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16 de junho de 2021 | 10:44 am

UESC VAI GARANTIR AUXÍLIO DE INCLUSÃO DIGITAL A MIL ESTUDANTES; CONFIRA EDITAL

Inscrições vão começar no próximo dia 16
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O Auxílio de Inclusão Digital (AID) da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) vai beneficiar mil estudantes no primeiro trimestre letivo de 2021, sendo 950 dos cursos de graduação e 50 de pós-graduação. As inscrições serão realizadas entre 16 de março e 16 de abril.

O auxílio é uma das ações voltadas para a Assistência Estudantil da Uesc, em caráter temporário, durante as aulas não presenciais, formato imposto pela pandemia de Covid-19. Com o recurso, o estudante vai poder contratar plano de internet para assistir as aulas. São cinco parcelas de R$ 75 cada.

De acordo com a Universidade, o pagamento do auxílio vai ser realizado conforme sua disponibilidade financeira, por meio de depósito na conta bancária cadastrada pelo estudante.

Os estudantes que receberam o auxílio no trimestre passado devem verificar se tiveram o benefício renovado para o próximo. Se não foi renovado, podem se inscrever novamente. Veja mais informações no edital.

O período letivo 2021.1 para os cursos de graduação e de pós-graduação da Uesc começará no dia 15 de março.

UESC MANTÉM MEDIDAS DE PREVENÇÃO À COVID-19 NO CAMPUS SOANE NAZARÉ

Trabalhadores desinfetam pavilhão do Campus Soane Nazaré
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Após a suspensão das atividades presenciais da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em março de 2020, foram adotadas medidas de proteção contra o novo coronavírus, patógeno da Covid-19. Desde então, a universidade estabeleceu regras de distanciamento social e reforçou a higiene do Campus Soane Nazaré.

As empresas terceirizadas que atuam na Uesc são obrigadas a disponibilizar aos seus funcionários os equipamentos de proteção individual, como luvas, toucas e máscaras. A universidade forneceu à empresa de vigilância dois termômetros digitais para que todas as pessoas que acessassem a instituição tenham sua temperatura auferida.

Além disso, as empresas terceirizadas devem dispensar imediatamente os funcionários que apresentem sintomas característicos de infecção com o vírus, para que se isolem e recebam acompanhamento médico, antes de retornar ao trabalho.

Mesmo com atividades remotas, a Uesc comprou dispensadores para álcool gel, que foram instalados em locais estratégicos do campus. Também substituiu equipamentos de higienização.

No mês de março de 2020 e em janeiro de 2021, a universidade desinfetou completamente o campus com a aplicação de hipoclorito de sódio.

O reitor da Uesc, Alessandro Fernandes de Santana, reforça a importância das medidas de isolamento recomendadas pela Organização Mundial de Saúde, para quem pode permanecer em casa, e o uso obrigatório de máscara. Ele destacou que todas as ações adotadas desde o início da pandemia serão mantidas pela universidade. “Nesse momento é fundamental salvar vidas”, concluiu.

UESC CONCLUI OBRA DE NOVOS LABORATÓRIOS ATÉ MAIO, ANUNCIA REITOR

Pandemia de Covid-19 atrasou construção || Foto Jonildo Glória
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O edifício que vai abrigar o Complexo de Laboratórios de Ciências Exatas, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), está em sua fase final de construção, informa o reitor Alessandro Fernandes de Santana. O prédio também dará suporte aos mestrados em Física e Ciência e Inovação e Modelagem de Materiais..

O reitor explica que a conclusão estava prevista para maio de 2020, mas a obra foi paralisada devido à pandemia de Covid-19. A previsão é de que seja concluída até maio deste ano.

Para Santana,  “o projeto do CLCE inaugura uma nova perspectiva conceitual para as edificações da Uesc, com ênfase no cuidado com as vertentes de sustentabilidade, eficiência energética, segurança, conforto, funcionalidade, facilidade de operações, uso, conservação e manutenção, devendo servir como referência para a adequação gradual das edificações antigas e para orientar os requisitos de novos projetos.”

De acordo com o prefeito do Campus da Uesc, Edmundo Ramos Pereira Filho, “o projeto do Complexo de Laboratórios de Ciências Exatas obedece ao programa de necessidades definido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (Propp/Uesc). O prédio está configurado de modo a acomodar no pavimento térreo sete laboratórios, sanitários masculino e feminino, áreas técnicas, escada, elevador e rampa de acesso; no 1º pavimento, nove laboratórios, sanitários masculino e feminino, áreas técnicas, escada e elevador; no 2º, oito laboratórios, uma copa, uma sala de professores/visitantes, uma sala multimeios, um DML, sanitários masculino e feminino, áreas técnicas, escada e elevador.”

NÚCLEO DA UESC ABRE DUAS VAGAS PARA BOLSISTAS

Prazo para inscrições acaba nessa quinta-feira (28); confira o edital
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O Núcleo de Comunicação da Pró-reitoria de Extensão (Nucom), da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), abriu duas vagas de estágio remunerado. Os selecionados vão atuar na área de programação e desenvolvimento WEB.

Para concorrer, é necessário ser estudante de graduação da universidade, ter 20 horas semanais disponíveis e não possuir vínculo de emprego ou bolsa de outro programa.

A remuneração mensal vai ser de R$ 400. O contrato terá duração de doze meses, podendo ser renovado pelo mesmo período.

As inscrições estão abertas e vão até essa quinta-feira (28). Inscreva-se aqui.

A seleção vai se dar por meio da análise dos currículos dos candidatos e de entrevista.

Para ver a lista de documentos exigidos e outras informações do processo seletivo, acesse o edital.

PROJETO DA UESC OFERECE MENTORIA GRATUITA A EMPREENDEDORES

Enpathos facilita acesso de empreendedores à consultoria especializada
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Nascido em meio à atual pandemia de Covid-19, o Enpathos, projeto de estudantes da Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz), é uma plataforma de mentoria online e gratuita para empreendedores, especialmente os que atuam de modo informal.

Por meio de ciclos, com período de inscrições previamente divulgados, a equipe responsável pelo projeto faz uma análise cuidadosa dos perfis cadastrados, sem qualquer tipo de tecnologia facilitadora, a fim de conectar mentores e assessorados.

O ciclo 2021 do Enphatos está com inscrições abertas até esta sexta-feira (22), no site do projeto, tanto para profissionais interessados em ajudar prestando consultoria, como para empreendedores que precisam de auxílio para melhorar o seu negócio.

Se você tem formação em Administração, Economia, Direito, Contabilidade e áreas correlatas, não perca a chance de se inscrever e ajudar empreendedores a salvarem seus negócios.

Para ser mentor, é necessário ter formação e experiência em algumas das áreas citadas acima; interesse em voluntariado social; disponibilidade para comparecer aos encontros remotos e concordância com o termo de compromisso.

Os empreendedores têm acesso à orientação jurídica e à consultoria trabalhista, empresarial, tributária e de negócios. Também há mentoria para makerting e registro de microempreendedor individual.

E LÁ SE VAI ODILON PINTO FORA DO COMBINADO

O professor e comunicador Odilon Pinto e dois de seus filhos
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Aos 72 anos, com a diabetes aperreando, morreu vítima de infarto, deixando um legado importante para a comunicação e a educação do Sul da Bahia. Mais um exemplo de vida que nos deixa fora do combinado.

 

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Até parece que foi combinado: Na terça-feira (12) o jornalista Tyrone Perrucho nos deixa aqui neste mundo, e na quarta-feira (13), sem qualquer aviso-prévio, toma o mesmo caminho o radialista, jornalista e professor Odilon Pinto. Além da tristeza e saudade, passo a me considerar um estranho obituarista – função que existe numa redação – essencial para informar os que partem.

Mas como dizia Odilon Pinto: “Rosário, o jornalista é o grande secretário da sociedade, o encarregado de lavrar a ata dos feitos deste mundo, sejam eles bons ou ruins, não importam, têm que ser anotados”. Há alguns anos que não via e nem tinha notícia de Odilon, que há muito se transformou numa pessoa caseira, com o ofício de cuidar da diabetes que lhe acometia e da Língua Portuguesa.

Odilon Pinto era uma artista nato, um homem show, que dedilhava o violão, tocava “sanfona” ou outro tipo de instrumento, amparado por sua voz a cantar músicas de todos gêneros, como já fizera em bandas regionais. A partir dos anos 70, se dedicou às músicas para o homem do campo, como uma extensão do programa De Fazenda em Fazenda, produzido pela Divisão de Comunicação da Ceplac (Dicom).

Narrar, em poucas palavras, a que se prestava o De Fazenda em Fazenda é essencial para conhecermos mais Odilon e sua atuação para agregar todo o pacote tecnológico da Ceplac às fazendas de cacau, convencendo produtores e trabalhadores rurais. Era a comunicação de apoio dos extensionistas, com uma linguagem apropriada para que as práticas agrícolas fossem feitas em sua plenitude. Esse era o nosso mister.

E Odilon chegou à Ceplac com uma bagagem importante: saber se comunicar de forma simples, direta, de igual para igual com os homens que permaneciam no campo e aqueles que se mudaram para a cidade. Esse traquejo vinha da sua larga militância no PCdoB, o que lhe rendeu, além de um grande conhecimento sociológico e antropológico, alguns dissabores, a exemplo do convívio no xadrez por ordem das autoridades militares.

E a necessidade da Ceplac – ainda nos anos de chumbo – e o cabedal de conhecimento de Odilon casaram-se perfeitamente. Com o programa radiofônico em alta, foram aparecendo seus subprodutos, como o “Forró do Mata o Veio” e o programa radiofônico Namoro no Rádio, que encantava a todos. Lembro bem que recebíamos até 700 cartas por semana, correspondências estas enviadas das roças por pessoas pouco alfabetizadas.

E a finalização do De Fazenda em Fazenda era a apoteose com o quadro “Vida na Roça”, tirado das singelas cartas, com toda a verve de Odilon, fazendo com que muitos chorassem. Chegaram as mudanças políticas em nível nacional, eis que a nova direção da Ceplac resolve trocar a veiculação do programa, tirando-o da Rádio Jornal de Itabuna e levando-o para a Rádio Difusora de Itabuna.

Nadando contra a correnteza, Odilon se nega a apresentar o programa na nova emissora e cria o programa Na Fazenda do Odilon, continuando na Rádio Jornal, apesar da ameaça do desemprego. Enquanto isso, continua dando suas aulas de português em diversos colégios de Itabuna, na atual Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Odilon era diplomado em Letras e mestre e doutor em Literatura e Linguística.

Sem perder a simplicidade, continuou apresentando seu programa das 4 às 6h40min, dando aulas nos colégios e universidade, por muitas vezes fazendo esse périplo a pé e de ônibus, numa demonstração de como administrar seu tempo. Volta e meia a diabetes lhe consumia, e ele resolvia tocar o barco pra frente, com mais uma atividade, a exemplo de uma assessoria de comunicação e até ingressar na política.

Esse seu conceito e densidade eleitoral chega aos ouvidos do então candidato a governador Pedro Irujo, que o filia ao PRN e o faz candidato a deputado estadual, com a possibilidade de estar entre os mais votados, conforme as pesquisas. Como não poderia apresentar seus dois programas, substituo-o, mantendo o mesmo estilo, enquanto ele viajava dia e noite para manter o contato com os eleitores.

Disparado nas pesquisas, Odilon comete o pecado de não planejar a famosa boca de urna, e no dia da eleição sai de casa apenas para votar e aguardar a apuração. O resultado não poderia ser dos piores, todas as suas intenções de voto foram providencialmente trocadas nas entradas das cidades, comandadas pelos prefeitos e seus cabos eleitorais, com polpudas ofertas em dinheiro ou outros bens de consumo.

A fragorosa derrota não abalou Odilon, que continuou seu labor no rádio e nas salas de aula. Anos depois, retorna ao seu antigo partido, o PCdoB, porém não se aventura a outra candidatura. E assim esse piauiense tocava sua vida, sem reclamar da sorte, nem mesmo dos períodos em que passou fugitivo trabalhando na zona rural, ou na prisão, onde sofreu todos os tipos de tortura.

Assim como o colega Tyrone Perrucho, Odilon Pinto de Mesquita Filho era agnóstico, mas convivia com as crenças. Sonhava com o delta do Parnaíba, no qual passou parte de sua vida, que levava na esportiva. Numa das nossas muitas viagens, uma delas à Amazônia, não perdia a fleuma em nos acompanhar – a mim e ao fotógrafo Águido Ferreira – nas incursões aos bares e restaurantes, mesmo que tivesse de tomar duas doses de insulina.

Com o tempo, passou a apresentação do programa na Fazenda do Odilon para o filho Rivamar e se dedicou exclusivamente à educação, aos livros e aos artigos que escrevia para o Diário Bahia. Aos 72 anos, com a diabetes aperreando, morreu vítima de infarto, deixando um legado importante para a comunicação e a educação do Sul da Bahia. Mais um exemplo de vida que nos deixa fora do combinado.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado e mantém o blog walmirrosario.blogspot.com.br

UESC ADIA INÍCIO DAS AULAS POR CAUSA DO CORONAVÍRUS

Uesc sobe 55 posições em ranking das melhores universidades latino-americanas
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A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) adiou, de 16 para 23 de março, o início das aulas dos mais de 30 cursos de graduação devido ao avanço do coronavírus no país. Ainda não houve registro de casos suspeitos na universidade. A medida é preventiva.

De acordo com nota da reitoria, o adiamento se deve à declaração da Organização Mundial de Saúde (OMS) de pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no mundo.

SEM POUPAR ESFORÇOS

O reitor da Uesc, Alessandro Fernandes, afirma em nota que a instituição “não poupará esforços” no enfrentamento ao Covid-19 e sustenta que a universidade “está seguindo todas as orientações das autoridades sanitárias”. Com campus na Rodovia Ilhéus-Itabuna, a Uesc possui quase 10 mil alunos.

A suspensão das atividades vale apenas para as aulas dos cursos de graduação. “As demais atividades da Universidade permanecem em funcionamento dentro da normalidade”, observa. Abaixo, a íntegra da nota.

NOTA

Considerando a condição de Pandemia pelo Covid-19, declarada pela Organização Mundial de Saúde – OMS, apesar de não haver casos suspeitos na comunidade acadêmica, a Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, constituiu um Comitê Gestor com o objetivo de preparar ações de enfrentamento da crise.

Assim sendo, a Reitoria da UESC decidiu transferir o inicio das aulas de Graduação para o dia 23 de março de 2020. As demais atividades da Universidade permanecem em funcionamento dentro da normalidade.

O reitor Alessandro Fernandes de Santana, garantiu que a Universidade Estadual de Santa Cruz não poupará esforços para tal enfrentamento e que a UESC está seguindo todas as orientações das autoridades sanitárias.

Maiores informações e orientações serão disponibilizadas nos canais de comunicação da instituição de ensino superior e através da imprensa em geral.

CONCURSO DA UESC PARA TÉCNICO E ANALISTA OFERECE ATÉ R$ 2,6 MIL DE SALÁRIO

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Prova do concurso da Uesc será dia 15 de abril

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) publicou, nesta terça-feira (30), edital do concurso público para preenchimento de vagas nos cargos de Analista e Técnico Universitário, além de formação de cadastro de reserva. As inscrições deverão ser feitas no período de 15 de fevereiro a 18 de março, exclusivamente pela internet, nos endereços www.consultec.com.br e www.uesc.br.
A taxa de inscrição será de R$ 50,00 para Técnico Universitário e de R$ 100,00 para Analista Universitário, sendo que o candidato terá até o dia 12 de março para pagar o Boleto Bancário e assegurar a participação no concurso. Quem estiver inscrito em programas sociais do governo, poderá solicitar a isenção da taxa das 8h do dia 15 às 23h59min do dia 18 de fevereiro. A relação de candidatos com deferimento e indeferimento da isenção será publicada no dia 22 de fevereiro.
SALÁRIOS E DATA DA PROVA
De acordo com o edital, são 8 vagas para o cargo de Analista Universitário (Nível Superior) e outras 24 para o cargo de Técnico Universitário (Nível Médio). Há ainda previsão de formação de cadastro de reserva. A prova será aplicada no dia 15 de abril. Os candidatos terão 4 horas para responder a 48 questões. Os portões serão abertos às 7h30min e fechados meia hora depois. Para o nível superior, haverá ainda prova de títulos.
Para o cargo de nível médio a  remuneração mensal será de R$ 1.713,60 – composta por vencimento de R$ 796,26 e Gratificação por Suporte Técnico Universitário (GSTU) de R$ 917,34. Para o cargo de Analista Universitário, a remuneração será de R$ 2.648,86 – sendo R$ 1.177,56 de salário e R$ 1.471,30 como Gratificação por Suporte Técnico Universitário (GSTU). Além disso, o servidor terá direito a auxílio-alimentação no valor de R$ 198,00.  O concurso será organizado pela Consultec, com a supervisão da Uesc.

ILHÉUS: GERIR VENCE DISPUTA PARA ADMINISTRAR HOSPITAL DA COSTA DO CACAU

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Hospital Costa do Cacau será inaugurado em dezembro || Foto José Nazal

Nazal destaca visão do governo baiano || Foto Maurício Maron

O Instituto Gerir, de Goiânia (GO), venceu a concorrência para administrar o Hospital da Costa do Cacau, em Ilhéus, por meio de Parceria Público-Privada (PPP), com nota 98,04765.

A disputa final teve, ainda, o Instituto Brasileiro de Apoio à Saúde e do Provida Instituto. O resultado da licitação foi divulgado na edição do Diário Oficial do Estado de hoje.

O Instituto Gerir informa que administra 14 hospitais e unidades de saúde em seis estados. Atualmente, emprega cerca de 5.500 pessoas.

PRIORIDADE

Vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal divulgou o resultado em redes sociais. Ele também comentou o avanço para inauguração do hospital construído na região do Banco da Vitória. “O investimento do governo do estado da Bahia na construção do Hospital da Costa do Cacau é o mais importante feito nas últimas décadas não em Ilhéus, mas na Região”, disse ao PIMENTA.

Nazal, que também é secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Ilhéus, ressalta que a saúde é, notadamente, um dos mais graves problemas que a gente enfrenta em Ilhéus e em outros municípios, sobretudo pela concentração dos procedimentos em Itabuna e Ilhéus. Então, o governo acertou em cheio quando escolheu investimento em um hospital”.

Nazal observa que o hospital, além de atender a demanda por serviços, também será importante para a formados de alunos de cursos da área de saúde da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). O Hospital da Costa do Cacau deverá ser inaugurado em dezembro, segundo anúncio do governador Rui Costa.

ELEIÇÃO NA UESC

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Adélia é candidata única e disputa mais 4 anos.

Adélia é candidata única e disputa mais 4 anos.

A reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Adélia Pinheiro, deverá ser reeleita para mandato de quatro anos à frente da instituição de ensino do sul da Bahia. A eleição ocorre nesta quarta (25) em votação que somente será encerrada à noite. Professores, funcionários e alunos participam do processo eleitoral, embora com peso diferente. Adélia é candidata única em chapa que tem como vice o professor Evandro Freire.

EDITUS LANÇA LIVRO DE ANTÔNIO LOPES

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Antônio Lopes, na Uesc, com a poeta Dinah Hoisel (Foto Divulgação).

Antônio Lopes, na Uesc, com a poeta Dinah Hoisel (Foto Divulgação).

Com o Mar Entre os Dedos-CapaEm solenidade na sexta-feira (20), a Editus-Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e o Instituto Macuco Jequitibá promovem o lançamento do livro Com o mar entre os dedos, do jornalista Antônio Lopes. O evento será às 18h30min, na Casa de Cultura Jonas & Pilar (Praça Cristovaldo Monteiro, em Buerarema). 

Com o mar… abriga 57 crônicas, muitas delas “rascunhadas” neste Blog, na coluna Universo Paralelo, que publicamos em duas temporadas, a primeira a partir de 2010, a segunda a partir de agosto de 2012.

Neste quinto título, Lopes retoma a forma de expressão literária em que se fez conhecido do público regional:  Estória de facão e chuva (Editus/2005) e Luz sobre a memória (Agora Editoria Gráfica/2001) estão em segunda edição – respectivamente pela Editus e a Mondrongo. O novo livro tem apresentação do ficcionista e professor de literatura Aleilton Fonseca, da Academia de Letras da Bahia.

A crítica também tem sido favorável ao autor de Buerarema falando para o mundo:  se pronunciaram favoravelmente a respeito da produção do cronista que, segundo Hélio Pólvora, botou Buerarema no mapa da literatura.

O editor Gustavo Felicíssimo, que fez a segunda edição de Luz sobre a memória (Mondrongo/2013), afirma que a escrita de Antônio Lopes é contemporânea, simples, do nosso tempo, “pois é quando carrega no aspecto aparentemente despreocupado, como quem escreve sem maior consequência, muito embora com mergulhos profundos na memória e no significado dos atos e sentimentos humanos, que seus escritos saltam da página”.

Com o mar entre os dedos é o quinto livro de Lopes, o quarto de crônicas literárias e o terceiro publicado pela Editus-Editora da Uesc.

SERVIÇO
Com o mar entre os dedos, Antônio Lopes
Quando – Dia 20
Horário – 18h30min
Onde – Casa de Cultura Jonas & Pilar

MACHISMO, VIOLÊNCIA MORAL E IMPRENSA

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nátaliNátali Mendes

Não quero tomar ninguém ‘’pra cristo’’ e nem ‘’ferir a honra de um homem’’ como se tem dito. Só insisto na apuração da atitude e no seu registro formal, para que a Uesc tenha eficiência em inibir e advertir de forma adequada esse tipo de ação.

Desde a semana passada circulam nos corredores da Uesc, em blogs e sites de relacionamento notícias sobre o episódio lamentável que ocorreu comigo no dia 05 de novembro: a violência moral e psicológica causada por um professor diante da minha mãe e de uma plateia. Gostaria de esclarecer alguns pontos:
-Nós mulheres, militantes e feministas, não somos contrárias a receber elogios e sabemos diferenciá-los daquilo que nos ofende e nos constrange.
– O machismo é um sistema de opressão que estrutura a sociedade em que vivemos, logo, o que aconteceu comigo é um exemplo de práticas diárias que, na maioria das vezes, são silenciadas.
– As medidas tomadas por minha pessoa estão dentro das conformidades legais que me são garantidas por direito. A representação formal foi feita à administração da universidade. Aguardo o retorno da instituição.
Quero registrar, também, minha indignação para com determinados veículos de comunicação que veicularam o ocorrido de maneira deturpada. Nenhum blog entrou em contato comigo para pedir informações a respeito do caso. Ao meu ver, o que caracteriza irresponsabilidade é expor uma situação tão delicada sem investigar. Eu, que milito por uma comunicação democrática e acessível para todos, repudio o jornalismo sensacionalista, capaz de publicizar a imagem de pessoas sem ao menos averiguar as informações com exaustão, o que considero um dever ético do ofício.
Para as pessoas que querem se informar melhor sobre o que aconteceu, sugiro a leitura da Nota de Repúdio, elaborada pelos movimentos, grupos e pessoas que também discordam da atitude do professor e que contém o meu breve relato. Peço humanidade e sensibilidade para que possam compreender que, além do que foi escrito por mim, existe todo um contexto da ação que as palavras não são capazes de demonstrar: a entonação da voz, o olhar, a reação… Por isso, peço cautela e, acima de tudo, respeito.
Peço também o respeito dos que não me conhecem, não conhecem a minha história, minha luta e minha trajetória em busca do fim de tantas opressões. Não, eu não tenho vontade e tampouco necessidade de aparecer. Aliás, a frase que mais tenho dito ultimamente é ‘‘eu não queria estar passando por isso’’, e não queria mesmo! Comentários maldosos não ajudarão em nada!
Agradeço a todas as pessoas, que conheço e que não conheço, que têm mandado mensagens de apoio e encorajamento. Cada mensagem me faz perceber que estou tomando a atitude correta em não silenciar diante de uma ofensa que não atinge somente a mim, mas a todas as mulheres que precisam conviver com um cotidiano de violência simbólica e física.
Infelizmente, não sou a primeira e nem a última mulher a passar por esse tipo de situação, e o professor não é o primeiro e nem o último homem a reproduzir o machismo presente em nossa sociedade. Não quero tomar ninguém ‘’pra cristo’’ e nem ‘’ferir a honra de um homem’’ como se tem dito. Só insisto na apuração da atitude e no seu registro formal, para que a Uesc tenha eficiência em inibir e advertir de forma adequada esse tipo de ação. No mais, estou aguardando um retorno da administração da instituição e levando minha vida acadêmica na correria de sempre, afinal, o fim do semestre não quer saber se estou estabilizada emocionalmente, então, a luta continua.
Peço força e permissão às guerreiras ancestrais. Nenhum passo atrás!
Nátali Mendes é graduanda em Comunicação Social (Uesc), militante da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (GET Combate às Opressões) e integrante do Movimento Mulheres em Luta- Sul BA.

UNIVERSO PARALELO

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BILHETE A UM JOVEM REDATOR DE JORNAL

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

Em resposta a certa indagação, faço uma espécie de “carta a um jovem redator”, um bilhete, talvez. Digo-lhe: fuja do lugar-comum com a rapidez com que o Capeta corre da água benta. E tente riscar do seu vocabulário certas expressões: se lhe vier à boca “perguntar não ofende”, puxe as próprias orelhas e, enquanto elas ardem, a vontade passa. É garantido. Este método tão singelo também serve se lhe ataca um frenesi de dizer “a pergunta que não quer calar”. Não diga essa bobagem, pois você corre o risco de dirigir-se a um entrevistado inteligente (às vezes, ele é burrinho, mas o público, não). Tenha um olho na entrevista e outro no leitor, bicho decididamente no fim do ciclo de vida.

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Acalente a esperança de mudar o mundo
2RilkeOutra: nunca, jamais, em tempo algum se deixe vencer pela tentação de afirmar que tal coisa, atitude ou pessoa “faz a diferença”. Esta expressão está mais surrada do que notícia da contratação de Adriano, dito Imperador. No mais, como jornalista, conserve acesa a chama da esperança de mudar o mundo – mas antes procure mudar seu texto, em processo de contínua melhoria. Rainer Maria Rilke (1875-1926), que me soprou esta tirada, jogou duro numa de suas Cartas a um jovem poeta, dureza que transponho. “Pergunte a si mesmo, na hora mais tranquila de sua noite: ´Sou mesmo forçado a escrever?´”. Se a resposta for não, contente-se em saber que nem todos vieram ao mundo para ser jornalistas.
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“A aprendizagem é uma longa clausura”
Chamado a redigir anúncios (isto há de ocorrer, cedo ou tarde) não deixe que o cliente enxerte no texto coisas do tipo “ligue agora, está esperando o quê?” ou, esta, também abominável: “a prestação cabe no seu bolso”. Se ele insistir, desista: vá-se o cliente, fique a qualidade. Lembre-se de que você não é casa de tolerância, onde quem paga tem todos os direitos. Voltemos ao velho Rilke: “Pessoas jovens que ainda são estreantes em tudo, não sabem amar, têm que aprendê-lo. Com todo o seu ser, com todas as suas forças concentradas em seu coração solitário, medroso e palpitante, devem aprender a amar, mas a aprendizagem é sempre uma longa clausura”. Troque amar por escrever e… boa sorte.
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DE HISTÓRIA, POESIA E AFRODESCENDÊNCIA

4O quibe no tabuleiro da baianaIntegrada ao seu tempo, a Editus, Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, acaba de entrar para o contemporâneo segmento dos livros digitais. Já estão disponíveis para leitura na maquininha três autores antes editados em papel: Ruy Póvoas (Versorreverso, Itan de boca a ouvido, A fala do santo e Itan dos mais velhos), Maria Luísa Silva Santos (O quibe no tabuleiro da baiana) e Antônio Lopes (Solo de tromboneditos & feitos de Alberto Hoisel). É só clicar e ler, sem mais desculpas, pois é de graça feito o ar que se respira. Sem trombetas ou megafones, confetes ou serpentinas, a Editus abre caminho para um excelente programa de leitura.
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“Meu sorriso, meu olhar, minhas mãos”
De Ruy Póvoas, escritor de méritos reconhecidos e ser humano sabidamente bom, nobre e justo, vai aqui o poema “Repetição”, pescado em Versorreverso: “Já te disse tudo. # Disse com meu sorriso,/ disse com meu olhar,/disse com minhas mãos,/ disse com meu cantar. # Disse com minhas crises,/ disse com os meus textos,/ disse com o meu corpo,/ disse com o coração. # Disse com minha glória,/ disse  com minha história,/ disse com o meu medo,/ disse com devoção.# Disse com minha alma,/ disse com minhas dores,/ disse com meus temores,/ disse com minha calma,/ disse com meu sofrer. # Agora, fico calado,/ mas até o meu silêncio/ é outra forma de dizer”.

(ENTRE PARÊNTESES)

6 MarcosTenho em mãos os originais do último livro de Marcos Santarrita (1941-2012), À sombra dos laranjais. Versado em romance histórico (fez, nesta linha, Mares do sul e Ilha dos trópicos – além de uma trilogia sobre a ditadura militar), o autor agora ambienta sua narrativa na Guerra do Paraguai. Tendo entre os personagens figuras como Caxias, Osório, D. Pedro II e Solano López, Santarrita desfia uma história de amor e guerra, sexo, espionagem e traição. Resultado de exaustiva pesquisa, o texto reconstitui usos e costumes da época, tendo até diálogos em guarani. À sombra… é o oitavo romance de Marcos Santarrita.

“NEGRA, POBRE, PROSTITUÍDA E DROGADA”

7 Billie e PrezEsqueçam o que eu escrevi. Lembram-se desta frase de famoso presidente? Tomo-a emprestado, noutro contexto, para mudar explicação aqui dada a respeito do registro, em 1958, de Fine and mellow, por Billie Holiday com um grupo all stars. Descrição muitíssimo melhor do que a minha é a de Sylvia Fol, em Billie Holiday (Coleção Biografias L&PM Pocket, tradução de Williams Lago/2010). É a pungente história de uma mulher negra, pobre, prostituída, drogada, de voz lânguida e vigorosa, que influenciou centenas de vocalistas. Não só sinônimo de jazz, Billie é também um caminho para a liberdade. A seguir, o texto de Mrs. Fol, em tradução livre.
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Para “Prez”, um olhar inesquecível
“Billie escuta os solos dos três melhores saxofonistas tenores da era do swing com reações diferentes. Cheia de boa vontade para com Ben Webster, plena de admiração com Coleman Hawkins. Marcando o ritmo, um vago sorriso erra sobre seus lábios, seus olhos se entristecem… Depois, Lester Young, parecendo extenuado e doente, se levanta, volta o rosto inchado para Billie, os olhos são fendas sem vida. Toca, com ar distante, mas seu solo, expressivo e sensual, é de uma nostalgia perturbadora, como se seu último suspiro fosse inspirado por essa mulher tão amada… Billie cobre ´Prez´ com um olhar inesquecível, cheio de bondade, ternura e reconhecimento”. Eu que agradeço.

(O.C.)

UESC DIVULGA 7ª CONVOCAÇÃO DO SISU

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Cinquenta alunos são convocados em nova chamada do Sisu 2013.

Cinquenta alunos são convocados em nova chamada do Sisu 2013.

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) divulgou a sétima chamada de aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação. São cinquenta alunos aprovados em dez cursos, incluindo Medicina e Enfermagem.
A matrícula deve ser efetuada na próxima sexta-feira, 12, no colegiado do curso para o qual o aluno foi aprovado. O horário de atendimento vai das 8h às 12h e das 13h às 16h.
Clique no link abaixo (“leia mais”) e confira os aprovados em Agronomia, Ciências da Computação, Comunicação Social, Economia, Engenharia de Produção e Sistemas, Enfermagem, Filosofia, História, Medicina e Medicina Veterinária.

Leia Mais

UNIVERSO PARALELO

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PROFESSOR ILHEENSE VAI PRESIDIR A ABL

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

1ABL“A noite da última quinta-feira, 14, foi marcada pela retomada das atividades da Academia Brasileira de Letras e posse da nova diretoria, que será presidida pelo professor Josevandro Nascimento. Durante o evento, que contou com a presença do prefeito Jabes Ribeiro, foram prestadas homenagens póstumas ao poeta baiano Castro Alves, que nasceu na mesma data da solenidade”, dizia a notícia lida em respeitável blog. “Ora, vejam só!”, pensei de olho nos botões da blusa: “Um ilheense presidindo a Casa de Machado de Assis!” – e quase saí aos gritos e pulos, tomado dum agudo e justificado frenesi bairrístico.

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Castro Alves acaba de nascer, aleluia!
Mas, macaco antigo das redações, mantive minhas dúvidas e, como diriam os juristas, fui às provas: consultei dezesseis (!) blogs e dois importante jornais diários de Itabuna (os nomes não declino, mas adianto que o meu blog preferido, um que não gosta de molho agridoce, não está na lista). No entanto lhes digo, por ser rigorosamente verdadeiro, que os dezesseis veículos deram a notícia, fazendo do referido professor presidente da ABL – e criando uma barrigada monumental. Solidário, esperei uma semana pelo desmentido, que não veio; então, de alma lavada, enxaguada e embandeirada, comemoro publicamente o evento, pois não é toda hora que temos um ilheense a presidir o grande sodalício.
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O dia em que “mataram” Edivaldo Brito
E aquela parte que diz ter Castro Alves nascido “na mesma data da solenidade” me levou às lágrimas: é imenso privilégio ter aqui o Poeta dos Escravos bebezinho, em fraldas, nascido no dia 14 de março deste ano – mudando o curso da história. Falemos sério: a mídia contribui para a desinformação (e neste caso, o ridículo), ao publicar notinhas de assessoria sem submetê-las a copidesque, revisão e edição. O lastimável texto da prefeitura de Ilhéus foi replicado ipsis litteris, com erros gritantes, a ponto de dar o palestrante Edivaldo Brito como patrono da ABL – o que significa estar o mesmo morto e sepultado há, no barato, 120 anos. É demais pra minha paciência.
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COMILANÇA, OU O CASO DOS 3.600 PRATOS

4Comilança
Conhecido restaurante de Itabuna faz uma divulgação em que oferece “mais de 60 variedades de pratos”, num claro atentado à boa linguagem. O texto só pode ser salvo pelo cinismo daqueles para quem o importante é que a mensagem seja entendida. Eu entendi que a casa oferece “uma diversidade superior a 60 pratos”, só que isto não está dito em língua portuguesa. Como foi posto, o reclame gastronômico põe à disposição (há quem prefira “disponibiza”, argh!) 60 variedades multiplicadas por 60 pratos: 3.600 ofertas. Quer dizer: se o cliente quiser um churrasquinho de gato, por exemplo, será chamado a optar entre 60 tipos diferentes. Mesmo com o exagero a que a publicidade se dá direito, contenhamo-nos.
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Estupidez elevada à quarta potência
Tautologias à parte, a indigência vocabular da mídia tem mostrado disparates a todo momento, a ponto de sepultar termos consagrados pelo uso, em benefício de “novidades”. Vejam que, no noticiário policial, não mais existe a palavra “bala”, trocada por “munição”. Troca malsã: bala é munição, mas munição nem sempre é bala: um é termo genérico; o outro, específico. O pior é quando um repórter mais ignorante pouquinha coisa, diz que “a polícia apreendeu várias munições”. Esta palavra, se lhe cabe o uso, fica bem no singular; quando empregada no plural, em lugar de “balas”, temos um estranho caso de estupidez elevada à quarta potência. Ou, para quem prefere a medicina à matemática, um quadro de asnice recidivante.
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(ENTRE PARÊNTESES)

6Estória de facão e chuvaPermitam-me o pequeno anúncio: o livrinho Estória de facão e chuva (de 2005), esgotado, acaba de ter sua 2ª edição, por nímia gentileza da Editus (Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz), tendo Rita Virgínia Argolo à frente. O pequeno volume (184 páginas) reúne 35 crônicas e dois discursos, sendo um deles de Hélio Pólvora, na Academia de Letras de Ilhéus, em 2001. A professora Maria Luiza Nora, na apresentação de Estória… diz que o autor “com sua escrita, nos descomplica, nos tira aquela pose que pode estar querendo se instalar, nos humaniza a ponto de darmos boas risadas de nós mesmos, e risadas de deboche, o que é melhor”. O autor, cativo, agradece.

BARDOT E DENEUVE – REALIDADE  E LENDA

7Catherine DeneuveCanções com uma história real a sustentá-las são corriqueiras. Mas algumas conseguem se debater entre a realidade e a lenda, sem que nós, ouvintes distantes da cena da gênese, saibamos a verdade. É o caso de Belle de jour (sic), momento romântico de Alceu Valença, que é cercado por essa magia do sim e do talvez. Dizem que Alceu estava num café, em Paris (mas já pra lá de Bagdá), quando lhe surgiu à frente Catherine Deneuve e, com ela a lembrança do filme Belle du jour: ali mesmo ele escreveu a canção, para depois descobrir que não vira La Deneuve, mas Brigitte Bardot! Outros falam de incerta moça que caminhava todas as tardes na praia da Boa Viagem, no Recife, e que se afogou…
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O sotaque de Alceu nem a Sorbonne tira
Claro que a versão de que a letra foi inspirada no filme de Buñuel não interessa, por ser muito óbvia, pouco instigante. E também não faltam os psicólogos de mesa de bar, a explicar que “azul” é referência a heroína (a bela estaria, nesta visão, chapada!), enquanto a Boa Viagem teria duplo sentido: não seria apenas a praia, mas também aquela “boa viagem” patrocinada pela droga (“A belle de jour no azul viajava…”). O artista não esclareceu a dúvida, preferindo reforçar o mito de que a canção foi feita num bar parisiense, quando ele, doidão da silva, teve um delírio e viu… sabe Deus quem! Eu gosto mesmo é do francês de Alceu: o accent pernambucano de São Bento do Una nem a Sorbonne tira. Graças a Deus.

(O.C.)

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