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15 de abril de 2021 | 11:35 am

GRUPO SÃO LUIZ INVESTIRÁ R$ 192 MILHÕES EM USINAS NO EXTREMO-SUL DA BAHIA

Grupo São Luiz anuncia investimentos de quase R$ 200 milhões no extremo-sul || Foto Divulgação
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As usinas Santa Cruz, em Santa Cruz Cabrália, e Santa Maria, em Medeiros Neto, pertencentes ao grupo São Luiz, vão investir R$ 192,4 milhões em ampliações nas unidades industriais e área agrícola para produção de etanol anidro e hidratado. O incremento na capacidade de produção dos produtos será de 86,5 mil m³/ano. Já no campo, a produção a mais de cana-de-açúcar será de 1,1 milhão de toneladas por ano.

Os protocolos de intenções foram assinados com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) na última semana e anunciados nesta quarta (26). “Eu acredito muito na agroindústria. A cultura da cana-de-açúcar tem gerado e vai gerar muito mais empregos no nosso estado. Hoje vemos duas usinas consolidadas ampliando seus projetos no extremo-sul”, afirma o vice-governador João Leão, secretário da pasta.

De acordo com Luiz Carlos Queiroga, diretor da usina Santa Maria, os investimentos nas usinas têm sido constantes. “A cultura da cana não existia nesta região, fomos pioneiros, hoje já está enraizado na Bahia. Esperamos continuar expandindo e atingir a capacidade total das usinas. No caso de Medeiros Neto, onde fica a Santa Maria, o município não tinha nenhuma indústria quando chegamos. O povo vivia de pecuária, sem nenhuma tecnologia, ninguém sabia o que era cana, nós que introduzimos a cultura”, conta.

Na usina Santa Maria, em Medeiros Neto, serão investidos R$ 67 milhões na unidade industrial e R$ 64 milhões no campo. Com a ampliação, a previsão é que a produção de etanol hidratado e anidro passe de 96 mil m³/ano para 160 mil m3/ano, onde serão mantidos os 225 empregos diretos e criados mais 60. No campo, a produção de cana-de-açúcar vai saltar de 1,2 milhão de toneladas para 2 milhões de toneladas ao ano. Os 1,8 mil empregos diretos serão mantidos e mais 700 serão gerados no período de safra.

Em Santa Cruz Cabrália, a produção de etanol vai dobrar na usina Santa Cruz, passando de 22,5 mil m³/ano para 45 mil m³/ano. Serão investidos R$ 15,6 milhões na unidade industrial, criados 45 empregos diretos e mantidos 131.

Na área agrícola, os investimentos serão de R$ 45,8 milhões e a produção de cana-de-açúcar também vai dobrar, saindo dos atuais 300 mil t/ano para 600 mil t/ano. No período de safra, além de manter os 900 empregos diretos, serão criados mais 370.

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ALVO ERRADO

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A Prefeitura de Santa Maria-RS fechou uma casa noturna doze dias da tragédia que matou 235 jovens na Boate Kiss. Segundo a reportagem da Agência Brasil, o alvo do poder de polícia foi justamente a Boate do DCE (Diretório Central dos Estudantes), que era ponto de encontro dos alunos da Universidade Federal.
O prefeito do município, Cezar Shirmer usa o episódio para afirmar que sua administração realiza vistorias em tais estabelecimentos e os interdita quando a medida se justifica.
Nem sempre.

AUMENTA PREOCUPAÇÃO COM SEGURANÇA EM CASAS NOTURNAS

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A tragédia ocorrida na cidade gaúcha de Santa Maria, onde mais de 230 jovens morreram após um incêndio na boate Kiss, acendeu a luz amarela em diversos municípios brasileiros. Muitos despertaram para o fato de que têm casas noturnas onde nunca houve muito rigor no cumprimento das normas de segurança, o que põe em risco a vida de quem frequenta esses estabelecimentos.
Em Itabuna, a Prefeitura anuncia uma ação de fiscalização preventiva. De acordo com a assessoria do governo, a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo reúne às 10 horas desta quarta-feira, 30, no Centro Administrativo, proprietários de bares e casas de show. O objetivo é exatamente discutir as condições de segurança desses locais.
A expectativa é de que o governo seja mais duro na inspeção dos estabelecimentos, antes da emissão dos próximos alvarás.

PROFESSOR PERDE 31 ALUNOS EM TRAGÉDIA NO RIO GRANDE DO SUL

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Tragédia causou 231 mortes em Santa Maria (RS) (Foto Deivid Dutra/Ag. Brasil).

Tragédia causou 231 mortes em Santa Maria (Foto Deivid Dutra/Ag. Brasil).

O professor Silvio Henrique Vidal Dorneles, do curso de agronomia da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), diz que o momento agora é tentar dar apoio às famílias e às vítimas que ainda estão hospitalizadas. Ele também se prepara para a volta às aulas no próximo dia 1º de fevereiro. 31 alunos do curso que Dorneles dá aula morreram no incêndio que atingiu a boate Kiss neste final de semana.
“Vai ser muito difícil. Somente em uma das minhas turmas oito alunos faleceram. Estamos em provas finais. Será muito difícil retornar. Nós professores e todos os demais servidores estamos muito abalados com tudo essa tragédia”, contou.
Dorneles conta que soube do incêndio por volta de 3h de domingo, por um cunhado que é enfermeiro do Hospital de Caridade, em Santa Maria. “Ele me ligou quando chegaram as primeiras vítimas. Começamos naquele momento as buscas e sabíamos que lá estavam muitos alunos nossos da agronomia, zootecnia, engenharia de alimentos”, relembra.
Leia mais no site da Band News FM

FOI EM SANTA MARIA, MAS…

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A tragédia da madrugada deste domingo, 27, na cidade gaúcha de Santa Maria, poderia ter ocorrido em qualquer outro lugar. Situações como a falta de estrutura adequada para realizar eventos de maior porte, ausência de equipamentos básicos de segurança e de fiscalização rigorosa não são uma exclusividade do município que se tornou triste ao ver mais de 240 vidas se perderem em questão de minutos.
Para evitar que tanto sofrimento se repita, é necessário que o poder público cumpra seu papel e exija de quem promove eventos a garantia de condições adequadas, sem colocar em perigo  a vida de ninguém. O risco é elevado e a cobrança deve ser feita, não apenas sob o impacto imediato da tragédia, mas como ação permanente.
Em Salvador, uma vereadora já está cobrando mais rigor na fiscalização realizada pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom), Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros. Vale o mesmo para todas as cidades.
 

A TRAGÉDIA DE SANTA MARIA

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marco-lessa-festival-do-chocolateMarco Lessa | marcolessa@m21.com.br
 

É preciso compreender que um aniversário infantil é um evento. Um culto é um evento. Uma reunião num restaurante é um evento. E cada local ou evento deve requerer o suporte profissional e autorização dos órgãos competentes para acontecer ou funcionar.
 

O que tirar de lições em meio a tanta dor? Que a vida é o que realmente importa. Que a economia mais irresponsável e burra que um empresário pode ter é com segurança e planejamento.
Antes de mais nada, é importante tirar os holofotes dos eventos culturais ou musicais e repensar qualquer local que reúna um número maior de pessoas, como igrejas, restaurantes, bares, clubes, postos de gasolina, etc.
A boate onde ocorreu a tragédia poderia ter segurança e extintores. Mas fogo, material inflamável e excesso de pessoas formam uma uma bomba relógio. E desta vez estourou.
É preciso planejar e considerar todas as probabilidades, todos os riscos e, se houver algum relevante, considerar seriamente até o cancelamento do evento – reunião de pessoas em torno de um objetivo comum.
Como organizador de eventos há mais de 20 anos, sei da complexidade deste setor, que envolve, num simples show, mais de 30 fornecedores diferentes, com responsabilidades diferentes, que vão desde o local a montagem de uma enfermaria, da empresa de bebidas a montadora de estrutura como palco, etc. Quando o evento é um congresso, um festival, torna-se mais complexo ainda.
Há cerca de cinco anos, quando presidente do Convention Bureau, criei, em parceria com o Centro de Convenções de Ilhéus, uma série de reuniões entre produtores, organizadores de eventos, entidades, órgãos públicos, autoridades e sociedade civil, visando regulamentar a realização de eventos no Centro de Convenções e que gerasse um documento para a cidade. Nasceu uma cartilha inédita na Bahia, elogiada inclusive pela Secretaria de Turismo do Estado.
Precisamos retomar e ampliar essa proposta, em caráter imediato. É preciso compreender que um aniversário infantil é um evento. Um culto é um evento. Uma reunião num restaurante é um evento. E cada local ou evento deve requerer o suporte profissional e autorização dos órgãos competentes para acontecer ou funcionar.
O Festival de Verão, por exemplo, reuniu em Salvador, recentemente, mais de 100 mil pessoas e nada de grave aconteceu. Em Santa Maria, eram menos de 2 mil e 240 desapareceram precocemente.
A vida é o que realmente importa.
Marco Lessa é publicitário e presidente da Atil (Associação do Turismo de Ilhéus).

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