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8 de agosto de 2020 | 12:39 am

COMO ESTÃO AS SUAS EMOÇÕES?

Tempo de leitura: 2 minutos

Quando somos emocionalmente inteligentes, deixamos os eventos nos influenciar, mas não nos dominar. Por isso, administrar as emoções é tão importante.

Ivana Almeida

Muito dos nossos planos foram adiados, mudamos nossa rotina, nossos hábitos. E mesmo diante de um mundo tão “conectado”, clamamos agora pelo valor inverso… Um olhar, um simples encontro, um abraço aconchegante. Deparamo-nos, de repente diante de algo considerado impensável até poucos meses atrás.

Esta situação inédita de isolamento social decorrente do novo coronavírus trouxe consigo gatilhos que podem desencadear emoções perturbadoras, inquietações, angústia, medo e ansiedade. O fato é que as emoções revelam uma mensagem profunda e serve como sinal para indicar que algo está acontecendo em nossa vida. O grande trunfo é aprender a decifrá-las.

Diante do cenário atual, chorar, sentir-se triste e preocupado é natural. Por isso, não é necessário negar e nem reprimir suas emoções. Afinal, nada faz nos sentirmos mais humanos que as emoções. Então, se sentir vontade de chorar, chore. Só não deixe que esse sentimento, te inunde e tome conta do seu “Eu”, permanecendo dentro de você por muito tempo. Compreenda que as mudanças são parte de um mundo VUCA. Incertezas e problemas sempre vão existir.

É necessário gerir a intensidade dessas emoções negativas para alcançar nosso equilíbrio emocional. Não permita que o medo te paralise e te adoeça. Quando somos emocionalmente inteligentes, deixamos os eventos nos influenciar, mas não nos dominar. Por isso, administrar as emoções é tão importante.

“Quando digo controlar as emoções, quero dizer as realmente estressantes e incapacitantes. Ser emotivo é o que torna a nossa vida rica”. (Daniel Goleman)

Esse é um momento de aprender a desenvolver resiliência, pois só assim seremos capazes de superar os momentos de dificuldade com maior controle emocional. Pessoas resilientes passam pelas dificuldades e se tornam mais fortes. O mais adequado seria buscar auxílio de um profissional para criar estratégias e evitar danificar a saúde mental. Vamos passar por esse momento e aprender com o que ele tem a nos ensinar.

Ivana Almeida é psicóloga.

COVID-19: PREFEITURA DE ILHÉUS CRIA SERVIÇO DE ACONSELHAMENTO PSICOLÓGICO

Serviço de aconselhamento psicológico é oferecido a ilheenses
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A Prefeitura de Ilhéus criou serviço de aconselhamento psicológico gratuito para os pacientes, familiares e até mesmo aos afetados pela pandemia. O aconselhamento é feito por telefone. O Serviço “Como vai você?” oferece apoio emocional prestado por profissionais psicólogos, voluntários e inscritos no Conselho Regional de Psicologia da Bahia da 3ª Região.

O serviço de aconselhamento é prestado pelos telefones (73) 98856-9999, (73) 98899-6439, (73) 98836-6436 e (73) 98837-8084. O tempo estimado é de 20 minutos para cada ligação. O tempo determinado visa permitir que outras pessoas também sejam acolhidas. A coordenação do serviço ressalta que o acolhimento não tem a finalidade de tratar problemas psicológicos ou realizar psicoterapia.

No levantamento dos profissionais, os fatores que mais estressam as pessoas isoladas são não saber quanto tempo durará a quarentena, medo de serem infectados, frustração, tédio, questões sobre os suprimentos ou informações inadequadas, possíveis perdas financeiras e receio de que, ao sair, fiquem com o estigma da doença.

O isolamento ou distanciamento social é uma medida até aqui considerada eficaz para conter o contágio, mas que tem consequências para a saúde mental da população. Em geral, gradualmente, nos municípios, as aulas foram suspensas, as empresas reduziram o horário de funcionamento ou fecharam, os sistemas de transporte público foram paralisados e até o movimento de pessoas nas ruas ficou praticamente proibido. Tudo isso gera um impacto econômico e social nas pessoas e nas comunidades.

EM TEMPOS DE HISTERIA VIRTUAL, PRIORIZEMOS A NOSSA SAÚDE MENTAL!

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A pulverização de notícias inverídicas e de números inexistentes é um desserviço à população. Em tempo de histeria virtual, priorizemos a nossa saúde mental!

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Uma população curiosa, agoniada, com um celular nas mãos e inúmeras fontes de notícias e opiniões à disposição. Uma população que compartilha o que vê sem observar a fonte, sem checar a veracidade dos números. Sem certeza de tudo o que está acontecendo, mas lotando os grupos de whatsapp de amigos e familiares de informação, na tentativa vã de contribuir com o todo. Uma histeria virtual, um caos mental.

Um país que já apresenta uma desigualdade social absurda, taxa de desemprego alta, educação e saúde precárias. Um país que já não atende às demandas básicas do seu próprio povo. “Fiquem em casa”, dizem alguns. “Mas o próprio presidente estava nas ruas abraçando as pessoas”, retrucam outros. “Se isolem! Não vão trabalhar, nem estudar!”, alardeiam alguns. “Não posso perder meu emprego”, respondem outros. Ansiedade e instabilidade emocional nas alturas. Sistema imunológico no pé.

Nem é preciso ser profissional de saúde para identificar que esse desespero relativo à expansão, causas e possíveis sequelas da popularmente conhecida coronavírus trará imensas e intensas consequências à nossa população. De um lado, é realmente inegável a preocupante pandemia mundial. De outro, é sabido que as medidas relacionadas à prevenção e contenção, quando tomadas mais cedo, mais eficazes se tornam. Mas a pulverização de notícias inverídicas e de números inexistentes é um desserviço à população. Em tempo de histeria virtual, priorizemos a nossa saúde mental!

Manuela Berbert é publicitária.

COMEMORAR PEQUENAS METAS É O CAMINHO PARA O SUCESSO, AFIRMA PSICANALISTA

Mariana Benedito durante entrevista a Andreyver Lima, do Seja Ilimitado, na TVI
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Todo início de ano é a mesma coisa. Você tem suas metas e objetivos, que por vários motivos não consegue concluir. Na correria do dia a dia, é comum as pessoas criarem desculpas para adiar pequenas tarefas, que, a longo prazo, podem atrapalhar o desenvolvimento pessoal.

No primeiro Seja Ilimitado de 2020, a psicanalista Mariana Benedito, deu dicas de como é importante tirar do papel o que se propõe. Meditação, autoconhecimento e pequenas metas são caminhos para o sucesso, aponta Mariana.

COMEMORE PEQUENAS CONQUISTAS

Uma boa dica, segundo Mariana, é adotar atitudes que podem ser um incentivo para um ciclo de mudanças. “Não deixe para comemorar apenas quando a grande meta for concluída. Celebre pequenas vitórias. Esta atitude vai lhe manter motivado para continuar”, afirma. Confira no vídeo abaixo.

 

ESTUDANTE DE MEDICINA, MISS ILHÉUS GABRIELA VIEGAS É ENCONTRADA MORTA

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Gabriela Viegas foi encontrada morta em Minas, neste sábado (4)

A miss Ilhéus 2018, Gabriela Viegas, foi encontrada morta neste sábado (4), em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela estudava Medicina pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e estava noiva do consultor fitness Lucas Ferrara. “Gabriela Viegas acaba de perder a batalha contra a depressão. Meus sinceros sentimentos aos amigos, família e a todos os amantes do mundo miss que sofrem ao descobrir da pior maneira que suas deusas não estão imunes a esta triste doença. Descanse em paz”, afirmou missólogo Ricardo Mello.

Gabriela era ativa nas redes sociais, e a última foto que ela postou foi em uma praia, há seis dias. O coach de misses Maycom Soares lamentou a morte da amiga, que sofria depressão. “Hoje eu perdi a amiga mais querida que eu tinha, que mais se preocupava comigo. Ela me amava do jeito que sou, não me julgava, só me amava. Qualquer dorzinha que eu tinha, ligava para ela. Ela sempre me ajudava. Ela foi a miss mais miss que eu tive. Mais grata, mais humana, mais solidária. O que farei da minha vida sem os conselhos dela, sem o amor dela?”.

O velório de Gabriela será neste domingo (5), a partir das 16h, no SAF, na Conquista, em Ilhéus, e será aberto ao público. O sepultamento está marcado para a manhã desta segunda-feira (6). Redação Pimenta com Correio24h.

BRASIL PERDE QUASE 40% DOS LEITOS PSIQUIÁTRICOS EM 11 ANOS, APONTA CFM

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Fachada do antigo Hospital São Judas, em Itabuna, fechado há mais de três anos.

Fachada do Hospital São Judas, em Itabuna, fechado há mais de três anos.

Da Agência Brasil

O Brasil perdeu quase 16 mil leitos e fechou 85 hospitais psiquiátricos nos últimos 11 anos, de acordo com levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM). Segundo a entidade, das 40.942 unidades psiquiátricas existentes em 2005, restavam 25.097 em dezembro de 2016, o que representa redução de 38,7% na oferta de leitos psiquiátricos.

De 228 locais existentes especializados em saúde mental em 2005, restaram 143 em dezembro do ano passado. O levantamento foi baseado em informações do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). A redução ocorre em período de crescimento de 12% do contingente populacional brasileiro e demanda crescente de pacientes com transtornos mentais, principalmente em decorrência do uso abusivo de álcool e drogas.

“Acredita-se que há 25 milhões de pessoas que necessitam de algum atendimento psiquiátrico, sendo que terão enorme dificuldade de contar com a integralidade da assistência, pois o governo, ao contrário de reforçar todas as etapas dos cuidados possíveis, adotou uma estratégia que prejudica aqueles que, em algum momento de sua história clínica, precisarão de um suporte hospitalar”, afirmou Emmanuel Fortes, 3º vice-presidente do CFM, que também coordenou a Câmara Técnica de Psiquiatria da autarquia.

REFORMA PSIQUIÁTRICA

O CFM explica que o fechamento das unidades é resultado de uma política promovida pelo governo federal de “sufocamento” do modelo de internação. A entidade argumenta que o movimento contrário à internação ganhou força com a adoção da Lei 10.216/2001, conhecida como reforma psiquiátrica.

De acordo com esta política, o atendimento psiquiátrico deve privilegiar a abordagem ambulatorial e terapêutica e evitar a internação dos pacientes. A reforma foi construída a partir de críticas à prática de isolamento e exclusão e às denúncias de maus-tratos ocorridos contra pacientes psiquiátricos internados de forma permanente e involuntária em diversas unidades manicomiais do país.

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ENCONTRO DEBATE SAÚDE MENTAL

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Os alunos do 6º semestre de Enfermagem da Unime Itabuna promovem hoje (3), às 19h, o I Encontro de Estudantes em Saúde Mental. O evento é voltado também a profissionais da área de saúde e interessados no tema. O conferencista será o professor Roque Pinto, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

O encontro será realizada no auditório do campus II da Unime. Para inscrição, o interessado deve doar um quilo de alimento não perecível ou fralda geriátrica, que serão doados ao Abrigo São Francisco de Assis. Os participantes receberão certificado.

FERNANDO, O MORADOR DE RUA, É RESGATADO PELO SAMU

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Solidariedade: Marcelo ajuda em resgate de Fernando (Foto Branca Magalhães).

Solidariedade: Marcelo ajuda em resgate de Fernando (Foto Branca Magalhães).

Na tarde desta segunda-feira (10), Fernando, o morador de rua que está com um dos dedos da mão comprometido, foi localizado no Bairro Conceição, em Itabuna. Ele apareceu aqui em matéria da estudante de jornalismo Branca Magalhães (relembre).
O dedo de uma das mãos ficou comprometido após Fernando, também conhecido como Stanley, ter inserido algumas catracas de bicicleta na mão.
Uma equipe da Prefeitura de Itabuna foi até o Conceição encontrá-lo e, logo em seguida, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o encaminhou para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem).
Após a ligação de uma moradora onde Fernando costumava fazer refeições, Branca saiu à procura do morador de rua. Marcelo Moura, que trabalha na área de saúde mental no município, dirigiu-se ao local.
Branca lembra que o contato com Marcelo foi feito a partir de um comentário do servidor na matéria publicada ontem. Marcelo sensibilizou-se com a situação de Fernando e, ao mesmo tempo, narrou que ele mesmo já foi um morador de rua. Além de Marcelo, alguns moradores do bairro se uniram para ajudar no resgate de Fernando.
O servidor explica que Fernando sofre de transtorno mental grave e não pode ser internado contra a vontade. É preciso a autorização da família do morador de rua. Branca Magalhães, estudante de jornalismo/Redação.
Matéria de Bruna Magalhães despertou a solidariedade de leitores (Reproduçã).

Trabalho de Branca Magalhães despertou a solidariedade de leitores (Reproduçã0).

DOENÇAS MENTAIS ATINGEM 700 MILHÕES DE PESSOAS NO MUNDO

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saúde mentalAs doenças mentais e neurológicas atingem aproximadamente 700 milhões de pessoas no mundo, representando um terço do total de casos de doenças não transmissíveis, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os especialistas advertem que pelo menos um terço dos que sofrem com problemas mentais e neurológicos não tem acompanhamento médico. A revelação está no Plano de Ação para a Saúde Mental 2013-2020.
Ao longo desta semana, especialistas estarão reunidos para discutir o assunto, em Genebra, na Suíça, durante a Assembleia Mundial da Saúde. O  Plano de Ação para a Saúde Mental 2013-2020 mostra que as doenças mentais representam 13% do total de todas as doenças do mundo e são um terço das patologias não transmissíveis.
Segundo as estimativas, cerca de 350 milhões de pessoas deverão sofrer de depressão e 90 milhões terão uma desordem pelo abuso ou dependência de substâncias. A OMS define depressão como um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, além de distúrbios do sono ou do apetite. Também há a sensação de cansaço e falta de concentração.
A depressão pode ser de longa duração ou recorrente. Na sua forma mais grave, pode levar ao suicídio. Casos de depressão leve podem ser tratados sem medicamentos, mas, na forma moderada ou grave, as pessoas precisam de medicação e tratamentos profissionais. Segundo a OMS, quanto mais cedo começa o tratamento, melhores são os resultados.

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10 DE OUTUBRO É O DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL

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Josicélin Almeida | josicelin@gmail.com

De quem tem o poder da resolução, nem uma única palavra, nem um gesto sequer, que indique o mais tênue desejo de resolver o problema.

Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) cobra mais investimentos em serviços de prevenção e no tratamento de doenças mentais, neurológicas e de distúrbios associados ao uso de drogas e outras substâncias, nós, médicos e pacientes do Anexo Psiquiátrico do Hospital de Base de Itabuna, vivemos a inquietude de uma indiferença silenciosa.

Centenas de pacientes, semanalmente, sem atendimento de reavaliação ambulatorial. Famílias preocupadas com uma solução que não chega e com o provável agravamento da saúde dos seus doentes.

De quem tem o poder da resolução, nem uma única palavra, nem um gesto sequer, que indique o mais tênue desejo de resolver o problema.

Neste 10 de outubro – Dia Mundial da Saúde Mental – só um gritante e insensível silêncio.

Josicélin Almeida é médico do Anexo Psiquiátrico do Hblem.

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