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31 de maio de 2020 | 11:32 pm

O TEMPO FECHOU NA CEPLAC

Tempo de leitura: 2 minutos
Helinton Rocha (esquerda) isolou os representantes da região. Joelson Ferreira chiou

Helinton Rocha (esquerda) isolou os representantes da região. Joelson Ferreira chiou

A velha UDR (União Democrática Ruralista), que representou o setor mais reacionário da direita brasileira, praticamente renasceu na manhã desta quinta-feira, 24, na Ceplac. O autor da proeza foi ninguém menos que o diretor do órgão federal, Helinton Rocha, que se deslocou de Brasília para a região e, com pose de Midas, declarou que tinha o plano mágico para resolver os problemas da cacauicultura.
A mesa montada na Ceplac para o milagroso anúncio tinha quase somente representantes do agronegócio. Da Bahia, apenas o titular da Seagri, Eduardo Sales, e Guilherme Moura, da Federação da Agricultura (Faeb), também representando a Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Da região, ningas, possivelmente porque as cabeças coroadas veem a turma local como um balaio de incompetentes. Dos movimentos sociais, zero.
Talvez por não acreditar em milagres, o presidente da Câmara Setorial do Cacau, Durval Libânio, pediu a palavra, e afirmou que a cacauicultura não precisa de uma agenda nova, mas tão somente de cumprir a que está posta.
Joelson Ferreira, do Movimento dos Sem-Terra e coordenador do Território de Identidade do Litoral Sul da Bahia, teve que gritar do meio da plateia, pois não lhe concederam formalmente o direito de se manifestar. Ele criticou duramente os que se imaginam donos da verdade e supremos detentores de todo o saber, a ponto de apostar em planos miraculosos concebidos a portas fechadas em gabinetes de Brasília. Sem a necessária humildade de ouvir quem está no campo e tem conhecimento acumulado na matéria.
Arrogância tem limite. Mas hoje o grito da senzala constrangeu a casa grande.

ILHÉUS E ITABUNA: A “GUERRA” DA FRONTEIRA

Tempo de leitura: < 1 minuto

Foto Marcel Leal/A Região

A disputa travada em Itabuna e Ilhéus pela área onde estão situados os supermercados Makro e Atacadão terá mais um capítulo. Nesta quinta-feira, 17, às 9 horas, técnicos da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), estarão na “Faixa de Gaza” para tentar dirimir o conflito.

Representantes das prefeituras das duas cidades também foram convidados. Ambos os prefeitos estarão no local, com membros de seus respectivos primeiros escalões.

Documentos da SEI aos quais o PIMENTA teve acesso apontam Ilhéus como titular dos direitos sobre a área objeto do litígio. O prefeito de Itabuna já tem conhecimento do fato, mas foi orientado a questionar o mapeamento.

A briga ainda vai render.

ITABUNA E ILHÉUS VÃO DISPUTAR TERRITÓRIO

Tempo de leitura: 2 minutos

Newton viaja amanhã para Veneza, enquanto itabunenses iniciam operação para tomar área onde é construído o Carrefour

Se o debate sobre que ponta do “eixo Ilhéus – Itabuna” se beneficiará mais da presença do Atacadão Carrefour na rodovia Jorge Amado já fez ressurgir o velho e acalorado bairrismo, o que está por vir anuncia briga muito mais quente.

Nesta terça-feira (13), enquanto o prefeito Newton Lima, de Ilhéus, embarca para a Itália,  uma expedição itabunense adentrará em terras até hoje reconhecidas como pertencentes ao município vizinho. Munidos de GPS e outros apetrechos, os desbravadores querem provar que um significativo pedaço de chão deve mudar de dono.

Não se trata de coisa pequena. A área em questão fica às margens da rodovia BR- 415, tendo acesso por estrada vicinal nas imediações da sede do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR).

Caso as marcações da divisa sejam alteradas, o terreno onde está sendo construído o Atacadão passará a ser legitimamente itabunense. Mais do que uma mera disputa territorial, está em jogo a gorda contribuição que a empresa dará em recolhimento de tributos.

Todo o procedimento para a instalação do Carrefour, a exemplo do licenciamento ambiental, foi realizado junto a órgãos ilheenses. Ainda não se sabe que consequências teria  nesse aspecto uma eventual redefinição de limites. Mas é certo que a intenção expansionista itabunense existe e a estratégia está deflagrada.

Newton, o gondoleiro, acompanhará os primeiros momentos dessa batalha direto de Veneza. Deixa o vice Marão, recém-operado e liberado com restrições pelo “departamento médico”, para fazer a defesa dos interesses ilheenses.

A briga promete…

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