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19 de setembro de 2020 | 01:35 pm

EM CARTA, DIRIGENTES RACHAM E FAZEM DENÚNCIAS CONTRA PRESIDÊNCIA DO SIMPI

Carta aberta cita irregularidades e assédio no Simpi
Tempo de leitura: 3 minutos

Esquentou o clima no Simpi, entidade que representa cerca de 1,5 mil educadores da rede municipal de Itabuna. Parte das dirigentes do Sindicato rachou com a presidência da entidade e tornou pública a decisão em uma carta aberta. As dissidentes, na carta, fazem menção a irregularidades na prestação de contas e denunciam prática de assédio moral.

A carta aberta é subscrita pelas agora ex-diretoras Normagnolândia Guimarães Sant´Ana (Imprensa), Danielle Gomes (Jurídico) e Ionae Santos (Cultura), além da secretária Gillis Lisboa. “Não existe nenhuma possibilidade de seguirmos juntos, diante do cenário de descontentamento, desumanidade, massacre, humilhação e assédio moral, enfrentados nesta atual gestão, o que se agravou ainda mais nos últimos dias”, informam na carta aberta.

As diretoras e a secretária apontam irregularidades na prestação de contas de 2019 e afirmam discordar da forma como “as gestoras do fundo financeiro da entidade vêm conduzido e administrado esses recursos”. Na carta, as dirigentes não apontam as irregularidades, mas afirmam que elas constam em atas do Simpi. O site não conseguiu contatar a direção do Simpi para falar das denúncias. Abaixo, confira a íntegra da Carta Aberta.

Leia Mais

SIMPI SUGERE QUE ITABUNA ENCERRE LOGO ANO LETIVO DE 2019 POR CAUSA DO CORONAVÍRUS

Carminha sugere o fim do ano letivo de 2019 por causa do coronavírus
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A direção do Sindicato do Magistério Público Municipal de Itabuna (Simpi) sugeriu à Secretaria de Educação que seja encerrado já o ano letivo de 2019 por causa do novo coronavírus (Covid-19), que já possui 9 casos confirmados na Bahia. O fim das aulas está previsto para abril, mas a presidente do Simpi, Maria do Carmo Oliveira (Carminha), lembra que mais de 75% do calendário de 2019 já foi cumprido.

No documento, Carminha cita a preocupação com o avanço do novo coronavírus e a decretação de pandemia por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS). A dirigente sindical também menciona a falta de material de higienização e cuidados das crianças em creches da rede municipal em Itabuna. A higienização com sabão ou álcool gel é das medidas sugeridas pelos profissionais em medicina contra o Covid-19.

As escolas municipais de Itabuna ainda não encerraram o período letivo de 2019 por causa de greves ocorridas nos últimos anos. O calendário prevê aulas até abril. A previsão é de que as aulas de 2020 comecem em maio, assim como ocorreu em 2019.

ANORINA TENSIONA RELAÇÃO COM PROFESSORES E DIZ QUE GREVE É "INTEMPESTIVA"

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Anorina disse estranhar postura do Simpi

A greve dos professores da rede municipal de Itabuna chega ao sexto dia com mais uma guerra verbal entre o sindicato da categoria e a secretária de Educação, Anorina Smith Lima. A titular da Pasta classifica a greve dos professores como “intempestiva” (inoportuna), dias após afirmar que a paralisação era exagerada.
A secretária também contesta a versão da presidente do Simpi, Carminha Oliveira, e aponta que a greve tem adesão bem menor que os 90% citados pela dirigente sindical.
De acordo com Anorina, 29 escolas na área urbana estão funcionando normalmente e 16 parcialmente. Apenas 25 escolas aderiram integralmente à paralisação, conforme números divulgados pela secretária. No campo, conforme o município, 12 estão em pleno funcionamento e 8 aderiram de forma integral à paralisação.
A secretária foi ainda mais incisiva e lançou suspeitas quanto ao comportamento do sindicato. Por meio de sua assessoria, Anorina disse “estranhar a postura assumida pelo Sindicato, porque, nos anos de 2014 e 2015, o um terço de férias foram pagos no mês de abril de cada ano”.
Ela ainda apontou que já em 2016 “a categoria aceitou a negociação do sindicato com o governo, sendo o parcelamento de um terço de férias de duas vezes, realizados no mês de junho”.
OUTRO LADO
O site procurou a direção do Simpi. Professora Carminha não poderia falar, porque participa de reunião do Conselho Municipal de Educação. Deverá se pronunciar assim que deixar o compromisso. O Sindicato fez nova atualização e informou que a adesão da categoria à greve mantém-se em 90%. Em algumas das escolas, monitores e diretores estavam em sala dando aula, o que é proibido, de acordo com o Simpi.

GREVE DOS PROFESSORES ATINGE 95% DE ADESÃO, APONTA DIREÇÃO DO SIMPI

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Greve dos professores tem 95% de adesão, segundo Simpi

A greve dos professores chegou a 95% de adesão em toda a rede municipal, segundo a presidente do Simpi, Carminha Oliveira. A paralisação por tempo indeterminado começou nesta sexta (9), seguindo decisão tomada em assembleia na última segunda (5). Os educadores cobram pagamento integral do terço de férias e fornecimento dos vales-transporte.
“Propomos várias tentativas de negociação com o Governo, depois de muita pressão eles apresentaram uma proposta de pagamento parcelado. A categoria está cansada de tantos prejuízos e desrespeitos”, afirma Carminha Oliveira.
Segundo a dirigente, 95% das unidades escolares fecharam as portas na manhã desta sexta-feira. “As poucas escolas abertas funcionaram em regime parcial e com o quadro desfalcado”, completou.
A secretária de Educação de Itabuna, Anorina Smith Lima, considerou “exagero” a deflagração de greve por tempo indeterminado. A declaração ocorreu em entrevista à TV Cabrália. Segundo ela, foi apresentado aos professores a proposta de parcelamento da gratificação salarial em duas vezes. Prometida para dia 15, a primeira parcela foi depositada hoje. A categoria cobra o pagamento integral.

LÚCIA OLIVEIRA: DECISÃO DE FERNANDO ATINGE SINDICATOS LIGADOS AO PCdoB

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Lúcia Oliveira foi fechado ao completar 80 anos (Foto Divulgação).

Lúcia Oliveira foi fechado em um período em que completava 8 anos (Arquivo).

O prefeito Fernando Gomes determinou a desocupação do prédio onde funcionou por décadas o Grupo Escolar Lúcia Oliveira. O imóvel estava sendo as sedes dos sindicatos dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais (Sindserv) e dos Agentes Comunitários e de Combate às Endemias (SindiAcs/ACE), além dos Comerciários. O prazo para desocupação teria sido encerrado na última sexta (27).

A justificativa do prefeito é de que se trata de um imóvel tombado pelo município, cabendo a ele “a responsabilidade por sua manutenção e conservação”. O Grupo Escolar Lúcia Oliveira pertencia à rede estadual até o início da década passada, quando foi municipalizado (2004). Já em 2015, o município desativou a unidade de ensino por falta de alunos e necessidade de reestruturação da rede escolar.

Quando repassado aos sindicatos, as entidades assumiram compromisso de reparos na estrutura física, que ameaçava desabar. “A iniciativa do prefeito de solicitar a desocupação do espaço tem o apoio de cidadãos de Itabuna, muitos, inclusive, ex-alunos que frequentaram a Escola, que foi a primeira Escola Pública construída no município”, afirmou a secretária de Educação de Itabuna, Anorina Lima. A desativação ocorreu quando o grupo escolar completava 80 anos.

SINDICALISMO E POLÍTICA PARTIDÁRIA

A decisão é vista como tendo carga política. Sindicalista do PSDB, Anorina milita em campo político oposto aos sindicatos atingidos pela decisão, os três comandados por dirigentes filiados ou ligados ao PCdoB do ex-vice-prefeito Wenceslau Júnior. No campo educacional, Anorina foi a responsável pela criação do Sindicato do Magistério Público Municipal (Simpi), nos anos 2000, atingindo, desta vez, a API/APLB-Sindicato, este comandado pelo PCdoB e pelo PT à época.

NA GUERRA, O ENIGMA

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interrogaçãoNos últimos dias, prefeitura e sindicato dos professores promovem guerra de carro de som em Itabuna.

A prefeitura anunciava o fim da greve na educação, enquanto os carros contratados pelo sindicato comunicavam a continuidade da paralisação, apesar da decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT5).

A mensagem dirigida pelos Simpi aos associados chamou a atenção pelo “arremate”:

– Professor, verás que um filho teu não foge à luta.

 

GREVE DOS PROFESSORES DE ITABUNA PODE ACABAR HOJE

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O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT 5) decidirá hoje à tarde (29) o percentual de reajuste dos professores da rede municipal de Itabuna no julgamento de dissídio. Os professores pedem 13,01% de reajuste, enquanto o município oferece 8%.

Uma audiência de conciliação no último dia 8, no TRT, terminou sem acordo. O Ministério Público do Trabalho chegou a propor 9% de reajuste, mas a proposta não foi aceita.

A greve dos professores começou em 21 de maio. A paralisação é considerada a mais radical da história de Itabuna. Com menos de vinte dias de movimento paredista, sindicalistas ocuparam o gabinete do prefeito Claudevane Leite e, um dia depois, fecharam o Centro Administrativo Firmino Alves. O sindicato da categoria, o Simpi, foi obrigado, por decisão judicial, a desocupar o prédio.

CAVALCANTE DIZ QUE “SEMPRE” APOIOU OS PROFESSORES

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Cavalcante recua e diz que sempre apoiou professores (Foto Pimenta).

Cavalcante recua e diz que sempre apoiou professores (Foto Pimenta).

Em nota encaminhada ao Pimenta, o vereador Antônio Cavalcante (PMDB) afirma que foi mal interpretado quando se manifestou sobre a greve dos professores da rede municipal de Itabuna.

Cavalcante diz que em momento algum teria declarado que a greve da categoria perdeu o sentido a partir do momento em que a decisão passou a depender da justiça.

Uma audiência entre a Prefeitura e o Sindicato do Magistério Público Municipal de Itabuna (Simpi) está marcada para o próximo dia 29.

O vereador afirma que sempre apoiou os professores e considera “totalmente justas” as reivindicações do Simpi. O sindicato pleiteia uma reposição salarial de 13,01% para os educadores dos níveis 2 e 3.

O peemedebista lembra ainda que votou a favor da suplementação orçamentária solicitada pelo Executivo para assegurar a melhoria salarial do magistério.

PARA CAVALCANTE, GREVE DOS PROFESSORES PERDEU SENTIDO

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Cavalcante critica comando de greve (Foto Pimenta).

Cavalcante critica comando de greve (Foto Pimenta).

O vereador Antônio Cavalcante (PMDB) fez um apelo ao Sindicato do Magistério Público Municipal de Itabuna (Simpi). Para o parlamentar, a greve decretada pela entidade que representa os professores perdeu o sentido.

Cavalcante argumentou que, como o impasse entre a Prefeitura e o Simpi será decidido pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em audiência marcada para o próximo dia 29, o mais correto seria os professores retornarem às salas de aula enquanto aguardam o pronunciamento do judiciário.

“Não faz sentido continuar prejudicando os estudantes, que sofrerão com o atraso do ano letivo”, declarou Cavalcante. Segundo ele, como instrumento de pressão, a greve deixa de ter fundamento quando a decisão passa para a esfera judicial.

O Simpi reivindica um aumento de 13,01% para os professores dos níveis 2 e 3 (aqueles que possuem curso superior e pós-graduação). A Prefeitura ofereceu como contraproposta um reajuste de 8%, que, de acordo com o prefeito Claudevane Leite, é o valor máximo diante da capacidade financeira do município.

“CHEGAMOS AO NOSSO LIMITE”, DIZ VANE SOBRE REAJUSTE DE 8% A PROFESSORES

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Vane em audiência no TRT (Foto Alessandra Lori).

Vane em audiência no TRT (Foto Alessandra Lori).

Os professores da rede municipal em Itabuna estão em greve há 19 dias. A categoria cobra reajuste de 13,01% para os níveis II e III, mesmo percentual assegurado aos profissionais que recebem o piso nacional. O governo oferece 8% e cita risco de comprometer pagamento em dia dos salários, se conceder reajuste maior.

Ontem, não houve avanço nas negociações entre governo e professores, desta vez em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Salvador. O avanço foi a antecipação dos 3% da segunda parcela, de novembro para setembro.

O esforço pode ter sido em vão. A diretoria do sindicato dos professores municipais, o Simpi, antecipou-se à assembleia da categoria, marcada para amanhã, e disse que a greve continuará, pelo menos, até dia 29 de junho, quando ocorrerá nova audiência no TRT. Conversamos com o prefeito Claudevane Leite (Vane do Renascer), por telefone. Confira trechos:

BLOG PIMENTA – O senhor diria que houve avanço na audiência com os professores no TRT?

VANE DO RENASCER – Nós estamos dando o máximo possível de reajuste, com 5% retroativo a abril, e antecipamos para setembro os 3% da segunda parcela, que seriam pagos em novembro. Chegamos aos 8%, que é nosso limite máximo. O sindicato ficou de analisar em assembleia [na quarta]. Nenhuma prefeitura do porte de Itabuna está dando 8% de reajuste. A gente está vendo estados ricos, como Rio Grande do Sul, dando só 3%. Nem a Bahia deu 8%.

PIMENTA – Não há como conceder maior reajuste, 8% é o teto?

VANE – Nós pegamos a prefeitura com 83% da arrecadação comprometida com a folha, baixamos para 63%, mas estamos ainda acima do limite da Lei [de Responsabilidade Fiscal], 54%. A folha diminuiu em 20% sem o governo demitir. Reduzi meu salário, salário de secretários e não houve reajuste de comissionados, cortamos o número de cargos comissionados. Agora, saímos de 0% para 6,41% de reajuste, depois 7% e chegamos a nosso limite máximo, que é 8%, para os professores.

PIMENTA – A arrecadação não aumentou?

VANE – Reduzimos o peso da folha, mas nossa arrecadação não aumentou nem diminui. As despesas, o custeio aumentaram. A arrecadação não acompanhou essa demanda.

PIMENTA – O senhor acredita em fim da greve com essa antecipação da segunda parcela?

VANE – Cheguei ao nosso limite com os 8% e a antecipação da segunda parcela de reajuste. Esperamos que os professores retornem. Do contrário, a decisão será com o Tribunal Regional do Trabalho, no dia 29 de junho. A gente espera que os professores se sensibilizem. Nós temos uma crise instalada no país. Basta lembrar como pegamos a prefeitura e ainda tem essa crise nacional. A previsão é de queda na arrecadação em junho, o que dificulta ainda mais um reajuste maior. Apelamos aos professores para que vejam nosso esforço e o prejuízo social que são esses mais de 20 mil alunos sem aula.

PIMENTA – A ocupação de gabinete e fechamento da prefeitura dificultaram as negociações?

VANE – Olhe, nós ficamos preocupados e tristes. Tínhamos escolas funcionando, não aderindo à greve. O sindicato foi para cima e fechou, mas o cúmulo foi o fechamento do centro administrativo. Não prejudicaram só o governo, prejudicaram a sociedade. A prefeitura deixou de arrecadar, de atender, de fazer licitação. Foi um ato inconsequente. Estamos preocupados com o prejuízo social e estamos abertos ao diálogo.

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