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15 de maio de 2021 | 11:04 pm

ILHÉUS: ENILDA MENDONÇA SE TORNA A MULHER MAIS BEM VOTADA DA HISTÓRIA DA CÂMARA

Enilda Mendonça é a mulher mais votada à Câmara de Ilhéus
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O resultado da eleição da nova Câmara Municipal de Ilhéus traz, pelo menos, um novo feito histórico: a eleição da professora e sindicalista Enilda Mendonça, do Partido dos Trabalhadores (PT). Ela passou a ser a mulher mais bem votada na história política de Ilhéus em um pleito para o parlamento municipal, com 1.480 votos.

“Essa vitória não é minha. Essa vitória é da Educação, da Mulher e do Povo”, destacou a professora, após a oficialização da sua vitória. “Esta eleição representa a concretização de um mandato com a força da luta sindical que representa uma voz firme na defesa dos interesses dos trabalhadores de Ilhéus”.

Professora de Língua Portuguesa por mais de 30 anos, Enilda também militou no movimento sindical, sendo dirigente da Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI). Foi presidente da entidade por dois mandatos e, além de defender os interesses da categoria, teve uma gestão marcada pela construção da sede própria da APPI, no bairro do Malhado.

Há mais de um ano, a líder sindical ampliou suas ações, ao abraçar a causa dos servidores públicos afastados pelo prefeito Mário Alexandre. Durante esta luta não se limitou a ajudar aos trabalhadores da Educação atingidos pela dura medida do prefeito. Abraçou a causa de todos os servidores, lutando, inclusive, pela segurança alimentar de centenas de famílias.

Em 2016, a professora Enilda Mendonça tentou o seu primeiro mandato na Câmara de Ilhéus. Perdeu a vaga por apenas três votos. A persistência e a consciência de sua importância na luta renderam frutos e uma nova frente de trabalho se apresenta para o futuro.

UM TREINADO PARA BATER, O OUTRO PARA APANHAR

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Apesar de atuarem em campos opostos, o bancário Luiz Sena e o Tenente PM Souza Neto sempre foram amigos e, ao avistar o militar que vinha chegando para comandar a tropa, o comunista parte para ele e começam um bate-papo amistoso, com muita gesticulação por parte de Luiz Sena.

Walmir Rosário

Me lembro como se fosse hoje dessa história, passada ainda no tempo da ditadura militar que governava o Brasil, e é absolutamente verdadeira. Vi com os meus olhos que a terra há de comer, como diz um antigo ditado popular. Era uma greve geral de bancários em Itabuna e o sindicato da categoria mobilizava seus filiados em frente às agências do Baneb e do Bradesco, ambas na avenida do Cinquentenário.

Todos os bancários paralisados, os caixas eletrônicos sem cédulas e os funcionários com cargos de direção impedidos pelos grevistas de fazer a reposição, provocando uma confusão sem precedentes. Àquela época os cartões de crédito não eram populares como atualmente e a população encontrava sérias dificuldades em fazer compras, pois nem todos os estabelecimentos comerciais aceitavam o dinheiro de plástico.

Os cheques eram aceitos em praticamente todo o comércio, mas com algumas restrições, a mais comum delas a verificação junto ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), cuja consulta era feita por telefone. Nos supermercados as filas eram enormes e impacientavam os clientes e funcionários, que nada podiam fazer com acabar com o sufoco criado pela greve.

E como diziam os bancários, greve é para incomodar mesmo, do contrário não valia nada, não atingia os objetivos, fazendo com que as partes sentassem-se civilizadamente à mesa de negociação. Enquanto isso não acontecia, nas ruas, de um lado os grevistas, com faixas, cartazes e muitos discursos repercutidos no carro de som do sindicato, e de outro a Polícia Militar apenas observando o movimento paredista.

No comando da tropa, o ainda tenente Souza Neto – hoje coronel reformado – com parte do efetivo policial em frente a agência do Bradesco. Cerca de 100 metros a frente se localizava a agência do Baneb, onde o sindicalista Luiz Carlos Sena, empregado do Banco do Brasil e dirigente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) incitava os camaradas para não esmorecê-los do movimento.

De vez em quando um cliente chegava para tentar sacar algum dinheiro e era prontamente impedido pelos bancários grevistas, que não permitiam o seu ingresso na antessala da agência, local dos caixas eletrônicos. A agonia e impaciência do cliente era motivo de galhofa dos grevistas, que diziam para ele se virar, pois agora quem mandava nos bancos era o sindicato. Ali ninguém entrava.

E, ainda por cima, sugestionavam que o cliente fosse convencer os donos dos bancos para aumentar o salário dos bancários, e as agências voltariam a funcionar imediatamente em todo o Brasil. E, bandeiras do sindicato e da CUT em punho, amedrontavam o pobre do cidadão, que nada tinha a ver com a briga entre patrões e empregados, com o discurso marxista da mais valia.

E a Polícia Militar tinha ordens expressas para não recrudescer e apenas olhar, manter a calma e somente intervir caso a situação ficasse fora do controle. Os policiais no lado de fora do passeio, parte dos grevistas – a chamada comissão de convencimento – postada em frente às portas das agências bancárias e outra parte no interior, para garantir que ninguém conseguisse ludibriar os companheiros de fora.

Numa cidade como a Itabuna do começo dos anos 1980 todos – policiais e bancários – se conheciam e nas horas mais tranquilas chegavam mesmo a bater papo com a finalidade de diminuir a tensão. E assim passavam os dias postados em frentes aos bancos, cumprido ordens: Os bancários para não deixar os clientes ter acesso ao interior do banco e os policiais militares para evitar qualquer tipo de confronto.

E esse clima amistoso permanecia também entre os dirigentes sindicais e o comando da tropa, que mantinham distância somente nos momentos mais tensionados, até que a situação voltasse à normalidade. Apesar de atuarem em campos opostos, o bancário Luiz Sena e o Tenente PM Souza Neto sempre foram amigos e, ao avistar o militar que vinha chegando para comandar a tropa, o comunista parte para ele e começam um bate-papo amistoso, com muita gesticulação por parte de Luiz Sena.

Ao perceber Luiz Sena apontando o dedo para ele a todo o momento, mesmo sendo o teor da conversa sobre amenidades, o Tenente Souza Neto não titubeou e segurou a mão de Luiz Sena com força e ainda lhe passou um sermão:

– Tire seu dedo da direção do meu rosto, pois seu povo está olhando e pensando que você está me pagando “sugesta” e meus comandados tendo a impressão que estou fraquejando, o que pode desencadear alguma animosidade. Aqui, quem foi treinado para bater fui eu, e para apanhar foi você – gritou Souza Neto, jogando a mão do sindicalista para trás, diante do espanto dos bancários.

Mas tudo terminou bem!

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

CARGILL LEVA NO TRT

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Para Fernandes, Cargill teve "Vitória de Pirro".

Fernandes: Cargill teve “Vitória de Pirro”.

Acostumado a vitórias na justiça trabalhista, o lado mais fraco sofre derrotas de vez em quando. Veja o caso do embate judicial na unidade moageira de cacau da Cargill em Ilhéus. Os trabalhadores da multinacional vão receber menos do que os colegas de outras indústrias do mesmo setor em Ilhéus e em Itabuna.
A campanha salarial se arrastava desde junho e a Cargill batia pé. Não aceitava o piso salarial a R$ 1.060,00 nem tíquete-alimentação a R$ 650,00, propostos pelo Sindicacau, representante dos trabalhadores.
A peleja foi parar no Tribunal Regional do Trabalho e acabou decidida na última quinta. Os desembargadores julgaram a causa. Deu empate em 2 a 2 e o presidente, Valtércio Oliveira, foi chamado para o voto minerva. Cravou pela proposta da empresa. Ou seja, piso de R$ 990,00 e tíquete a R$ 633,00.
Para o presidente do Sindicacau, Luiz Fernandes, apesar do resultado desfavorável aos trabalhadores, derrota maior sofreu a Cargill, “que teve prejuízos com a greve, com advogados e criou uma insatisfação muito grande com os trabalhadores”. Vitória de Pirro, na leitura do sindicalista. Pela sentença, a multinacional terá 30 dias para pagar toda a diferença acumulada de junho até agora.

SINDICATO E PATRÕES NEGOCIAM E EVITAM GREVE – MAS ESSA NÃO É MAIS A REGRA

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Domingos Matos2Domingos Matos | Chocolate com Política

O verdadeiro sindicalismo precisa frear a ação dos oportunistas. Tenho uma amiga, a professora aposentada Neusa Perlira, que sempre comete uma máxima interessantíssima: “pobre vive de oportunidade”.

Itabuna viveu um dia de apreensão. A notícia de que o transporte coletivo entraria em greve a partir da zero hora dessa sexta-feira ganhou contornos ainda mais dramáticos a partir do que a população via na TV: caos na grandes cidades do país, devido à onda de greve dos rodoviários. Mas, agora à noite, foi noticiada suspensão do movimento paredista, o que nos garantirá um fim de semana mais tranquilo.
O fato concreto é que, por aqui, o Sindicato dos Rodoviários e os patrões negociaram e chegou-se a um acordo, segundo a notícia do Pimenta. Tudo muito bom, tudo como sempre foi: de um lado, uma categoria, do outro, o patrão. Às vezes, um negociador isento, no meio. Era assim que resolviam-se os impasses.
Era. Porque essa imagem, em tempos de concentração para a #Copa das Copas, de repente se alterou: eis que agora aparece a figura do “sindicato dissidente”, entidade fantasma que adora bagunçar o baba. Funciona assim: os sindicatos legítimos negociam a pauta, aprovam – ou não – as propostas e contrapropostas em assembleias, homologam os acordos. Tudo como manda a lei natural das coisas e a própria legislação vigente. Tudo isso acompanhado por técnicos, pelo Ministério Público do Trabalho e baseado em planilhas aceitas como corretas.
Mas tudo vai por água abaixo quando entram os dissidentes. Que nada mais são do que oportunistas travestidos de lideranças, que lançam ao vento um percentual de reajuste salarial muito além da realidade e enfeitiçam as categorias com a promessa de um “aumento de verdade”, em contraposição ao negociado pela categoria, através de seus representantes sindicais.
Puro engodo: querem tumultuar o ambiente, servem – geralmente – aos que alegam, por intenções variadas, que a #Copa das Copas não será boa para o Brasil. Daí, se sobrar um aumentinho, ainda se fortalecem para a próxima eleição sindical.
São movimentos oportunistas, cujas intenções podem representar a mais simples e objetiva apropriação da “Lei de Gérson” até interesses maiores, visando as eleições de outubro. Vi em em rede nacional, em pelo menos um noticiário da Globo: enquanto um “líder dissidente” dizia que a greve era por causa da Copa, para aproveitar o momento, um motorista dizia que sequer sabia porque estava parando de trabalhar…
Tudo isso deveria provocar reações do sindicalismo sério desse país. Aquele que ajudou a sermos o que somos hoje, um país que busca garantir os direitos do trabalhador, do mais simples peão que exige um equipamento adequado para cortar cana até um embaixador que negcia na OIT para ampliar os direitos de quem trabalha e constrói nações inteiras.
Só que esse não é o primeiro sinal de alerta para o sindicalismo. A própria difusão de milhares de sindicatos genéricos pelo país afora já indicava, há coisa de 10 anos, que seria necessária uma resposta à altura, dada pela verdadeira representação dos trabalhadores. O que, infelizmente, não ocorreu.

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PROFESSORES DE ILHÉUS NÃO DESCARTAM NOVA PARALISAÇÃO

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Do Trombone

Para garantir o pagamento do salário de novembro, dezembro e o 13º, os professores da rede municipal de Ilhéus não descartam a possibilidade de novo ato de protesto. Na manhã desta terça-feira (18) a categoria realizou assembleia, no auditório do Hotel Barravento, para discutir sobre a paralisação de advertência e fazer avaliação do movimento.

A presidente da APPI-APLB-Sindicato, Enilda Mendonça, disse que até o momento só foram quitados o salário de novembro dos professores e demais servidores da educação que recebem até R$ 3.022,00.

Enilda Mendonça afirmou que “a categoria aguarda que seja cumprida a decisão do juiz de direito da 2ª Vara de Feitos de Relação de Consumo Civil e Comercial da Comarca de Ilhéus, Eduardo Gil Guerreiro, solicitando o bloqueio das contas da prefeitura referentes aos recursos do Fundo de Educação Básica (Fundeb) para o pagamento do salário”.

FORÇA E CTB BRIGAM POR SINDICATO EM ILHÉUS

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A Força Sindical e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) estão em pé-de-guerra no sul da Bahia. As duas centrais brigam pelo comando do Sindicato dos Comerciários de Ilhéus em uma novela que inclui relatos de ameaças e queixa de invasão a sede de entidade.
(Na verdade, na verdade, os meninos da CTB querem criar o Sindicato dos Trabalhadores em Supermercados. Como a Força entendeu o recado e visualizou o enfraquecimento dos Comerciários, foi à luta… ou à guerra…)
Um dos capítulos da “novela” foi “ao ar” na segunda-feira, 29, quando sindicalistas ligados à CTB tornaram público uma suposta invasão à sede do Sindicato dos Bancários de Ilhéus, ao final da tarde daquele dia. O imóvel foi cedido a colegas do movimento dos comerciários.
Do outro lado, representantes da Força Sindical, que detém o controle sobre o disputado Sindicato dos Comerciários local, não chegam a negar a “invasão”, mas dizem que estavam lutando contra a criação de um “sindicato fantasma”.
Os membros da Força acusam os bancários, ligados ao PCdoB, de estarem deflagrando uma ação de desmembramento do Sindicato dos Comerciários com empregados do Makro e Atacadão, mas que residem em Itabuna. (As duas lojas, no entanto, estão localizadas em território ilheense).
Aguardemos as próximas cenas.

CINCO MESES DE IMPUNIDADE

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Nesta segunda-feira, 29, completam-se cinco meses do assassinato do casal Paulo Colombiano e Catarina Galindo sem que a polícia baiana consiga esclarecer as circunstâncias do crime. Colombiano era tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários da Bahia. Ele e a esposa foram assassinados quando já estavam próximos de casa, no dia 29 de junho, em Brotas, Salvador.
Até agora, a polícia diz que os indícios apontam para um crime de mando. E só. Cansados, amigos e familiares do casal decidiram oferecer R$ 10 mil como recompensa a quem fornecer informações que esclareçam o duplo assassinato. A denúncia, para a qual é prometido sigilo, pode ser feita pelo telefone (71) 3235-0000.

Cartaz cobra justiça e informa sobre recompensa a quem colaborar.

MANIFESTO PEDE JÚRI POPULAR CONTRA ASSASSINOS DE PROFESSORES

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Álvaro e Elisney foram mortos em atentado (Foto APLB).

A regional Costa do Descobrimento da Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB) divulgou manifesto cobrando agilidade na conclusão das investigações sobre os autores e mandates das mortes de Álvaro Henrique e Elisney Pereira. Na noite de 17 de setembro do ano passado, os professores foram assassinados numa emboscada na comunidade de Roça do Povo, em Porto Seguro. Elisney morreu na hora e Álvaro faleceu seis dias depois, em Salvador.
Hoje, os professores vão promover uma carreata que percorrerá os principais bairros de Porto Seguro. A concentração será no Centro de Cultura e a saída está prevista para as 16 horas. De acordo com a APLB-Costa do Descobrimento, o evento será encerrado na escola onde os dois professores lecionavam, o Colégio Municipal Frei Calixto. Haverá culto ecumênico no estabelecimento, às 19h.

Edésio se entregou à polícia.

As investigações da polícia baiana apontaram para atentado político no caso. Elisney e Álvaro eram dirigentes do Sindicato dos Professores de Porto Seguro e estavam em campanha salarial que denunciava os desmandos da gestão de Gilberto Abade (PSB) na educação.
A polícia apontou o ex-secretário de Governo e Comunicação do Município, Edésio Lima, como o mandante das execuções de Elisney e Álvaro. A Justiça local decretou a prisão de seis envolvidos nas mortes.
Edésio e mais três policiais militares estão presos, acusados de participação no crime. Edésio nega, mas a morte de seu motorista teria sido considerada uma queima-de-arquivo, além de outros três assassinatos relacionados ao caso e que seriam possíveis testemunhas das execuções. Já Antônio Andrade dos Santos Júnior Danilo Costa Leite continuam foragidos. No “leia mais”, confira o manifesto da APLB-Costa do Descobrimento.

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MANIFESTAÇÃO COBRA JUSTIÇA NO "CASO COLOMBIANO"

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O casal Colombiano e Catarina foram executados em Salvador.

Rodoviários e sindicalista baianos promovem manifestação pública, na próxima sexta-feira, 9, para cobrar agilidade na apuração do duplo homicídio que vitimou o sindicalista Paulo Colombiano e a sua esposa Catarina Galindo. O casal foi executado no último dia 29, em Salvador, a poucos metros do condomínio onde residia, em Brotas.

Os manifestantes vão pedir a punição dos mandantes e executores de Paulo e Catarina. Colombiano era tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários de Salvador e suspeita-se que as mortes estariam relacionadas a disputas dentro da entidade. Paulo e Catarina foram assassinados a tiros de pistola por dois homens. A manifestação ocorrerá no Campo Grande, às 15h da próxima sexta.

SOB NOVA DIREÇÃO

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Os novos dirigentes do Sindserv (Foto Divulgação).

Os novos dirigentes do Sindserv, ex-amigos de Tote.

Pense na situação: até o final do ano passado, os servidores municipais de Itabuna eram representados pelo Sindserv, presidido pelo ex-comunista Aristóteles Bispo, o Tote. Em dezembro, surgiram novos dirigentes para o antigo sindicato. Tote chiou. Tomaram-lhe o “aparelho”.

Golpe? Segundo os novos diretores e ex-amigos, não. E provam com documentos que o novo Sindserv está legalmente constituído e reconhecido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O antigo sindicato, dirigido por Tote, é registrado apenas em cartório, o que lhe tiraria a legitimidade para representar o funcionalismo.

Beneficiados pela legislação vigente, os novos diretores do velho-novo Sindserv fizeram assembleia, formaram diretoria e, agora, querem o mais importante: que o “clone” seja oficializado pela prefeitura como o sindicato dos servidores municipais.

O caso é complicado de se entender a distância. Mas um comunista das lides sindicais, Jairo Araújo, explica: “Não é um novo sindicato, mas o próprio Sindserv, com uma nova diretoria. O que existia era uma diretoria reconhecida em cartório. O Sindserv, antes, não possuía Carta Sindical nem Registro Sindical no Ministério do Trabalho e Emprego”. E acrescenta: “Nem CNPJ tinha”.

Para os novos dirigentes, o “velho sindicato, dirigido pelo controverso Aristóteles Bispo, o Tote, já não representava os anseios da categoria, com uma atuação pífia, além de não existir legalmente”.

Para colocar mais lenha na fogueira, os novos dirigentes sustentam que o antigo Sindserv era “fantasma”. O conjunto de fatores, observam os novos dirigentes, teria levado à eleição de uma nova diretoria, o que ocorreu em cinco de dezembro.

A presidente eleita é Karla Lúcia Oliveira. “Estaremos na luta pela recomposição de nossos salários e por melhores condições de trabalho”. Nesta quinta, 7, às 17 horas, a nova diretoria do Sindserv promove palestra para os servidores municipais, no plenário da Câmara de Vereadores, quando serão debatidos temas como “Plano de Cargos e Salários, FGTS, assédio moral, perdas salariais, dentre outros”.

Tote vai estrilar.

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