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19 de fevereiro de 2020 | 04:38 pm

SOJA SERÁ RESPONSÁVEL POR METADE DA PRODUÇÃO DE GRÃOS NESTE ANO, ESTIMA IBGE

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Soja deve bater recorde na safra 2020

A soja deve representar metade do volume de toda produção brasileira de grãos em 2020, segundo as estimativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa prevê que a safra brasileira deverá ser a maior da série histórica do instituto, iniciada em 1975, chegando a 246,7 milhões de toneladas, 2,2% acima do resultado de 2019.

A estimativa é de recorde também na produção de soja, com alta de 8,7% em relação a 2019, totalizando 123,3 milhões de toneladas, e na safra de algodão, com aumento de 1,6%, chegando a 7 milhões de toneladas.

A soja, o milho e o arroz são os três principais produtos, que, somados, representaram 93,2% da estimativa da produção e responderam por 87,2% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 1,3% na área do milho, de 2,4% na área da soja e declínio de 2,5% na área de arroz. Preços favoráveis ao produtor vêm incentivando o cultivo do milho e da soja.

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PORTO DE ILHÉUS RETOMA EXPORTAÇÕES DE SOJA

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Carga de soja será exportada para a Itália.

Carga de soja será exportada para a Itália.

Começaram a ser embarcadas, ontem (17), no Porto de Ilhéus, cerca de 30 mil toneladas de soja no navio Mallika Naree, de bandeira tailandesa. O destino da carga é o porto de Marghera, na Itália, de acordo com a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).

– A mesma operação de soja vai se repetir no mês de maio, contribuindo ainda mais para o dinamismo no Porto de Ilhéus – afirma a gerente do Porto, Bárbara Laudano. No ano passado, foram quase 62 mil toneladas desse produto que ganharam outros países saindo pelo porto.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), no primeiro trimestre, os portos nacionais exportaram pouco mais de 13 milhões de toneladas do grão, aumento de 24% em relação ao mesmo período de 2016.

PRAGA ATACA PLANTAÇÃO DE SOJA NA BAHIA E AUTORIDADES DESCONFIAM DE BIOTERRORISMO

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Helicoverpa causa prejuízos de aproximadamente R$ 1 bilhão no oeste baiano.

Helicoverpa causa prejuízos de aproximadamente R$ 1 bilhão no oeste baiano.

Uma espécie de lagarta está destruindo plantações de soja e algodão no oeste baiano e em quatro estados brasileiros. O ataque da lagarta Helicoverpa armigera, segundo o secretário estadual de Agricultura (Seagri), Eduardo Salles, é suspeito. A desconfiança das autoridades é de que a praga que já resulta em prejuízos de R$ 1 bilhão tenha sido introduzida nas lavouras baianas numa ação bioterrorista.
Por meio de sua assessoria, Salles disse que a suspeita de ação criminosa está sendo investigada pela Polícia Federal e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O caso foi discutido por autoridades, em Barreiras, neste fim de semana.
Além do municípios de Barreiras, São Desidério, Luís EduardoMagalhães, Baianópolis, Formosa do Rio Preto, Riachão das Neves, Correntina, Jaborandi e Cocos, na Bahia, a praga já se dissemina por plantações de soja e algodão nos estados de Goiás, Mato Grosso, Paraná e Piauí.
Na reunião deste final de semana, produtores e autoridades sanitárias trataram de definir ações e regras para aplicar um produto, o Benzoato de Amamectina, inicialmente, em 10 propriedades atingidas na região.

EXPORTAÇÕES BAIANAS CRESCERAM EM 2012

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A Bahia registrou crescimento de 2,3% de suas exportações em 2012 na comparação com o ano anterior. De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEC), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Planejamento, o Estado já responde por 60% das vendas externas realizadas pelo Nordeste.
O valor das exportações baianas no ano passado chegou a US$ 11,27 bilhões, um recorde histórico de acordo com o governo. Os setores que tiveram os melhores desempenhos foram os de petróleo e derivados (crescimento de 9%), soja e derivados (11,6%), algodão (7,2%) e o de metais preciosos (4,3%).
A China é o país que mais importa produtos made in Bahia, respondendo por 13,6% das vendas realizadas pelo Estado. Em segundo lugar, vêm os Estados Unidos,com 12,3% do valor exportado, mesmo com queda de 5,1% na participação americana ante 2011.
Entre os estados brasileiros, a Bahia também melhorou sua posição. Ficou com 4,64% das exportações em 2012, enquanto no ano anterior havia ficado com 4,28%.

CHINESES INVESTEM R$ 510 MI EM BARREIRAS

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O grupo chinês Grupo Chong Qing vai investir o equivalente a R$ 510 milhões numa unidade de esmagamento de soja em Barreiras, no oeste baiano. Representantes do grupo e do governo baiano sentam-se à mesa nesta sexta (18), às 9h, em Salvador, para discutir investimentos no plantio de soja e início das obras da fábrica de óleos vegetais no oeste do estado.

ANTAQ FECHA OS OLHOS E PORTO DE ILHÉUS "PERIGA"

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Porto ilheense sofre concorrência desleal de terminal privado em Cotegipe (Foto Ed Ferreira).

O porto de Ilhéus utiliza atualmente menos de 5% da sua capacidade de movimentação de cargas anuais, estimada em 5 milhões de toneladas. Dá cerca de 230 mil toneladas de produtos, o que praticamente o inviabiliza. Desse total, 150 mil toneladas são de soja. Para se ter uma ideia, em 2005 o terminal público ilheense exportava cerca de 914 mil toneladas do grão produzido no oeste baiano.

A queda na movimentação de soja se deu porque o porto ilheense foi atravessado por interesses de um grupo econômico que envolve o Moinho Dias Branco e empresa controlada pelo publicitário Fernando Barros.
O grupo tem ligações com o carlismo e teria feito enormes pressões sobre multinacionais como a Cargill e a Bunge para que retirassem as cargas de Ilhéus para o Terminal Portuário de Cotegipe (TCP), segundo o deputado federal Geraldo Simões (PT-BA).

Geraldo denuncia grupo privado

O parlamentar denuncia a manobra ilegal do grupo desde 2006, mas alerta que essa movimentação aumentou nos últimos anos. Ele cobrou da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) uma sindicância no terminal privado.
Criado originariamente para movimentar 300 mil toneladas de trigo da Moinho Dias Branco ou produtos de terceiros de forma complementar, observa Geraldo, hoje o terminal privado supera esse limite. São 1,5 milhão de toneladas de soja e outras 300 mil de trigo de outras empresas. No ano passado, apenas 12% das cargas eram do grupo.
Em contato com o Pimenta, o parlamentar federal e membro da Comissão de Transporte da Câmara dos Deputados, disse que se a Antaq não atender rapidamente o seu pedido, irá denunciá-la. “Não é só a União que deixa de arrecadar R$ 10,4 milhões, por ano, mas Ilhéus que perde dinheiro e sofre com desemprego”. O valor se refere a tarifas e mão-de-obra.
Pior, acrescenta, é que o mesmo grupo trabalha na surdina para também desviar do município sul-baiano a exportação da celulose produzida no extremo-sul da Bahia. “Essa produção viria em barcaças para o porto ilheense e seria exportada daqui [do sul da Bahia]. A Antaq tem de agir”.

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