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12 de julho de 2020 | 04:36 pm

ALVO ERRADO

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A Prefeitura de Santa Maria-RS fechou uma casa noturna doze dias da tragédia que matou 235 jovens na Boate Kiss. Segundo a reportagem da Agência Brasil, o alvo do poder de polícia foi justamente a Boate do DCE (Diretório Central dos Estudantes), que era ponto de encontro dos alunos da Universidade Federal.
O prefeito do município, Cezar Shirmer usa o episódio para afirmar que sua administração realiza vistorias em tais estabelecimentos e os interdita quando a medida se justifica.
Nem sempre.

AUMENTA PREOCUPAÇÃO COM SEGURANÇA EM CASAS NOTURNAS

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A tragédia ocorrida na cidade gaúcha de Santa Maria, onde mais de 230 jovens morreram após um incêndio na boate Kiss, acendeu a luz amarela em diversos municípios brasileiros. Muitos despertaram para o fato de que têm casas noturnas onde nunca houve muito rigor no cumprimento das normas de segurança, o que põe em risco a vida de quem frequenta esses estabelecimentos.
Em Itabuna, a Prefeitura anuncia uma ação de fiscalização preventiva. De acordo com a assessoria do governo, a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo reúne às 10 horas desta quarta-feira, 30, no Centro Administrativo, proprietários de bares e casas de show. O objetivo é exatamente discutir as condições de segurança desses locais.
A expectativa é de que o governo seja mais duro na inspeção dos estabelecimentos, antes da emissão dos próximos alvarás.

PROFESSOR PERDE 31 ALUNOS EM TRAGÉDIA NO RIO GRANDE DO SUL

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Tragédia causou 231 mortes em Santa Maria (RS) (Foto Deivid Dutra/Ag. Brasil).

Tragédia causou 231 mortes em Santa Maria (Foto Deivid Dutra/Ag. Brasil).

O professor Silvio Henrique Vidal Dorneles, do curso de agronomia da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), diz que o momento agora é tentar dar apoio às famílias e às vítimas que ainda estão hospitalizadas. Ele também se prepara para a volta às aulas no próximo dia 1º de fevereiro. 31 alunos do curso que Dorneles dá aula morreram no incêndio que atingiu a boate Kiss neste final de semana.
“Vai ser muito difícil. Somente em uma das minhas turmas oito alunos faleceram. Estamos em provas finais. Será muito difícil retornar. Nós professores e todos os demais servidores estamos muito abalados com tudo essa tragédia”, contou.
Dorneles conta que soube do incêndio por volta de 3h de domingo, por um cunhado que é enfermeiro do Hospital de Caridade, em Santa Maria. “Ele me ligou quando chegaram as primeiras vítimas. Começamos naquele momento as buscas e sabíamos que lá estavam muitos alunos nossos da agronomia, zootecnia, engenharia de alimentos”, relembra.
Leia mais no site da Band News FM

FOI EM SANTA MARIA, MAS…

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A tragédia da madrugada deste domingo, 27, na cidade gaúcha de Santa Maria, poderia ter ocorrido em qualquer outro lugar. Situações como a falta de estrutura adequada para realizar eventos de maior porte, ausência de equipamentos básicos de segurança e de fiscalização rigorosa não são uma exclusividade do município que se tornou triste ao ver mais de 240 vidas se perderem em questão de minutos.
Para evitar que tanto sofrimento se repita, é necessário que o poder público cumpra seu papel e exija de quem promove eventos a garantia de condições adequadas, sem colocar em perigo  a vida de ninguém. O risco é elevado e a cobrança deve ser feita, não apenas sob o impacto imediato da tragédia, mas como ação permanente.
Em Salvador, uma vereadora já está cobrando mais rigor na fiscalização realizada pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom), Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros. Vale o mesmo para todas as cidades.
 

A TRAGÉDIA DE SANTA MARIA

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marco-lessa-festival-do-chocolateMarco Lessa | marcolessa@m21.com.br
 

É preciso compreender que um aniversário infantil é um evento. Um culto é um evento. Uma reunião num restaurante é um evento. E cada local ou evento deve requerer o suporte profissional e autorização dos órgãos competentes para acontecer ou funcionar.
 

O que tirar de lições em meio a tanta dor? Que a vida é o que realmente importa. Que a economia mais irresponsável e burra que um empresário pode ter é com segurança e planejamento.
Antes de mais nada, é importante tirar os holofotes dos eventos culturais ou musicais e repensar qualquer local que reúna um número maior de pessoas, como igrejas, restaurantes, bares, clubes, postos de gasolina, etc.
A boate onde ocorreu a tragédia poderia ter segurança e extintores. Mas fogo, material inflamável e excesso de pessoas formam uma uma bomba relógio. E desta vez estourou.
É preciso planejar e considerar todas as probabilidades, todos os riscos e, se houver algum relevante, considerar seriamente até o cancelamento do evento – reunião de pessoas em torno de um objetivo comum.
Como organizador de eventos há mais de 20 anos, sei da complexidade deste setor, que envolve, num simples show, mais de 30 fornecedores diferentes, com responsabilidades diferentes, que vão desde o local a montagem de uma enfermaria, da empresa de bebidas a montadora de estrutura como palco, etc. Quando o evento é um congresso, um festival, torna-se mais complexo ainda.
Há cerca de cinco anos, quando presidente do Convention Bureau, criei, em parceria com o Centro de Convenções de Ilhéus, uma série de reuniões entre produtores, organizadores de eventos, entidades, órgãos públicos, autoridades e sociedade civil, visando regulamentar a realização de eventos no Centro de Convenções e que gerasse um documento para a cidade. Nasceu uma cartilha inédita na Bahia, elogiada inclusive pela Secretaria de Turismo do Estado.
Precisamos retomar e ampliar essa proposta, em caráter imediato. É preciso compreender que um aniversário infantil é um evento. Um culto é um evento. Uma reunião num restaurante é um evento. E cada local ou evento deve requerer o suporte profissional e autorização dos órgãos competentes para acontecer ou funcionar.
O Festival de Verão, por exemplo, reuniu em Salvador, recentemente, mais de 100 mil pessoas e nada de grave aconteceu. Em Santa Maria, eram menos de 2 mil e 240 desapareceram precocemente.
A vida é o que realmente importa.
Marco Lessa é publicitário e presidente da Atil (Associação do Turismo de Ilhéus).

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