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26 de novembro de 2020 | 12:54 am

BAHIA: SERVIDORES DE UNIVERSIDADES FEDERAIS PARAM POR 24H

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Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) realizam uma paralisação de 24h nesta terça-feira (3). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFBA e UFRB (Assufba), a mobilização faz parte do dia nacional de lutas e paralisações nas universidades federais.

Na manhã desta terça-feira, uma assembleia será realizada na Faculdade de Economia da UFBA, no bairro da Federação, para discutir, dentre outros pontos, a campanha salarial da categoria, o corte de recursos e a hora extra incorporada.

Segundo Paulo Vaz, coordenador jurídico da Assufba, somente os trabalhadores das unidades hospitalares irão continuar as atividades ao longo do dia. Todo o serviço será normalizado na quarta-feira (4). Informações do G1.

JORGE HAGE SE DESPEDE SOB APLAUSOS

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Jorge-HageDa coluna Tempo Presente (A Tarde)
Presente de Natal para aqueles que acham que todos nós somos corruptos.
Jorge Hage Sobrinho, baiano de Itabuna, 79 anos, ex-professor da Ufba, ex-prefeito de Salvador, ex-deputado estadual, deputado federal Constituinte e, por último, ministro-chefe da Controladoria Geral da União, é um daqueles raros sujeitos que se tornam uma unanimidade a favor por onde passam.
Sexta última cumpriu seu último dia de trabalho na CGU. Como sempre, com o jeitão austero, tipo que não gosta de bajulações, despediu-se entre abraços do pessoal do gabinete, não foi a nenhuma sala.
Ao chegar à garagem do estacionamento, surpresa: lá estava o corpo funcional em peso, do motorista ao mais graduado, que disparou longa e entusiástica salva de palmas.
Houve lágrimas gerais. Dele também.

PODE ISSO, ARNALDO?

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Recém-criadas, as universidades federais do Sul da Bahia (UFSB) e do Oeste da Bahia (UFOB) abriram concurso para professor adjunto.
A remuneração é a mesma (mais de R$ 8 mil), mas o valor da taxa de inscrição…
Enquanto a UFSB cobra R$ 300,00 de taxa, a Ufob anunciou que a inscrição custará R$ 115,00.
Nos dois casos, as provas serão aplicadas pela mesma instituição, a Universidade Federal da Bahia (Ufba).

HISTÓRIAS DO SENSÍVEL

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denise coutinho - ufsbDenise Coutinho | denisecoutinho1@gmail.com

para que a manhã, desde uma teia tênue, / se vá tecendo […] / E se encorpando em tela, entre todos, / se erguendo tenda, onde entrem todos, /se entretendendo para todos, no toldo / (a manhã) que plana livre de armação. / A manhã, toldo de um tecido tão aéreo / que, tecido, se eleva por si: luz balão (João Cabral de Melo Neto).

A Universidade Federal do Sul da Bahia já começa com histórias para contar. Uma das inovações pedagógicas que vem sendo experimentada desde o primeiro dia de aulas é o componente curricular (semelhante ao que antes se chamava disciplina ou matéria) denominado “Fórum Interdisciplinar: Experiências do Sensível”.
Não há, entre nós, registro de qualquer universidade brasileira que tenha  ousado tanto em termos de inclusão curricular. A proposta é compatível com os projetos mais arrojados de educação no mundo. Trata-se de incluir na pauta da formação universitária, de modo concreto e visível, elementos de sensibilidade, convivialidade e afetividade, tendo como foco a produção de subjetividade por parte do estudante e, inevitavelmente, também do professor.
Apreender a ser, aprender a fazer, aprender a conhecer e aprender a conviver são os quatro pilares da educação do futuro proferidos no documento “Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI”. Dentre as tensões a serem superadas no mundo da educação, o documento da UNESCO diagnostica a tensão entre o global e o local: “o esquecimento do caráter único de cada pessoa, de sua vocação para decidir seu destino e realizar todas as suas potencialidades, conservando a riqueza de suas tradições e de sua própria cultura, se não forem tomadas as devidas providências, corre o risco de desaparecer sob a influência das mudanças em curso” (UNESCO, 2010).
Conclui o documento:

Somos levados, portanto, a revalorizar as dimensões ética e cultural da educação e, nesse sentido, a fornecer os recursos para que cada um venha a compreender o outro em sua especificidade, além de compreender o mundo em sua busca caótica de certa unidade; mas, previamente, convém começar pela compreensão de si mesmo em uma espécie de viagem interior, permeada pela aquisição de conhecimentos, pela meditação e pelo exercício da autocrítica (UNESCO, 2010).

Os primeiros relatos dos docentes da UFSB são eloquentes no que diz respeito ao alcance da proposta  e demonstram que esta inovação pedagógica veio para ficar e, com o tempo, será certamente multiplicada no sistema universitário brasileiro.
Vejamos o que relatam as Professoras Lívia Santos Lima Lemos, Doutora em Genética e Biologia Molecular pela UESC e Márcia Nunes Bandeira Roner, Doutora em Ciência Animal, ambas docentes do Campus Paulo Freire em Teixeira de Freitas: “Caros colegas, venho, em meu nome e de Márcia, expor o quanto foi prazeroso a primeira aula de ‘Cores da terra’ do CC: Fórum Interdisciplinar. Os textos produzidos pelos alunos foram emocionantes. Experiências de vida relatadas a partir daquela pequena amostra de terra, que nos deixaram muito entusiasmadas e satisfeitas.

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BAHIA: CONCURSOS EM UNIVERSIDADES FEDERAIS OFERECEM 257 VAGAS. SALÁRIO CHEGA A R$ 3,7 MIL

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concursosTrês universidades federais baianas abrem hoje (4) o prazo de inscrições em concurso público para servidor técnico-administrativo. Além da Universidade Federal do Sul da Bahia (confira informações aqui), também abriram inscrições a Federal do Oeste da Bahia (UFOB) e a Universidade Federal da Bahia Ufba). O prazo será encerrado em 22 de abril nos três certames.
A UFOB (reitoria em Barreiras) oferece 154 vagas; a UFSB (reitoria em Itabuna) outras 92 e Ufba (Salvador) oferta 11, num total de 257 vagas.
Os editais e os anexos com descritivos dos cargos podem ser consultados na página de concursos da Ufba (confira aqui). A inscrição custa R$ 80,00 para cargos de nível médio (Classe D) e R$ 120,00 para os de nível superior (Classe E).
As vagas são para os níveis médio e superior. Nas três unidades, a remuneração inicial para nível médio (salário mais auxilio) é de R$ 2.412,89). Para os cargos de nível superior, R$ 3.765,42. A previsão de aplicação da prova é 1º de junho. O resultado está previsto para 30 de junho.
As aulas na Universidade Federal do Sul da Bahia – que terá campi em Itabuna, Teixeira de Freitas e Porto Seguro – devem começar na segunda semana de setembro.

POLÍCIA APRESENTA ACUSADOS DE MATAR ESTUDANTE DA UFBA

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Lailson e um adolescente confessaram o crime, segundo a polícia.

Lailson e um adolescente confessaram o crime, segundo a polícia.

A Polícia Civil apresentou hoje os autores do assassinato do estudante universitário Charles Müller Silva dos Santos, de 21 anos, em Salvador, na última sexta-feira (28).
De acordo com a investigação, os autores do latrocínio foram um adolescente de 17 anos e o auxiliar de serviços gerais Lailson dos Santos Santos, 20 anos, preso quando chegava ao local de trabalho na manhã desta terça.
O delegado Marcelo Sansão disse que os dois contaram em detalhes como praticaram o crime. Após pegar um táxi no Engenho Velho da Federação, a dupla avistou a o carro da vítima e pediu ao taxista para que parasse. A vítima teria sido escolhida aleatoriamente.
Lailson desceu do táxi e abordou Charles Müller. Anunciou o assalto e o estudante esboçou reação, recebendo um tiro na cabeça ainda dentro do veículo. Como de praxe, o adolescente assumiu a autoria dos disparos. A arma e a chave do veículo, um GM Celta, foram jogados no mar de Amaralina, segundo os assassinos.
Após o crime, os dois criminosos seguiram até a Avenida Vasco da Gama, onde deixaram o Celta, placa OKL-9281, retornando ao local no outro dia.  A polícia investiga se o taxista teve participação no crime.

AMAURIH OLIVEIRA DISPUTA PRÊMIO BRASKEM DE TEATRO

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Amaurih Oliveira

O ator ilheense Amaurih Oliveira é um dos indicados ao Prêmio Braskem de Teatro 2014. Ele concorre com mais três atores e um diretor, na categoria Revelação, pelo seu desempenho no musical Éramos Gays. O resultado será divulgado no dia 23 de abril, durante cerimônia na sala principal do Teatro Castro Alves, em Salvador.

Ao longo de 10 anos de carreira, o artista já trabalhou no teatro, cinema, publicidade e televisão. Criado no bairro do Malhado, filho de um mecânico e uma dona de casa, Amaurih Oliveira estreou na peça Amigas de breves e longas datas, do dramaturgo Gildon Oliveira. Durante mais de três anos, integrou o elenco do Teatro Popular de Ilhéus e da Cia. Boi da Cara Preta, participando dos infantis Ita – um tupinambá em busca do manto sagrado e Auto do Boi da Cara Preta, além do épico Vida de Galileu.
Em 2010, Amaurih foi aprovado no curso de Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no qual se graduou no início deste ano. Após mudar para a capital baiana, trabalhou com o Bando de Teatro Olodum, em Cabaré da Rrrrraça, e participou de montagens didáticas dirigidas por grandes nomes do teatro, como Hebe Alves, Meran Vargens e Elaine Cardim.
No cinema, o ilheense fez participações em A Última Estação e A Coleção Invisível. Na televisão, o jovem participou das minisséries da Rede Globo Como Aproveitar o Fim do Mundo, contracenando com Danton Mello e Alinne Moraes, e Amores Roubados, na qual sua cena quente com Patrícia Pillar foi bastante comentada na blogosfera. Confira principais trechos da entrevista concedida por Amaurih à jornalista Karoline Vital, especialmente para o Pimenta.
BLOG PIMENTA – Como a indicação ao Braskem te impactou?
AMAURIH OLIVEIRA – Fiquei muito feliz com a indicação, ela veio no momento certo. Não esqueçamos que este é o ano da justiça. Os impactos são positivos, começam a notar ainda mais o seu trabalho. Ser reconhecido pelo seu empenho é muito bom!
PIMENTA – Ao longo dos seus 10 anos de carreira, quais os maiores desafios ao viver da arte?
AMAURIH – Todos nós sabemos que não é nada fácil administrar os altos e baixos da profissão. O que a gente tem que ter é coragem para arriscar e, de alguma forma, descobrir o caminho mais leve, mais tranquilo.

______________Amaurih Oliveira vivendo André no musical Éramos Gays -  foto Diney Araújo

A avaliação da arte é algo muito subjetivo. Às vezes, você se prepara bem para um teste, sabe que seu desempenho foi bom, mas o avaliador não simpatizou tanto com você

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PIMENTA – E o fator sorte existe para dar certo no meio artístico?
AMAURIH – Existe. A avaliação da arte é algo muito subjetivo. Às vezes, você se prepara bem para um teste, sabe que seu desempenho foi bom, mas o avaliador não simpatizou tanto com você.
PIMENTA – O que a mudança para Salvador acrescentou em sua vida?
AMAURIH – Minha vinda para Salvador me ajudou a enxergar a carreira de uma forma mais profissional, mais exigente. Não sou perfeccionista, mas  a gente tem que saber o que quer. Os desafios são muitos e eles sempre existirão.

______________Vida de Galileu do Teatro Popular de Ilhéus - foto Anabel Mascarenhas

Desde criança, com sete, oito anos de idade, eu sabia que queria ser ator. Inventava brincadeiras fantásticas, ora imitava um cantor de axé, uma loucura gostosa.

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PIMENTA – A formação acadêmica foi decisiva para sua carreira?
AMAURIH – Não precisa fazer faculdade de Teatro para ser ator. Eu escolhi fazer por uma questão de vivência prática. A universidade nos dá um suporte de aprendizado legal. Desde criança, com sete, oito anos de idade, eu sabia que queria ser ator. Inventava brincadeiras fantásticas, ora imitava um cantor de axé, uma loucura gostosa. Aos 15 anos, estreei na minha primeira peça. A graduação foi importante para eu ter contato com os mestres da UFBA, o que é necessário a partir do momento que você está aberto ao aprendizado.
PIMENTA – Qual trabalho julga o mais importante na sua carreira?
AMAURIH – Nós aprendemos com todos os trabalhos que fazemos. O artista se constrói com muito suor, é difícil escolher um. Ter produzido com o Teatro Popular de Ilhéus, com o Bando de Teatro Olodum, ter vivido três anos de prática contínua na universidade e de sobra vivenciar gostosas participações na TV, fazem de mim um homem grato. Julgo todas as experiências importantes.
PIMENTA – Como encara a repercussão da cena tórrida que fez com Patrícia Pillar, na minissérie Amores Roubados?
AMAURIH – Foi incrível. O mais interessante é perceber que nós, atores negros, podemos ser vistos na TV fazendo não só empregados domésticos, escravos ou ladrões. Eu tive a oportunidade de reencontrar a Patrícia Pillar logo depois que a cena foi ao ar.

______________Amaurih e P Pillar

Foi uma cena muito difícil para nós dois. Mas, graças ao desempenho de toda equipe, modéstia à parte, ficou bem feita.

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PIMENTA – E como foi esse reencontro?
AMAURIH – Ela ficou empolgadíssima com a repercussão. Foi uma cena muito difícil para nós dois. Mas, graças ao desempenho de toda equipe, modéstia à parte, ficou bem feita.
PIMENTA – Depois de ingressar nesse novo universo, como é a relação com Ilhéus e suas origens?
AMAURIH – Costumo dizer que Salvador me dá régua e compasso. Ilhéus é o meu ninho, sempre vou querer o melhor para nossa cidade, para minha família, meus amigos queridos e os colegas do Teatro Popular de Ilhéus.
PIMENTA – Como a vivência no Teatro Popular de Ilhéus te influenciou?
AMAURIH – Esse grupo é massa! Guardo boas lembranças dos tempos do espetáculo “Vida de Galileu”, do “Auto do Boi da Cara Preta”… Nossa, vivi tanta coisa boa com eles! Parafraseando Márcio Meirelles, diretor do Bando de Teatro Olodum, o TPI é um grupo que se faz necessário e essencial. Eu não sei o que seria da nossa região e da minha história sem eles. Quem ainda não viu o trabalho do grupo, tem a obrigação de conhecer. O que estão fazendo lá na Tenda é incrível!

Amaurih Oliveira no Auto do Boi da Cara Preta, da Cia. Boi da Cara Preta - foto Felipe de Paula______________

Precisamos que o poder público e toda a sociedade respeitem mais o trabalho dos nossos artistas e procurem investir com dignidade. Temos atores, cantores, bailarinos de qualidade.

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PIMENTA – O que falta em Ilhéus e na região para o fortalecimento das artes cênicas?
AMAURIH – Precisamos que o poder público e toda a sociedade respeitem mais o trabalho dos nossos artistas e procurem investir com dignidade. Temos atores, cantores, bailarinos de qualidade. Os profissionais querem muito produzir mas, de um modo geral, não se facilita nada. Não tem apoio, não tem investidores, é uma crise que vem desde antes da vassoura-de-bruxa. Espero que a mentalidade mude. Torço muito para que as coisas melhorem em nossa região.

NAOMAR ALMEIDA NOMEADO REITOR DA UFESBA

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Naomar foi nomeado reitor da Ufesba.

Naomar foi nomeado reitor da Ufesba.

O professor Naomar de Almeida Filho foi nomeado reitor pro tempore da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O ato foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União, quase um um mês após a presidente Dilma Rousseff sancionar a lei de criação da nova universidade.

Mercadante também nomeou Iracema Santos Veloso como reitora da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). As duas universidades têm previsão de começar a funcionar em setembro de 2014, com as primeiras aulas inaugurais.

A Ufesba terá reitoria em Itabuna e campi neste município, além de Teixeira de Freitas e Porto Seguro.

Iracema Veloso foi nomeada para a UFOB.

Iracema Veloso foi nomeada para a UFOB.

Já a UFOB terá como sede Barreiras. Naomar e Iracema são professores da Universidade Federal da Bahia (Ufba), instituição tutora das duas novas universidades.

O sul-baiano Naomar de Almeida Filho é formado em medicina e possui mestrado em saúde pública e doutorado em epidemiologia, dentre outros títulos. Foi reitor da Ufba por oito anos. Iracema Veloso é professora da Escola de Nutrição da Ufba e foi pró-reitora de planejamento da universidade federal tutora da Ufob.

UFBA ACABA COM VESTIBULAR E ADOTA SISU COMO MÉTODO DE SELEÇÃO

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O Conselho Acadêmico de Ensino (CAE) da Universidade Federal da Bahia (Ufba) aprovou nesta quarta-feira (19) o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) como método único de seleção.
Com a decisão, a partir do primeiro semestre de 2014, os novos alunos que ingressarão em todos os cursos de graduação da universidade serão selecionados pelo Sisu, após realizarem a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Os cursos que requerem comprovação de habilidade específica podem ter uma avaliação adicional, o que ainda será analisado pelas respectivas unidades de ensino.
Em ofício divulgado no site da Ufba, a reitora Dora Leal Rosa justifica a adoção do sistema: “a avaliação de nossa experiência com o vestibular deste ano, em que adotamos o Enem como primeira fase, nos mostra claramente que não se justifica a realização da segunda fase”. Informações do Ibahia.

O SABER FORA DO PEDESTAL

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Felipe de PaulaFelipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

Duas alunas minhas, do sertão alagoano, estão em Portugal, na Universidade de Coimbra. Outros tantos pensam em pós-graduações. Vislumbram ser professores da casa, em sua região, revolucionar escolas, seus espaços. Enxergam novos horizontes.

Vivemos um período de reconfiguração da noção de educação e conhecimento. Há um tempo, não muito distante, a oportunidade de possuir conhecimento era para muito poucos. Pierre Lévy, filósofo tunisiano radicado no Canadá, faz perfeita analogia: antes, a busca pelo conhecimento assemelhava-se a escalada de uma pirâmide. De uma base larga, iam estreitando os espaços e, consequentemente, o acesso. Poucos chegavam ao topo. Hoje, complementa ele, a busca pelo saber é semelhante ao surfe, onde em meio a um mar revolto, repleto de informações, devemos nos equilibrar e fazer guinadas de direção em busca daquilo que nos serve. E, o principal, aí já reflexão nossa, o mar possibilita espaço amplo, acesso irrestrito.
Vive-se o tempo do conhecimento livre. Como Thomas Friedman afirmou em recente artigo: todo conhecimento está no Google. Não importa o que você sabe, mas o que você pode fazer com o que você sabe. Disso concluímos que o papel do educador também se reformula. Não se admite mais a ideia de um professor soberano, dono de todo o conhecimento. Este deve ser um mediador, um debatedor, um monitor no direcionamento do aluno rumo ao saber – construído em conjunto, em debates, em diálogos.
Essa nova configuração da educação oferece alguns incômodos. Aqueles que estavam habituados a dispor de diferencial na sociedade por possuírem o monopólio do conhecimento passam a conviver com a sensação de ter seu domínio ameaçado. Aí, observamos o professor que não sabe lidar com as questões de seu aluno. Aí, observamos também o incômodo com a ampliação do acesso às universidades, com a sua interiorização, com as cotas.
Os rumos das políticas públicas da educação superior brasileira é assunto incendiário. Vozes se levantam contra a inserção de alunos oriundos de escolas públicas através da reserva de vagas. Baixarão o nível da universidade brasileira! Criarão um sistema bi-racial! Os cotistas não conseguirão acompanhar o nível! Isso não se confirmou.
Tomando o exemplo da UFBA, já se vão oito anos da implantação e os índices quali-quantitativos da universidade só têm crescido. Já no primeiro vestibular com as cotas (2005), a diferença de índice não chegou nem a cinco décimos. Nível mantido, porém com inclusão. E o mesmo ocorre se observarmos qualquer universidade.

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