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15 de julho de 2020 | 01:12 am

AOS 98 ANOS, SAMBISTA RIACHÃO FOI MORAR COM O PAI

Sambista Riachão faleceu na madrugada desta segunda, em Salvador || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

O cantor e compositor baiano Clementino Rodrigues, Riachão, dono de grandes sucessos como Vá morar com o diabo e Cada macaco no seu galho, faleceu na madrugada desta segunda-feira (30), em Brotas, Salvador. Ele teria morrido de causas naturais, conforme familiares.

Riachão era nome reverenciado nacionalmente como um dos principais compositores e sambistas do país. Ainda ativo intelectual e fisicamente, deixou este mundo quando dormia em sua residência. Planejava lançar Se Deus quiser eu vou chegar aos 100, numa referência aos anos de estrada.

O músico começou a carreira aos 15 anos e tem em Mundão de Ouro seu último álbum. Ainda na noite de ontem (29), o cantor se queixou de dores abdominais. Medicou-se e foi dormir. Não mais acordou. Deixou-nos.

Riachão foi morar com o Pai!

REPERCUSSÃO

Rosemberg: Bahia perde uma figura ilustre

Além do meio artístico e cultural, a morte de Riachão repercutiu entre políticos. O deputado estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa, Rosemberg Pinto (PT), disse que a “Bahia perde uma figura ilustre, que agora vai fazer samba no céu! Vá em paz, mestre Riachão. Sua contribuição foi fundamental para o samba no Brasil e no mundo”, escreveu no Twitter.

O secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães, também lamentou, também por meio do Twitter. “Bahia e samba do Brasil perdem uma das suas vozes mais importantes e vibrantes. Tristeza!!”.

O jornalista e crítico musical Hagamenon Brito usou uma das letras de Riachão para homenagear o compositor: “O teu galho é em qualquer lugar que tenha alegria, ritmo, talento e sabedoria popular. Descanse em paz”. Abaixo, confira Riachão entoando uma de suas maiores composições, Cada macaco no seu galho.

BEIJA-FLOR É CAMPEÃ DO CARNAVAL DO RIO

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Com enredo polêmico patrocinado pela Guiné Equatorial, a Beija-Flor foi eleita campeã do Carnaval 2015 no Rio. O resultado foi revelado durante apuração das notas, realizada nesta quarta-feira (18), na Sapucaí. Este é o 13º título da Beija-Flor. O penúltimo foi em 2011, com enredo sobre o cantor Roberto Carlos.

“Sentimento de dever cumprido. A nossa comunidade merecia. Aquele sétimo lugar do ano passado ficou engasgado”, disse Neguinho da Beija-Flor, que acompanhou a apuração no sambódromo.

A Beija-Flor foi a terceira escola a entrar na Sapucaí na segunda noite de desfiles do Carnaval carioca. Ovacionada pela plateia aos gritos de “é campeã!”, a agremiação de Nilópolis defendeu um enredo patrocinado pelo país africano comandado há 35 anos por Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, que, segundo a ONG Anistia Internacional, é acusado de violações de direitos humanos, tortura e prisões arbitrárias. Do Portal Uol.

BIG BAND ITABUNA LEVA MÚSICA À PRAÇA

Tempo de leitura: < 1 minuto
Big Band Itabuna se apresenta na Praça Camacã nesta quarta.

Big Band Itabuna se apresenta na Praça Camacã nesta quarta.

Uma orquestra com 19 músicos promete encantar itabunenses nesta quarta (17), às 19h30min, na Praça Camacã, centro. É a Big Band Itabuna. Regida pelo maestro Carlos Silva, a Big Band manda muito bem no jazz, mas não apenas isso. Adicione blues, MPB, samba, choro, bossa-nova, pop e rock.
Sucessos nacionais e internacionais compõem o repertório da orquestra. O grupo enfrenta dificuldades para levar a boa música às praças em apresentações gratuitas, afirma Israel Xavier. A orquestra, reforça, busca valorizar a música instrumental em Itabuna.
Confira a grande banda executando That´s the way na praça.

UNIVERSO PARALELO

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FORMIGAS EXPLORADAS E MENTIRAS A ESMO

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br
Não tenho o hábito de encher a caixa de e-mails de ninguém com campanhas contra o excesso de trabalho das formigas, bandeira disso e daquilo, argumentos em defesa de grupos políticos ou religiosos. O que não quer dizer que a minha não sofra tal pressão, embora eu descarte a maioria dessas mensagens, tão logo lhes identifico a fonte do conteúdo: Instituto Milenium, determinados colunistas ou artistas globais a serviço de ideologias que combato. Sem contar que há muita mentira em trânsito, quem duvidar se lembre da última eleição presidencial, quando as tentativas de desqualificar uma candidata não respeitaram limites morais. Mas recebi há dias uma informação que me parece verdadeira e digna de atenção: é sobre sacolas plásticas.

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2Sacolas plásticas“No mar, tanta tormenta e tanto dano”
De acordo com a National Geographic, aquelas “inocentes” sacolas plásticas são uma verdadeira praga a se multiplicar, pois elas não podem ser (como as garrafas pet) recicladas, tendo sempre seu estoque renovado. Quer dizer, são recicláveis, mas isso não é economicamente viável: uma tonelada de sacolas recicladas custa mais de 100 vezes o valor da mesma quantidade de sacolas novas. Elas chegam ao mar (4 milhões de quilos por ano!), aos rios e às matas. Nas nossas ruas, impedem o escoamento da água. Engolidas como se fossem comida, matam cerca de 200 tipos de vida marinha (baleias, focas, peixes, tartarugas), com risco de voltar ao nosso prato, já em forma de polímero tóxico de petróleo.
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Sabe alguém onde posso comprar um aió?
A China, Bangladesh, Israel, Rwanda, parte da Índia, Quênia, Tanzânia, Singapura,Taiwan são lugares onde as sacolas plásticas foram abolidas ou estão em vias de sê-lo. São Francisco (aquela onde I left my heart!) foi a primeira cidade americana a proibir as sacolas, o que depois se estendeu a Oakland (também na Califórnia) e Boston. No Brasil, houve uma tentativa em São Paulo, mas frustrou-se, em nome do “direito costumeiro do consumidor”. Por aqui, talvez as sacolas tenham mais defensores do que acusadores, o que lhes garante vida longa. Eu, convencido, já estou à procura de um bocapiu ou, talvez – pois tenho sob controle meu consumismo – um aió. Saberia a gentil leitora onde posso adquirir um bom e honesto… aió?
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“ASSEMBLEIA CAUDEJANTE E RUMINATIVA”

4João Guimarães RosaNa novela “Minha gente”, Guimarães Rosa (foto), do fundamental Sagarana/1946, chama a atenção este diálogo, entre um homem da cidade e José Malvino, trabalhador rural, que é “um camarada analfabeto mas, no seu tempo e para seu gasto, pensa esperto”. Diante de “uma assembleia, caudejante e ruminativa, de bois e vacas”, sobre que pairam interesseiros carcarás, “com elegância decadente e complicada pintura de roupagens”, o cara da cidade resolve pôr à prova a sagacidade do caipira: “– O que você acha de mais bonito neles? – pergunta. José Malvino ensaia um sorriso sem graça, pensando que querem fazê-lo de bobo, mas responde, dentro de seu entendimento das coisas”.
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5CarcaráGente talentosa, de sangue envenenado
“– Se o senhor doutor está achando alguma boniteza nesses pássaros, eu cá é que não vou dizer que eles são feios… Mas, pra mim, seu doutor não leve a mal, pra mim, coisa que não presta não pode ter nenhuma beleza”. Gosto dessa passagem, por achá-la ilustrativa do pensamento idealista, a compreensão de que o belo é bom, o feio é mau. Mesmo “vacinado”, já me deixei levar por essa filosofia atravessada, confundindo talento e competência com moral e ética. Intelectuais não são, necessariamente, boa gente; são, às vezes, gente talentosa, de sangue envenenado. O cinema já foi assim, formado por vilão feio e mocinho bonito. Muitas vezes, as aparências enganam, na tela e na vida.
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Almas secas, sofridas e atormentadas
Carlos Lacerda era ótimo exemplo da combinação de talento com ruindade. Certa vez, falando do ditador Castelo Branco, que lhe contrariara o plano de ser presidente da República, disse (citação de memória, sujeita a chuvas e trovoadas): “ – Vocês acham que ele é feio por fora? Pois eu lhes afirmo que ele é mais feio ainda por dentro. Eu vi!…” Era só uma grande “tirada” retórica, mas bem que seria interessante sabermos o que vai no íntimo das pessoas, olhá-las por dentro e ver que, em muitos casos, o corpo bonito é apenas abrigo de uma alma seca, sofrida e atormentada, se não morta e esquecida entre nós. Como um livro de bela capa, mas de asqueroso conteúdo…
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ELIS, A QUE CANTAVA SAMBA… “ASSIM”

Creio que a crítica dedicou pouco espaço e tempo à especial técnica de Elis Regina como cantora de samba, talvez porque ela mesma não gostasse de rótulos limitantes. É seu lado menos visível. Sem preocupações de disputar com as “donas” desse segmento (Clara Nunes, Beth Carvalho, Alcione), Elis encontrou uma forma própria de expressão, com um cantar suave, suingado, envolvente, a caminho do jazz. Ela gravou o LP Samba eu canto assim (1965), mas, nessa linha, eu acho ainda melhor a seleção A arte maior de Elis Regina, de 1983. Lá estão, pelo menos, três sambas maravilhosamente vividos: Triste, Folhas secas e Alô, alô, taí, Carmem Miranda.
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A marca Elis Regina em tudo que tocava
Seja tema contemporâneo, como Triste (Tom Jobim), enredo (Alô, alô…/Império Serrano, 1972) clássicos – É com esse que eu vou (Pedro Caetano/1948) e Saudosa maloca (Adoniran Barbosa/1955) – a tudo a cantora dava seu toque pessoal, tudo submetia à marca Elis Regina. O livro Guerreira da utopia, de Wagner Fernandes, sobre Clara Nunes, causou mal-estar entre Alcione e Beth Carvalho (Beth questionou o repertório de Clara, Alcione disse que a mineira era tão “inatacável” quanto a própria Beth). Elis ficou fora da “briga”, por motivos óbvios. Aqui, a temos ao vivo, no saudoso Ensaio da TV Cultura/1973, com César Camargo Mariano ao piano: É com esse que eu vou.

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(O.C.)

"MÚSICO TEM QUE QUE TER LIBERDADE", DIZ VOCALISTA DO GRUPO REVELAÇÃO

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O vocalista do grupo de samba carioca Revelação, Xande de Pilares, concedeu entrevista ao PIMENTA e falou do show na AABB e, claro, de música. Ontem, o grupo se apresentou em Itabuna e reuniu cerca de 5 mil pessoas, segundo a polícia militar.
Xande abordou um tema polêmico, o projeto de lei da deputada estadual baiana Luiza Maia (PT) contra a baixaria na música, impedindo órgãos públicos de contratarem atrações que executam canções com letras que estimulem ou façam menção ao preconceito ou à violência, por exemplo.
Ele se posiciona contra. “Cada um quer mandar a mensagem da sua forma. O músico tem que ter liberdade de expressão”. Xande lembra canções clássicas da MPB que, fazendo uma leitura bem própria, poderiam assumir a conotação mencionada no texto do projeto, a exemplo de Geni e o zepelim.
O vocalista do grupo que ganhou o Brasil cantando samba partido-alto ainda agradeceu ao público pela resposta logo “de cara”. “Já na primeira música, Pai, que é a nossa canção de trabalho, o público foi quem cantou as primeiras frases. Estamos muito felizes, particularmente em Itabuna, onde vimos pela primeira vez”.
Xande também abordou um tema caro ao samba: o boicote da mídia. Para ele, houve uma mudança significativa nas duas últimas décadas, quando o samba passou a ser tocado com maior densidade também nas rádios FMs. “Houve época em que [o samba] nem tocava nas rádios ou em outros lugares, porque a polícia prendia. A gente já conseguiu uma vitória bem grande”.

Show do grupo Revelação lotou a área livre da AABB-Itabuna (Foto Pimenta).

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