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27 de novembro de 2020 | 03:27 pm

CIRCUITO DE SEMINÁRIOS NO SUL DA BAHIA FOCA EM MOTIVAÇÃO E VENDAS NO NATAL

Seminário no sul da Bahia aborda motivação e vendas || Foto iStock Sebrae
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O Sebrae começou a promover, a partir desta semana, circuito de seminários em municípios do sul da Bahia voltados à motivação e vendas no período natalino. São mais de 400 vagas gratuitas e destinadas a empresários da região Sul da Bahia.

Segundo o escritório regional, o objetivo é impulsionar os empresários e os times de vendas a desenvolverem ideias criativas para a campanha de final de ano com foco na abordagem de vendas e motivação de equipe para ampliar as vendas no natal. As palestras serão ministradas por técnicos e consultores do Sebrae.

Presenciais, os seminários seguirão as recomendações de segurança sanitária estabelecidas pelos decretos municipais e preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas por meio do WhatsApp, nos números (73) 99974-2262 ou 99974-2263, ou pelo telefone (73) 3634-4068 ou 3613-9734.

Confira as datas

24/11 – Uruçuca
25/11 – Serra Grande
26/11 – Itaju do Colônia
2/12 – Itajuípe
3/12 – Itapitanga
3/12 – Ilhéus
4/12 – Una
7/12 – Itabuna
8/12 – Coaraci

SEBRAE RETOMA EVENTOS PRESENCIAIS NO SUL DA BAHIA

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Após sete meses o oferecendo capacitações somente a distância por conta da pandemia, o Sebrae em Ilhéus retoma a realização de eventos presenciais no sul da Bahia. A programação para os municípios de Ilhéus e Itabuna já está disponível e todas as atividades seguirão às recomendações de segurança sanitária estabelecidas pelos decretos municipais.

Entre os dias 16 e 22 de novembro, acontece o evento de maior destaque do mês, a Semana Global de Empreendedorismo (SGE). A organização do evento é feita pelo Sebrae e parceiros que são referência do ecossistema empreendedor brasileiro como Aliança Empreendedora, Anjos do Brasil, Anprotec, Artemisia, Brasil Júnior, Conaje, Endeavor, Junior Achievement e a Rede Mulher Empreendedora (RME).

Com o tema “Retomada da Economia e o Papel do Empreendedorismo”, a 13ª edição da SGE promete mobilizar todo o país. Ilhéus e Itabuna sediarão uma série de palestras gratuitas nas Agências de Atendimento do Sebrae. Serão oferecidas mais de 200 vagas em capacitações presenciais. A programação do evento pode ser acessada através do site www.empreendedorismo.org.br .

Também serão ofertadas oficinas para produtores rurais destinadas a quem deseja aprender a como gerenciar, negociar e calcular os custos de produção no campo. Essas atividades serão realizadas em parceria com os sindicatos de produtores rurais dos municípios da região. Para participar gratuitamente, basta acessar o Portal Sebrae ou entrar em contato pelos telefones (73) 3634-4068 ou 99974-2263 Ilhéus / (73) 3613-9734 ou 99974-2262 Itabuna.

Os empreendedores de Ilhéus poderão se inscrever para as capacitações Como funciona o MEI (16); Como iniciar seu próprio negócio (17); Como elaborar controles financeiros (18); Como criar um negócio utilizando as redes sociais (19); e Sexta da Oportunidade (20).

Já em Itabuna, a programação inclui as capacitações Como iniciar seu próprio negócio (16); Como funciona o MEI (17); Como criar um negócio utilizando as redes sociais (18); Como elaborar controles financeiros (19); e Sexta da Oportunidade (20). As atividades, nos dois municípios, acontecem sempre às 14h.

SEBRAE APONTA QUE 85% DOS PEQUENOS NEGÓCIOS DE MODA RETOMARAM ATIVIDADE

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Os empresários do setor da moda estão cautelosos com o movimento de retomada da economia. Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae, a grande maioria reduziu o volume de compras ou desistiu de adquirir novas coleções para a próxima temporada, em comparação com 2019 (20% não compraram e 39% reduziram o volume de compras acima de 30%).

Para esses empreendedores, os maiores desafios para a retomada e sobrevivência do negócio são capital de giro (50%), planejamento de compras e giro de estoques (27%), o fato dos produtos e serviços de moda não serem vistos como essenciais (25%) e os controles financeiros pós-pandemia (23%).

O levantamento, finalizado em 9 de setembro, mostrou que 84% das empresas da moda já retomaram as atividades (resultado pouco acima da média do conjunto da economia – 81%). Apesar disso, essas empresas (em sua maioria, pequenos negócios), ainda sofrem uma perda ligeiramente maior de faturamento (-42%), quando comparado ao período antes da crise. Na média de todos os setores, a perda de faturamento é de 40%.

As reduções de faturamento mais expressivas estão nos segmentos de moda praia (-76%), moda sustentável ou agênero (-48%) e moda infantil e uniformes/fardamento (-46%). Na situação oposta, os segmentos de moda lar (-23%) e moda íntima (-25%) foram os que registraram o menor nível de perdas, em comparação com o período pré-crise.

ESTRATÉGIAS

De acordo com a pesquisa, o investimento nas plataformas digitais (50%) e no delivery (20%) foram as principais estratégias adotadas pelas empresas da moda para reduzir as perdas de faturamento.

Os empresários entrevistados informaram que, nos próximos seis meses, as principais estratégias que eles pretendem implementar são: ampliar as ações de vendas digitais (44%), rever a gestão dos estoques (21%), adequar a empresa aos protocolos (20%), investir em mudar o visual da loja (16%) e mudar a gestão do negócios (12%).

CRÉDITO

Ainda segundo o levantamento, 50% dos empresários da cadeia produtiva da moda buscaram empréstimos desde o início da pandemia. A exemplo do que ocorreu em outros segmentos da economia, a minoria deles (24%) tiveram o pedido de crédito aprovado pelas instituições financeiras. De acordo com os empresários, o CPF negativado (12%) e o registro negativo no Cadin/Serasa (5%), foram as principais alegações apresentadas pelas instituições financeiras para a rejeição dos empréstimos.

NÚMEROS DA PESQUISA

(Confira números da pesquisa clicando em “leia mais”, abaixo)

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SEBRAE ABRE INSCRIÇÕES PARA CONTRATAR 20 AGENTES LOCAIS DE INOVAÇÃO

Focused african and caucasian teammates working together in office using looking at laptop screen analyzing results of online business project discussing data. Mentoring, teamwork, assistance concept
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O Sebrae Bahia lançou o edital do processo seletivo para Agentes Locais de Inovação (ALI), que são bolsistas do CNPq, graduados e capacitados pela entidade para atuar nas micro ou pequenas empresas, com o objetivo de promover a melhoria da produtividade. As inscrições estão abertas até o dia 5 de novembro para as 20 vagas disponíveis, por meio do site da Fundação CEFET Bahia, organizadora da seleção (confira ao final do texto).

Tendo como público-alvo microempresas e empresas de pequeno porte, dos setores de comércio e serviços, os ALI atenderão os empresários, com acompanhamento 100% subsidiado, para que a inovação (nova solução, inovação em produtos e serviços, inovação em modelo de negócios, inovação de processos) seja percebida como meio de geração de resultados concretos para as empresas participantes. Eles podem ser vistos na forma de aumento de receita, redução de custos e crescimento da produtividade.

O projeto tem abrangência nacional e está consolidado como estratégia de competitividade para os pequenos negócios, compondo uma das linhas de ação do Programa Brasil Mais Competitivo. Na Bahia, o ALI terá sua atuação em campo iniciada em fevereiro de 2021, nos municípios da Regional Salvador, e atenderá 1.200 empresários de forma a elevar a sustentabilidade, competitividade e produtividade desses pequenos negócios com foco na sobrevivência das empresas e na retomada das atividades, frente ao cenário de pandemia e pós-pandemia.
As informações completas sobre o processo seletivo, como pré-requisitos, documentos e cronograma, podem ser consultadas no site da Fundação CEFET Bahia.

NÚMERO DE NOVOS MEI EM 2020 É 0,8% SUPERIOR AO DE 2019, APESAR DA PANDEMIA

Carlos Melles, presidente do Sebrae || Foto ASN
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Os últimos cinco meses, período em que o Brasil vem enfrentando os efeitos da pandemia do novo coronavírus, têm sido marcados por um crescimento do número de empreendedores que buscaram formalizar seus negócios. Entre 31 de março e 15 de agosto, foram feitos 784,3 mil registros no Simples Nacional. Esse número é 0,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Entre esses novos negócios, a grande maioria deles foi de Microempreendedores Individuais (MEI), com 684 mil registros (quase 43 mil a mais que no mesmo período de 2019). E cerca de 100 mil novos negócios foram registrados como Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, nesse mesmo período.

Na avaliação do presidente do Sebrae, Carlos Melles, grande parte das pessoas que estão abrindo seus negócios *nesses últimos meses tem sido motivada” pela necessidade decorrente da falta de empregos, um dos principais impactos gerados pela pandemia. “Normalmente as pessoas que empreendem em razão do desemprego não se preparam adequadamente e têm um sério risco de atravessar problemas na administração do negócio no futuro, mas o Sebrae está à disposição para prestar todo apoio na qualificação desses empreendedores”, afirma Melles. “Para essas pessoas, a instituição oferece um universo de cursos que podem ser feitos à distância (até mesmo pelo WhatsApp) e sem nenhum custo”, explica.

“O MEI é o caminho da formalização, uma boa solução para quem está conseguindo manter a atividade neste período, pois ele pode ampliar as vendas, emitir nota fiscal, entre outros benefícios”, explicou. Criado como figura jurídica há mais de 10 anos, o MEI nasceu para incentivar a formalização de pequenos negócios e de trabalhadores autônomos. Podem aderir ao programa os negócios que faturam até R$ 81 mil por ano (ou R$ 6,7 mil por mês) e têm, no máximo, um funcionário.

APOIO AO MEI

Atento às necessidades desse público, o Sebrae criou uma página em seu portal, totalmente dedicada aos Microempreendedores Individuais. Nesse espaço, os MEI podem saber mais sobre o auxílio emergencial disponibilizado pelo governo federal, sobre as linhas de crédito disponibilizadas especificamente para eles com recursos do Pronampe, bem como ter acesso a uma série de conteúdos que vão auxiliá-los na gestão do negócio. São e-books, vídeos, cursos e outras informações que vão desde dicas para gerir melhor a empresa, até orientações para quem quer implementar estratégicas de marketing digital.

O site também oferece suporte para as pessoas que planejam abrir o próprio negócio, mas estão em dúvida sobre quais passos seguir. No site do Sebrae, os interessados têm à disposição um guia com “Tudo o que você precisa saber sobre o MEI”, orientações sobre como construir um planejamento estratégico, entre outras informações.

SEBRAE CRIA PROTOCOLO DE FUNCIONAMENTO DE LOJAS NA PANDEMIA; CONFIRA PASSO A PASSO

Comércio deve adotar medidas para garantir segurança na reabertura || Foto Darío Neto/ASN-BA
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O Sebrae anunciou a criação de série de protocolos de biossegurança para diversos segmentos da atividade econômica, principalmente lojas de rua e de shoppings. Um dos setores com maior representatividade no país, o varejo tradicional reúne mais de 2,5 milhões de pequenos negócios e respondia, antes da crise, por mais de 4 milhões de pessoas empregadas.

O protocolo elaborado pelo Sebrae para esse segmento é baseado nas orientações de instituições oficiais nacionais e internacionais, tais como a Organização Mundial da Saúde (OMS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), Ministério da Economia, Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

A primeira orientação para todos os lojistas é observar os decretos estaduais e municipais, que irão estabelecer as normas gerais e específicas de funcionamento para cada tipo de estabelecimento comercial. Dadas as dimensões territoriais brasileiras e a disparidade existente no sistema de saúde, muitas vezes entre municípios do próprio estado, é fundamental o respeito às orientações das autoridades locais de saúde.

“O que o empresário precisa considerar, nesse momento de retomada, é atender a todos os requisitos dos protocolos estabelecidos pelos órgãos competentes que atuam sobre o território e o segmento que a empresa participa. Essa responsabilidade de fazer a entrega na sua totalidade é que vai dar a condição legal para que possa funcionar com toda a segurança e responsabilidade”, afirma o gerente do Sebrae em Salvador, Rogério Teixeira.

O gerente complementa ainda que os empreendedores não devem deixar de fazer promoções e criar ofertas para atrair a atenção do consumidos, mas que é preciso cuidado no atendimento. “Não deve deixar de cumprir o protocolo, mas também não deve abrir mão da segurança sanitária dos clientes e colaboradores. É possível agendar o atendimento presencial ou fazer isso de maneira remota”, completa.

PRINCIPAIS CUIDADOS

Com a reabertura de lojas em geral, o primeiro cenário a ser observado é o ambiente de trabalho dos colaboradores. Uso de máscaras e disponibilização de álcool em gel faz parte da rotina neste momento, e é compulsório a todas as lojas. Para além disso, algumas modificações são sugeridas a fim de restringir ao máximo a possibilidade de contágio. É importante criar na empresa uma área de chegada para os profissionais com álcool em gel para higienização das mãos e medidas para higienização das solas do sapato, como um borrifador com álcool 70% ou tapete com desinfetante.

Oriente as pessoas a levarem a menor quantidade possível de objetos pessoais nas bolsas, que devem ser higienizadas e guardadas em local específico. Mesas, superfícies e objetos de trabalho também devem ser higienizados com desinfetante de hora em hora. Quanto mais arejado o local de trabalho, melhor.

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A PROTEÇÃO DA MARCA EM TEMPOS DE PANDEMIA

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Em tempos de Covid – 19 e de cenário econômico previsivelmente recessivo, modificar toda a estrutura documental e de layout por causa da ausência de registro da marca não é medida de gestão eficiente, sendo muito mais rentável e economicamente viável a prévia proteção de um dos mais valiosos ativos que uma empresa pode ter, pois a conecta diretamente com sua clientela.

Mateus Santiago || mateus.santiago@gmail.com

Mesmo em tempos de pandemia, com o comércio funcionando de forma diferenciada, percebe-se que a preocupação com a proteção de um importante ativo das empresas está viva. Tem-se visto importantes estabelecimentos comerciais da cidade mudando seus layouts em virtude da intervenção de titulares da marca cujo registro pré-existente os torna proprietários do símbolo e senhores de sua exploração comercial.

A Lei da propriedade industrial no Brasil sinaliza que as marcas são “sinais distintivos visualmente perceptíveis, não compreendidos nas proibições legais”. A norma ainda caracteriza a marca como “aquela usada para distinguir produto ou serviço de outro idêntico, semelhante ou afim, de origem diversa”.

Desta forma a marca é o símbolo que tem a função de diferenciar um item específico de outros que podem ter função e qualidades semelhantes, com a clara intenção de atrair consumidores ou mesmo facilitar o acesso ao referido produto ou serviço particularizado.

Para que ocorra a proteção e exploração exclusiva da marca dentro de um ramo de atividade, é necessário que se proceda o registro, feito através de uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Economia, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o que torna o titular da marca autorizado não só a explorar esse ativo econômico, mas também para determinar quem pode utilizar o símbolo em sua atividade, o que se faz através de cessão ou licença.

O registro e a exploração do ativo marca trazem consigo benefícios consideráveis. Segundo Domeneghetti e Meir (2009), a marca é um dos ativos intangíveis mais valiosos e um elemento capaz de trazer estabilidade econômica para a empresa. Basta olhar para conhecidas empresas multinacionais em que a marca é mais valiosa do que propriedades e outros bens físicos.

Em termos gerais, o registro da marca confere proteção contra terceiros que a utilizam de forma idêntica ou com estrutura que se assemelha à original, com o objetivo de evitar confusão nos consumidores já familiarizados com a marca de tempo maior no mercado.

Apesar da necessidade de proteção da marca, inclusive como forma de ter assegurada a possibilidade de uso e exploração, cuidando-se para não ter anos de trabalho perdidos pela necessidade de modificação do nome do estabelecimento e correr o risco de ter de responder judicialmente por perdas e danos e eventuais indenizações e prejuízos, o número de empresários que protegem sua marca precisa melhorar, para se evitar o risco de ver anos de trabalho em reputação e credibilidade se perderem.

No ano de 2018 o Sebrae, por meio de uma pesquisa em todo território nacional entre donos de pequenos negócios, identificou um baixo índice de aproveitamento da marca como ativo e uma notória ausência de proteção. Dos entrevistados, 81% (oitenta e um por cento) não fizeram registro de marca no INPI, sendo que a maioria possuía um nome ou símbolo passível de registro junto ao INPI.

Em tempos de Covid – 19 e de cenário econômico previsivelmente recessivo, modificar toda a estrutura documental e de layout por causa da ausência de registro da marca não é medida de gestão eficiente, sendo muito mais rentável e economicamente viável a prévia proteção de um dos mais valiosos ativos que uma empresa pode ter, pois a conecta diretamente com sua clientela.

Mateus Santiago S. Silva é advogado no escritório Harrison Leite Advogados Associados, presidente da Comissão Especial de Propriedade Intelectual da OAB/BA Subseção de Itabuna – BA e mestrando em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (Profnit-Uesc).

EMPRESAS INADIMPLENTES NÃO SERÃO EXCLUÍDAS DO SIMPLES EM 2020

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As micro e pequenas empresas inadimplentes com o Simples Nacional não serão excluídas do regime especial em 2020, informou a Receita Federal nesta segunda (27). O Fisco atendeu a pedido do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e decidiu suspender o processo de notificação e de expulsão do regime como forma de ajudar os pequenos negócios afetados pela pandemia do novo coronavírus.

Em 2019, mais de 730 mil empresas foram notificadas para exclusão do Simples por débitos tributários. Desse total, cerca de 224 mil quitaram os débitos e 506 mil empresas acabaram excluídas do regime.

De acordo com o Sebrae, a manutenção das empresas no Simples Nacional, regime que unifica a cobrança de tributos federais, estaduais e municipais num único boleto, representa uma ação importante para impulsionar a recuperação dos negócios de menor porte, que tiveram prejuízos com a paralisação das atividades.

Segundo levantamento do Sebrae e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os pequenos negócios começam a recuperar-se da crise provocada pela pandemia de covid-19. O percentual de perda média do faturamento, que chegou a 70% na primeira semana de abril, estava em 51% na pesquisa mais recente, realizada entre 25 e 30 de junho. Foram ouvidos 6.470 proprietários de negócios em todo o país, entre microempreendedores individuais, micro empresas e empresas de pequeno porte.

PEQUENOS NEGÓCIOS TÊM SINAIS DE REAÇÃO, EMBORA LENTA, APONTA PESQUISA SEBRAE/FGV

Loja do Sebrae na Paulino Vieira, em Itabuna || Foto Maurício Maron
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Após período crítico para manter os negócios em funcionamento, as micro e pequenas empresas brasileiras apresentaram sinais de pequena reação diante dos impactos da pandemia. Levantamento feito pelo Sebrae, em parceria com a FGV, no período de 25 a 30 de junho, constatou uma leve e gradual recuperação, com uma redução na queda média mensal do faturamento dos pequenos negócios.

Enquanto na primeira semana de abril, a perda média do faturamento chegou a 70%, no último levantamento esse percentual caiu para 51%. Apesar dessa pequena evolução, a pesquisa mostra também que a concessão de crédito para as pequenas empresas ainda não tem acompanhado o aumento significativo da procura desses negócios por empréstimos.

A pesquisa ouviu 6.470 participantes entre microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte. O levantamento aponta que desde o início da pandemia, 800 mil empresas conseguiram estancar a queda no faturamento. A proporção de pequenos negócios com redução no faturamento caiu de 89% para 84%, desde março, quando foi feita a primeira edição da pesquisa. Essa recuperação, entretanto não é igual para todos os segmentos. Alguns setores como o agronegócio, indústria alimentícia e pet shop/veterinária apresentam maior capacidade de retomada, ao contrário de setores mais diretamente afetados, como turismo e economia criativa.

“O estancamento na queda de faturamento sinaliza um tímido movimento de recuperação. Mas ainda estamos longe de vencer a crise. E sem o destravamento do dinheiro disponível nos bancos, essa retomada será extremamente lenta ou até fatal para os pequenos negócios, pois a reabertura implica em gastos e não necessariamente em demanda de clientes”, ressalta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

O levantamento do Sebrae também mostrou que 30% das empresas voltaram a funcionar desde o início da crise, adaptando-se ao novo cenário, intensificando a transformação digital dos negócios com o aumento das vendas online. Em dois meses, 12% das empresas fizeram a adaptação do modelo de negócio para o formato digital. Ao mesmo tempo em que houve um aumento de 37% para 44% das empresas que estão utilizando ferramentas digitais para se manterem em funcionamento, houve uma redução de 39% para 23% das empresas que afirmam que só podem funcionar presencialmente.

De uma forma geral, a pesquisa também mostra que houve uma redução na restrição de circulação de pessoas no período analisado, com queda de 63% para 54% nas medidas de quarentena (fechamento parcial) e lockdown (fechamento total). Por outro lado, observa-se que as regiões em que o nível de isolamento era menor, como Sul e Centro-Oeste, caminham agora em sentido contrário ao movimento nacional e tiveram que aumentar as medidas de isolamento. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a restrição subiu de 38% para 72% nos últimos 30 dias.

CRÉDITO

A 5ª edição da pesquisa do Sebrae mostra que houve, novamente, um aumento na proporção de empresas que conseguiram empréstimo, porém em um ritmo aquém do esperado (de 16% para 18%). Na contramão, o número de empresas que buscou empréstimos aumentou consideravelmente, principalmente entre as MPE.

Entre a 4ª e a 5ª edição da pesquisa, o percentual de empreendedores que buscaram crédito saiu de 39% para 46%. Entre os principais motivos para a recusa dos bancos está a negativação; sendo o CPF com restrição a principal razão pela não obtenção de crédito entre os MEI e a negativação no CADIN/Serasa, no caso das ME e EPP.

Confira abaixo outros dados da pesquisa

* O número médio de pessoas ocupadas nas empresas manteve-se (3,4) com redução (12% para 10%) na proporção de empresas que demitiram. O número médio de funcionários demitidos pelas empresas manteve-se (2,5).

* Cresceu (39% para 46%) a proporção de empresas que buscaram empréstimo. Já o crescimento da proporção de empresas que tiveram sucesso no pedido foi pequeno (16% para 18%).

* Houve uma Redução (63% para 54%) nas restrições de circulação de pessoas. No entanto, nas regiões onde essa restrição era menor no mês passado (Centro-Oeste e Sul), observa-se agora um aumento nas medidas de isolamento social.

* Foi verificado um aumento (45% para 59%) na proporção de empresas que mudaram sua forma de funcionar, e uma redução (43% para 29%) na proporção de empresas que haviam interrompido o funcionamento temporariamente.

* Cresceu (37% para 44%) a proporção de empresas que estão fazendo uso de ferramentas digitais para poder funcionar.

* Caiu (39% para 23%) a proporção de empresas que afirmam que só podem operar presencialmente.

CRESCE INTERESSE POR CURSOS A DISTÂNCIA PARA EMPREENDER, APONTA SEBRAE

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O Sebrae registra aumento da procura por seus cursos a distância. O número de pessoas que se inscreveram nos cursos este ano já é maior que a demanda de todo o ano passado, conforme a entidade de apoio a micro e pequenas empresas. Em 2020, o número de inscrições até o momento é recorde – 1,5 milhão de pessoas -, cerca de 400 mil a mais que em 2019.

O curso de maior procura é o de Marketing Digital (177 mil interessados). Entre os mais procurados no portal do Sebrae também estão Gestão Financeira, Aprender a Empreender, Atendimento ao Cliente e Gestão de Pessoas. Todos os cursos são gratuitos.

A procura por mais capacitação online corresponde ao movimento que se verifica em outras modalidades de ensino, desde a educação básica à pós-graduação, por causa das medidas de distanciamento social para conter a propagação da covid-19.

Além de ser uma alternativa de qualificação, cursos como de Marketing Digital podem ser estratégicos para a manutenção de negócios em novas bases. “Com a pandemia, muitos empresários se viram obrigados a fechar as portas e passar a vender seus produtos de modo online, para manter os negócios em funcionamento”, diz o Sebrae em nota.

“Neste momento de pandemia, em que as empresas precisam enfrentar a ausência presencial dos clientes, a busca por novas ferramentas de venda online tornou o marketing digital algo muito poderoso em relação ao tradicional”, afirma o Sebrae.

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