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25 de outubro de 2020 | 10:13 pm

RESULTADO DE CONCURSO PARA PROFESSOR DA UFSB SERÁ DIVULGADO EM JANEIRO

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Resultado do concurso de prova da Ufsb sai em janeiro

A Comissão de Seleção Docente da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsb) divulgou o cronograma para a próxima etapa do concurso que visa à contratação de 57 professores para diversas áreas do conhecimento. O resultado das provas de título e oral está previsto para o dia 5 do próximo mês. Os candidatos terão até o dia 8 para entrar com recurso.

De acordo com a Ufsb, o resultado preliminar dos recursos impetrados será publicado no dia 10. Os aprovados no concurso público vão trabalhar nos campi de Itabuna, Porto Seguro, Teixeira de Freitas. Das 57 vagas, 18 vagas são para professores com carga horária de 40 horas semanais e dedicação exclusiva.

As outras 39 são vagas para professores com carga horária semanal de 20 horas. As vagas estão destinadas a professores de áreas da Medicina, Direito, Engenharias, Artes e Ciências, dentre outras. O salário pode chegar a R$ 10 mil para dedicação exclusiva, no cargo de professor adjunto de classe A.

UFSB E IF BAIANO VÃO COMPARTILHAR RECURSOS E LABORATÓRIOS

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Dirigentes da Ufsb e IF Baiano assinam termo de cooperação técnica

A Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsb) e o Instituto Federal Científico e Tecnológico Baiano (IF Baiano) formalizaram, nesta quinta-feira (30), um termo de cooperação técnica para o compartilhamento da estrutura do Centro Tecnologia Alimentos do instituto federal.  O acordo  permitirá o compartilhamento de recursos e espaços

A parceria possibilitará o compartilhamento da estrutura laboratorial do IF Baiano, transferência recursos financeiros da Ufsb e emprego compartilhado dos recursos humanos das duas instituições. Os representantes instituto e da universidade explicam que isso vai abrir caminho para projetos e programas ensino, pesquisa e extensão.

A nova iniciativa visa aproveitar o espaço do Centro de Tecnologia de Alimentos do Campus Uruçuca do IF Baiano. O CTA possui quatro salas de aula; cinco laboratórios analíticos (microbiologia, bioprocessos, química, análise sensorial e análise de alimentos); uma sala de reuniões; quatro gabinetes para professores; quatro depósitos para insumos; depósito para produtos acabados, banheiros e vestiários; cinco laboratórios para

O processamento de alimentos -leite e derivados,  carne e pescados,  vegetais, panificação e tubérculos e cacau e chocolate-; uma área convivência e uma área de utilidades industriais (vapor, ar comprimido, água gelada).

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PROFESSORAS DISPUTAM REITORIA DA UFSB

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Joana Guimarães e Fabiana Peixoto disputam reitoria

Joana Guimarães e Fabiana Peixoto disputam reitoria

O clima na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) esquentou ainda mais, nos últimos dias. Na segunda e terça (6 e 7), a comunidade escolhe a nova reitora da unidade de ensino superior pela primeira vez em sua história.

A votação ocorre nos três campi – Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas. Na disputa, uma curiosidade: duas mulheres encabeçam chapas que têm homens como vices. Fundada em 2013, a UFSB teve reitor e vice-reitor pro tempore.

São candidatas Joana Guimarães, que ascendeu ao cargo de reitora em exercício depois de o professor Naomar Almeida renunciar ao posto de reitor pro tempore há pouco mais de um mês, e a professora Fabiana de Lima Peixoto.

“PÉ NO CHÃO”

Joana participa do processo de construção da universidade desde 2013, quando foi escolhida vice-reitora pro tempore. A ela, o ex-reitor atribui parte da trama que o levou à renúncia. Joana é a cabeça da chapa “Pé no Chão”, que tem o professor Francisco José Gomes Mesquita como candidato a vice-reitor.

“Nossa proposta alicerça-se no que poderíamos denominar de reconstrução “pé no chão” da UFSB. Quem entende de reconstrução, sabe que se deve manter em pé o que é sólido, o que sustenta a estrutura, fortalecendo o que pode colocá-la em risco”, frisa Joana em documento no qual expõe compromissos para o mandato.

“DIVERSIDADE E DIÁLOGO”

Do outro lado da contenda, está Fabiana de Lima Peixoto, professora adjunta da UFSB, campus Jorge Amado (Itabuna), e assessora da reitoria para assuntos do Complexos Integrados de Educação (CIE). Fabiana defende em sua proposta uma universidade federal “pública, de qualidade, popular e plural”. A Chapa “Diversidade, Diálogo e Bem Viver pela UFSB” tem como candidato a vice-reitor Robson da Silva Magalhães.

– A despeito das dificuldades do processo de implantação, nosso Projeto anisiano inspira a paisagem educacional no país e no mundo, o que amplia nossa responsabilidade de aprofundá-lo e defendê-lo. Nosso desafio é a construção coletiva de uma Universidade, a um só tempo, popular e de excelência no sul da Bahia, consolidando o que já foi implementado, mas também fazendo avançar em novas direções – aponta em documento.
Comunidade da UFSB vai às urnas para ajudar a escolher nova reitora

Comunidade da UFSB vai às urnas para ajudar a escolher nova reitora

LISTA

O resultado da votação e a lista com os nomes dos candidatos a reitores serão encaminhados para o Ministério da Educação. A nova reitora da UFSB deverá ser conhecida até o final de novembro. A escolha fica a critério do Governo Temer.

MEC ANUNCIA NOVAS VAGAS PARA CONCURSOS PÚBLICOS NA UFSB, UFBA, UFOB E UFRB

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MEC autoriza novas vagas para as universidades federais

MEC autoriza novas vagas para as universidades federais|| Foto divulgação

Os ministérios da Educação e do Planejamento e Gestão publicaram Portaria Interministerial 316, na edição de quinta-feira (19) do Diário Oficial da União, autorizando a criação de 1,9 mil vagas para cargos nas universidades federais em todo o país, no próximo ano. Do total, 1,2 mil serão destinadas para professores e as outras 700 para servidores técnico-administrativos.

De acordo com a portaria, entre as instituições contempladas com as novas vagas estão a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade do Recôncavo Baiano (UFRB) e Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB).  Não foi divulgado o número de vagas para cada instituição de ensino superior.

O MEC informou que terão prioridade no preenchimento de vagas quatro universidades fundadas mais recentemente, em 2013, além de projetos de expansão de cursos de medicina, ampliações de campus e regularização de déficit de técnico-administrativos decorrentes de decisões judiciais.  Entram na lista de fundadas em 2013 a UFSB e UFRB.

UFSB LANÇA EDITAL PARA INICIAR CONSTRUÇÃO EM DOIS CAMPI

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Campus Jorge Amado já está com obras adiantadas

Campus Jorge Amado está com obras adiantadas

Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) publicou edital RDC (Regime Diferenciado de Contratações) 003/2017 para ampliar a infraestrutura própria no extremo sul do estado. A instituição vai contratar serviços técnicos especializados de engenharia e arquitetura para elaboração de projetos básicos e executivos e execução das obras dos núcleos pedagógicos nos campi Sosígenes Costa, em Porto Seguro, e Paulo Freire, em Teixeira de Freitas

A sessão pública está marcada para o dia 6 de novembro, às 9 horas, e ocorrerá no ambiente eletrônico do sistema Comprasnet (www.comprasnet.com.br). Nessa modalidade de contratação os projetos básico e executivo são responsabilidade da empresa contratada, o que reduz a chance de falhas nesses projetos e, por consequência, um dos principais fatores de atrasos e paralisações de obras na Administração Pública.

Para credenciamento da empresa como licitante nesse RDC, a empresa deve ter registro cadastral atualizado junto ao Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF). Esse registro é provido por meio do site do Comprasnet. Além disso, o edital estipula a documentação a ser apresentada para a participação no certame.

O edital RDC , o anteprojeto e os anexos podem ser acessados no site da UFSB, na página de Editais Propa. O documento foi elaborado pela equipe técnica da Diretoria de Infraestrutura da Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (Dinfra/Propa) da universidade. Já as obras do bloco pedagógico do Campus Jorge Amado (Itabuna/Ilhéus) estão aceleradas.

EM TEMPOS DE PÓS-VERDADE

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Felipe de PaulaFelipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

 

 

Não há golpe na UFSB. Há sim, a construção de um processo democrático de escolha de dirigentes, buscado com legalidade e ampla discussão da comunidade acadêmica.

 

 

Vivemos na, já conhecida, época da pós-verdade. Momento contemporâneo onde “verdades” são reconstruídas com base em diferentes percepções ideológicas e diferentes interesses envolvidos. A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) se viu envolvida numa densa narrativa de “golpe” a partir da carta de exoneração lida pelo seu ex-reitor Naomar Almeida onde ele renuncia ao exercício da função e solicita sua exoneração ao Ministro da Educação.

Quase que imediatamente, surgiram notas em sites e blogs de todo o Brasil, sempre seguidos por lamentos distorcidos a respeito do tal “golpe” em curso no sul da Bahia. Muitos lamentando o “conservadorismo” dos “golpistas” ou mesmo o dano que os “golpistas” farão na instituição. O que poucos pararam pra pensar antes de reproduzir tais lamentos: que golpe é esse? Quem são os golpistas?

A UFSB vem dando trâmite aos seus processos eleitorais há cerca de um ano. Com uma gestão pro tempore, a segurança jurídica é um tanto quanto reduzida. A gestão pode, legalmente, ser substituída a qualquer tempo pelo Ministro da Educação. Diante disso, a comunidade acadêmica mobilizou esforços no sentido de reforçar a legalidade com o estabelecimento de uma representação eleita por sua comunidade. E assim foi feito, no primeiro semestre desse ano com a eleição de decanos para os Centros de Formação e os Institutos de Humanidades, Artes e Ciências.

O passo seguinte era a reitoria, com votação já agendada e aprovada pelo Conselho Superior da UFSB para o mês de novembro. Numa decisão unilateral e própria, o reitor Naomar na reunião do Conselho realizada na sexta-feira (29) comunicou através de uma videoconferência transmitida de Salvador que entregara seu cargo ao Ministério por meio de uma carta enviada há 9 dias e mantida em sigilo da comunidade por esse tempo.

Nesta carta, surgiram acusações genéricas de “ilegalidades” e de “corrupção” por parte de “membros da gestão” e consequente “golpe”, palavra que, no meu entendimento, acaba sendo utilizada de forma infeliz diante, principalmente, da conotação e simbolismo envolvido na aplicação desta nos últimos anos de nosso país. Leituras tortas, muitas agressivas, surgiram em diversos setores da academia, política e sociedade local e nacional.

O clima criado foi de extrema instabilidade, comprometendo grandemente a segurança e autonomia da instituição, uma vez que tal pós-verdade, repercutindo, pode levar ao pior dos cenários: uma intervenção do Ministério, com a nomeação de uma pessoa distante da realidade institucional e regional, comprometendo, inclusive, o desenvolvimento do projeto da Universidade.

Eventuais denúncias, reverberadas por apoiadores do ex-reitor em redes sociais, que sejam apresentadas através dos meios legais, apuradas e se constatada concretude dos fatos, os responsáveis punidos. Contudo é abjeto pensar no uso de subterfúgios discursivos para obstruir o processo democrático institucional.

Não há golpe na UFSB. Há sim, a construção de um processo democrático de escolha de dirigentes, buscado com legalidade e ampla discussão da comunidade acadêmica. O desejo que move parte significativa da comunidade acadêmica é único: que esse processo democrático se consolide. Que aconteçam eleições na UFSB.

Felipe de Paula é professor da UFSB, campus de Itabuna.

“ATIVIDADES [DA UFSB] PERMANECEM NORMALMENTE”, DIZ REITORA EM EXERCÍCIO

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Vice-reitora assume comando da UFSB com saída de Naomar

Joana assume UFSB após a saída de Naomar

Reitora em exercício da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), a professora Joana Guimarães emitiu comunicado oficial no qual informa que “as atividades permanecem normalmente na instituição” após a saída do reitor Naomar Almeida do cargo.

A exoneração, a pedido, foi tornada pública na última sexta (29), como noticiou o PIMENTA. Naomar já havia encaminhado carta de exoneração ao ministro da Educação, Mendonça Filho, dias antes da reunião do Conselho Universitário (Consuni) da UFSB.

Durante reunião do Consuni, na última sexta (29), Naomar citou planejamento para que a UFSB não sofresse descontinuidade com troca no comando da instituição. Ele também tornou pública uma carta na qual enumera as razões para deixar o cargo (confira em post abaixo).

Abaixo, confira o comunicado da reitora em exercício.

À comunidade da UFSB

Na última reunião extraordinária do Conselho Universitário – CONSUNI, ocorrida em 29 de setembro de 2017, fomos informados sobre o pedido de exoneração do Reitor da nossa universidade. Diante desse fato, na condição de vice-reitora no exercício do cargo de reitora, comunico a todos e todas que as atividades permanecem normalmente na instituição. Todas as decisões tomadas pelo Conselho Universitário serão devidamente encaminhadas e aquelas que ainda não foram deliberadas serão objeto de discussão nas próximas reuniões. Entre as ações urgentes destacam-se;

1) Encaminhamento do processo de colação de grau dos formandos 2017.2

2) Encaminhamento do processo de migração para o segundo ciclo

3) Encaminhamento do cronograma de escolha de dirigentes cuja resolução foi aprovada no último dia 18 de setembro, processo esse iniciado em 2016.

É importante salientar que todos os esses encaminhamentos tem como base o princípio da legalidade e legitimidade, o primeiro seguindo o que tem sido feito até aqui, onde o CONSUNI, como instância deliberativa máxima da instituição, tem legislado sobre todas as questões acadêmicas e administrativas, através de resoluções que tem regulado uma série de ações da instituição a exemplo da criação de cursos de primeiro, segundo e terceiro ciclo, estabelecimento de Políticas de Ações Afirmativas, Políticas de Sustentabilidade, só para citar algumas. O segundo a partir da constituição de um Conselho onde a ampla maioria dos seus membros foram eleitos por seus pares, seguindo a legislação vigente, passando pelo crivo da comunidade. Continuaremos a trabalhar com a inclusão através da ampliação e aprimoramento dos Colégios Universitários, da política de cotas, que deve ser ampliada e aprimorada. Por fim continuamos a seguir o caminho da universidade inclusiva e inovadora sem mudanças significativas que não passem por uma ampla discussão com a comunidade.

Itabuna, 02 de Outubro de 2017

Joana Angélica Guimarães da Luz 
Vice-Reitora no exercício do cargo de Reitora

REITOR DA UFSB PEDE EXONERAÇÃO

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Naomar Almeida pede exoneração do cargo e reclama de golpes internos

Naomar Almeida pede exoneração do cargo e reclama de golpes internos

O reitor pro tempore da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Naomar Almeida, pediu exoneração do cargo. Carta foi encaminhada ao ministro da Educação, Mendonça Filho. Segundo Naomar afirmou durante reunião do Conselho Universitário (Consuni), a decisão se dá em caráter irrevogável.

O reitor reclamou de golpes internos. Disse ele que um grupo tentou diminuir o feito até agora, sem ter grandeza do que significa o Projeto UFSB, segundo fontes do PIMENTA.

Preocupado com os destinos da UFSB, Naomar disse que não coloca sua decisão em discussão e já definiu um pacto de governabilidade para que a universidade não sofra solução de continuidade.

SEM RANCOR

A decisão, afirmou, é tomada sem rancor ou ressentimentos. Ele se compromete a continuar colaborando pela consolidação da UFSB. As questões internas da universidade não foram expostas na missiva ao ministro da Educação.

A UFSB deverá escolher novo reitor até o final deste ano. O prazo de apresentação de chapas é 8 de novembro. Até aqui, apenas o nome de Joana Guimarães é ventilado. A votação está prevista para dezembro.

RETORNO AO CARGO

Grupos de estudantes e professores decidiram, ao final da reunião do Consuni, criar movimento pela continuidade de Naomar. Como o pedido de exoneração do cargo é irrevogável, o grupo afirmou que trabalhará para que o professor, também ex-reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), dispute a eleição, retornando ao cargo.

MEC LIBERA R$ 31,4 MILHÕES PARA UNIVERSIDADES BAIANAS; UFSB TERÁ SÓ R$ 2,2 MILHÕES

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UFSB receberá R$ 2,2 milhões.

UFSB receberá R$ 2,2 milhões para despesas até o final do ano

A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) estão entre as instituições públicas federais de ensino contempladas com recursos que o governo tinha segurado como forma de reduzir o rombo nas contas públicas.

De acordo com o Ministério da Educação, as quatro universidades receberão mais de R$ 31,4 milhões. Desse total, somente  R$ 2,212 milhões serão repassados para UFSB, sendo R$ 867.356 a título de liberação financeira e R$ 1.345.426 orçamentária. A Ufob receberá um pouco mais de 3,780 milhões, dos quais R$ 2.116.431 referentes à liberação financeira.

A Universidade do Federal do Recôncavo da Bahia foi contemplada com quase R$ 5,7 milhões a título de liberação financeira  (R$ 3.130.609) e orçamentário (R$ 2.595.921).  A UFBA foi a instituição na Bahia contemplada com maior valor que será repassado pelo MEC. A universidade receberá R$ 8.693.205 de liberação orçamentária e R$ 11.052.912 de liberação financeira.

O MEC anunciou a liberação de cerca de R$ 1 bilhão para amenizar a crise nas universidades e institutos federais de educação no país. As instituições federais foram afetadas com o contingenciamento, no início do ano, de R$ 3,6 bilhões de despesas diretas do MEC, o que vem causando enormes dificuldades nas universidades e institutos de educação.

UM PASSO EFETIVO NO CAMINHO DE UMA UNIVERSIDADE DE FATO INCLUSIVA…

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…E, PARA TANTO, FOI PRECISO QUE OS ESTUDANTES CHUTASSEM A PORTA DO PALÁCIO

sandro ferreiraSandro Ferreira | sandrosf@gmail.com

Era preciso radicalizar ainda mais o caráter inclusivo da UFSB para aqueles que aqui já estavam – em sua ampla maioria cotistas – e para aqueles que aqui ainda não estavam, por conta das próprias limitações da lei, como quilombolas, indígenas aldeados e populações transgêneros.

 

Nenhum intelectual sério, nenhum pesquisador dedicado, nega o papel fundamental das Ações Afirmativas na transformação simbólica da universidade brasileira. Mas ainda temos a difícil tarefa de reconhecer o potencial (e fazer valer) deste processo, ainda em curso, para uma transformação epistemológica do nosso principal espaço de produção de conhecimento: a UNIVERSIDADE PÚBLICA.

O último ciclo de expansão do ensino superior brasileiro, entre 2012 e 2014, produziu quatro novas universidades públicas, todas no eixo histórico da exclusão política e educacional, no Norte-Nordeste. As escolhas das regiões, onde cada uma das quatro novas universidades se instalaria, guardavam consigo enorme simbolismo e potencial transformador da própria concepção de universidade.

A região do Cariri, no Ceará, com o simbolismo político e religioso de Juazeiro do Norte; a região do sul e sudeste do Pará, com a luta pela resistência ecológica dos povos de Marabá e região; a região do oeste baiano, marcado por um desenvolvimento predatório e excludente do agronegócio do entorno de Barreiras; e a região do sul da Bahia, com toda sua beleza cultural articulada a toda a sua sabedoria ancestral, fruto dos povos indígenas e quilombolas que ainda resistem entre Itabuna e Teixeira de Freitas.

Neste sentido, é preciso esperar mais das universidades, mais do que apenas a oferta de vagas e a reprodução dos modelos clássicos de ensino universitário direcionado para os setores sociais que só pensam suas vidas e trajetórias por meio do saber moderno acadêmico.

A UFSB em sua construção inicial se propôs esta tarefa. Reuniu colaborações diversas vindas dos quatro cantos do Brasil, com experiências ímpares e interessadas em construir uma universidade inclusiva e democrática, mas, sobretudo, crítica dos saberes constituídos na universidade moderna. Mas, nesta crítica, deveria caber o novo, resultante da articulação do acúmulo teórico-epistemológico da universidade moderna com os saberes pluriepistêmicos ofertados na região por meio de suas comunidades tradicionais. Alguns percalços no caminho nos fizeram desviar um pouco desta potencialidade. Precisamos radicalizar a democracia interna para reascender esta tarefa.

Em outro campo, não menos importante, a UFSB produziu ainda em 2013 uma adesão ampla aos mecanismos recém-consolidados de inclusão e ação afirmativa: o ENEM, o SISU e a Lei de Cotas. Sobre esta última, a opção por aplicar integralmente a lei (que só previa a obrigatoriedade da aplicação integral em 2016) já no primeiro processo seletivo, foi efetivada por meio da ampliação simbólica da reserva de 50% para 55%, acompanhado da criação dos Colégios Universitários, enquanto mecanismo de aproximação com os egressos de escola pública (refletido na cota específica de 85%).Desde então, pouco avançamos em nossa adesão à Lei de Cotas. Demoramos, e eu diria, até resistimos ao imperativo legal da aplicação da Lei 12.711/2012 também na transição do primeiro ao segundo ciclo da graduação.

Talvez influenciados por uma leitura romântica e antissociológica da formação geral e da formação interdisciplinar do primeiro ciclo – que teria o potencial de equalizar desigualdades de oportunidades educacionais que reconhecíamos existir na passagem do ensino médio para a universidade – acabamos induzidos a esta demora excessiva para discutir tal questão.

Há que se dizer que esta vacilação foi encontrada também na UFBA, que só passou a aplicar a lei de cotas na passagem ao segundo ciclo agora em 2017, e em outras universidades baianas que também têm regime de ciclos (de modo complementar), como a UFOB e a UNILAB.

Mas, na UFSB, o incômodo quanto à possibilidade de termos uma representação étnico-racial no segundo ciclo – especialmente em áreas simbolicamente tão importantes na reprodução de status quo como a Medicina -, bem distinta daquela que efetivamos no primeiro ciclo com a Lei de Cotas, chamou a atenção de uma parte dos professores e gestores, bem pequena, diga-se de passagem. Eu mesmo, que passei os últimos dois anos estudando e militando por esta causa, fui instado a esta reflexão pela professora Joana Angélica, vice-reitora, que, após um conjunto de reuniões com os estudantes, me solicitou a produção de um estudo sobre o perfil provável dos ocupantes das vagas na Medicina sem a aplicação da Lei de Cotas. Pouco ou nenhum efeito teve este estudo.

Reunião do Conselho Universitário em que foi aprovado percentual de cotas para o segundo ciclo ||Foto Saulo Carneiro

Reunião do Conselho Universitário em que foi aprovado percentual de cotas para o segundo ciclo ||Foto Saulo Carneiro

Os estudantes, empoderados justamente pelo ideal de inclusão proposto em nossos documentos oficiais, resolveram comprar esta briga. E em junho de 2016 iniciaram a qualificação do debate por meio de um grupo de discussão no Facebook, chamado Cotando UFSB. E, aqui, cabe o registro histórico, para a devida localização daqueles sujeitos responsáveis por um conquista que, no futuro, terá papel fundamental na transformação social e política do sul-baiano.

Nomes como Letícia Lacerda, Emerson Mendes, Kaline Goncalves, Jorge Miguel, Vicente Izidro e Saulo Carneiro, dentre muitos outros, precisam ser lembrados por mim – enquanto pesquisador do tema – enquanto sujeitos destacados deste processo. Com estes, tive a oportunidade de discutir diversas vezes, muitas madrugadas inclusive, cada aspecto legal, cada demanda específica e cada estratégia política diante da tarefa de garantir o óbvio: a aplicação do que determinava a Lei de Cotas em seu Artigo 1o.

As instituições federais de educação superior vinculadas ao Ministério da Educação reservarão, em cada concurso seletivo para ingresso nos cursos de graduação, por curso e turno, no mínimo 50% (cinquenta por cento) de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. (grifo nosso)

Mas se para mim já era um grande feito garantir os 55%, já aplicados no primeiro ciclo, na passagem aos cursos do segundo ciclo, para estes estudantes isso era pouco. Era preciso radicalizar ainda mais o caráter inclusivo da UFSB para aqueles que aqui já estavam – em sua ampla maioria cotistas – e para aqueles que aqui ainda não estavam, por conta das próprias limitações da lei, como quilombolas, indígenas aldeados e populações transgêneros.

E, nesta direção, demostrando uma coragem ímpar, insistiram na proposição de 75% de reserva para egressos de escola pública, apoiados nos dados da composição atual dos estudantes da UFSB; apoiados no fato de termos muitos estudantes ingressos através da ABI com sua cota de 85%; e apoiados nos dados dos egressos de escola pública e da população preta, parda e indígena da região sul da Bahia.

E, no histórico dia 1º de setembro de 2017, foi aprovado o novo sistema de reserva de vagas da UFSB, com 75% para egressos de Escola Pública e adoção de vagas supranumerárias para outros segmentos que não são especificamente citados pela lei.

Cabe também o destaque acerca da sensibilidade demostrada pela maioria do Consuni sobre a necessidade de um programa de transição, que considere o direito dos estudantes já ingressos na UFSB pela ampla concorrência de alcançarem o seu lugar no segundo ciclo, a partir de parâmetros condizentes com aqueles previstos na sua entrada. É preciso como passo urgente, formalizar e organizar estas normativas internas, sob pena de aumentarmos as condições de angústia e adoecimento em curso por conta da demora institucional em organizar este processo.

Agora, cabe aos gestores, aos estudantes e aos demais interessados no tema a tarefa de consolidar esta conquista e qualificar os mecanismos de seleção e subdivisões internas, garantindo ao máximo os resultados desejados com o novo sistema de cotas da UFSB.

Vida longa ao desejo de fazer desta universidade um instrumento real de transformação social, uma coisa pública que ajude a superar o histórico de desigualdades do sul da Bahia, sobretudo sobre a sua população majoritariamente negra e indígena.

Vida longa aos estudantes que lideraram esta batalha. Que estes nomes sejam lembrados, como sujeitos históricos em luta, nos livros que virão a contar os caminhos desta conquista.

Sandro Ferreira é professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

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