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23 de abril de 2021 | 03:17 am

ESTUDANTE DE DIREITO DA UESC MORRE DE COVID-19 AOS 24 ANOS

Guilherme Farias faleceu ontem
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O aluno do curso de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Guilherme Farias Lima, de 24 anos, é mais um jovem no sul da Bahia diagnosticado com o novo coronavírus (Covid-19) que não resistiu. O estudante  morreu, na quarta-feira (21), depois de um período internado, em estado grave, em um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Ilhéus.

Guilherme Farias era considerado uma pessoa tranquila e muito querida pelos amigos e colegas, que lamentaram o seu falecimento.   “É com imenso pesar que a Turma LVII de Direito se despede, com o mais profundo sentimento, do colega e amigo Guilherme Farias”, publicaram os colegas. Ao contrário do que informamos inicialmente, o jovem não é filho do vereador ilheense Luca Lima (PSDB).

O Departamento de Ciências Jurídicas e o Colegiado de Direito também lamentaram, por meio de nota, a morte do jovem, que foi o segundo estudante do curso que faleceu, neste ano, por complicações provocadas pelo novo coronavírus. A outra vítima foi a estudante Margarete de Oliveira Cruz Macedo, de 51 anos. Atualizado às 19h27min.

CESTA BÁSICA FICA MAIS BARATA EM ILHÉUS E ITABUNA, APONTA UESC

Tomate puxou queda no custo da cesta básica em março no comparativo com fevereiro
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O custo da cesta básica registrou queda nos dois maiores municípios do sul da Bahia no comparativo de março com fevereiro deste ano, aponta pesquisa mensal feita pelo Departamento de Economia da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

A maior queda ocorreu em Ilhéus (5,46%) e foi modesta em Itabuna (1,79%). Com isso, a cesta básica ficou em R$ 394,45 em Ilhéus e R$ 435,55 em Itabuna. Dos 12 produtos que compõem a cesta básica, a maior redução se deu no quilo do tomate. Queda de 14,02% em Ilhéus e 11,53% em Itabuna.

Também ficaram mais baratos em Ilhéus carne (-10,97%), banana (-10,50%) e leite (-6,99%). Na contramão, o café subiu 9,84%, seguido de açúcar (7,80%), pão (7,52%), feijão (3,63%), manteiga (3,35%), farinha (1,05%), arroz (0,60%) e óleo (0,40%)

Já em Itabuna, após o tomate, redução no valor da banana (-8,90%), seguido por pão (-4,44%), arroz (-2,69%), manteiga (-1,34%) e feijão (-0,16%). Registraram elevação óleo (7,14%), açúcar (6,14%), café (4,23%), farinha (3,58%), leite (2,48%) e carne (1,11%).

EDITORA DA UESC ENTREGA AO MERCADO “A VIDA REFLETIDA”, DO CRONISTA ANTÔNIO LOPES

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A vida refletida é a mais nova obra do cronista Antônio Lopes

A Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Editus) acaba de entregar ao mercado consumidor o novo livro do cronista Antônio Lopes, A vida refletida. O livro reúne 58 pequenos relatos do dia a dia, nos quais o autor, seguindo a fórmula clássica da crônica literária, não deixa faltar humor e ironia – ferramentas essenciais à crítica social –, mas não se descuida do lirismo, componente que contribui para aproximar o gênero crônica do gênero poesia em prosa.

– Ao finalizar A vida refletida, cumprimos, neste tempo tão difícil, mais uma etapa do nosso objetivo como editora pública, que é a propagação das diversas formas de manifestação literária, seja a produção acadêmica, propriamente dita, seja, como neste caso específico, a literatura de ficção”, diz Rita Argollo, diretora da Editus.

Para o empresário e escritor Joaci Góes, “o pensamento de Leon Tolstoi, segundo o qual para conquistar o mundo precisamos, antes, conquistar nossa aldeia, também está presente no acendrado amor que Antônio Lopes dedica, em prosa e verso, a Buerarema, pequena cidade ao sul da Bahia, na região cacaueira”.

Destacando a capacidade que tem o autor de transformar as “miudezas” da aldeia natal em boa literatura, salienta Joaci, na apresentação do novo livro de Lopes: “Provavelmente, se Antônio Lopes tivesse produzido sua surpreendente obra em Paris, Londres, Roma ou New York, não faltasse quem dissesse que só a partir de domicílios tão cosmopolitas seria possível produzir literatura de conteúdo e forma tão marcadamente universais”.

“CRUEL COINCIDÊNCIA”

A vida refletida é o segundo título do mesmo autor publicado este ano. Em fevereiro, ele lançou, pela Editora A5/Itabuna (à venda em www.a5editora.com.br), a antologia A bela assustada.

“Esta ´inflação´ de livros e a crise sanitária que vivemos é só uma cruel coincidência, nada têm em comum”, brinca Lopes, para quem “a obra definitiva sobre o grande mal que está matando os brasileiros já foi feita por Aleilton Fonseca, com o poema-livro A terra em pandemia (Mondrongo/2020”).

MINISTRO DO TST PROFERE AULA MAGNA DO CURSO DE DIREITO DA UESC

O ministro Cláudio Brandão, do Tribunal Superior do Trabalho, estudou na Uesc
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O curso de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) convidou o ministro Cláudio Mascarenhas Brandão, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), para proferir a Aula Magna de abertura do semestre letivo de 2021.1, às 18h30 desta segunda-feira (22), com transmissão ao vivo na internet – link da aula.

Graduado em Direito pela Uesc em 1985, Cláudio Brandão é doutorando em Ciências Jurídicas da Universidade Autônoma de Lisboa e mestre em Direito pela UFBA. Desde 2013, é membro da 7ª Turma da Subseção I da Seção Especializada em Dissídios Individuais, do TST.

Com mediação da professora Lílian de Brito Santos, a aula desta noite vai discutir o Direito do Trabalho e as suas inovações jurídicas no Brasil em tempos de pandemia. A organização da atividade envolveu professores, servidores e estudantes do Departamento de Ciências Jurídicas da Uesc.

SE AVANÇO DO MAR NÃO FOR CONTIDO, SÃO MIGUEL VAI DESAPARECER, ALERTA OCEANÓGRAFO

Entrevista pelo PIMENTA, professor da UESC, Lúcio Rezende, explica como o Porto do Malhado agravou a erosão marinha na orla norte e sugere o que pode ser feito para conter avanço do mar || Fotos: Facebook/Reprodução e Ed Ferreira
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O oceanógrafo Lucio Figueiredo de Rezende, nesta entrevista ao PIMENTA, alerta para o risco de o São Miguel, bairro do litoral norte de Ilhéus, sumir do mapa, caso nada seja feito para conter a erosão marinha naquela área.

Professor do Departamento de Ciências Exatas da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Lucio explica como a construção do Porto do Malhado, inaugurado em 1971, interferiu na dinâmica do litoral ilheense, com o acúmulo de areia na Praia da Avenida e os processos erosivos na orla norte. Também sugere o que pode ser feito para impedir que o mar ganhe mais terreno no São Miguel e no bairro vizinho, o São Domingos.

Casas ameaçadas pelo avanço do mar no São Miguel

O docente, que é doutor em Oceanografia Física pela Universidade de Aveiro, de Portugal, defende que a estabilização da linha costeira seja acompanhada pela reurbanização da orla norte.

Os manguezais também podem sofrer com os impactos do avanço da mar na Barra de Taípe e o assoreamento na Baía do Pontal, observa Lucio, chamando a atenção para a importância do mangue como barreira contra a dispersão de poluentes no meio ambiente. Leia.

A Avenida Soares Lopes e sua praia, em fotos de 1957 e 2020 || Acervo de José Nazal

BLOG PIMENTA – Quais foram os principais impactos da construção do Porto do Malhado para as orlas do Centro e da Zona Norte de Ilhéus?

Lucio Figueiredo de Rezende – O impacto mais evidente da construção do Porto do Malhado foi o acúmulo de sedimentos que a gente vê na [Avenida] Soares Lopes. Isso era um processo litorâneo, que levava à distribuição de sedimentos ao longo da orla de Ilhéus. Esse sedimento acabou sendo aprisionado na Soares Lopes. Você vê o engordamento artificial daquela praia da Soares Lopes, que está levando também a um processo de assoreamento da Baía do Pontal, que está bem assoreada. No lado norte, há processos erosivos, principalmente em São Miguel. São Miguel, por suas próprias características, já seria um local erosivo. Entretanto, no passado, nós tínhamos um aporte frequente de sedimentos que equilibrava esses processos erosivos. Agora, depois de anos da construção do porto, você tem o bloqueio da carga sedimentar e processos erosivos intensos em São Miguel.

O espigão do Porto do Malhado, na ponta norte da Praia da Avenida

Esse bloqueio foi feito com o espigão do porto?

É uma consequência da construção do espigão, porque o transporte litorâneo não consegue transpor aquele espigão. Há uma retenção muito grande de carga sedimentar. Tem a ver com a parte de transporte de sedimentos, velocidade de fluxo, etc. Falando de uma maneira simples, é isso: uma incapacidade de transporte. Isso acontece muito. Quando você constrói barreiras no ambiente costeiro, isso gera problemas que vão se manifestar em outras regiões. Se você construir diversos espigões, você vai transferindo esses processos litorâneos para outras regiões. Você tem que tomar cuidado com isso. A zona litorânea é muito sensível, é parte de um sistema dinâmico, cuja resultante pode ser um processo erosivo em outra região.

Os espigões do São Miguel em 2006 || Foto José Nazal

O senhor explicou que os espigões construídos na orla norte poderiam ser um pouco maiores, mas não muito. Por quê?

Você deve agir sempre com parcimônia. Se você colocar espigões muito grandes, embora possa melhorar a deposição local, acaba gerando processos erosivos mais à frente. Por isso é necessário agir com muita parcimônia e responsabilidade no ambiente litorâneo. Eu acho que os espigões, da forma como estão ali, estão bons. Eles seguraram um pouco do transporte sedimentar. O que deveria ter sido feito – e não foi – era uma estabilização da linha de costa. É inconcebível perder ruas inteiras com o avanço do mar. Você estabiliza a linha de costa e dá uma tranquilidade para a população local.

Área estabilizada com pedras na linha costeira do São Miguel, ao lado da Barra de Taípe, perto da Cabana da Sol

A gente viu na Barra de Taípe, perto da Cabana da Sol, uma área bem estabilizada. O ideal seria fazer o mesmo tipo de estabilização, com aquela quantidade de pedras, ao longo da orla de São Domingos e São Miguel?

Sim, e, de preferência, cuidando com humanismo da região, estabilizando e fazendo, por exemplo, uma faixa litorânea, talvez com ciclovias, enfim, um lugar agradável. Assim você resgata a autoestima da comunidade e não perde área para o mar. O mar está avançando sempre. Todo ano ele avança um pouco. Se nada for feito, vai continuar avançando.

Parte da orla destruída pelo mar no São Domingos; erosão alcançou margem do asfalto da BA-001

Existe mesmo a possibilidade de todo o São Miguel desaparecer?

Sim, o São Miguel está cada vez sofrendo mais processos erosivos. Sim, o mar pode romper aquela barra de São Miguel, se você não fizer nada. Existe a solução de curto prazo: estabilizar a linha de costa. Também é preciso olhar para uma solução de longo prazo para minorar o sedimento aprisionado no Porto do Malhado. Se você faz uma solução de curto prazo, estabilizando a linha de costa, isso vai dar tranquilidade à população litorânea. Nesse tempo, você tenta achar soluções junto com o Governo do Estado, o porto, para recompor um pouco do transporte litorâneo. Você não pode recompor totalmente, porque agora há uma outra dinâmica que depende do acúmulo de sedimentos na Soares Lopes. O primeiro passo é estabilizar a linha de costa. É o que deveria ter sido feito muito tempo atrás. Não é nada tão caro assim. Aproveita o verão para fazer as obras, porque, no inverno, os processos erosivos voltarão.

A Codeba anunciou que vai fazer nova dragagem, o que é importante para aumentar a capacidade de atração de navios para o Porto do Malhado. Isso pode agravar a erosão no norte?

Isso é normal. O que pode ser feito é a análise desse material; se ele não estiver contaminado por metais pesados, poderia ser levado para a praia do norte. Só é possível saber se há contaminação com análises laboratorias. A princípio, não há problema em fazer uma dragagem no porto.

Professor explica sazonalidade do processo erosivo na costa litorânea, que se intensifica no inverno

Por que a erosão ocorre de forma sazonal?

A erosão ocorre ali [na orla norte]. No passado, você tinha um transporte sedimentar que equilibrava esse processo. Existe uma sazonalidade porque, no inverno, as ondas são mais energéticas. Você tem frentes frias e ondas de diversos quadrantes chegando. As ondas são formadas em altas latitudes, não são formações locais. Elas trazem energia de tempestades. No inverno, você tem mais tempestades, por isso as ondas são mais energéticas e fazem com que o transporte sedimentar seja em direção à plataforma. No verão e nos outros períodos do ano, as ondas são menos energéticas e as praias são mais gordas. Há um perfil construtivo das praias, um engordamento. Daqui a pouco, nós teremos processos erosivos e vamos ver todo o drama que se repete, todos os anos, naquela zona de Ilhéus. Há um estoque limitado de areia que transita na praia. Quando você não tem barreiras, ela transita livremente. Quando você faz uma barreira litorânea, muda esse fluxo de sedimentos.

O assoreamento na Baía do Pontal também é um impacto do Porto do Malhado ou já é da nova ponte?

A Baía do Pontal é um estuário, que tem a tendência natural de sofrer assoreamento. Nesse caso, também tem uma influência do engordamento da Praia da Avenida. Os sedimentos litorâneos estão entrando na Baía do Pontal. Ali é um reflexo de tudo isso que aconteceu em decorrência do porto e também do assoreamento natural do estuário. Daqui a pouco nós vamos ter que fazer alguma coisa na Baía do Pontal também, uma dragagem, para mantê-la estabilizada. É uma outra dinâmica, que também se conecta com a do litoral, mas é particular, porque ali você tem um estuário.

O senhor demonstrou preocupação com os impactos desse avanço do mar sobre os manguezais. O que está em risco nesse caso?

Os manguezais são barreiras biogeoquímicas. Eles retêm os poluentes. No manguezal, os poluentes estão complexados na estrutura do mangue, não causam problemas para a biota nem para os seres humanos. Quando você perturba o manguezal, pode tirar um pouco dessa estabilidade. Os manguezais são ambientes muito importantes, que devem ser preservados não só como berçários naturais, mas também como barreiras biogeoquímicas, segurando e estabilizando todas as nossas atividades, todos os poluentes que chegam na zona litorânea. Um ambiente sem mangue vai ser um ambiente muito mais contaminado. Atualizado às 13h16.

AS MULHERES COM AS LETRAS

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Espera-se que a atual geração corrija a caminhada e reverbere um novo percurso. Certamente, seremos mais criativos, inovadores

Efson Lima | efsonlima@gmail.com

A sociedade convencionou comemorar o dia internacional da mulher em 8 de março, anualmente. A data faz lembrar lutas históricas, entre elas, o motivo que levou uma parte dos países no mundo a relembrar esse dia.  Louvemos todas as mulheres, entretanto, peço licença para reverenciar aquelas  que fazem da escrita a luta diária, utilizam suas vozes para promover direitos,  afirmam o empoderamento feminino no dia a dia e apresentam caminhos para uma sociedade. As letras representam uma das feições mais avançadas de uma sociedade e registram o trajeto humano.

Como sabido, o ambiente do ensino superior no primeiro momento esteve reservado aos homens. Entretanto, as mulheres foram quebrando as correntes e adentrando no espaço que, aparentemente, tinha sido  projetado para a perpetuação da masculinidade. E, agora, elas não só têm concretizado suas formações, mas se espalhado na efetivação de diversos ofícios. Buscam ocupar as diferentes profissões. Tornam-se professoras, médicas, advogadas, enfermeiras,  juízas, engenheiras, escritoras… empreendedoras elas foram sempre.

O Coletivo Flisba (Festival Literário Sul-Bahia) busca compreender esse processo. Não sem razão, promoverá no dia 08/03, às 21 horas, pelo Instagram,  uma live para refletir sobre a data. A mediação da atividade será feita pela professora Silmara Oliveira, presidenta da Academia de Letras de Itabuna (ALITA) e a convidada será a professora Tica Simões, professora universitária da UESC, que formou uma geração de pessoas e orientou tantas outras no campo da literatura, do turismo e da cultura. Ambas, sócias da ALITA. Além disto, são duas mulheres que exaltam a literatura do sul da Bahia  e, certamente, vão refletir sobre a obra da poeta Valdelice Pinheiro, cuja escritora é a homenageada do Bardos Baianos – Litoral Sul.

O FLISBA reservou ainda dois outros momentos: em 09/03, às 20 horas, vai promover  uma live com o tema “Violência oculta e explícita contra a mulher”  no perfil do Flisba e no dia 11/03, uma roda de conversa “DE MULHER PARA MULHER – Desabafos e descobertas”. A roda de conversa receberá inscrições no Sympla. Estas duas atividades serão  conduzidas por Indyara (Indy) Ribeiro, psicóloga e psicanalista, e da professora  Luciana Chagas, ela que é doutora em Psicologia Clínica (USP), psicanalista e pesquisadora.

Como explicitado, o campo das letras é poder. Falar é poder. Dominar o código é ter assegurado um caminho. Mas nem sempre foi uma caminhada tranquila para as mulheres e mesmo se assenhoreando do código não significa que o trajeto só será de flores. Vejamos,  Júlia Lopes, uma grande escritora brasileira, teve seu nome apagado da ata de fundação da Academia Brasileira de Letras. Para o seu lugar, colocou-se o esposo. A esposa do jurista Clóvis Beviláqua até tentou, mas foi escamoteada. Mais tarde, Rachel de Queiroz quebrou as correntes sexistas e adentrou  ao  Petit Trianon, que não só representou uma conquista pessoal, mas também coletiva e, simbolicamente, retomou a história de Júlia Lopes, que teve seu direito cerceado no museu Pedagogium, no Rio de Janeiro, naquele 20 de julho de 1897, quando da fundação da ABL. A professora Jane Hilda Badaró tem um excelente artigo publicado sobre as mulheres nas academias de letras, na Revista Estante da Academia de Letras de Ilhéus. Ela traça um panorama do ingresso das mulheres nesses espaços.

O sul da Bahia além de cacau, sempre deu escritoras. Não sem razão, temos uma plêiade de mulheres para serem lidas e estudadas. Peço licença para registrar as flisbianas, pois, elas têm colaborado significativamente para as artes e as letras no sul da Bahia. Elas promovem lives, escrevem poemas, participam de saraus, usam suas redes sociais e proclamam um novo estado de poesia. Elas não perdem a criticidade, provocam reflexões e nos sinalizam outros caminhos. Avançam no campo da gestão cultural, se socorrem na arte da docência para o sustento; pintam telas para retratar a região e sua gente; cuidam de museus e do patrimônio cultural, fazem gestão cultural e estudam.  Não teríamos Flisba sem as presenças e sem as atuações destacadas delas. Algumas com mais tempo no grupo, outras chegando, elas se somam e mostram a força do “mulherio”: Anarleide Menezes, Aurora Souza, Cremilda Conceição, Hussiane Amaral, Indy Ribeiro, Laura Ganem, Luh Oliveira, Raquel Rocha, Sheilla Shew, Silmara Oliveira, Sophia Sá Barretto e Jane Hilda Badaró. Um salve, dois salves para elas que cumprem diversas jornadas e encontram forças para voluntariamente nos oferecer luzes sob a perspectiva de que uma outra humanidade é possível.

O feminino nunca foi problema. Problema sempre foi a masculinidade tóxica que impediu a mistura de homens e mulheres nos espaços, impossibilitou as trocas de experiências e dificultou uma geração  com mais empatia. Espera-se que a atual geração corrija a caminhada e reverbere um novo percurso. Certamente, seremos mais criativos, inovadores, consequentemente, poderemos ser chamados de seres humanos dotados de inteligência e reflexão crítica.

Efson Lima é doutor, mestre e graduado em Direito (UFBA), membro do coletivo Flisba, professor universitário e advogado.

TEMPORAL PROVOCA QUEDA DE ÁRVORE E BLOQUEIO DA RODOVIA ILHÉUS-ITABUNA

Árvore provoca bloqueio da rodovia Ilhéus-Itabuna|| Foto Tony Café
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As chuvas que caem no sul da Bahia causam vários transtornos em Itabuna e Ilhéus. No  início da tarde deste domingo (28) uma árvore caiu na BR-415 e interditou a rodovia que liga as duas principais cidades da região. Uma equipe do Corpo de Bombeiros já está no local fazendo a retirada da árvore.  Policiais rodoviários federais também já chegaram.

A queda da árvore ocorreu por volta das 12h20 min, próximo ao “Point do Vil”, antes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) para quem segue de Itabuna para Ilhéus. Não há informações sobre feridos no local do incidente. Neste momento, o trânsito segue interditado nas duas vias da pista.

Em Itabuna, há registros de alagamentos em trechos das avenidas Ilhéus, Cinquentenário, Manoel Chaves, J.S Pinheiro, além de bairros como Fátima, Califórnia, Lomanto Júnior, Nova Itabuna e Pontalzinho. Em Ilhéus, há pontos de alagamento no centro e bairros como Teotônio Vilela, Malhado e Nelson Costa. A foto da nota é do jornalista e radialista Tony Café.

PROFESSOR DA UESC É SELECIONADO MENTOR DA WORLD TRIATHLON

Alberto Kruschewsky é novamente selecionado como mentor pela World Triathlon
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O professor Alberto Kruschewsky, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus, foi novamente selecionado para mentor da World Triathlon. Lotado no Departamento de Ciências da Saúde, curso de Educação Física, o professor é oficial técnico de Triathlon.

Alberto vai se juntar a Rodrigo Milazzo, gerente do Alto Rendimento Triathlon Brasil, em um trabalho voluntário a fim de promover o desenvolvimento dos profissionais do esporte. A mentoria busca o desenvolvimento e capacitação de pessoas que possam transformar o esporte mundialmente.

“Com certeza, o fato de ter sido contemplado com outros quatro Oficiais Técnicos selecionados, entre os 10 brasileiros que atuaram na última Olimpíada e Paralimpíada, a nossa atuação não deve ter passado em branco”, disse “Beto” Kruschewsky.

“Estamos muito contentes em constatar que o professor Beto, valorizado pelo Triathlon Brasil no desenvolvimento interno da modalidade, através de capacitação de recursos humanos, está sendo reconhecido pela maior entidade do Triathlon mundial”, reconhecem diretores do World Triathlon.

O Programa Mundial de Mentoria de Triathlon foi elaborado para aumentar e manter o número de mulheres e pessoas com deficiência em funções de liderança em coaching, arbitragem técnica e governança no triathlon. Também busca desenvolver as habilidades de treinadores masculinos e femininos, oficiais técnicos e administradores/líderes com real potencial para fazer uma diferença significativa no triatlo em suas próprias federações e continentes.

O programa opera nas cinco Confederações Continentais preparando um grupo de mentores voluntários treinados para apoiar indivíduos que mostraram potencial real para serem a próxima geração de líderes do esporte. A Mentoria é propositadamente desenhada para aumentar os grupos sub-representados no triathlon, nomeadamente mulheres, pessoas com deficiência e as de federações nacionais em desenvolvimento

COMEÇAM AS OBRAS DO NÚCLEO DE ESTUDOS DE ARQUEOLOGIA DA UESC

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As obras de construção do Núcleo de Estudos e Pesquisas Arqueológicas da Bahia (Nepab) na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) já começaram. O projeto tem recursos oriundos da empresa privada Gepexpan e resulta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da empresa com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com dois pavimentos, o prédio está sendo construído em frente ao Pavilhão Pedro Calmon, na Uesc, na Rodovia Ilhéus-Itabuna.

O Nepab é um núcleo de pesquisas vinculado a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propp/Uesc), autorizado pelo Iphan, para desenvolver atividades de pesquisa arqueológica e a guarda de acervos. Agrega pesquisadores, estudantes e técnicos de várias áreas do conhecimento e se configura como um grupo de pesquisa no Diretório do CNPq e como um laboratório multiuso.

Segundo a Uesc, o Núcleo busca realizar pesquisas arqueológicas de ethos acadêmico, executar procedimentos curatoriais nas coleções sob sua guarda institucional – integrando ensino, pesquisa e extensão em estudos de Arqueologia e Cultura Material e oferecer apoio e suporte científico para os programas de graduação e pós-graduação da Universidade, dentre outros objetivos.

Obras são executadas como resultado de TAC de empresa privada || Foto Jonildo Glória/Uesc

O prédio foi projetado para atender em espaços amplos, arejados e bem iluminados, em condições de excelência, com isolação térmica e acústica, tanto dos ruídos urbanos como daqueles gerados no próprio estabelecimento. A proposta arquitetônica explora a simplicidade e um bom padrão de qualidade reunidos em uma edificação para se obter uma economia nos recursos aplicados. O acesso ao prédio será por uma rampa e, internamente, se dá por corredores largos, sem dificuldades ou obstáculos.

Será construído para comportar os acervos e documentos arqueológicos já existentes, que ficarão sob guarda e cuidados permanentes da Uesc, como também os acervos que chegarão, no futuro, para atender a necessidade imediata.

CURSOS DA UESC SÃO DESTAQUE NO “GUIA DA FACULDADE” 2020

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Dos 33 cursos presenciais de graduação em bacharelado e licenciatura da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), 13 ganharam conceito quatro estrelas e outros 10 curso três estrelas na avaliação Guia da Faculdade, do jornal Estado de São Paulo. Os demais não foram avaliados desta vez.

Os avaliadores explicam que, em 2020, dos mais de 14 mil cursos avaliados apenas 390 conquistaram o conceito máximo – 5 estrelas – e destacam o papel das universidades públicas no Brasil. Entre os cursos que atingiram o conceito de 5 e 4 estrelas, no Guia da Faculdade 2020, cerca de 90% pertencem às instituições públicas.

Na Uesc, com quatro estrelas estão os cursos de Medicina, Ciências Sociais, Comunicação Social – rádio, TV e Internet, Química, Economia, Geografia, Administração, Educação Física, Agronomia, História, Biomedicina, Ciências Biológicas e Medicina. Veterinária.

Com o conceito três estrelas, no Guia, os cursos de Matemática, Engenharia Química, Filosofia, Física, Pedagogia, Engenharia Civil, Letras (português), Engenharia da Produção, Engenharia Elétrica e Línguas Estrangeiras Aplicadas às Negociações Internacionais.

O Guia da Faculdade utiliza uma metodologia conhecida como “avaliação por pares” para analisar a qualidade de cerca de 14 mil cursos superiores em todo o Brasil. Nesse processo, a equipe do Guia atua como um instituto de pesquisa, colhendo a opinião de milhares de professores que atuam no ensino superior.

PESQUISADORES DA UESC DESENVOLVEM BIOFÁBRICA DE MOLÉCULAS TERAPÊUTICAS À BASE DE CACAU

Pesquisadores da Uesc desenvolveram biofábrica de moléculas
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Após ter sido estudado para criação de etanol, cerveja artesanal, e até medicamento contra a Covid-19, o cacau, matéria-prima típica do Sul da Bahia, agora é utilizado como base para a criação de uma biofábrica de moléculas terapêuticas que possuem propriedades para diversos setores industriais. O projeto é de um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), liderado por Akyla Alves, que consiste em selecionar algumas proteínas do fruto, a exemplo da proteína de ligação ao selênio, que, produzidas através da engenharia genética, podem ter alta aplicabilidade comercial devido às suas propriedades terapêuticas. As moléculas produzidas, segundo Akyla, poderão servir de base para remédios e fármacos, entre outros.

“A partir do DNA recombinante, utilizando Escherichia coli como biofábrica, queremos levar soluções para a sociedade, através da nossa empresa Bioativa Biotecnologia LTDA”, afirmou Akyla antes de detalhar como surgiu a inspiração para a criação deste trabalho. “A ideia surgiu ao longo da minha pesquisa de mestrado e doutorado, quando me dediquei a buscar e caracterizar moléculas de cacau de importância biotecnológica. A partir disso, trabalhamos com a tecnologia do DNA recombinante, produzindo proteínas de cacau e realizando testes in vitro contra parasitas. Os resultados obtidos indicaram a boa aplicabilidade dessas moléculas para fins terapêuticos”, disse.

De acordo com a cientista, o diferencial da pesquisa é produzir as moléculas de cacau a partir da tecnologia do DNA recombinante e utilizar bactérias competentes como biofábrica. “Produzir essas moléculas neste sistema garante a produção em larga escala e de forma padronizada, além de substituir modelos de produção baseados na extração de compostos vegetais direto da natureza e de produtos químicos. Atualmente, a biotecnologia associada à indústria farmacêutica tem demonstrado eficácia ao desenvolver novos produtos, visto que essas proteínas de cacau, por terem origem vegetal, podem apresentar menor toxicidade aos seres vivos em relação às drogas químicas utilizadas atualmente”.

REEMERGENTES

O projeto foi aprovado no Programa Centelha, da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que vai conceder R$ 60 mil em recursos financeiros a cada um dos pesquisadores selecionados, para que possam desenvolver suas pesquisas científicas. “Com o trabalho concluído, esperamos que os futuros fármacos tenham características sustentáveis e racionais. Além disso, poderemos atender a grande demanda atual por moléculas terapêuticas para doenças infecciosas emergentes e reemergentes, e valorizar o patrimônio genético e a biodiversidade vegetal do Sul da Bahia, pois ao utilizar essas técnicas não é necessário devastar nenhuma floresta em busca de proteínas com potencial terapêutico. Por isso, a utilização de uma molécula extraída de plantas de cacau para o tratamento de doenças em humanos proporcionará grande potencial agregado para nossa economia e sociedade, além da competitividade empresarial”.

E LÁ SE VAI ODILON PINTO FORA DO COMBINADO

O professor e comunicador Odilon Pinto e dois de seus filhos
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Aos 72 anos, com a diabetes aperreando, morreu vítima de infarto, deixando um legado importante para a comunicação e a educação do Sul da Bahia. Mais um exemplo de vida que nos deixa fora do combinado.

 

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Até parece que foi combinado: Na terça-feira (12) o jornalista Tyrone Perrucho nos deixa aqui neste mundo, e na quarta-feira (13), sem qualquer aviso-prévio, toma o mesmo caminho o radialista, jornalista e professor Odilon Pinto. Além da tristeza e saudade, passo a me considerar um estranho obituarista – função que existe numa redação – essencial para informar os que partem.

Mas como dizia Odilon Pinto: “Rosário, o jornalista é o grande secretário da sociedade, o encarregado de lavrar a ata dos feitos deste mundo, sejam eles bons ou ruins, não importam, têm que ser anotados”. Há alguns anos que não via e nem tinha notícia de Odilon, que há muito se transformou numa pessoa caseira, com o ofício de cuidar da diabetes que lhe acometia e da Língua Portuguesa.

Odilon Pinto era uma artista nato, um homem show, que dedilhava o violão, tocava “sanfona” ou outro tipo de instrumento, amparado por sua voz a cantar músicas de todos gêneros, como já fizera em bandas regionais. A partir dos anos 70, se dedicou às músicas para o homem do campo, como uma extensão do programa De Fazenda em Fazenda, produzido pela Divisão de Comunicação da Ceplac (Dicom).

Narrar, em poucas palavras, a que se prestava o De Fazenda em Fazenda é essencial para conhecermos mais Odilon e sua atuação para agregar todo o pacote tecnológico da Ceplac às fazendas de cacau, convencendo produtores e trabalhadores rurais. Era a comunicação de apoio dos extensionistas, com uma linguagem apropriada para que as práticas agrícolas fossem feitas em sua plenitude. Esse era o nosso mister.

E Odilon chegou à Ceplac com uma bagagem importante: saber se comunicar de forma simples, direta, de igual para igual com os homens que permaneciam no campo e aqueles que se mudaram para a cidade. Esse traquejo vinha da sua larga militância no PCdoB, o que lhe rendeu, além de um grande conhecimento sociológico e antropológico, alguns dissabores, a exemplo do convívio no xadrez por ordem das autoridades militares.

E a necessidade da Ceplac – ainda nos anos de chumbo – e o cabedal de conhecimento de Odilon casaram-se perfeitamente. Com o programa radiofônico em alta, foram aparecendo seus subprodutos, como o “Forró do Mata o Veio” e o programa radiofônico Namoro no Rádio, que encantava a todos. Lembro bem que recebíamos até 700 cartas por semana, correspondências estas enviadas das roças por pessoas pouco alfabetizadas.

E a finalização do De Fazenda em Fazenda era a apoteose com o quadro “Vida na Roça”, tirado das singelas cartas, com toda a verve de Odilon, fazendo com que muitos chorassem. Chegaram as mudanças políticas em nível nacional, eis que a nova direção da Ceplac resolve trocar a veiculação do programa, tirando-o da Rádio Jornal de Itabuna e levando-o para a Rádio Difusora de Itabuna.

Nadando contra a correnteza, Odilon se nega a apresentar o programa na nova emissora e cria o programa Na Fazenda do Odilon, continuando na Rádio Jornal, apesar da ameaça do desemprego. Enquanto isso, continua dando suas aulas de português em diversos colégios de Itabuna, na atual Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Odilon era diplomado em Letras e mestre e doutor em Literatura e Linguística.

Sem perder a simplicidade, continuou apresentando seu programa das 4 às 6h40min, dando aulas nos colégios e universidade, por muitas vezes fazendo esse périplo a pé e de ônibus, numa demonstração de como administrar seu tempo. Volta e meia a diabetes lhe consumia, e ele resolvia tocar o barco pra frente, com mais uma atividade, a exemplo de uma assessoria de comunicação e até ingressar na política.

Esse seu conceito e densidade eleitoral chega aos ouvidos do então candidato a governador Pedro Irujo, que o filia ao PRN e o faz candidato a deputado estadual, com a possibilidade de estar entre os mais votados, conforme as pesquisas. Como não poderia apresentar seus dois programas, substituo-o, mantendo o mesmo estilo, enquanto ele viajava dia e noite para manter o contato com os eleitores.

Disparado nas pesquisas, Odilon comete o pecado de não planejar a famosa boca de urna, e no dia da eleição sai de casa apenas para votar e aguardar a apuração. O resultado não poderia ser dos piores, todas as suas intenções de voto foram providencialmente trocadas nas entradas das cidades, comandadas pelos prefeitos e seus cabos eleitorais, com polpudas ofertas em dinheiro ou outros bens de consumo.

A fragorosa derrota não abalou Odilon, que continuou seu labor no rádio e nas salas de aula. Anos depois, retorna ao seu antigo partido, o PCdoB, porém não se aventura a outra candidatura. E assim esse piauiense tocava sua vida, sem reclamar da sorte, nem mesmo dos períodos em que passou fugitivo trabalhando na zona rural, ou na prisão, onde sofreu todos os tipos de tortura.

Assim como o colega Tyrone Perrucho, Odilon Pinto de Mesquita Filho era agnóstico, mas convivia com as crenças. Sonhava com o delta do Parnaíba, no qual passou parte de sua vida, que levava na esportiva. Numa das nossas muitas viagens, uma delas à Amazônia, não perdia a fleuma em nos acompanhar – a mim e ao fotógrafo Águido Ferreira – nas incursões aos bares e restaurantes, mesmo que tivesse de tomar duas doses de insulina.

Com o tempo, passou a apresentação do programa na Fazenda do Odilon para o filho Rivamar e se dedicou exclusivamente à educação, aos livros e aos artigos que escrevia para o Diário Bahia. Aos 72 anos, com a diabetes aperreando, morreu vítima de infarto, deixando um legado importante para a comunicação e a educação do Sul da Bahia. Mais um exemplo de vida que nos deixa fora do combinado.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado e mantém o blog walmirrosario.blogspot.com.br

PROFESSOR ODILON PINTO MORRE E DEIXA MUITAS HISTÓRIAS NO SUL DA BAHIA

Sul da Bahia perde Odilon Pinto|| Foto Celina Santos/Diário Bahia
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Itabuna perdeu, nesta quarta-feira (13), um dos seus maiores comunicadores. Muito conhecido no sul da Bahia, principalmente pelos moradores mais velhos da zona rural, o radialista, escritor e professor Odilon Pinto faleceu aos 72 anos. Ele foi vítima de infarto.

Odilon Pinto Mesquita Filho era uma das pessoas mais queridas do rádio regional, tendo comandado, durante décadas, o programa de Fazenda em Fazenda, líder absoluto nas madrugadas e manhãs da Rádio Jornal. Mas também será sempre lembrado na área educacional. Ele lecionou em escolas públicas e faculdades de Itabuna, além da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Formado em Letras, doutor em Linguística, Odilon Pinto era de uma simplicidade impressionante. “Enquanto tem muita gente sem o título exigindo ser tratado como doutor, o mestre Odilon nunca teve essa vaidade. Em uma das aulas, eu tive a ousadia de falar: doutor, professor Odilon Pinto. Ele, educadamente, respondeu: só professor, Ailton”, recorda-se o jornalista Ailton Silva.

Era dedicado no que fazia e sabia transmitir conhecimento. “Eu tive a sorte grande de ter sido aluno dele no antigo Colégio Polivalente de Itabuna, no Curso de Técnico em Redator e, anos depois, no Curso de Jornalismo, na faculdade. Sempre tive um respeito enorme e a minha admiração será eterna”, afirma Silva.

Odilon não era apenas um comunicador espetacular e excelente professor, mas resenhista de primeira. “Certa vez, numa aula de Língua Portuguesa, focado em passar bem o conteúdo, Odilon lançou várias perguntas para a turma. Uma das indagações foi sobre a perda do trema, na palavra sequestro, quando o Acordo Ortográfico entrasse em vigor. A turma inteira e professor deram muitas gargalhadas quando uma colega, na resenha, disse que o sinal gráfico cometeria o próprio sequestro. Essa é só uma das muitas resenhas na aula dele”, conta o jornalista.

CAMINHO PARA O BRASIL É FORTALECER GESTÃO LOCAL, DIZ PRESIDENTE DA CNM

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O 2º Seminário Novos Gestores 2021-2024, realizado pela Associação dos Municípios da Região Cacaueira (Amurc) e Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) continua nesta terça-feira (8) com painéis abordando temas específicos da Gestão Pública Municipal. O evento online teve início nesta segunda (7), com a participação de autoridades e parceiros das instituições, a exemplo do presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, que avaliou o cenário da Gestão Pública diante da pandemia do novo coronavírus.

Segundo o representante nacional dos municípios, prefeitos eleitos e reeleitos terão pela frente o desafio de implementar novas ações estruturantes à Gestão Pública tendo em vista o aumento das demandas locais, após a pandemia. Nesse sentido, convocou a participação de todos que a pauta municipalista no congresso nacional e junto ao Governo Federal possa andar. “Os prefeitos, juntamente com a CNM, UPB, Amurc, terão que combinar algumas ações que teremos que implementar em 2021”, destacou o gestor.

Aroldi ressaltou ainda que a CNM trabalha em conjunto com as entidades municipalistas estaduais e microrregionais visando buscar condições mínimas para os futuros gestores conseguirem enfrentar as dificuldades. “Nós podemos melhorar o Brasil, mas só tem um caminho: trabalhar e fortalecer a gestão local, que é onde a vida acontece. Quero garantir que a Amurc, a UPB e CNM vão caminhar pelos próximos quatro anos ao lado de cada um de vocês, buscando de todas as formas amenizar e ajudar a resolver as dificuldades”, finaliza o gestor.

O presidente da Amurc, Aurelino Cunha reforçou as dificuldades enfrentadas neste ano devido à pandemia do coronavírus (Covid-19) e desejou sucesso aos novos gestores eleitos e reeleitos. “Esse seminário é muito importante aos novos gestores, principalmente nesse momento de pandemia que estamos passando. Vamos pedir força a Deus para que os novos gestores em 2021 comecem o ano com muito trabalho, responsabilidade, cada um com seus municípios”, disse.

O evento de abertura ainda contou com a participação de prefeitos e secretários municipais, o reitor da Uesc, Alessandro Santana, a reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Joana Guimarães, representantes do Governo do Estado, Caixa Econômica Federal, do Instituto Federal da Bahia – Ilhéus, o presidente da UPB, Eures Ribeiro, o superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury, presidente da Rede Nacional de Consórcios, Vítor Borges, presidente da FecBahia, Claudinei Novato, e presidente do Território Litoral Sul, Carlos Alberto (Garotinho).

PROGRAMAÇÃO

O Seminário retorna às atividades nesta terça-feira, 8, das 10h às 12h, no canal da Pró-reitoria de Extensão da Uesc – https://www.youtube.com/watch?v=Pp_Zxbntax4, com a apresentação do Programa de Apoio Gerencial e Institucional às Prefeituras do Território Litoral Sul – AGIR-LS pelo Reitor da Uesc, Alessandro Fernandes de Santana e a participação dos secretários municipais de Educação, Saúde e Assistência Social, abordando as melhores práticas da Gestão Pública Municipal.

Ainda na terça, o especialista em Finanças Públicas Municipais, Eduardo Stranz da CNM vai falar sobre o cenário nacional da Educação, Saúde e da Assistência Social. Em seguida, o advogado e doutor em Direito Tributário, Harisson Leite, vai falar sobre: Como ser criativo com as receitas próprias em plena crise financeira. E, para encerrar o painel, o advogado e mestre em Ciência Política, Allah Góes, vai abordar sobre: Transição de governo, como proceder?

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PROFESSORA DA UESC RECEBE PRÊMIO NA ESPANHA POR TESE DE DOUTORADO

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Ticiana é premiada em universidade espanhola

A tese “Analysis of the relevance of location for port activity” (Análise da relevância da localização para a atividade portuária), da professora Ticiana Grecco Zanon Moura, do Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Santa Cruz (DLA/Uesc), foi contemplada com o Prêmio Extraordinário de Doutorado do Centro Internacional de Postgrado de la Universidad de Oviedo, Espanha.

A informação foi divulgada pela instituição espanhola neste final de semana. Ticiana Moura, além de professora assistente em Negociações Internacionais no Curso de Bacharelado em Línguas Estrangeiras Aplicadas às Negociações Internacionais (LEA), é assessora de Relações Internacionais da Uesc.

Os prêmios extraordinários de doutorado, comuns entre as universidades espanholas, são outorgados quando a comunidade acadêmica da Universidade reconhece, por área de conhecimento, o mérito e a singularidade das teses de doutorado desenvolvidas na sua instituição.

Só são elegíveis as teses que receberam menção cum laude (com honra) na sua defesa. Passando por este primeiro requisito, a tese do candidato ao prêmio é avaliada por um tribunal acadêmico que leva em consideração a qualidade do trabalho de pesquisa através das contribuições científicas e/ou tecnológicas geradas pela mesma, a difusão do conhecimento através da participação em congressos, seminários e atividade em outras instituições acadêmicas.

Também é de grande importância, se a tese recebeu a distinção de “Doctorado Internacional” na sua defesa (quando o trabalho apresenta uma série de requisitos que demonstra seu grau de importância internacional).

A TESE

A tese “Analysis of the relevance of location for port activity”, de autoria da professora Ticiana Moura, defendida no Centro Internacional de Postgrado de la Universidad de Oviedo, pelo Programa de Doctorado “Economia: Instrumentos del Análisis Económico”, avalia a relevância da localização para a atividade portuária e teve como estudo de caso a Espanha. À medida que os portos têm localização geográfica fixa, este atributo condiciona o sucesso dos terminais portuários na competição pelo tráfego, bem como a configuração de corredores de carga, distribuição do tráfego entre portos e utilização de infraestruturas de transporte terrestre.

A professora Ticiana detalha que os portos são a infraestrutura que conecta a terra ao mar, e mais de 80% do comércio mundial utiliza o transporte marítimo. “A principal barreira ao comércio internacional são os custos de transporte (mais do que tarifas e outras barreiras comerciais); e o custo interno, ou seja, o acesso ao mar é um componente determinante do custo total do transporte”.

“Como resultado final da tese, entendemos que as restrições associadas a este atributo invariável são de fácil compreensão, pois auxiliam as autoridades portuárias na articulação de suas estratégias; bem como os líderes políticos na concepção de uma estratégia de transporte mais eficiente”, conclui Ticiana Moura.

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