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25 de janeiro de 2021 | 12:19 am

EM ITABUNA, PRESIDENTE DA LUPO ANUNCIA EXPANSÃO DA TRIFIL

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Mazzeu e Liliana Aufiero, da Lupo, com o prefeito Fernando Gomes, secretário John Nascimento e auxilia

Jorge Tomate, Mazzeu, Aufiero, Fernando Gomes, John Nascimento e Tarciso Soares.

Investimentos na unidade da Trifil em Itabuna foram anunciados pela presidente da Lupo, Liliana Aufiero, durante visita ao município sul-baiano. A executiva antecipou que a indústria local ganhará nova linha para lançamento de novos produtos. A Lupo adquiriu a Trifil no ano passado (relembre aqui).

Segundo a executiva, a visita à fábrica em Itabuna tem a finalidade de avaliar as condições operacionais e definir estratégias de expansão da empresa.

Parte dos equipamentos da linha de produção da Trifil em Guarulhos serão destinados a Itabuna, segundo Aufiero. “Estamos inclusive trazendo partes das máquinas da fábrica de Guarulhos, que serão destinadas ao lançamento de novos produtos como a meia calça, com alto padrão de qualidade”.

Aufiero e o diretor superintendente do grupo empresarial no país, Carlos Alberto Mazzeu, também participaram de audiência com o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, acompanhado do secretário de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, John Nascimento, o diretor de Licitações, Jorge Tomate, e o diretor de Indústria e Comércio, Tarciso Soares.

EXPANSÃO DA LUPO

De acordo com entrevista concedida pela presidente da empresa, a Lupo apostará em duas frentes, uma delas o crescimento das franquias da Lupo e a expansão da fábrica da Trifil em Itabuna. A Trifil Scalina possui 90 lojas próprias. A Lupo, 320.

ITABUNA E ILHÉUS FECHAM 2,2 MIL VAGAS DE EMPREGO EM 2016

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Ano tem mais de 2,2 mil desempregados em Itabuna e Ilhéus.

Ano tem mais de 2,2 mil desempregados em Itabuna e Ilhéus.

Itabuna e Ilhéus fecharam 2.249 vagas de emprego com carteira assinada nos sete primeiros meses deste ano, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A maior baixa ocorreu em Ilhéus: corte de 1.374 postos de trabalho ante 875 em Itabuna.

Os números da economia itabunense foram um pouco melhores em julho, influenciados pelo aumento nas contratações no setor industrial. Das 334 novas vagas abertas no ano na indústria de transformação, 156 se deram em julho.

O setor deverá apresentar saldo ainda melhor em agosto, pois a Trifil começou a contratar mais 400 funcionários para a unidade em Itabuna, segundo confirmaram fontes da empresa ao PIMENTA.

O segundo setor que apresentou saldo positivo no acumulado do ano, em Itabuna, foi a administração pública, com saldo de 42 vagas.

Polo comercial e de serviços, o município fechou vários postos de trabalho nestes setores. 569 no comércio mais 370 no setor de serviços. Em julho, o comércio encerrou com saldo negativo de 93 vagas. E o setor de serviços, corte de 27.

O QUADRO EM ILHÉUS

A realidade em Ilhéus é ainda mais preocupante. O município cortou quase 1,4 mil empregos formais no ano, 282 deles somente em julho, quando todos os setores fecharam no negativo ou ficaram no zero, a exemplo da administração pública.

No acumulado dos sete meses, o setor de serviços cortou 535 vagas. A construção civil eliminou outros 298 postos de trabalho ante 261 do comércio. A agropecuária, outros 148.

LUPO COMPRA A TRIFIL; AQUISIÇÃO AINDA DEPENDE DO CADE

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Unidade da Trifil em Itabuna (Foto Divulgação).

Unidade da Trifil em Itabuna (Foto Divulgação).

Apenas dependendo de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Lupo assinou no final de semana o contrato de compra da Scalina, dona das marcas de meia e lingeries Trifil e Scala.

A venda foi concluída depois de reunião entre os três grupos de sócios da Scalina (private equity Carlyle Group, Artur Grynbaum e os Heilberg, que fundaram a empresa.

A Trifil/Scala possui, atualmente, 2,7 mil funcionários. A maior fábrica do grupo está localizada em Itabuna, com cerca de dois mil funcionários.

Conforme números do mercado, a Scalina possui 15 mil clientes multimarcas e 100 lojas franqueadas.

De acordo com a publicação especializada Valor Econômico, a Scalina acumulava cerca de R$ 160 milhões em empréstimos com o Itaú Unibanco, Santander Brasil e Banco do Brasil. Parte do valor da venda será usada para abater a dívida.

LUPO NEGOCIA COMPRA DA TRIFIL

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trifil scalaA agência Reuters noticiou início das negociações entre a Carlyle e a Lupa para aquisição da Scalina, dona das marcas de meias e lingeries Scala e Trifil, e que possui unidade industrial em Itabuna.

A venda é considerada vital para que a Trifil sane suas dívidas, conforme a agência de notícias.

O negócio é controlado pelo grupo de private equity Carlyle, os irmãos Heilberg e Artur Grynbaum.

Somente em sua unidade em Itabuna, a Trifil/Scala emprega cerca de 2 mil funcionários, mas já teve em sua unidade cerca de 2,4 mil colaboradores.

TRIFIL É CONDENADA A INDENIZAR OPERÁRIO OBRIGADO A MOSTRAR CÓS DE CUECA

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Trifil

Pátio da Trifil-Scala em Itabuna, unidade condenada por abuso em revista.

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Itabuna Têxtil S.A. (Trifil-Scala), fabricante de calcinhas, sutiãs e meias, a pagar indenização de R$ 3 mil a um auxiliar de produção submetido a revista íntima em que tinha que exibir o cós da cueca a vigilante. A Turma deu provimento a recurso de revista do empregado e reformou decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, que considerara que a revista não era dirigida exclusivamente ao trabalhador e, por isso, não o teria colocado em situação vexatória.
O auxiliar de produção afirmou que os empregados eram forçados a mostrar os trajes íntimos, mesmo que parcialmente, para que se verificasse se estavam levando alguma peça da produção. E alegou que isso lhe causava constrangimento perante os demais colegas de trabalho e a sociedade, “que forma o convencimento de que os funcionários daquela fábrica não são dignos de confiança”.
A empresa se defendeu, alegando que a inspeção consistia na exibição do cós da cueca/calcinha, alça do sutiã e meias, somente diante do vigilante e em local restrito, e era aleatória, mediante sorteio eletrônico.

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TRIFIL É CONDENADA A PAGAR R$ 4 MILHÕES POR DUMPING SOCIAL

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Trabalhadores em pátio da Trifil (Foto Arquivo/Língua de Fogo).

Trabalhadores em pátio da Trifil (Foto Língua de Fogo/Arquivo).

A Trifil (Itabuna Têxtil S.A) foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar indenização por danos morais coletivos, pela prática de dumping social, no valor de R$4 milhões, além de ter que cumprir 33 obrigações relacionadas ao meio ambiente do trabalho. A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia, após iniciar em 2006 investigações sobre as práticas mantidas pela empresa do setor de confecções em Itabuna.

O dumping social é a prática de descumprir a legislação com o objetivo de tornar seus custos de produção mais baixos e colocar-se de maneira mais competitiva no mercado, através da precarização da mão de obra. A decisão do juiz João Batista, da 3ª Vara de Itabuna, é bastante rara no Brasil e é a de maior valor para essa prática já aplicada na Bahia. Foi a sexta condenação para esses casos no País.

De acordo com a procuradora do trabalho que conduziu a ação, Cláudia Soares, “o dumping social viola o princípio da livre concorrência, o valor social do trabalho e a dignidade do trabalhador, que é reduzido a um fator de produção”.

Para Cláudia Soares, a decisão revela ainda o protagonismo da Justiça do Trabalho baiana dentro do cenário nacional que, acolhendo o pleito do MPT na Bahia, “representa um verdadeiro marco quanto à implementação de direitos fundamentais dos trabalhadores no Estado da Bahia”.

A autora da ação destaca ainda que as obrigações contidas na sentença e que terão que ser seguidas à risca pela empresa a partir de agora são uma garantia importante para a saúde e a segurança dos cerca de três mil trabalhadores da unidade itabunense da Trifil.

Cláudia Soares salienta ainda que a decisão serve de alerta para outras empresas que estejam se valendo do relaxamento na garantia das condições seguras e saudáveis no ambiente de trabalho para reduzir custos de produção. “O que se espera dessa condenação é que o seu efeito pedagógico e punitivo provoque uma retração na conduta empresarial por se revelar mais vantajoso cumprir a lei do que descumpri-la. É o que esperamos”, completa.

Histórico

O MPT na Bahia apurou durante as investigações mais de 300 acidentes de trabalho ocorridos em dez anos envolvendo empregados da Trifil, por causa da inadequação do meio ambiente de trabalho e dos maquinários e mobiliário. O caso mais grave aconteceu em setembro de 2013, quando um trabalhador, Joadson Bispo Oliveira, foi vítima de acidente de trabalho e morreu dentro da própria empresa “sugado” por uma máquina de tintura.

A empresa já havia sido autuada, notificada e interditada por irregularidades trabalhistas diversas vezes pela fiscalização do trabalho, realizada por auditores da Gerência do Trabalho e Emprego local.

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TRABALHADORES PARAM APÓS TRIFIL SUSPENDER BÔNUS NATALINO

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Trabalhadores em pátio da Trifil (Foto Arquivo/Língua de Fogo).

Trabalhadores em pátio da Trifil (Foto Arquivo/Língua de Fogo).

Cerca de mil trabalhadores da unidade da Trifil em Itabuna pararam nesta manhã em protesto contra a suspensão de um bônus natalino. A alegação da direção da indústria têxtil é de que o bônus será substituído por uma festa natalina.

O protesto começou às 5 horas e poderá continuar nos demais turnos, caso a Trifil mantenha a suspensão do bônus. A empresa havia prometido uma “grande festa” com “dois porcos no rolete” em substituição ao tradicional tíquete de final de ano, o que revoltou os funcionários.

A unidade de Itabuna conta com cerca de 2,2 mil trabalhadores. A paralisação está sendo acompanhada por dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias Têxteis e Calçadistas (Sintratec).

A direção do sindicato apoio a manifestação. Os funcionários da Trifil dizem que a festa não pode ser motivo para cancelamento do bônus.

ITABUNA: LIMINAR OBRIGA TRIFIL A CUMPRIR NORMAS DE SAÚDE E SEGURANÇA

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Decisão ocorre dias após morte de operário (Reprodução Plantão Itabuna).

Decisão ocorre dias após morte de operário (Reprodução Plantão Itabuna).

Da Agência do MPT

A 3ª Vara do Trabalho de Itabuna, no sul da Bahia, concedeu liminar pedida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) obrigando a indústria têxtil Trifil a cumprir as normas de saúde e segurança do trabalho em sua fábrica no município. A decisão na última sexta-feira, dois dias após a morte do operário Joadson Bispo Oliveira, 18 anos, ocorrida na planta da empresa. O MPT move ação civil pública contra a Trifil por descumprimento de uma série de normas de saúde e segurança definidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

A decisão da juíza titular da 3ª Vara, Ingrid Heidi Boness, determina que a Trifil cumpra uma série de medidas, algumas deles oito dias após tomar conhecimento da liminar e outra parte em 60 dias após a notificação. A multa estipulada em caso de descumprimento é de R$50 mil por cada item. “A magistrada foi sensível ao pedido do MPT e dessa forma permite que tenhamos meios de evitar que outros acidentes e novos problemas de saúde venham a acontecer enquanto a ação é julgada”, explicou a procuradora Cláudia Soares, autora da ação civil pública.

A primeira audiência do caso será amanhã (24), às 8h45min, no fórum de Itabuna. Na ação, o MPT pede que a justiça imponha uma indenização por danos morais coletivos de R$15 milhões à Trifil. “Esse valor se justifica não só pela extensão dos danos à saúde e à segurança dos cerca de três mil funcionários da empresa, mas também pelo fato de termos constatado que a Trifil vem conscientemente optando pelo pagamento de multas em vez de corrigir as falhas de segurança no meio ambiente da fábrica”, explicou a procuradora.

A morte de Joadson Bispo Oliveira, 18 anos, sugado por uma centrífuga, é mais um capítulo da série de fatos que corroboram a tese de que a empresa é negligente com aspectos de saúde e segurança do trabalho. Nos últimos dez anos, foram registrados cerca de 400 acidentes de trabalho na fábrica e, em novembro passado, fiscais do trabalho interditaram 18 máquinas e lavraram 33 autos de infração contra a Trifil.

FÁBRICA DA TRIFIL ACUMULA 400 ACIDENTES EM 10 ANOS, DIZ PROCURADORA DO TRABALHO

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Joadson foi uma das vítimas da negligência da empresa (Reprodução Plantão Itabuna).

Joadson foi uma das vítimas da negligência da empresa (Reprodução Plantão Itabuna).

A fábrica da Trifil em Itabuna acumula, aproximadamente, 400 acidentes de trabalho nos últimos dez anos, segundo a procuradora do Trabalho Cláudia Soares, do Ministério Público do Trabalho (MPT). A empresa, na avaliação do MPT, é “negligente com aspectos de saúde e segurança do trabalho”.

Ontem, um operário de 21 anos, Joadson Brito Oliveira, morreu ao ser sugado por uma centrífuga do setor de tinturaria. O corpo de Joadson foi enterrado nesta tarde de quinta (19).

A procuradora Cláudia Soares acusa a Trifil de praticar dumping social. E explica: “a empresa prefere pagar as multas da fiscalização em vez de cumprir a lei no que se refere a normas de segurança e essa morte é fruto desse comportamento”.

Segundo Cláudia, 18 máquinas foram interditadas durante ação de investigação feita por fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego. Autora de ação civil pública contra a Trifil, a procuradora explica que o objetivo é de, na Justiça, fazer com que a empresa respeite as normas de segurança.

A primeira das audiências da ação civil movida pelo MPT está marcada para a próxima terça (24), às 8h45min, na 3ª Vara do Trabalho em Itabuna. Além de fazer com que a empresa siga as normas de segurança e ambiente de trabalho saudável, a ação também prevê indenização de R$ 15 milhões por danos morais coletivos.

FUNCIONÁRIOS DA TRIFIL SEGUEM EM CORTEJO

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Trabalhadores conduzem corpo de colega até o Campo Santo (foto Sintratec)

Trabalhadores conduzem corpo de colega até o Campo Santo (foto Sintratec)

Cerca de 150 operários da indústria têxtil Trifil, de Itabuna, acompanham neste momento o caixão que leva o corpo do colega Joadson Brito, de 18 anos, até o Cemitério do Campo Santo.

O jovem trabalhador morreu na manhã desta quarta-feira, 18, após cair em uma caldeira que continha líquidos, inclusive produtos químicos, a uma temperatura de mil graus centígrados (leia aqui). Joadson trabalhava na Trifil há apenas quatro dias e era seu primeiro emprego com carteira assinada.

O Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias Têxteis e Calçadistas (Sintratec) criticou a empresa pelas condições de trabalho impostas aos operários. Segundo a entidade, o equipamento que Joadson manuseava em um trabalho de limpeza deveria estar com uma grade de proteção.

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