema Gramacho e Walter Pinheiro.
Por um lado, a prefeita de Lauro de Freitas consolida a sua sucessão com as próprias mãos. Filiou o vice-prefeito no PT e pode sair da prefeitura sem maiores perdas para assumir uma secretaria, a exemplo da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza. No caso, o vice, João Oliveira, seria o candidato a reeleição e o atual secretário Carlos Brasileiro substituído por Moema para disputar as eleições de Senhor do Bonfim.
Por outro, o senador Walter Pinheiro. Em baixa, ante o ingresso de Rui Costa e José Sérgio Gabrielli, o primeiro senador petista no estado, desceu alguns degraus da escada montada por Jaques Wagner. Ainda assim, continua sendo uma alternativa viável, apesar de cada vez menos consultado pelos demais jogadores, especialmente, dentro do PT.
Aparentemente, os demais partidos aliados estão fora do baralho. Aparentemente, falta o governador combinar o jogo com os russos. Aparentemente, ainda resta uma carta para fechar a conta de Jaques Wagner. Mas as aparências enganam. Ninguém está fora. Todos estão dentro.
Sócrates Santana é jornalista e assessor de imprensa do governador Jaques Wagner.

ESSE NÃO SERÁ CANDIDATO

Tempo de leitura: 2 minutos

Se tem uma coisa que hoje parece certa é que José Sérgio Gabrielli, demitido da Petrobras, não passará nem perto da candidatura a governador da Bahia em 2014. Caso tal ideia já tenha pairado pela cabeça do governador Jaques Wagner, certamente se desfez pela fragilidade de Gabrielli, tanto no aspecto político quanto administrativo.
Em artigo publicado hoje no jornal A Tarde, Samuel Celestino lembra uma definição do velho Toninho Malvadeza para políticos da marca de Gabrielli. “É inelegível”, dizia o velho, e não porque existisse qualquer óbice na justiça eleitoral, mas simplesmene porque o sujeito não tinha voto mesmo.
Se politicamente é um zero a esquerda, administrativamente Gabrielli também não é lá essas coisas. Deixa a Petrobras, de certa forma, pela porta dos fundos e sem prestígio. Não saiu porque quis, para dar prioridade a um projeto político, mas sim porque a presidente Dilma Rousseff já o queria fora do cargo há um bom tempo.
A repercussão do anúncio no mercado financeiro, altamente positiva, com impacto nas bolsas, foi uma demonstração de como o investidor via a gestão de Gabrielli na Petrobras. Um sinal claro de que ele não está com essa bola toda para almejar a condição de candidato à sucessão de Jaques Wagner.
De fato, hoje o chefe da Casa Civil, Rui Costa, encontra-se muito mais próximo de Ondina, pelo patrimônio político acumulado no período em que atuou como secretário das Relações Institucionais, eleito em seguida para deputado federal com expressiva votação. Agora, Costa amplia sua aproximação com prefeitos e lideranças regionais, acumulando combustível para 2014.
E combustível é algo que Gabrielli, definitivamente, não tem mais.

COSTA POR CIMA DA CARNE SECA

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Rui Costa (à direita): Fiol entre as prioridades (Foto Manu Dias).

O novo secretário da Casa Civil do Estado, Rui Costa, revelou prestígio ao levar quase mil pessoas à solenidade de posse, ontem, em Salvador. E logo começaram as especulações sobre o pleito de 2014. Embora diga que não tem habilidade política, Costa tratou de evitar discutir 2014. Nas palavras dele, falar de eleição a governador agora é discutir fim de governo.
Na cerimônia de posse, tratou de apontar prioridade para a Pasta: foco nas ações em Saúde e Educação e investimentos em infraestrutura. Do discurso, projetos importantes para o sul da Bahia, especialmente Ilhéus: o Porto Sul, a ferrovia Oeste-Leste e os novos aeroportos, dentre eles o de Ilhéus, cujo projeto está “de rosca”, difícil de sair.
Costa chega ao cargo após reinar no sindicalismo baiano nas décadas de 80 e 90 – ao lado do governador Jaques Wagner, comandar a Secretaria de Relações Institucionais e garimpar mais de 212 mil votos para deputado federal em 2010. Agora, licencia-se do mandato em Brasília para assumir a Casa Civil. Substituirá Eva Chiavon, agora na secretaria-executiva do Ministério do Planejamento.

OS "CABEÇAS"

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Mais uma lista dos “Cabeças do Congresso” e mais uma vez o sul da Bahia não “elege” ninguém por lá. Nem a lista dos parlamentares “em ascensão” traz algum sulbaiano. E olhe que nesta lista figuram três nomes (o tucano Imbassahy e os petistas Amauri Teixeira e Rui Costa).
A lista dos “Cabeças” traz o senador Walter Pinheiro e os deputados ACM Neto (DEM), Jutahy Júnior (PSDB), os comunistas Alice Portugal e Daniel Almeida e os petistas Nelson Pellegrino e Sérgio Carneiro.

WAGNER ARTICULA E "VERDE" APOIARÁ RUI COSTA

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Carvalho apoia Rui com aval de JW (foto JBO).

Foi o governador Jaques Wagner quem articulou o apoio do médico Ruy Carvalho ao candidato a deputado federal Rui Costa, revela o Jornal Bahia Online. Segundo o site ilheense, Wagner também prometeu apoiar o médico na disputa eleitoral de 2012, como contrapartida.
Na conversa que Wagner teve com Ruy Carvalho na semana passada, o governador agradeceu ao apoio que sempre teve do médico no enfrentamento dentro do PV. Confira no JBO (clique aqui). Ficou combinado que o político ilheense deverá ingressar numa legenda aliada, visando 2012.

RUY: DIAS CONTADOS NO PV

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Ruy Carvalho com Rui Costa: o verde que ainda gosta do vermelho

O médico ilheense Ruy Carvalho, antigo militante petista, brigou com seu velho partido e há meses recuados (imitando o Eduardo Anunciação) ingressou nas fileiras ecológicas do Partido Verde. Foi recebido com toda pompa, mas é certo que sua permanência nesta legenda será de curta duração.
Carvalho já trombou com os verdes ortodoxos, por ser contra a candidatura própria a governador. Além do mais, não se conformou com a posição de voto vencido e publicamente apoia a reeleição do ex-correligionário Jaques Wagner.
Em mais uma demonstração de que morre de saudade de seu antigo ninho, o médico também declarou apoio ao xará Rui Costa, ex-secretário das Relações Institucionais (a pasta mais poderosa do governo Wagner), que disputa mandato de deputado federal. É o que informa o blog Políticos do Sul da Bahia.
Cabe a pergunta: “o que tu foste fazer no PV, doutor?”

CONFLITO PETISTA: ASSUNÇÃO X RUI COSTA

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Há um clima de conflito interno entre as candidaturas de dois petistas baianos à Câmara dos Deputados. E se trata de dois ex-secretários do governo Wagner: Walmir Assunção e Rui Costa.
Revela o site Política Livre um episódio envolvendo a demissão de Arlene Martins, secretária da Assistência Social do município de Amélia Rodrigues, situado a 70 quilômetros de Salvador. Ela teria sido exonerada por apoiar Assunção, já que o prefeito Antônio Paim, também do PT, está com Rui Costa.
Assunção partiu para o desabafo: “não quero acreditar que o prefeito exonere pessoas que não façam campanha para o Rui Costa, coagindo os que dizem que votam comigo”. Ele afirmou que, uma vez comprovado o fato, pedirá providências à direção do partido.

WAGNER PERDE ARTICULADOR DE PESO

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Há algo de errado no núcleo político do governador Jaques Wagner e é clara a necessidade de que o “motorista” dê um freio de arrumação para rearrumar as coisas. O imbróglio da vez é a decisão do petista Marcos Lima de retornar a Brasília, recusando convite de Jaques Wagner para auxiliá-lo em sua campanha.

Lima é considerado um negociador de grande habilidade, com trânsito  livre em partidos políticos de A a Z. Sua desistência de ajudar na campanha é atribuída a uma falta de sintonia com o ex-secretário de Relações Institucionais do governo, Rui Costa.

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