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20 de outubro de 2020 | 10:27 pm

UESC APARECE NO RANKING DAS MELHORES UNIVERSIDADES DO MUNDO PELA 2ª VEZ

Uesc aparece novamente entre as melhores do mundo
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A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA) são as representantes da Bahia no ranking das melhores unidades do mundo da Times Higher Education (THE). O ranking foi divulgado nesta quarta (2) e a universidade sul-baiana aparece pela segunda vez entre as melhores.

De todas as universidades nordestinas que conseguiram se posicionar no ranking, apenas a Uesc e a Universidade Estadual do Ceará (Uece) são as estaduais incluídas. Em relação à colocação mundial, a Uesc conseguiu permanecer entre as 1001+. Em nota, a instituição observou que a posição de 2020 foi mantida, embora mais 130 universidades tenham aderido ao ranking, o que aumentou a concorrência.

O THE leva em consideração cinco aspectos para ordenar as 1527 universidades no mundo: internacionalização em pessoal, estudantes e pesquisa; renda proveniente da indústria através de transferência de conhecimento; números de citações que os professores têm em trabalhos de outros autores; reputação e renda da pesquisa, bem como o volume de artigos dos professores; e o ambiente de aprendizagem.

Este ano se destaca o número de artigos científicos de professores da Uesc publicados, bem como a citação deles em outros trabalhos, com o aumento de 13% e 29%, respectivamente. A perspectiva internacional também se sobressaiu, com um incremento de 8% em relação à nota recebida no ano anterior.

ESTUDANTES DE ITABUNA SÃO APROVADOS EM UNIVERSIDADES DE VÁRIOS ESTADOS

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Estudantes da rede estadual de educação em Itabuna não foram aprovados somente em universidades públicas no estado. Muitos alunos obtiveram notas para ingressar no ensino superior em, pelo menos, outros seis estados e optaram pela graduação distante do sul da Bahia.

Este é o caso do estudante Ygor Simões, aprovado no curso de Engenharia da Computação na Universidade do Estado de Minas Gerais. Simões está entre os alunos que concluíram o ensino médio no Complexo Integrado de Itabuna.

Ygor Simões sempre foi curioso e apaixonado pela área de tecnologia. Criado pelos tios, quem os considera como seus pais, Ygor conta que cresceu acompanhando tio-pai abrindo computadores e já entrou no ensino médio decidido a fazer uma graduação na área de tecnologia.

Autodidata, desde cedo começou a prestar serviços na área de segurança da informação. “Já atuo como freelancer para empresas que buscam profissionais para descobrir falhas em seus sistemas ”, diz. O jovem aprendeu os conceitos com os livros da área de tecnologia, quase todos em inglês, comprados com dinheiro dado pelos seus pais (tio-tia). “Eles sempre investiram em mim. Nunca faltou nada”, diz, reconhecendo o esforço da família.

Natan passou na UPS e UFSCAR; Emanuel Valença vai cursar Cinema em Sergipe e Ygor Simões, Engenharia Minas Gerais

Um contador de histórias desde criança. Estamos falando de Emanuel José Valença, aprovado no curso de Cinema da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O estudante, que concluiu o Ensino Médio no Complexo Integrado de Educação, está indo em busca da realização de um sonho de criança. Como não tem o curso na região, escolheu Sergipe.

Valença, que já está em Aracaju esperando o semestre começar, contou ao PIMENTA que gosta de contar histórias desde criança. “Meus pais perceberam que eu gostava de historinhas. Eles compravam quadrinhos e me incentivavam. Então, desde cedo tive essa paixão pela leitura e por escrever histórias e estórias. Eu só poderia cursar Cinema”, disse.

UM APROVADO EM DOIS CURSOS

Quem também decidiu por uma graduação em outro estado foi o estudante Natan Marques Menezes, que cursou o Ensino Médio no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães em Itabuna. Ele poderá escolher entre duas opções. O jovem foi aprovado em Biomedicina, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e em Biotecnologia, na Universidade de São Paulo.

Já Taynara Sousa, de 17 anos, optou por estudar Engenharia Química na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Ela sempre gostou das Ciências da Natureza e decidiu pesquisar sobre as graduações com as quais mais se identificaria para optar com segurança. “Fiz uma escolha bem pensada”.

Estudantes do Colégio Modelo de Itabuna foram aprovados em várias universidades

A jovem será a primeira da família em um curso superior. Filha de uma auxiliar de produção de uma fábrica em Itabuna e um mecânico, que mora em São Paulo, ela obteve 920 pontos na redação logo no primeiro Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A jovem fez o Ensino Médio no Complexo Integrado de Itabuna.

Outra com passagem pela rede pública que conseguiu aprovação foi a jovem Camila Ribeiro Rocha, do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães em Itabuna. Ela foi selecionada para o curso de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA). “Passei por causa do conteúdo dado na sala de aula. Nem parei para estudar em casa. Apenas prestei atenção nas aulas, assimilei os assuntos”.

Camila decidiu não se matricular porque o sonho é a carreira de aeromoça e até já começou a fazer o curso. “É um sonho que tenho desde criança. Quero muito trabalhar na área. Mas pretendo fazer, mais adiante, um curso superior. Ainda tenho tempo”, conta.

Mas outros colegas de escola de Camila já estão se preparando para começar a graduação, a exemplo de Mayara Jesus (Geografia),  João Vitor  (Administração), Flávia Jesus (Geografia), Wenddel Coelho (Física), Larissa Cruz (Letras), Janine Dias (Ciências Econômicas),  Maria Eduarda Gonzaga e Amada Santos (Medicina Veterinária). Todos na Uesc. Na Universidade Federal do Sul da Bahia, deverão estudar Tamara Paula (Interdisciplinar em Ciências), e Melissa Rocha (Artes).

UESC FIGURA EM RANKING MUNDIAL DE ECONOMIAS EMERGENTES DA “TIMES HIGHER EDUCATION”

Uesc sobe 55 posições em ranking das melhores universidades latino-americanas
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A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) confirmou a ascensão registrada em 2019 e aparece, novamente, em ranking mundial universitário da Times Higher Education World (THE). Desta vez, na edição específica para instituições de ensino superior (IES) de economias emergentes, edição 2020.

De acordo com a assessora de Relações Internacionais da Uesc, Ticiana Grecco Zanon Moura, o ranking analisou 533 universidades de 47 países, incluindo China, Índia, México, Taiwan e Turquia. “Das 296 universidades públicas brasileiras, somente 46 preencheram os critérios de avaliação”, afirma a assessora de Relações Internacionais.

“Nesse grupo, a Uesc ocupa 38ª posição entre as brasileiras. No que concerne a região Nordeste do Brasil, a Uesc ocupa o 6º lugar, atrás de grandes universidades, como a Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade de Fortaleza (Unifor), Universidade Federal da Bahia (UFBA) a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Na Bahia, só a UFBA e a Uesc foram avaliadas”, explica a professora.

THE

Os Rankings Universitários da “Times Higher Education World” são as únicas tabelas de desempenho global que julgam as universidades por suas pesquisas em todas as principais missões: ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectivas internacionais.

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MAIS DE 400 ALUNOS DA REDE PÚBLICA DO SUL DA BAHIA SÃO APROVADOS EM UNIVERSIDADES

Ellen Barros, Guilherme, Brenda Ketlyn, do Colégio Modelo, e Samilly Kauany, Gustavo Salomão e Larissa Alves , do Félix Mendonça
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Entrar para uma universidade no Brasil é um sonho que parece distante para milhões de estudantes de baixo poder aquisitivo. Muitas vezes, a qualidade do ensino público, aliada a fatores como falta da incentivo dos pais e escassez de dinheiro até para pagar uma passagem, cria uma enorme barreira para o acesso a um bom curso no ensino superior. Mas, no sul da Bahia, mais de 400 estudantes do ensino médio conseguiram provar que é possível superar os obstáculos. A história de muitos deles será tema de uma série de reportagens exclusivas que o PIMENTA publica a partir desta semana.

Muitos dos futuros universitários estudaram sempre em escolas públicas em bairros periféricos de suas cidades e apostaram na educação como ferramenta de transformação social. Na lista dos que conseguiram pontuação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para ingresso no ensino superior neste ano estão filhos de donas de casas, porteiro, dona de bar, desempregados, motorista de ônibus, trabalhador rural, faxineira, pedreiros, servidores públicos,  comerciantes, dentre outros profissionais.

Na região do Núcleo Regional de Educação do Sul da Bahia (NRE-05), que abrange 26 municípios, pelo menos cinco escolas se destacaram pelo número de estudantes que obtiveram notas para ingresso em diversos cursos de graduação, via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e Universidade Federal da Bahia (UFBA), além de instituições de outros estados (assunto de outra reportagem da série).

No topo da lista de escolas com maior número de aprovados em Itabuna estão o Colégio da Polícia Militar de Itabuna, Colégio Universitário e Complexo Integrado de Educação de Itabuna, Colégio Estadual Félix Mendonça, Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães e Centro Integrado Oscar Marinho Falcão (Ciomf). Juntas, essas unidades tiveram cerca de 130 alunos aprovados para as mais diferentes áreas.A expectativa é que, pelo menos 80, estudantes ainda sejam chamados nas próximas listas.

MAIORIA ESCOLHEU A UESC

A maioria dos jovens foi aprovada para a Uesc. Os estudantes vão começar 2020 em cursos de graduação como Administração, Agronomia, Matemática, Engenharia de Produção, Direito, Letras, Medicina, Ciência da Computação, História, Matemática, Biologia, Pedagogia, Comunicação Social e Química.

Estudantes aprovados ao lado de professores do Félix Mendonça

Entre os aprovados estão Larissa Alves, primeiro lugar no curso de Pedagogia, e Samilly Kauany, quarta colocada em Economia. Quem também conseguiu uma vaga na Uesc foram os estudantes Gustavo Salomão, no curso de Educação Física; Ellen Barros Barcelar, em Matemática; Guilherme Lima da Silva, em Administração, e Brenda Ketlyn Silva de Jesus, em Ciências Biológicas. Ellen, Guilherme e Brenda estudaram no Modelo, no Lomanto. Larissa, Samilly e Gustavo são do Felix Mendonça, no Sarinha Alcântara.

Por sinal, o Félix Mendonça registrou, neste ano, um número recorde de candidatos que garantiram vagas no ensino superior. São mais de 30 alunos aprovados, 26 deles na Uesc, instituição que aparece entre as 60 melhores do país no Ranking Universitário da Folha (RUF). No geral, são 10 estudantes aprovados a mais que na edição anterior, quando pouco mais 20 de conseguiram êxito. A escola teve estudantes aprovados em mais de 10 cursos de graduação.

O CPM de Itabuna, no bairro Jardim Primavera, mais uma vez, está celebrando o sucesso de uma metodologia de ensino. Cerca de 30 alunos foram aprovados em cursos de graduação, 27 deles na Uesc. A escola conseguiu aprovação em cursos como Engenharia (Civil, Elétrica e Química), Direito, Ciência da Computação, Agronomia, Geografia, Matemática, Biologia e Educação Física. Além disso, aprovou Levy Jardim no curso de Estatística da UFBA.

O CPM teve, ainda, quatro estudantes aprovados em Direito, que é um dos cursos mais concorridos em universidades públicas em todo País. Um aumento significativo em relação à edição anterior do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), quando um aluno conseguiu a pontuação para ingressar no curso.

Os estudantes, pais e professores do Modelo, no bairro Lomanto Júnior, também estão em festa. De 120 alunos que fizeram o Enem no ano passado, ao menos, 32 conseguiram aprovação e outros 30 estão na lista de espera. Muitos não ficaram com a vaga na primeira chamada por causa de uma colocação, mas estarão nas próximas listas de aprovados.

No Ciomf, no bairro Santo Antônio, são, por enquanto, 21 aprovados em cursos como Direito, Economia, Matemática, Química e Enfermagem. A expectativa da vice-diretora Isis Conrado Haun é que, pelos menos, outros 14 estudantes estejam nas próximas chamadas para ingresso em universidades públicas na Bahia. No ano passado, foram 32 aprovados.

O Complexo Integrado de Educação, no bairro São Caetano, foi outra escola que conseguiu um alto índice de aprovação de estudantes no ensino público superior. A unidade tinha 41 alunos cursando o último ano do ensino médio e, desse total, 35 fizeram as provas do Enem ano passado, sendo que 23 foram aprovados na Uesc, UFSB, Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e Universidade Federal de Sergipe (UFS). Atualizado às 21h57min.

PROUNI REGISTRA 1,5 MILHÃO DE INSCRIÇÕES; MEDICINA TEM A MAIOR CONCORRÊNCIA

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Inscrições se encerram no sábado

O Programa Universidade para Todos (ProUni) registrou 1.507.807 inscrições, feitas por 782.497 pessoas. O curso com o maior número foi Direito (137.507), seguido de Administração (121.871) e Enfermagem (102.902). Medicina liderou na concorrência, com maior número de inscrições por vaga ofertada: 54, logo à frente de Artes Cênicas (50) e Comunicação Social – Cinema (41).

A região Sudeste liderou no número de inscrições e inscritos: 544.787 e 283.869, respectivamente, seguida de Nordeste (502.428 inscrições e 259.346 inscritos) e Norte (178.545 inscrições e 91.898 inscritos). As com menores quantidades foram Sul (171.091 inscrições e 89.750 inscritos) e Centro-Oeste (110.045 inscrições e 57.535 inscritos).

Entre os estados, São Paulo foi o que registrou os maiores números de inscrições e de inscritos: 262.850 e 143.583, respectivamente. Minas Gerais (165.475 inscrições e 91.058 inscritos) e Bahia (115.183 inscrições e 63.202 inscritos) completam o “pódio”. Roraima puxa a parte de baixo da lista, com as menores quantidades: 2.855 inscrições e 1.566 inscritos.

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ESTUDANTE DO SUL DA BAHIA OBTÉM NOTA PARA APROVAÇÃO EM MEDICINA EM SEIS FEDERAIS

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A estudante Vitória Lima Muniz Ferreira, de 17 anos, de Ipiaú, no sul da Bahia, obteve pontuação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) suficiente para ingresso no disputado Curso de Medicina em várias instituições de ensino superior no país. A nota de Vitória Lima, na ampla concorrência, lhe permitiu escolher entre as universidades federais da Bahia, do Mato Grosso, do Rio Grande do Sul, de Campina Grande, Pernambuco e do Vale do Jequitinhonha.

Vitória Lima também obteve pontuação suficiente para ingressar no Curso de Medicina da concorrida Faculdade Bahiana de Medicina, mas a jovem optou pela UFBA. Além do bom desempenho em Redação, com 960 pontos, a jovem pontuou bem nas provas de Matemática e de Ciências da Natureza.

Lucy Lima, que é professora de Biologia, e Edilson Muniz contaram que a filha sempre foi focada e desde os oito anos afirmava que queria cursar Medicina. Vitória Lima atribuiu a conquista a Deus, ao apoio da família, aos  professores e ao ritmo intenso de estudos.

Ela estudava diariamente, elaborava constantemente redações, resolvia questões de simulados e de exames anteriores, além de treinar o tempo. Recusava convites para festas e acessava pouco as redes sociais. Parece um sacrifício para muitos, mas para ela era questão de prioridade. “Não era o sonho que me movia, mas a fé e a determinação em alcançá-lo”, resumiu a estudante. Com informações do Giro Ipiaú.

PESQUISADORES BAIANOS ATUAM EM PROJETO QUE REVOLUCIONA ESTUDOS SOBRE DESMATAMENTO

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Pesquisa sinaliza revolução nos estudos de desmatamento || Divulgação

Por que algumas espécies de animais estão mais sujeitas à extinção, enquanto outras são capazes de se adaptar com mais eficácia? Esta foi a pergunta que norteou Deborah Faria, professora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), que em parceria com Matthew Betts, da Universidade do Oregon, nos EUA, e outros 40 pesquisadores, desenvolveram um estudo para identificar como habitats fragmentados pela ação humana podem ter impacto na capacidade dos animais de sobreviverem às mudanças ambientais. Além de Deborah, outros cinco pesquisadores brasileiros fazem parte da equipe, vinculados a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade Federal da Bahia (Ufba), Universidade Federal de Lavras (Ufla) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

O artigo é fruto de uma cooperação internacional (BioFrag), que se trata de um banco de dados feito a partir de estudos no mundo todo, abordando questões ligadas a perda da floresta e sua fragmentação, lançado em 2012 por pesquisadores da Imperial College de Londres. A degradação de ambientes naturais prejudica a fauna local, entretanto a resposta para esta perda de espaço pode variar de espécie para espécie. “Existem espécies que lidam bem com esta nova situação, conseguindo encontrar alimento e abrigo em cidades e áreas de agricultura, já outras são bem vulneráveis, sendo negativamente afetadas quando a paisagem é fragmentada”, explicou Deborah.

Diante desta realidade, surge a questão: o que determina que uma espécie seja vulnerável ou favorecida pela fragmentação? No artigo em questão, foi testada a hipótese de que algumas espécies são mais adaptáveis porque em um determinado momento já tiveram contato com situações como incêndios, desmatamento, glaciação e furacões que a tornaram mais resistentes em relação às outras espécies presentes em habitats que não tiveram contato com tais distúrbios. Na amostragem, foram utilizados dados de 4489 espécies animais.

Algumas conclusões do trabalho já trouxeram indicadores que exigem adotar medidas ecológicas. “O número de espécies sensíveis aumentou seis vezes em direção ao Equador, ou seja, em latitudes mais baixas. Portanto, as ações para evitar a fragmentação do habitat, como a formação de bordas, são particularmente importantes nas florestas tropicais”, destacou.

De acordo com a pesquisadora, a ideia não é nova, mas testá-la foi algo precursor, ainda mais levando em consideração a situação global relacionada a mudanças climáticas. “A ideia que foi testada tem a ver com o que chamamos de ‘filtro de extinção’, ou seja, se as espécies que hoje resistem e se beneficiam das modificações naturais o fazem é porque foram ‘filtradas’ ao longo de sua história evolutiva, enquanto outras são mais sensíveis porque nunca tiveram que enfrentar tais mudanças ao longo da sua evolução, mas estão tendo que fazê-lo agora”.

O co-autor do estudo, José Morante-Filho (Uefs), acredita que a pesquisa revelou que espécies evoluídas em regiões expostas a eventos crônicos de perturbação como incêndios, desmatamento, glaciação e furacões estão mais tolerantes e até são favorecidas em situações de fragmentação do seu habitat atual quando comparadas a espécies cujo passado evolutivo ocorreu em regiões de clima mais estável e com poucos distúrbios”.

A pesquisa também aponta que as florestas tropicais, que guardam a maior parte da biodiversidade no planeta, devido ao seu estado “mais intocável”, são, atualmente, as mais vulneráveis quando o assunto é extinção de animais. “Neste artigo, nós apresentamos uma importante contribuição para entender o que poderia explicar a variação da resposta das espécies de animais a um dos processos mais perversos e generalizados ligados a ação humana: a separação física dos habitats naturais que restaram. Hoje, podemos afirmar que o nível de vulnerabilidade das espécies a este processo antrópico é parcialmente explicado pelo contexto no qual cada espécie evoluiu”, apontou.

Dessa forma, Deborah faz um alerta à população sobre a importância de preservar a natureza: “O trabalho reitera a relevância dos ambientes tropicais, como as nossas florestas Amazônica e Atlântica, por exemplo, em abrigar espécies vulneráveis a fragmentação e a nossa responsabilidade de evitar esta erosão biológica em escala planetária”. Além disso, ela deixa claro que pretende dar continuidade no estudo junto ao BioFraga. “Este é o segundo artigo de grande impacto produzido pelo grupo, mas a ideia é que outras perguntas e mais bases de dados façam parte de análises futuras”, concluiu.

CIENTISTAS BAIANOS PROMOVEM NO 2 DE JULHO MARCHA CONTRA CORTE DE VERBAS

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Pesquisadores baianos organizam marcha para denunciar cortes na educação

Pesquisadores e professores baianos vão aproveitar o desfile do Dois de Julho para denunciar o grave momento vivido pela ciência no Brasil, carente de recursos para financiamento de pesquisas e outros projetos. A articulação está sendo feita pela Academia de Ciências da Bahia e a meta é reunir cerca de 500 cientistas, além de reitores e professores representantes de universidades.

De acordo com presidente da Academia de Ciências da Bahia, Jailson Andrade, a falta de apoio à ciência no Brasil chegou a uma situação dramática. Ele observa que a mobilização da sociedade se faz necessária como forma de chamar a atenção para o problema do corte de verbas nas instituições de ensino federais.

Apoiador da iniciativa, o reitor da Universidade Federal da Bahia, João Carlos Salles, está especialmente empenhado em conseguir a adesão de diversas instituições acadêmicas. Ele relata que  praticamente todas as universidades baianas já foram contatadas e prometeram apoiar a manifestação enviando os seus representantes para a festa da Independência da Bahia.

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ESTUDANTE DESENVOLVE APLICATIVO QUE AUXILIA NA PREPARAÇÃO PARA O ENEM

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Estudante cria aplicativo para o Enem

O estudante baiano Daniel Peixoto criou uma ferramenta para ajudar na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Idealizador do aplicativo Liceu Enem, o estudante do curso de Ciência da Computação, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), conta que o aplicativo já está disponível, gratuitamente, para Android e iOS, em versão beta.

O lançamento oficial deve acontecer no mês de julho, já com nova versão, que deve incluir um modo competitivo conectado às redes sociais. Batizado em homenagem à Escola de Aristóteles, o Liceu tem um diferencial para outros apps voltados ao Enem.

O estudante explica que “conversando com as pessoas, percebi que a deficiência ocorria quando o estudante errava a resposta. Então, me veio a ideia de trazer a resolução de cada pergunta. Programei um algoritmo que permite que o estudante, em caso de erro, seja direcionado a um vídeo com a resolução. Dessa forma, ele vai solucionar a questão e entender para que o erro não se repita”.

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ESTUDANTE DE MEDICINA, MISS ILHÉUS GABRIELA VIEGAS É ENCONTRADA MORTA

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Gabriela Viegas foi encontrada morta em Minas, neste sábado (4)

A miss Ilhéus 2018, Gabriela Viegas, foi encontrada morta neste sábado (4), em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela estudava Medicina pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e estava noiva do consultor fitness Lucas Ferrara. “Gabriela Viegas acaba de perder a batalha contra a depressão. Meus sinceros sentimentos aos amigos, família e a todos os amantes do mundo miss que sofrem ao descobrir da pior maneira que suas deusas não estão imunes a esta triste doença. Descanse em paz”, afirmou missólogo Ricardo Mello.

Gabriela era ativa nas redes sociais, e a última foto que ela postou foi em uma praia, há seis dias. O coach de misses Maycom Soares lamentou a morte da amiga, que sofria depressão. “Hoje eu perdi a amiga mais querida que eu tinha, que mais se preocupava comigo. Ela me amava do jeito que sou, não me julgava, só me amava. Qualquer dorzinha que eu tinha, ligava para ela. Ela sempre me ajudava. Ela foi a miss mais miss que eu tive. Mais grata, mais humana, mais solidária. O que farei da minha vida sem os conselhos dela, sem o amor dela?”.

O velório de Gabriela será neste domingo (5), a partir das 16h, no SAF, na Conquista, em Ilhéus, e será aberto ao público. O sepultamento está marcado para a manhã desta segunda-feira (6). Redação Pimenta com Correio24h.

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