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13 de maio de 2021 | 12:31 pm

O FIM DAS FESTAS RELIGIOSAS E PROFANAS

Tempo de leitura: 4 minutos

Desde o despertar em Canavieiras – com a alvorada de fogos – que assisto ao filme da minha vida, lembrando da infância, dos amigos presentes e os que se foram, sempre rogando por uma vida melhor. Não podemos mudar o rumo da vida, mas sempre é bom pedir a proteção de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e as bênçãos do seu filho para atravessarmos os perigos deste mundo. Mesmo sem festa, vamos vivendo.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Acordei às 5 da manhã desta terça-feira (8) com o espocar de fogos, o que não é nenhuma novidade aqui nesta Canavieiras de São Boaventura, acostumada à pirotecnia para comemorar de tudo, ou até mesmo nada. Olhos ainda entreabertos, perguntei à minha mulher em que dia estávamos, com a simples finalidade de tentar descobrir o que comemorávamos, uma data festiva, uma data religiosa, enfim, o porquê dos fogos.

Dia 8 de dezembro. Imediatamente passou um filme pela minha cabeça, quando ainda na juventude acordava de madrugada e me preparava para a comemoração de nossa Santa Padroeira, Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Era um tempo próspero para o bairro da Conceição, em Itabuna, em virtude da chegada dos frades capuchinhos – freis Isaías, Justo e Apolônio – com a missão de construir uma igreja em sua homenagem.

Quando disse tempo próspero, não me enganei. O propósito de transformar uma simples capelinha de madeira em uma grande igreja era um desafio a ser vencido pelos capuchinhos e a singela comunidade. Aos poucos passamos a conviver com os três religiosos como se fossem de nossas famílias, dada a integração e o jeitinho de pedir todos os tipos de colaboração para a concretização da obra.

Para nós meninos – dos sete, oito, 10 anos – acompanhar as obras e as funções religiosas era uma vida nova, uma atividade bem diferente, a qual complementava o período de estudos, os jogos de futebol, gude e todos os tipos de brincadeiras. Passamos a conviver com operários de outros lugares, ávidos – como nós – a ouvir e contar histórias, muitas delas vindas do nosso imaginário. Creio que deles também.

Com mais pessoas circulando, o nem tão acanhado comércio do bairro passou a vender mais e a cada momento chegava um caminhão com pedra, areia, cimento, tijolos e até um bate-estaca, equipamento nunca visto por nós. Admirávamos o operador a manejar aquela máquina, subindo e descendo aquele enorme cilindro para cavar os fundos buracos onde seriam levantadas as potentes colunas.

Nas horas vagas, ajudávamos a carregar material de construção [não era crime o trabalho infantil, mesmo voluntário], conversávamos com os frades que nos cobravam bons resultados nas aulas de catecismo ministrada pela professora Maria Zélia e prometia lugar nas funções religiosas na atividade de coroinha. Fui o primeiro a vestir a batina branca com gola e faixa azuis de coroinha – cores de Nossa Senhora da Conceição. Uma glória!

Após alguns anos, Igreja Matriz pronta e inaugurada, nossa autoestima nas nuvens, nos igualávamos com os moradores de outros bairros e do centro da cidade, pois já gozávamos de privilégios tais como uma igreja, ruas calçadas com paralelepípedos e até água encanada em algumas ruas. Com a igreja pronta, os frades iniciaram a construção de um grande colégio. Passamos a nos sentir itabunenses de verdade.

Àquela época convivíamos harmonicamente com os “crentes” de todas as denominações, isso após ver o bom relacionamento entre os frades e os pastores. E foram frei Justo, frei Isaías e frei Apolônio os incentivadores sociais da comunidade. Durante a novena em homenagem à Nossa Senhora da Imaculada Conceição, as barraquinhas com quermesses, bingos, comidas e bebidas típicas (doadas) reunia toda a comunidade.

E com nossa vida religiosa em alta, as vocações sacerdotais afloravam e, mais uma vez, fui o primeiro a ir para o seminário. Primeiro, Vitória da Conquista, em seguida, Feira de Santana, nas quais recebi educação escolar, moral e religiosa exemplar. Aos poucos vou recebendo os amigos de infância no seminário, não sei se por vocação ou por terem se inebriado com minhas visitas a Itabuna vestido com a batina de São Francisco.

Brincadeiras à parte, os frades capuchinhos foram responsáveis diretos pela transformação do bairro da Conceição, uma localidade acanhada e jocosamente chamada de Abissínia (em alusão ao país africano – Etiópia – em guerra), para um bairro charmoso e próspero. A igreja continua lá, altaneira, com seus ministros religiosos pregando a paz entre os povos.

Entretanto, este ano a Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição não pode realizar, como sempre fez, a festa em homenagem à Padroeira devido à pandemia da Covid-19. Se por um lado perde a convivência social, quem sabe do religioso contribui para o fortalecimento dos laços afetivos entre os moradores e fiéis, tão necessário nesses tempos difíceis, mas superáveis.

Desde o despertar em Canavieiras – com a alvorada de fogos – que assisto ao filme da minha vida, lembrando da infância, dos amigos presentes e os que se foram, sempre rogando por uma vida melhor. Não podemos mudar o rumo da vida, mas sempre é bom pedir a proteção de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e as bênçãos do seu filho para atravessarmos os perigos deste mundo. Mesmo sem festa, vamos vivendo.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

A POLÊMICA SOBRE O VERDADEIRO DIA DE SÃO BOAVENTURA

Tempo de leitura: 3 minutos

Nesta quarta-feira, 15 de julho, os tradicionalistas tiveram que se conformar, haja vista que a pirotecnia poderia ser realizada, menos as atividades das barracas, que tinham de ser presenciais.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Passei toda esta terça-feira (14) em casa, acabrunhado por não ter como participar dos festejos em homenagem a São Boaventura, rever os amigos que vêm homenagear o santo em seu dia. Tudo cancelado por causa da pandemia. Minha única esperança era nesta quarta-feira (15) ir à praça da Matriz rever os católicos tradicionais que comemoram a data no seu verdadeiro dia, 15 de julho.

Dia 14 de julho é data para se comemorar a tomada da Bastilha, marco central da Revolução Francesa, que nada tem a ver com Canavieiras, também conhecida como Canes, com um “n” só para não rivalizar com a cidade da Riviera francesa. São Boaventura era italiano e sua segunda pátria, pelo que consta nos estudos do memorialista Raimundo Tesdesco, é Canavieiras.

Para evitar as inevitáveis (pode?) polêmicas eu fico com as duas datas: dou uma no cravo e outra na ferradura, festejando nos dias 14 e 15, além do tradicional cortejo e lavagem da escadaria da igreja. Este ano, se não fosse pelas estrepolias de Tolé, nem as escadas seriam lavadas, o que por certo seria um desgosto a mais para São Boaventura, já chateado com a mudança de datas.

Pelo que consta, na farta documentação da Igreja Católica Apostólica Romana está registrado o dia 15 de julho de 1274 como a data de seu falecimento e não 14 como hoje festeja a igreja em Canavieiras. Como não gosto de desagradar os amigos, me reúno com todos eles nas barracas montadas na praça da igreja para homenagear o santo. Comemos e bebemos de acordo com a tradição, sem qualquer atrito.

Pelo que Tedesco me contou, essa história da data é uma questiúncula que já deu muito o que falar. Ele jura que no livro de Tombo da paróquia consta que a trezena era iniciada no dia 2 de julho – dia do Caboclo – e se estendia ao dia 15, com festas noturnas bancadas a cada dia por um grupo de devotos, que se esmeravam em promover uma mais rica que a outra, numa demonstração de poder e fazer média com o padroeiro.

Mas num determinado ano, o padre de Belmonte reclamou com seu colega canavieirense que eles não prestigiavam a padroeira da cidade vizinha, Nossa Senhora do Carmo, Mãe de Jesus Cristo, também comemorada na mesma data. Por uma questão de hierarquia, Belmonte merecia a visita dos canavieirenses. O padre canavieirense não contou conversa e antecipou o festejo em um dia.

No dia 15 mais de 10 canoas aportaram em Belmonte com os fiéis canavieirenses, tendo à frente o padre, pensativo com o argumento que utilizaria para acomodar os católicos tradicionais emburrados com a mudança. Rezaram, cantaram e louvor a Nossa Senhora do Carmo, e aqui chegando foi proposta uma eleição para a escolha da nova data. Os cabos eleitorais do padre foram mais convincentes e 14 de julho transformada em data oficial.

Embora perdessem a eleição, os católicos tradicionais não se conformaram e continuaram por muitos anos comemorando São Boaventura no dia 15, até chegar ao esquecimento. Anos depois, resgatada a história, um grupo de rapazes bem-intencionados resolveram ampliar os festejos ao padroeiro por mais um dia, sob protesto dos dirigentes da igreja – padre e assessores.

Da suntuosidade da festa do dia anterior foram abolidas as cerimônias religiosas, por motivos óbvios, o que em nada abalou a boa vontade do grupo, que se limitou ao uso de algumas ferramentas de marketing. Desprovidos de um sino, compraram 15 dúzias de foguetes e pistolões, que soltavam aos poucos para chamar a atenção da comunidade, espantada com a pirotecnia.

Tudo foi estudado milimetricamente pelos rapazes, que no dia anterior propuseram uma parceria aos donos de duas barracas para que ficassem abertos no dia seguinte, com a promessa de alto faturamento. Além alvorada pirotécnica, que se estende por todo o dia, comem e bebem nas barracas e ainda promovem debates sobre a influência de São Boaventura na sociedade canavieirense e contabilizam a quantidade de Boinhas.

Com essa pandemia, acabou a tradição dos católicos tradicionalistas e até algumas dos contemporâneos. E explico: Ao final da procissão, o pároco – da escadaria da Igreja – asperge água benta em carros, motos e bicicletas. Para completar o ato de fé e de confiança no poder de São Boaventura, a população se dirige ao andor do Santo para retirar e guardar as folhas e flores que enfeitavam o andor.

Conforme reza a tradição, quem guardar uma folha ou um pedaço de flor na carteira, não terá dificuldades financeiras, males e doenças. Essa parte ainda foi possível ser feita, pois a procissão foi transformada em carreata. Já nesta quarta-feira, 15 de julho, os tradicionalistas tiveram que se conformar, haja vista que a pirotecnia poderia ser realizada, menos as atividades das barracas, que tinham de ser presenciais.

Estamos chocados com a falta dessa tecnologia para proporcionar uma homenagem tão especial.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

SERIA SÃO BOAVENTURA UM SANTO PERALTA?

Tempo de leitura: 4 minutos

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com
 
 

Pelo meu pensar, livre pensar, o líder desse padre de meia batina deveria ser o bispo e outras autoridades religiosas, de acordo com a hierarquia da Igreja Católica, merecedoras do nosso respeito, já que não tem o dele.

 
Não leve o título deste artigo como pejorativo. Pelo contrário. É enaltecedor das peripécias de que pode ser capaz, seja por inconformismo de sua nova casa ou pelo comportamento de seus seguidores. Há quem tenha levantado a tese de que seriam essas suas novas travessuras fruto da redução do número de devotos, haja vista o aumento geométrico dos protestantes, cada vez maior seguidores das velhas e novas denominações de igrejas.
Eu, com toda a sinceridade, não comungo esse estudo, se é que assim pode ser chamado, por não ter visto nenhuma base científica nesta pesquisa, que, de tão chula não pode, sequer, ser chamada de empírica. Acho que nem mesmo tenha saído de conversa de boteco, já quando os clientes se encontram fora do controle de suas faculdades mentais, devido aos efeitos do alto consumo das variadas bebidas alcoólicas.
Para não enrolar muito, explico nessas poucas linhas: É que me senti inconformado com o sumiço da placa de comemoração dos 300 anos de fundação da Paróquia de São Boaventura, há poucos recuados dias. E olha que não é todo dia que temos comemorações deste tipo, com a presença de altas autoridades civis e eclesiásticas, dada a importância do evento.
Acredito, mas longe de mim afirmar que o sumiço da placa tenha sido ação de oposicionistas religiosos intolerantes, do tipo do que estamos vendo todos os dias explodindo prédios e gente por esse mundo de meu Deus. Pelos meus cálculos, isso deve ser fruto de algum desses poucos ateus que habitam em Canavieiras e que agem com certa frequência conforme os ditames da anarquia.
E demonstro: Já no auge dos festejos, um painel que retratava os feitos e eventos históricos da Paróquia de São Boaventura apareceu com uma das fotos fora da ordem, ou seja, de cabeça pra baixo. Após a descoberta, não se discutiu muito o assunto, acho que por acreditarem sem importância, incapaz de levar qualquer mácula, ou pequena nódoa que seja. Tudo bem, passou em brancas nuvens, sem qualquer relevância.
Mas, com o sumiço da placa, os fiéis devotos de São Boaventura não se conformaram e passaram a questionar os pequenos atentados que devem ter a finalidade de desprestigiar tão brilhante homenagem. Mereceu até matéria jornalística investigativa do repórter Nei Amaral, da Costa Sul FM, que incomodaram setores da Igreja, e os motivaram a procurar tal profanada placa, finalmente encontrada num depósito no quintal da paróquia.
Se todos dão o caso por solucionado, volto a dizer que não comungo desse resultado. Mesmo sem ser historiador e não ter o conhecimento do mestre Durval Filho, nem dos memorialistas Raimundo Tedesco, Antônio Tolentino ou Beto Pescoço de Galinha, o que pouco passei as vistas dos acontecimentos pretéritos, a própria imagem de São Boaventura já fez algumas viagens sem a permissão dos dirigentes da Igreja.
Contam que trazida do Poxim para Canavieiras (sede), a imagem do seráfico doutor sumia da Igreja e voltava para o Poxim, caminhando pela praia, onde deixava seus passos impressos na areia. Lenda ou não, faz parte da h(e)istória e levanta a suspeita de que não estaria sendo tratado com a importância do “amável padroeiro”, daí voltando, vez em quando, para o local em que teria desembarcado do navio que o trouxe da Europa.
Ligando um ponto a outro, me lembrei da indignação de um católico fervoroso que não se conformava com o tratamento dispensado por um frade nascido em Canavieiras e que nem mesmo esperou a homilia e deixou a missa por acabar para embarcar num avião. O motivo alegado por esse padre de meia batina é que teria que embarcar para Curitiba, onde participaria de uma manifestação pro Lula, preso na Polícia Federal. Te desconjuro!
Até onde me remete os parcos conhecimentos sobre os votos e a ordenação sacerdotal, as obrigações religiosas estariam acima das mundanas, principalmente das políticas. Quem é que vai acreditar que um padre abandonou o altar para visitar um seu líder, preso por embolsar dinheiro de forma desonesta, como disse a Justiça? Mas me disseram: não ligue não, pois o Tribunal de Contas também não leva muita fé nas ações desse padre, quando na política. Tudo farinha do mesmo saco!
Pelo meu pensar, livre pensar, o líder desse padre de meia batina deveria ser o bispo e outras autoridades religiosas, de acordo com a hierarquia da Igreja Católica, merecedoras do nosso respeito, já que não tem o dele. Mas isso é assunto para o Direito Canônico e outros regulamentos religiosos resolverem se deverão ou não submeterem o dito cujo aos rigores da lei. Será que falta uma força tarefa do tipo Lava Jato na Igreja?
Para concluir, acredito piamente que esse sumiço da placa comemorativa e da colocação da foto de cabeça pra baixo no painel comemorativo foi um recado dado à população de Canavieiras pelo festejado arcebispo de Albano. Ainda mais quando ele é festejado nesta cidade em data antecipada, 14 de julho, quando a data correta é 15 de julho, que também deixou de ser comemorada por um bando de infiéis.
Castigo…na certa. Depois não reclamem das peraltices do Santo.
Walmir Rosário é advogado, radialista e jornalista, além de editor do Cia da Notícia.

300 ANOS DE DEVOÇÃO EM CANAVIEIRAS

Tempo de leitura: 2 minutos
Milhares de pessoas se concentraram na lavagem das escadarias da Igreja Matriz (Foto Wagnevilton Ferreira).

Milhares de pessoas se concentraram na lavagem das escadarias da Igreja Matriz (Foto Wagnevilton Ferreira).

Fiéis católicos de Canavieiras encerram nesta terça (14) as homenagens São Boaventura, santo padroeiro do município. Os nativos da Canes sul-baiana completam 300 anos de devoção a São Boaventura em 1718. Ontem (12), milhares de pessoas se uniram em uma mistura de sagrado e profano na procissão e lavagem das escadarias da Igreja Matriz.

O cortejo teve início às 11h30min, saindo da praça Maçônica, percorrendo a avenida Octávio Mangabeira (rua 13) até chegar à praça São Boaventura, onde está localizada a Igreja Matriz. O percurso foi animado pela Banda Selva Branca, no trio elétrico Atrevido, acompanhada de blocos, grupos de baianas, caboclos, capoeira, charangas e fanfarra.

Ao chegar na praça São Boaventura, o cortejo deu lugar ao comando das baianas e grupos de candomblé, que lavaram a escadaria da Igreja de São Boaventura e aspergem água de cheiro na cabeça das pessoas, num cerimonial que simboliza a purificação da vida. Esse simbolismo contagia a todos, que buscam a proteção do Santo e da entidades que representam o sincretismo das entidades do candomblé.

Prefeito e fiéis participam de lavagem (Foto Walmir Rosário).

Prefeito e fiéis participam de lavagem (Foto Walmir Rosário).

SOUTO "TOMA BANHO" EM CANES

Tempo de leitura: < 1 minuto

O candidato a governador Paulo Souto (DEM) ficou meio cabreiro após a sua passagem por Canavieiras, sul da Bahia, no domingo (11). Ele foi ao município participar da festa de São Boaventura, padroeiro da Terra do Caranguejo.
Para testar sua popularidade na cidade em que quase tudo leva seu nome (escola, praça e até o centro histórico), Souto resolveu caminhar em meio à multidão, exibindo seu melhor sorriso. Não funcionou.
Lá pelas tantas, um morador, talvez achando que tem “Paulo Souto” demais em Canavieiras, tascou-lhe um saco cheio de água. O banho inesperado – teria sido obra petista? – não caiu bem. Paulo Souto teria fechado a cara. Foi embora antes que a festa chegasse ao final.

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