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5 de julho de 2020 | 03:44 am

BRASIL PODE TER PRIORIDADE NO USO DA VACINA DE OXFORD CONTRA COVID-19

Universidade Federal pode colocar Brasil em situação privilegiada, diz reitora
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O Brasil poderá ter prioridade no uso da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford contra a Covid-19. A informação é da reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Soraya Smaili.

A instituição irá participar, a partir das próximas semanas, da terceira fase de pesquisas da vacina inglesa, realizando testes em cerca de mil pessoas que vivem em São Paulo e atuam em atividades com exposição ao vírus.

O laboratório da universidade do Reino Unido é o que está mais adiantado na construção de uma vacina contra o novo coronavírus, que deverá estar pronta em até 12 meses.

De acordo com Smaili, a participação do Brasil – o primeiro país fora do Reino Unido a fazer parte das pesquisas da vacina – coloca o país como “grande candidato” a usá-la, com prioridade, assim que a sua eficácia for comprovada.

“Existem algumas conversas nesse sentido [para o país poder ter prioridade no uso da vacina]. Estamos trabalhando para que sim. O fato de estarmos integrando e sermos o primeiro país fora do Reino Unido e também o primeiro laboratório no Brasil a realizar esses estudos – semelhantes a esses não há nenhum outro no Brasil – torna o país um grande candidato”, disse, em entrevista.

De acordo com a reitora da Unifesp, com acesso à “receita” da vacina, o Brasil terá capacidade de reproduzi-la em grande escala, a partir de laboratórios nacionais. “Tendo acesso à vacina,  temos capacidade de produção em larga escala, por meio dos nossos laboratórios nacionais de fato, como o Instituto Butantan, e os laboratórios da Fiocruz, entre outros”.

Leia a seguir a entrevista com a reitora da Unifesp à Agência Brasil:

Qual será o papel da Unifesp no processo de desenvolvimento da vacina de Oxford?

Soraya Smaili – A vacina foi iniciada e desenvolvida até esse estágio em que ela está, lá na Universidade de Oxford. O papel da Unifesp é integrar agora a fase 3 de testes, que é um estágio em que você aplica a vacina em voluntários humanos. É uma fase já avançada do desenvolvimento, porque já passou por laboratório, pelas células, já passou pelos animais, já passou pelas outras fases clínicas. Agora está na fase pegar indivíduos voluntários que vão receber a vacina e que serão acompanhados por alguns meses para poder verificar se a vacina é eficaz, se ela consegue proteger contra o coronavírus.

Por que o país e a Unifesp foram escolhidos para participar dessa fase de testes?

Inicialmente é por conta da liderança da doutora Lily Yin Weckx, que é a coordenadora do estudo no Brasil e é coordenadora do laboratório do Centro de Referência em Imunização da Unifesp. Esse centro tem conexões com diversos outros pesquisadores do Reino Unido e da Europa. E também por conta da doutora Sue Ann Costa Clemens, chefe do Instituto de Saúde Global da Universidade de Siena, e também pesquisadora do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais da Unifesp. Por causa da experiência que elas têm na área e dos estudos que já realizaram anteriormente, com reputação muito boa internacional, o nosso laboratório aqui da Unifesp foi indicado para executar essa fase do teste da vacina.

Como a participação brasileira pode agregar conhecimento ao desenvolvimento científico local?

Nós vamos aprender muito com esse processo. Mas, além de tudo, vamos poder participar de um importante trabalho que vai, provavelmente, se tudo continuar correndo bem, em alguns meses ter uma vacina que poderá ser aplicada em toda a população contra a covid-19.

Ter participado dessa fase dará ao país alguma prioridade para que a população seja vacinada?

Sim, existem algumas conversas nesse sentido. Nós estamos trabalhando para que [seja isso] sim. O fato de estarmos integrando e sermos o primeiro país fora do Reino Unido e também o primeiro laboratório no Brasil a realizar esses estudos, estudos semelhantes a esse não têm nenhum outro no Brasil, torna o país um grande candidato.

Essa vacina já foi aprovada no país?

Foi aprovada pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], que é uma agência que é ligada ao Ministério da Saúde, tudo isso, dependendo dos resultados, e com o andamento da pesquisa, dessa fase da pesquisa e dos testes, nós temos grande chance de termos, sim, acesso à vacina. Tendo acesso, nós temos capacidade de produção em larga escala, por meio dos nossos laboratórios nacionais de fato, como o Instituto Butantan, os laboratórios da Fiocruz, entre outros.

Quais os prazos para o início e final da pesquisa no Brasil?

Os testes ainda não iniciaram. Isso deve acontecer por volta da terceira semana de junho. Essa fase será a fase de recrutamento. Em seguida, os testes desses voluntários selecionados. Depois, a aplicação da vacina, e o seguimento por alguns meses, até doze meses, para que os resultados possam ser conclusivos. Eu disse até 12 meses, porque a perspectiva é que este período pode ser de doze meses ou talvez um pouco menos.

O que a senhora destacaria desse processo que agora envolve o Brasil?

A importância de a gente ter a ciência brasileira, a universidade federal trabalhando para o desenvolvimento de uma vacina, que está entre as primeiras vacinas, entre as mais promissoras das que estão sendo estudadas no mundo todo. Estamos – a nossa universidade está se somando a um esforço global, é uma universidade pública federal ligada ao Ministério da Educação – nos juntando a um esforço mundial para a obtenção de uma vacina que vai beneficiar milhões e milhões de pessoas.

Qual o sentimento?

Estamos muito orgulhosos, contentes, de termos em nosso país uma universidade que são tão bem equipadas com profissionais tão capacitados, que é um patrimônio do povo brasileiro. Isso certamente temos de salientar. A ciência brasileira é uma ciência de alta qualidade e, por isso, foi escolhida a Unifesp, porque tem essa qualidade, dos nossos pesquisadores. Estamos em um esforço coletivo para superamos esse momento. A ciência brasileira também vai dar a sua contribuição e as suas respostas.

ANVISA IDENTIFICA VACINA CONTRA A GRIPE FALSIFICADA

Anvisa encontra vacina contra gripe falsificada
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, na noite desta terça-feira (19), que foram identificados três casos de falsificação da vacina Fluarix Tetra, da empresa GlaxoSmithKline Brasil (GSK), utilizada para prevenir a influenza (gripe). A vacina falsificada é vendida na apresentação frasco-ampola multidose, ou seja, um frasco que permite que várias doses sejam retiradas e aplicadas em diversas pessoas.

A vacina Fluarix Tetra original da GSK é produzida e comercializada em embalagem que contém uma seringa preenchida com dose única, agulha, estojo plástico (para acondicionamento da seringa e da agulha), bula e cartucho. A empresa GSK também fabrica a Fluarix com 10 doses, porém a embalagem contém dez seringas preenchidas.

A agência alerta que, caso você encontrar a vacina Fluarix Tetra da GSK em frasco-ampola multidose, deve denunciar porque se trata de falsificação. A denuncia na Anvisa pode ser feita pelo 0800 701 22 33 ou pelo e-mail sac.brasil@gsk.com.

CIENTISTAS DE OXFORD PREVEEM VACINA CONTRA NOVO CORONAVÍRUS PARA SETEMBRO

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Enquanto o mundo corre para encontrar uma vacina contra o novo coronavírus, cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, já começaram a realizar testes em humanos. Se provar ser eficaz, os primeiros milhões de doses poderão estar disponíveis até setembro. 

Chamada de ChAdOx1 nCoV-19, essa nova vacina é produzida a partir de uma versão enfraquecida de um vírus do resfriado comum. Os pesquisadores adicionaram um material genético do coronavírus que é responsável pela produção das proteínas encontradas na superfície do Sars-CoV-2.

O novo coronavírus usa essa proteína “spike” para se ligar aos receptores ACE2 nas células humanas e obter acesso às células para causar uma infecção. Os cientistas esperam que, ser vacinado com o ChAdOx1 nCoV-19, o corpo reconheça o vírus e desenvolva uma resposta imune à proteína “spike”. Isso ajudaria a impedir que o Sars-CoV-2 entre nas células humanas e, portanto, vai evitar a infecção. 

Até agora, 550 participantes receberam a vacina e outros 550 receberam um placebo. Mais de 320 pessoas vacinadas se mostraram seguras e com uma boa tolerância, embora tenham demonstrado efeitos colaterais temporários, como mudanças na temperatura, dor de cabeça ou dor no braço. Confira a íntegra em Viver Bem.

POSTOS TÊM ALTA PROCURA POR VACINA

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Paciente buscam vacina na unidade de saúde Lavínia Magalhães, no Conceição (foto Pimenta)

Paciente buscam vacina na unidade de saúde Lavínia Magalhães, no Conceição (foto Pimenta)

Pelo segundo dia seguido, os postos de saúde de Itabuna amanheceram com filas gigantescas, formadas por pessoas que procuram a vacina contra a gripe influenza (H1N1). A movimentação é intensa em todas as unidades básicas, que ontem (12) receberam os lotes da quarta etapa da campanha de imunização. Algumas pessoas – boa parte idosas – levaram cadeiras para suportar a longa espera.

A campanha de vacinação termina no próximo dia 20 e, até lá, a Prefeitura espera alcançar 80% da meta estabelecida. Devem tomar a vacina pessoas com mais de 60 anos, crianças abaixo dos cinco anos de idade, portadores de doenças crônicas, gestantes, profissionais de saúde, entre outros grupos considerados prioritários.

Itabuna já registrou nove casos suspeitos da gripe H1N1, com a confirmação de apenas um deles. O paciente já recebeu alta e retomou suas atividades normais.

ITABUNA REALIZA 4ª ETAPA DA CAMPANHA CONTRA A H1N1

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Segundo a Prefeitura, vacina está disponível nas unidades (foto Pedro Augusto)

Segundo a Prefeitura, vacina está disponível nas unidades (foto Pedro Augusto)

A vacina contra a gripe H1N1 não é ministrada em gotas, mas é possível afirmar que a campanha de vacinação é realizada a conta gotas, devido à distribuição fracionada das doses pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) . Hoje, Itabuna promoveu a quarta etapa da imunização, com oferta de vacinas nas unidades de saúde dos bairros, onde grandes filas se formaram.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, a vacina continuará sendo distribuída nas unidades e novas doses estarão disponíveis na próxima semana, quando o órgão espera cobrir 8o% da meta da campanha. O público-alvo é formado por pessoas com mais de 60 anos, crianças menores de cinco anos, gestantes e profissionais de saúde.

Conforme a Secretaria, idosos que vivem em asilos, pessoas acamadas em hospitais e profissionais de saúde receberam a vacina na semana passada. Itabuna já teve nove casos de H1N1 notificados este ano, mas apenas um confirmado. O paciente já recebeu alta.

VACINA POUCA, A DO EX-PREFEITO PRIMEIRO…

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Fernando tentou passar na frente em fila de vacina

Fernando tentou passar na frente em fila de vacina

Uma cena inusitada envolvendo ninguém menos que o ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, deu-se na manhã desta quarta-feira (27), na Unidade de Saúde José Maria de Magalhães (antigo Sesp).

Segundo testemunhas, Gomes aguardava na fila para tomar sua vacina, quando uma “prestativa” (para não usar outra palavra) funcionária da unidade identificou o ex-prefeito entre os pobres mortais e o convidou a receber sua dose contra a H1N1 na frente de quem tinha chegado mais cedo… Muitos idosos como ele, e até mais velhos.

O ex-prefeito não se fez de rogado. Orientado pela “gentilíssima” servidora, dirigiu-se para a sala de vacina, mas não contava com a indignação dos preteridos. Houve protestos gerais e a coordenadora da unidade acabou vetando o gesto de boa vontade da funcionária amiga.

Gomes, constrangido, acabou voltando para seu lugar na fila, que a essa altura aplaudia efusivamente a firmeza da coordenadora.

CONFUSÃO NO QG DA SAÚDE

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Uma grande quantidade de pessoas se dirigiu hoje (27) para o QG de Combate ao Mosquito – estrutura criada pela Secretaria de Saúde de Itabuna para atender pacientes acometidos pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti – em busca da  vacina contra a H1N1. Como se sabe, a campanha contra a gripe Influenza foi retomada nesta quarta-feira na cidade, após ser interrompida na semana passada. Mas as doses agora somente estão disponíveis nas unidades de saúde dos bairros.

A vacinação no QG aconteceu só na abertura da campanha, no dia 17, quando 5 mil doses foram aplicadas. Embora a Secretaria Municipal da Saúde tenha informado que a sequência da vacinação ocorreria nas unidades básicas, muita gente pensou que o atendimento continuaria no QG.

A campanha prossegue até o dia 20 de maio. Devem tomar a vacina contra a H1N1 crianças de seis meses a cinco anos, gestantes, idosos a partir dos 60 anos e portadores de doenças crônicas.

ITABUNA PODE COMEÇAR VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE NESTE DOMINGO

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vacinacaogripe2Itabuna recebeu hoje (13) aproximadamente 30% das unidades da vacina para a campanha contra a gripe H1N1. A remessa foi feita pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), que recebeu as doses do Ministério da Saúde.

O Ministério recomendou a antecipação da campanha em todo o país para a próxima segunda-feira (18), mas a falta da vacina ainda é um problema. Com parte das doses à disposição, a Secretaria de Saúde de Itabuna pretende iniciar a campanha já no domingo (17).

Segundo informações obtidas pelo PIMENTA, a intenção do secretário Paulo Bicalho é abrir o chamado “QG de Combate ao Mosquito” no domingo para deflagrar a campanha de imunização contra a H1N1.

Fazem parte do público-alvo da campanha: gestantes (até 45 dias após o parto), crianças de seis meses a cinco anos incompletos, idosos, profissionais de saúde e portadores de doenças crônicas.

ITABUNA ESPERA VACINAR 30 MIL ANIMAIS

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Gatos e cães com mais de 3 meses devem receber a vacina contra a raiva (foto Pedro Augusto)

Gatos e cães com mais de 3 meses devem receber a vacina contra a raiva (foto Pedro Augusto)

Começa amanhã (30) a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica, que em Itabuna projeta imunizar 30 mil animais, entre cães e gatos. Para quem mora na zona urbana, a vacina estará disponível no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), no bairro Antique, e na Unidade de Saúde José Maria de Magalhães Neto (antigo Sesp), no Centro. O atendimento ocorre das 8 às 17 horas, de segunda a sexta-feira.

A cobertura na zona rural será feita por equipes volantes, que visitarão casas e fazendas. Segundo o veterinário Samir Hage, podem receber a vacina os cães e gatos a partir dos três meses de idade. No “Dia D de Combate à Raiva Animal” (16 de abril), a antirrábica estará disponível em todas as unidades de saúde do município, informa o secretário municipal da Saúde, Paulo Bicalho.

Em abril e maio, Itabuna também fará parte da campanha de vacinação contra a gripe influenza tipo A (H1N1), que começa a assustar a população de alguns estados. A cidade já enfrenta um surto de arboviroses relacionadas ao mosquito Aedes aegypti.

MINISTÉRIO PEDIRÁ À ANVISA AUTORIZAÇÃO PARA TESTE DE VACINA CONTRA DENGUE

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Vacina imuniza contra doença transmitida por mosquito.

Vacina imuniza contra doença transmitida por mosquito.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, disse hoje (17), após encontro com pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, que deve conversar pessoalmente com os responsáveis pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para agilizar autorização para que o instituto antecipe a terceira fase de testes clínicos da vacina contra dengue. A Secretaria Estadual de Saúde anunciou em 25 de março que pediria antecipação.

“Ao chegar a Brasília na segunda-feira [20], vou procurar o ministro da Saúde, Arthur Chioro, e pedir a ele as explicações e ponderações, que devem ser levadas em conta para que a população possa ser beneficiada com as providências que precisam ser tomadas,” disse.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, o Butantan, responsável pelas pesquisas, poderá disponibilizar imediatamente 13 mil doses da vacina para o estudo antecipado, que será feito em ambiente controlado e aprovado pelas autoridades médicas e sanitárias. Serão imunizados voluntários em locais de alta incidência da doença. A pesquisa é feita em parceria com a Universidade de São Paulo, Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e com o Instituto Adolfo Lutz.

O secretário David Uip ressaltou, no dia 25 de março, que a vacina está sendo estudada há sete anos e que uma das vantagens é a dose única, que facilita a adesão. Além disso, destacou que os testes feitos na segunda fase demonstraram segurança, causando como efeito colateral apenas vermelhidão. Da Agência Brasil.

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