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26 de outubro de 2020 | 12:40 pm

TURISMO PERDE QUASE 50 MIL EMPREGOS NA PANDEMIA, SEGUNDO CNC

Rio de Janeiro – Pouso e decolagem no aeroporto Santos Dumont.
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A crise provocada pela pandemia de covid-19 fez com que o setor de turismo perdesse 49,9 mil estabelecimentos, com vínculos empregatícios, entre março e agosto deste ano, segundo informou hoje (5) a Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC).

O saldo negativo no período equivale a 16,7% do número de empresas com vínculos empregatícios nestas atividades, verificados antes da pandemia.

Para a CNC, o surto de covid-19 afetou empreendimentos de todos os portes, mas os que mais sofreram perdas foram os micro (-29,2 mil) e pequenos (-19,1 mil) negócios. Regionalmente, os estados e o Distrito Federal registraram redução no número de unidades ofertantes de serviços turísticos, com maior incidência em São Paulo (-15,2 mil), Minas Gerais (-5,4 mil), Rio de Janeiro (-4,5 mil) e Paraná (-3,8 mil).

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a maior parte das atividades que compõem o turismo brasileiro permanece ainda sem perspectiva de recuperação significativa nos próximos meses, principalmente em virtude do caráter não essencial do consumo destes serviços.

“A aversão de consumidores e empresas à demanda, somada ao rígido protocolo que envolve a prestação de serviços dessa natureza, tende a retardar a retomada do setor”, disse Tadros, em nota.

Todos os segmentos turísticos acusaram saldos negativos nos últimos seis meses, com destaque para os serviços de alimentação fora do domicílio, como bares e restaurantes (-39,5 mil), e os de hospedagem em hotéis, pousadas e similares (-5,4 mil) e de transporte rodoviário (-1,7 mil).

FATURAMENTO MENOR

A CNC calcula que, em sete meses (de março a setembro), o turismo no Brasil perdeu R$ 207,85 bilhões. “Mesmo com as perdas ligeiramente menos intensas nos últimos meses, o setor explorou apenas 26% do seu potencial de geração de receitas durante o período”, disse Fabio Bentes, economista da CNC responsável pela pesquisa.

Segundo o estudo, o faturamento do setor turístico apresentou queda de 56,7% até julho, em relação à média verificada no primeiro bimestre. Os números referentes ao volume de receitas evidenciam que o setor tem sido o mais afetado pela queda do nível de atividade ao longo da pandemia, sobretudo, quando comparado ao volume de vendas do comércio varejista (-1,6%), da produção industrial (-5,6%) e do setor de serviços como um todo (-13%).

Com menos estabelecimentos com vínculos empregatícios, o setor de turismo também sofreu em relação à empregabilidade. Em seis meses de pandemia, foram eliminados 481,3 mil postos formais de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“A destruição destas vagas representou uma retração de 13,8% no contingente de pessoas ocupadas nessas atividades. E, na média de todos os setores da economia, a variação relativa no estoque de pessoas formalmente ocupadas cedeu 2,6%”, afirmou Fabio Bentes.

Os segmentos de agências de viagens (-26,1% ou -18,5 mil) e de hotéis, pousadas e similares (-23,4% ou -79,9 mil) registraram os cortes de empregos mais intensos.

DESTINOS TURÍSTICOS BAIANOS LOTAM NO FERIADÃO DA INDEPENDÊNCIA

Morro de São Paulo, em Cairu, fica lotado no feriadão da Independência || Foto Divulgação
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No topo dos destinos mais procurados da Bahia, Morro de São Paulo, Porto Seguro e Praia do Forte ficaram lotados neste primeiro fim de semana de reabertura turística. De acordo com as prefeituras, hotéis e pousadas destes locais fecharam a capacidade máxima entre 50% e 70% de ocupação (a depender do local), sem disponibilidade de vagas para essa véspera de feriado da Independência. A Internacional Travessias, que administra o ferry-boat, vem registrando, desde a quarta-feira (2), um fluxo intenso de veículos no terminal de São Joaquim.

Reaberta aos visitantes há apenas dois dias, a cidade de Cairu — onde ficam as ilhas de Morro de São Paulo, Boipeba, Moreré, Gamboa e Garapuá — tem 80% da sua arrecadação baseada no turismo e voltou à atividade com 182 das 217 hospedagens operando. A estimativa do município é de que 4 mil turistas deverão curtir essas localidades até o fim do feriado e a previsão é a mesma para todos os próximos finais de semana deste ano.

Com sol a pino, Porto Seguro teve um fim de semana movimentado e também atingiu marca de 50% de ocupação máxima nos hotéis. De acordo com o secretário municipal de Turismo, Paulo Magalhães, a procura foi grande e, se o decreto permitisse 70%, teria completado. “Num feriado como esse, estaríamos tranquilamente com muitos ônibus e vôos aqui, 100% de ocupação, mas nessa nova realidade temos uma limitação, que é necessária”, afirmou.

Na expectativa da prefeitura, dada a ansiedade de viajar que têm percebido nas pessoas, essa lotação máxima permitida deve se manter no próximo feriado de 12 de outubro. O secretário espera que, se daqui para lá a contaminação por covid-19 for reduzida na região, a cidade poderá avançar nas suas fases de reabertura econômica e aumentar a capacidade de ocupação de hotéis. Confira a íntegra no Correio24h.

TURISMO PERENE, O RESTO É FALÁCIA

Sítio Histórico de Canavieiras, no sul da Bahia
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Atualmente o canavieirense vive de lembranças, das boas lembranças em que Canavieiras sediava constantemente eventos regionais e um dos seus maiores produtos de marketing, o caranguejo.

Walmir Rosário || walmirrosario.blogspot.com

Em todos os eventos realizados em Canavieiras frequentemente lemos ou ouvimos loas sobre os benefícios econômicos ou financeiros advindos desses festejos (só festas, mesmo), para tentar convencer à sociedade sobre as vantagens de contratar bandas e cantores (nem tão famosos). Por si só, essa é uma demonstração de que o caminho tomado não é o mais adequado a ser seguido.

Pode até tentar explicar, mas não convence, principalmente aos mais críticos, que não devem ser chamados de oposição, aves de má agouro e outros adjetivos pejorativos, como se fossem apenas arautos de futricas. Os recursos públicos devem ser aplicados com transparência e os questionamentos são válidos e necessários, no sentido de corroborar, ou não, as ações dos gestores.

As contas do turismo não são tão simplórias como alguns gestores acreditam, pois não são lastreadas de cunho científico, pois não existem informações sobre os equipamentos de hotelaria (pousadas, restaurantes e bares) para avalizar as assertivas. Também não há nenhuma informação sobre os que aqui vêm, os motivos e o montante dos recursos que pretendem gastar.

Outra grande falácia é a divulgação aleatória do número de pessoas presentes em um determinado evento e quando eles gastam, sem qualquer informação sobre a condição financeira e a disposição de entregá-lo aos donos de restaurantes, bares e “capeteiros”. Também seria de importância fundamental a origem desses festeiros, de onde vieram – Itabuna, Ilhéus, Santa Luzia, Camacan, ou dos bairros de Canavieiras.

Portanto, nada mais falso que prestar informações inverídicas. O que deveria ser informação passa a ser desinformação propositada com intenção de enganar os incautos para escamotear a verdade, a falta de conhecimento. Mas o desconhecimento da atividade turística não é um referencial de Canavieiras, mas de centenas de municípios brasileiros que brincam de explorar o turismo.

Sem trocadilho, exploram o turista duplamente: primeiro, pela propaganda enganosa do que oferecerá; segundo, por cobrar preços não condizentes com a realidade oferecida, deixando-os insatisfeitos. E a culpa é de quem? Do poder público? Da iniciativa privada? De ambos? Acredito que de todos os envolvidos, resguardando alguns empresários que conseguem sair da mesmice reinante e encantando meia dúzia de clientes.

As questões estrutural e conjuntural convivem de braços dados como dois amigos que se detestam mas não têm coragem de promover o rompimento do status quo, vivendo de tapinha nas costas, na presença, e falando mal quando distantes. As iniciativas pública e privada sabem quais são os problemas que os afligem, embora não tenha coragem de tentar solucioná-los.

O que estou dizendo pode ser comprovado por qualquer cidadão, basta acessar os planos de governo apresentados à Justiça Eleitoral, quando o gestor, ainda candidato, prometeu o que faria se eleito. Todas as propostas indicam – mal ou bem-apresentada – a transformação do modelo turístico do sazonal para o perene, “garantido” a geração de emprego e renda a todos.

E até que Canavieiras já tentou mudar o seu estilo turístico, mas esbarrou nas mudanças de gestão. Tivessem dado continuidade ao Projeto Canes, teríamos hoje empreendedores com experiência na área e mais turistas frequentando as nossas praias. Digo praias, mas acrescento a beleza do casario do apogeu do cacau, da riqueza ambiental dos manguezais e da mata atlântica, do cacau simbolizado pela fazenda Cubículo.

Não houvessem jogado ao lixo os recursos para a construção do projeto de requalificação e urbanização da praia da Costa, nas avenidas Beira-mar e Tucunarés, bem como do Parque Ecológico Luís Eduardo Magalhães, com a Passarela do Robalo e o Caminho da Fé, por certo a situação seria outra. Claro que não estamos falando da salvação do turismo, mas de meio caminho andado.

Equipamentos turísticos como esses teriam atraído novos investimentos para a cidade e a geração de emprego e renda deixaria de ser uma falácia para se transformar em realidade. Pouquíssimas cidades brasileiras têm belezas e histórias para serem contadas e vendidas ao público nacional e internacional como Canavieiras, mostrando do primitivo ao moderno no mesmo conjunto.

Temos um dos maiores bancos pesqueiros de marlim do mundo, o Royal Charlotte, objeto de desejo dos pescadores dos chamados peixes de bico, que visitam Canavieiras todos os anos. Com a tecnologia, essa modalidade de pesca preserva os cardumes, pois os peixes são apenas fisgados, filmados e fotografados para dar o comprimento e peso do peixe, que em seguida é devolvido ao mar.

Atualmente o canavieirense vive de lembranças, das boas lembranças em que Canavieiras sediava constantemente eventos regionais e um dos seus maiores produtos de marketing, o caranguejo. Promoveu o Festival de Caranguejo – em algumas edições – privilegiando-o em diversas formas, como mandava a culinária canavieirense, ao contrário de hoje, em que no principal sítio da festa não se encontra um caranguejo para remédio.

Não se pode negar o brilho artificial dos últimos Festivais do Caranguejo, com chefs da cozinha internacional elaborando pratos mirabolantes às vistas dos espectadores, que apenas comiam com os olhos e lambiam com a testa. Projeto copiado do desenvolvido na vizinha Itacaré, cujo modelo de turismo é totalmente diferente do praticado em Canavieiras.

Antes de tudo, é preciso dar dignidade aos serviços públicos essenciais prestados pela administração municipal, coletando o lixo e não permitindo que comerciantes e moradores joguem os sacos na rua em pleno domingo; oferecer um serviço de saúde à altura; cursos de aprendizagem junto com o Sistema S; ter perfeito entrosamento com a iniciativa privada, para organizar um calendário de eventos anual capaz de atrair turistas.

Do contrário, vamos continuar vivendo de lembranças, das boas lembranças de Canavieiras, a começar pelo restaurante da Tia Jael (fechado a décadas), onde o atendimento era primoroso, a cozinha sensacional e ela uma doçura de pessoa, daí as estrelas da Quatro Rodas. Pensando bem, nem de passado podemos viver por falta de um museu que poderia contar a história dos coronéis do cacau da outrora Princesinha do Sul.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

ITACARÉ INICIA REABERTURA GRADUAL DO TURISMO; HOTÉIS VÃO OPERAR COM 30% DA CAPACIDADE

Itacaré começa a reabrir atividades turísticas nesta sexta (14)
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Itacaré começa a flexibilizar a economia na próxima sexta (14) com a abertura gradual das atividades turísticas do município. Uma das exigências feitas para para que as atividades possam reabrir é a certificação de vistoria, o Selo Turismo Seguro Itacaré.

O selo é concedido a estabelecimentos do setor turístico que estejam dentro dos critérios de adequação das suas instalações e procedimentos aos protocolos sanitários, de segurança e qualidade do atendimento no período da pandemia. Para ter o Selo Turismo Seguro Itacaré, o empreendimento precisa fazer o requerimento virtual para solicitação de vistoria “in loco”.

REABERTURA NO “NOVO NORMAL”

Um dos maiores destinos turísticos da Bahia, Itacaré conseguiu controle da covid-19 e, nesta quarta (12), possui 18 casos ativos da doença. Hotéis devem reabrir com 30% da capacidade de hospedagem e dentro dos novos protocolos de segurança em saúde.

Todas as regras para turistas e nativos durante a reabertura estão sendo formatadas e serão divulgadas pelo município nas próximas horas. As medidas estão sendo alinhadas pelo município e o trade. Procura-se uma equação entre ativar a economia e manter o baixo nível de casos da doença para evitar retrocesso nas fases de reabertura.

Anízio vistoria obras de mirante em Taboquinhas

EMBELEZAMENTO

A cidade também está sendo preparada com ações de manutenção das vias e praças e revisão de serviços públicos. A Prefeitura de Itacaré está realizando o serviço de iluminação, recomposição das lâmpadas, podas de árvores, melhoria das praças, limpeza das ruas e das praias, retirada de entulhos e organização de todo o município.

O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, diz que a cidade já está sendo preparada para receber os turistas e a retomada da economia, de forma segura e gradual, mas é preciso que todos colaborem não somente com as medidas de proteção, como os cuidados para evitar o coronavírus.

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CADASTUR: PRAZO DE CADASTRAMENTO VAI ATÉ A PRÓXIMA SEXTA

Ilhéus registra 66 casos de Covid-19 em 24 horas|| Foto José Nazal
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A Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) de Ilhéus está convocando o trade turístico para realizar o cadastro no Ministério do Turismo por meio do Cadastur. A terceira e última edição de 2020 para o cadastramento começou hoje (10) e vai até a próxima sexta (14) e pode ser feito diretamente no site cadastur.turismo.gov.br ou por meio do suporte virtual via Whats App no número (73) 98898-4221. Empreendedores, sejam pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor do turismo, podem conquistar uma série de vantagens com o Cadastur.

Entre os benefícios estão as linhas de financiamento pelo Fungetur e bancos oficiais, o selo Turismo Responsável, oportunidades de negócios por meio da participação em licitações públicas, visibilidade nos sites do Cadastur e no Programa Viaje Legal, além de fazer parte de uma importante fonte de consulta para a atividade turística no município.

Gratuito e válido por dois anos, o Cadastur está disponível para os meios de hospedagem, agências de turismo, transportadoras turísticas, organizadoras de eventos, acampamentos turísticos e guias de turismo, além de outros segmentos como casa de espetáculos e equipamentos de animação turística, centro de convenções, empreendimentos de entretenimento e lazer e parque aquático, locadoras de veículos para turistas, empreendimentos de apoio ao turismo náutico e pesca desportiva, restaurantes, cafeterias, bares e similares, dentre outros.

Em caso de não regularização junto ao Ministério do Turismo, o empreendimento pode sofrer penalidades como multas e até a interdição do local, conforme a Lei nº 11.771, de 2008, e a Portaria nº 105, de 20 de junho de 2018.

O CADASTRO

A pessoa jurídica deve possuir CNPJ ativo e também o CNAE/CONCLA compatível. No caso da pessoa física, especificamente para o guia de turismo, em que o cadastro é válido por cinco anos, o indivíduo deve portar CPF, apresentar certificado ou diploma de conclusão de curso, carteira de guia (se possuir), foto 3×4 recente, carteira de reservista e comprovante de residência.

TURISMO SEGURO: HOTÉIS DE ITACARÉ SÃO VISTORIADOS PARA OBTENÇÃO DE SELO

Técnicos fazem vistoria em hotel para conceder selo
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A Secretaria de Turismo de Itacaré e o Conselho Municipal de Turismo (Comtur) iniciaram nesta terça-feira(21) a vistoria dos meios de hospedagens para obtenção do Selo Turismo Seguro Itacaré. O Terra Boa Hotel Boutique foi a primeira empresa a solicitar o Requerimento de Vistoria da Vigilância Sanitária e da Secretaria de Turismo, tornando-se o primeiro meio de hospedagem a receber o Selo Turismo Seguro Itacaré.

Outras empresas também podem fazer o requerimento virtual para solicitação de vistoria “in loco” nas dependências dos estabelecimentos para obter o Selo Turismo Seguro Itacaré. Os interessados devem acessar o link: https://forms.gle/8QeQFXhCoUmSCrKt6 e preencher o formulário ou solicitar vistoria por meio do e-mail da Setur – seturitacare@outlook.com. Para mais informações, basta entrar em contato pelo telefone (73) 3251-3922 em horário comercial.

VANTAGENS

Dentre as vantagens para o empresário, está a melhor reputação da empresa perante os visitantes. O selo será indicado junto com o nome do estabelecimento em todos os materiais produzidos pela Secretaria Municipal de Turismo, segundo a prefeitura. São materiais como mapa turístico, redes sociais, site, e-books e demais redes. Para o turista, o selo oferece a vantagem de poder confiar em uma lista de estabelecimentos que cumprem as exigências de protocolos de saúde e segurança para sua maior tranquilidade.

CVC APONTA BAHIA ENTRE OS DESTINOS MAIS PROCURADOS NO PÓS-PANDEMIA

Opção pelo turismo doméstico beneficiará municípios como Itacaré, no sul do estado || Foto José Martins
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Executivos da CVC apontaram a Bahia como um dos destinos mais procurados no Brasil no período que acreditam ser o pós-pandemia de covid-19. A avaliação foi divulgada durante reunião, organizada pela empresa, para avaliação da retomada do turismo nacional.

Para a agência,  a Bahia oferece diversidade de atrativos e este é o momento de potencializar essa vocação turística, considerando que a retomada se dará a partir do contato com a natureza, que, na “Bahia, sobra”. Das procuras por viagens na CVC, observam, 85% é pelo turismo doméstico.

O secretário de Turismo da Bahia, Fausto Franco, ressaltou a importância de uma retomada com segurança, com cuidado e gradativamente, “para não precisarmos voltar atrás, como está acontecendo em alguns lugares”. Ele acrescentou que “a Bahia é um estado muito grande, com uma diversidade e especificidade muito variada nas suas 13 zonas turísticas, que tem que ser levado em consideração”.

PRADO: PREFEITURA AUTORIZA RETOMADA DO TURISMO

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A Prefeitura de Prado, no extremo-sul da Bahia, anunciou, nesta terça-feira (23), o reinício gradual das atividades turísticas no município. A partir de quarta-feira (1º), hotéis, pousadas, agências de turismo, pensões e casas de hospedagens estarão autorizados a funcionar, conforme previsto em decreto.

Para voltar a funcionar, os estabelecimentos comerciais precisam adotar medidas para evitar o contágio e a disseminação do novo coronavírus. Devem, por exemplo, disponibilizar álcool 70%, adotar uso de máscara e assegurar o distanciamento mínimo entre as pessoas.

Já os passeios turísticos vão depender de regulamentação dos protocolos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério do Turismo (MTur) e Secretária Municipal de Turismo.

De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde, divulgado na segunda-feira (22), Prado registra 71 casos confirmados do novo coronavírus e duas mortes causadas pela doença. O município tem um paciente hospitalizado e uma pessoa esperando o resultado de exame.

CONTRA A COVID-19, ITACARÉ MANTÉM COMÉRCIO FECHADO E BARREIRAS SANITÁRIAS

Itacaré mantém comércio fechado e barreiras sanitárias || Foto Divulgação
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O comitê de monitoramento da Covid-19 em Itacaré decidiu pela manutenção do comércio fechado, funcionando apenas os serviços essenciais, e as barreiras sanitárias nos acessos ao município, incluindo os distritos. O prefeito Antônio de Anízio reafirmou que as medidas de proteção colocaram Itacaré como uma referência regional no combate à doença, fazendo com que até o momento nenhum caso tenha sido confirmado no município. Porém, segundo ele, será preciso continuar com as medidas e intensificar as ações para que não venham a ser registrados casos no município.

As barreiras sanitárias impedem, por exemplo, a entrada de ônibus de transporte intermunicipal e interestadual, bem como o transporte individual de passageiros, a exemplo de táxis, mototáxis, vans e motoristas de aplicativos. Há recomendação para que nativos não levem parentes ou amigos para a cidade. “Se a comunidade não colaborar com o isolamento social, não vamos conseguir combater o coronavírus”, reafirmou o prefeito.

Outra medida já dotada pela Prefeitura foi a organização das filas nos locais de maior movimento, a exemplo de supermercados, bancos e casas lotéricas, evitando aglomerações. Para isso, guardas municipais organizam filas e orientam os estabelecimentos e as pessoas quanto à distância mínima, de um metro e meio.

A Prefeitura de Itacaré também instalou toldos de proteção para essas pessoas que aguarda o atendimento nas filas desses estabelecimentos. Outra ação também já adotada é desinfecção, de duas em duas horas, da área comercial do centro da cidade, onde ocorrem os maiores movimentos.

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ATIL PREVÊ ATÉ 3 MIL DEMISSÕES EM HOTÉIS E POUSADAS DE ILHÉUS

Trade turístico de Ilhéus prevê até 3 mil demissões durante “parada”
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Hotéis e pousadas de Ilhéus podem demitir cerca de 3 mil funcionários por causa da crise imposta pela pandemia do coronavírus em um dos cinco maiores destinos turísticos da Bahia. Pelo menos, é o que prevê o presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), Átila Eiras.

Segundo o dirigente da associação, a conta não inclui trabalhadores de bares, restaurantes e empresas do receptivo turístico. A esperança de Átila e do setor é medida provisória do governo federal que ajudem empresas a preservar empregos.

A maioria dos estabelecimentos da rede hoteleira manterá poucos empregados, segundo ele, que descreve o cenário como estágio comatoso para a indústria turística, principalmente com as previsões de falta de fluxo para junho, um dos melhores períodos para a rede hoteleira no município.

No cenário mais otimista, a previsão é de retomada em novembro, na boca da alta estação, disse ele ao Ilhéus Comércio. Há dois dias, Átila cobrou mais clareza nos decretos municipais que impedem o funcionamento do comércio e do setor de serviços em Ilhéus (reveja aqui).

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