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20 de fevereiro de 2020 | 04:22 am

MORRE O MÉDICO ÁLVARO SIMÕES

Tempo de leitura: < 1 minuto

O médico Álvaro Simões faleceu por volta das 9h10min desta segunda-feira (7), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São José, em Ilhéus, vítima de câncer.
Nascido em Salvador, Álvaro cresceu em Ilhéus, onde foi vereador e médico, integrando, inclusive o Samu 192. Estava com 63 anos.
De acordo com nota, o corpo do médico e ex-vereador de Ilhéus será velado a partir das 12h30min no SAF, na Conquista, em Ilhéus.
O enterro está previsto para as 17h de hoje, no Cemitério de Nossa Senhora, no Alto da Piedade.
A família de Álvaro Simões ressaltou, em nota, a luta do médico pela vida, além da dedicação ao semelhante, seja na profissão de médico ou no exercício do mandato de vereador.
PESAR
O prefeito Mário Alexandre e o vice-prefeito José Nazal emitiram nota de pesar pela morte do médico Álvaro Simões. “Nesse momento de imensa dor, externamos o sentimento de solidariedade aos seus familiares e amigos”. Marão e Nazal também ressaltaram que o médico e ex-vereador “atuou sempre com dedicação na Secretaria Municipal de Saúde, tendo prestado inúmeros serviços à comunidade ilheense e regional”

PROPAGANDA ELEITORAL COMEÇA HOJE

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eleicoes 2016A propaganda eleitoral nas ruas e na internet está autorizada a partir hoje (16), de acordo com as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Os candidatos aos cargos de prefeito e vereador nas eleições de outubro podem participar de carreatas, distribuir panfletos e usar carros de som das 8h às 22h. Também estão permitidos comícios das 8h às 24h. A campanha vai até 1º de outubro, um dia antes do primeiro turno.

A propaganda foi autorizada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) receber ontem (15) o número parcial de 485.268 mil pedidos de registros de candidaturas. O número final deve ser divulgado hoje.

A partir de agora, caberá aos juízes eleitorais julgar os pedidos de registro, que poderão ser indeferidos se os candidatos não cumprirem os requisitos legais, entre eles estar elegível pela Lei da Ficha Limpa. A norma impede que pessoas condenadas por órgãos colegiados disputem eleições pelo prazo de oito anos.

FISCALIZAÇÃO

Nestas eleições, a Justiça Eleitoral em todo o país utilizará novas regras para fiscalizar os recursos empregados nas campanhas dos candidatos. De acordo com a reforma eleitoral aprovada pelo Congresso no ano passado, os partidos e coligações deverão prestar contas aos tribunais regionais eleitorais (TREs) a cada 72 horas. Os dados poderão ser consultados no site do TSE.

Pela nova norma, os candidatos também estão proibidos de receber doações de empresas e só poderão ser financiados por pessoas físicas e recursos do Fundo Partidário. As doações de simpatizantes dos candidatos só podem ser feitas por meio de recibo e declaradas no Imposto de Renda. As chamadas “vaquinhas virtuais” foram vetadas pelo TSE. Com informações da Agência Brasil.

ELEIÇÕES 2016 – A PRÉ-CAMPANHA E AS CONVENÇÕES

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Allah-GóesAllah Góes | allah.goes@hotmail.com

 

Em Itabuna, teremos em disputa 21 vagas de vereador, o que fará com que cada partido ou coligação possa apresentar, no máximo, 32 candidatos.

Uma das alterações mais impactantes no processo eleitoral, surgida com a Lei 13.165/15 (Minirreforma Eleitoral), é a mudança no período da campanha, que ficou reduzida pela metade, implicando modificações em outros prazos referentes às eleições, tais como as convenções partidárias, registro de candidaturas, filiação partidária e tempo de propaganda, além de fortalecer o período da pré-campanha.

A pré-campanha, que compreende o período até o dia 16 de agosto, época em que há a liberação da propaganda eleitoral, foi pensado para compensar a redução do período de campanha eleitoral, que agora é de apenas 45 dias, servindo para que o ainda pré-candidato possa começar a ser conhecido, a partir de ações, em princípio, direcionadas aos filiados da sua agremiação partidária.

A lei não estabelece uma data inicial para a divulgação de uma pré-candidatura, apenas estabelece prazo para a realização da propaganda intrapartidária, que só pode começar no dia 5 de julho e tem como objetivo a nomeação do futuro candidato do partido ou coligação, que deverá ocorrer nas Convenções a partir do dia 20 de julho.

No período que antecede a campanha, o postulante pode dizer que é pré-candidato e pode divulgar seus méritos, suas plataformas, projetos políticos e qualidades pessoais. Pode até pedir apoio político. Essa divulgação pode ser pessoal, através de redes sociais e partidária. O que não pode haver é o pedido direto de voto.

Pelas regras desta eleição, as convenções partidárias devem ser realizadas no período de 20 de julho a 5 de agosto, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça Eleitoral, devendo esta ata ser publicada em até vinte e quatro horas após a realização da convenção, em qualquer meio de comunicação.

As convenções podem ser realizadas em algum espaço particular ou podem usar gratuitamente prédios públicos, desde que comuniquem ao responsável pelo local, com antecedência mínima de 72 horas antes do evento, mantendo-se o prazo de 48 horas após a publicação do edital de candidaturas, para que os candidatos, escolhidos em convenção, possam requerer, individualmente, o registro, se o partido ou coligação não tiver feito ainda.

Para concorrer às eleições, o candidato deverá ter idade mínima de 18 anos completos até o dia 15 de agosto (data-limite para o registro), possuir domicílio eleitoral pelo prazo de, pelo menos, um ano antes do pleito e estar com a filiação deferida pelo partido no mínimo seis meses antes da data da eleição, desde que o estatuto do partido não estabeleça prazo superior.

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AS ELEIÇÕES DE 2016 E A JANELA PARTIDÁRIA

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Allah-GóesAllah Góes | allah.goes@gmail.com

 

Aqueles que forem possuidores de mandato de vereador e tenham já exercido cerca de três anos e três meses do seu mandato, poderão mudar de legenda, sem prejuízo para os seus mandatos, durante o período de 2 de março a 2 de abril deste ano,

Após meses de debate, aquilo que se convencionou chamar de minirreforma eleitoral foi bem menor do que se supunha. De alteração realmente significativa, trouxe, além das questões de propaganda e da alteração do prazo para a filiação partidária, que ficou em 6 meses antes do pleito, criou a possibilidade do detentor de mandato eletivo, mesmo “sem justa causa”, poder mudar de partido sem a perda do mandato, o que na prática pôs fim à fidelidade partidária.

Devemos ressalvar que, mesmo em havendo a possibilidade de filiação partidária há 6 meses do pleito – ou seja, até 2 de abril deste ano -, a regra quanto à questão da inscrição no domicílio eleitoral não foi alterada. Assim, as pessoas que desejam se candidatar nas próximas eleições devem ter domicílio eleitoral um ano antes do pleito na respectiva circunscrição eleitoral.

Antes da minirreforma, para que o detentor de um cargo eletivo pudesse mudar de partido e sem que perdesse o mandato, teria que demonstrar, perante a Justiça Eleitoral, que houve: 1) A incorporação ou fusão do partido ao qual pertencia; 2) A criação de novo partido; 3) A mudança substancial ou o desvio reiterado do programa partidário; e 4) A grave discriminação pessoal.

Agora, com o advento das alterações feitas pela Lei nº 13.165/2015, as situações de justa causa para a desfiliação partidária passam a ser apenas três, conforme o parágrafo único do artigo 22-A da Lei 9.096/95. São elas, 1) mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; 2) grave discriminação política pessoal; e 3) mudança de partido efetuada durante o período de 30 dias que antecede o prazo de filiação exigido em lei (seis meses) para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do mandato vigente.

Assim, excetuando-se a mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário e a grave discriminação política pessoal, a oportunidade de mudança do partido para o detentor do mandato eletivo só poderá ser exercida quando cumprido cerca de três anos e três meses do seu mandato, ou seja, nos 30 dias que antecedem o início do mês de abril (seis meses antes do pleito).

Mas uma duvida foi criada com a promulgação da Emenda Constitucional nº 91, de 18/02/16, que, em seu bojo, faculta “ao detentor de mandato eletivo desligar-se do partido pelo qual foi eleito nos trinta dias seguintes à promulgação desta Emenda Constitucional, sem prejuízo do mandato”, impondo como prazo fatal para esta mudança o dia 18 de março de 2016, data menor que aquela contida na Lei 13.165/15, que seria o dia 2 de abril.

Ocorre que a Emenda promulgada pelo Congresso, além de casuística, vez que visa permitir a que Deputados e Senadores, no meio da atual legislatura, possam mudar de legenda sem serem punidos pelo “Instituto da Fidelidade Partidária”, e perderem seus mandatos, não pode gerar efeitos para as eleições deste ano, em virtude do Princípio Constitucional da “anualidade eleitoral”, e isto, mesmo que se argua que uma Emenda Constitucional seja autoaplicável, pois, neste caso, se estaria contrariando o próprio texto da Constituição.

O Art. 16 da CF estabelece que: “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”. E o aprovado na Emenda 91, por incidir na questão da fidelidade, permitindo a mudança de legenda, altera o processo eleitoral, não podendo, desta forma, ser aplicado para o pleito de outubro próximo.

Ressalte-se que regras e os fatos constituídos podem sim, ser alterados até as eleições, mas não se aproveitarão às eleições que se avizinham. É possível criar novas regras ao longo desse período, entretanto, elas não afetarão o próximo pleito.

Assim, em relação à “janela eleitoral”, aqueles que forem possuidores de mandato de vereador e, portanto, tenham já exercido cerca de três anos e três meses do seu mandato, poderão mudar de legenda, sem prejuízo para os seus mandatos, durante o período de 02 de março a 02 de abril deste ano, ficando o prazo até o dia 18 de março, para os outros detentores de mandato eletivo.

Allah Góes é advogado municipalista e especialista em Direito Eleitoral.

MANOEL JÚNIOR ASSUME MANDATO NA CÂMARA

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Manoel Júnior assume vaga na Câmara.

Manoel Júnior assume vaga na Câmara.

O sargento da Polícia Militar, Manoel Raimundo Alves Júnior, 4º suplente pela coligação PRB/PSC/ PV nas eleições municipais de 2012 para vereador, assume o mandato na Câmara de Vereadores de Itabuna nesta tarde. Ele obteve 1.107 votos.

Nos últimos dois anos e oito meses, Manoel Júnior foi responsável pelos departamentos de Fiscalização e de Educação para o Trânsito da Secretaria Municipal de Trânsito (Settran). Natural de Itabuna, nascido em 12 de setembro de 1969, Manoel Junior é solteiro e tem três filhos.

O novo vereador substituirá ao Pastor Francisco Edes Batista, que acaba de ser empossado secretário da Assistência Social de Itabuna. Ambos pertencem ao Partido Republicano Brasileiro (PRB). Manoel Junior integrará a bancada de sustentação ao governo do prefeito Claudevane Leite.

O QUE TEMOS DE MUDANÇA, ITABUNA?

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manu berbert foto artigoManuela Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

Torço por uma cidade onde os eleitos para o bem comum não enxerguem apenas um único partido ou o próprio bolso.

O tempo tem passado rapidamente. Num piscar de olhos, já é aniversário de Itabuna mais uma vez. Lembrei-me da semana festiva e saí passeando por aí, observando algumas mudanças e suas inúmeras necessidades. Bendito é o povo simples itabunense, que, apesar de tudo, não desiste da sua terra e engole como dever o que, teoricamente, lhe seria de direito.

Nas cadeiras do poder, enxergo uma grande força de vontade de alguns, e lamentavelmente uma torcida fúnebre de outros. Há sempre dois times em campo, um torcendo contra o outro, com muito descaso pelo que deveria ser feito. Como aves de rapina, seres que ficam sobre escombros olhando as construções e torcendo para que as paredes caiam.

Mais de 100 anos de existência e temos que lidar com uma politicagem descarada que atravanca o progresso da cidade, numa rotina insustentável de muitas promessas em períodos eleitorais e pouquíssimas ações eficazes durante o tempo seguinte. Quem paga a conta da expectativa do que nunca vem?

Enquanto a iniciativa privada encara a crise com muita criatividade, o poder público esbarra no partidarismo egoísta que nada faz. Deputados estaduais e federais entram e saem do governo, e o que vem deles quase sempre são outdoors estampando suas carinhas de pau em agradecimento aos milhares de votos e, tempos depois, nos felicitando em datas festivas. Apenas isso.

Prefeitos e vereadores também entram e saem – e quase sempre seus quatro anos de mandato são divididos em “metade arrumando a casa e a outra metade na corrida pela reeleição”. O Centro de Convenções virou lenda, o Centro de Cultura não funciona, a segurança pública amedronta os mais otimistas e a saúde anda sobrevivendo de promessas, atolada em dívidas para manter de pé os hospitais que possui.

Torço por um poder público coerente e honesto à frente da minha cidade. Por secretários técnicos qualificados para os cargos, e não “cabeças de partidos” inertes. Por escolas de qualidade em amplo funcionamento, e investimentos sensatos nas mais distintas vertentes. Torço por uma cidade que ofereça qualidade de vida aos que aqui nascem e aos tantos que chegam diariamente. Uma cidade onde os eleitos para o bem comum não enxerguem apenas um único partido ou o próprio bolso.

Manuela Berbert é publicitária e colunista do Diário Bahia.

ROLAND DESISTE DO “MAIS MÉDICOS”

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rolan-lavigne-3Causou surpresa nesta segunda-feira, 2, a aparição do médico Roland Lavigne, que é vereador em Ilhéus, como um dos contratados pelo programa “Mais Médicos” em Vitória da Conquista, a uma distância de 262 quilômetros da cidade onde ele exerce mandato. Lavigne, juntamente com outros dois profissionais, chegou a ser recebido pessoalmente pelo prefeito Guilherme Menezes (PT).

No “Mais Médicos”, o doutor teria que cumprir jornada semanal de 40 horas, o que, considerada a distância entre Ilhéus e Vitória da Conquista, tornaria praticamente impossível corresponder às expectativas das duas cidades. Esse “pequeno” contratempo foi observado em matéria exibida na noite desta segunda, em noticiário da Rede Bahia.

Logo após a veiculação da reportagem, Lavigne postou em seu perfil no Facebook que pediu desligamento do “Mais Médicos”. O vereador disse que não pretendia continuar no mandato após iniciar os atendimentos em Conquista, mas abriu mão da vaga porque o posto de saúde para o qual o designaram fica em área distante, na zona rural do município.

MAGAL: TRAIDOR OU TRAÍDO?

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magalO grupo da deputada Ângela Sousa (PSD), mãe do ex-vice-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, acusa o vereador Fábio Magal (PSC) de traição, pois o mesmo – eleito pela oposição – aliou-se ao governo Jabes Ribeiro e votou no candidato governista à presidência da Câmara.
Em artigo postado em seu blog, o procurador Israel Nunes lembra que, antes de migrar para o governo, Magal sofreu horrores com o grupo da deputada, merecendo registro o apoio aberto de Mário Alexandre a outro candidato a vereador, quando o correto seria ter se mantido neutro.
Para Nunes, o boicote anterior não dá ao grupo da deputada nem ao diretório municipal do PSC o direito de fazer cobranças ao vereador, que por sinal foi o mais votado em outubro. O presidente estadual do partido, inclusive, desautorizou o dirigente municipal, deixando claro que o compromisso com a oposição se encerrou com as eleições.
Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

VERIDIANO: "Eu tenho vergonha dessa Câmara de Vereadores"

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O ex-vereador José Carlos Veridiano (Badega) pode voltar ao PT e disputar novamente uma vaga à Câmara de Vereadores de Itabuna. No início desta tarde, Badega concedeu entrevista ao PIMENTA e disse que a tendência é pela volta ao partido que ajudou a fundar.
O ceplaqueano foi presidente da legenda em Itabuna e também o primeiro vereador petista no município, na legislatura 1993-1996, quando três edis foram cassados por “malfeitos” e só retornaram à Casa, pela via Judicial.
Ontem à tarde, Badega ouviu pedidos dos dirigentes locais para que retornasse, dentre eles o da prefeiturável Juçara Feitosa. Veridiano, que esteve no PMDB, disse na entrevista que volta ao partido por causa da militância e não a serviço de alguém.
Na entrevista, ele fala do possível retorno, prevê eleição disputadíssima a prefeito e definição entre Capitão Azevedo (DEM) e o nome do PT (Juçara Feitosa e Geraldo Simões são os nomes petistas) e analisa o desempenho dos vereadores:
– Eu tenho vergonha dessa Câmara.
Confira.
PIMENTA – O senhor retornará mesmo para o partido?
JOSÉ CARLOS VERIDIANO – O partido vem conversando comigo há sete, oito meses. Como eu tenho sido e sempre fui tratado de uma maneira tão especial pelos militantes, resolvi conversar com a direção do partido.
E a conversa vai dar em retorno?
Eles fizeram um apelo unânime, insistiram. Resolvi apreciar esse convite, consultar minha família e pessoas com quem sempre converso. A sinalização dessas pessoas é positiva [pelo retorno]. Não está 100% decidido, mas a tendência é pelo retorno.
O partido já divulga sua refiliação amanhã, no Grapiúna. O senhor vai ao evento?
Eu pedi ao pessoal para me preservar em relação a esse movimento. Se for para ajudar a levantar o astral do partido, eu gostaria de ir, porém, ainda não fechei o círculo de reuniões. Mas eu gostaria de deixar claro que em um retorno não serei pró Josias [Gomes] nem Geraldo [Simões]. Volto pela militância. Não estou retornando para servir a ninguém. Meu compromisso é com o partido.
O senhor disputará vaga à Câmara em 2012?
Inicialmente, não. Gostaria de ter mandato para trabalhar, dar o melhor para a minha cidade e não repetir o que vemos aí, gente preocupada em fazer pé-de-meia. Mas não reúno condições financeiras para sair candidato. Se as condições forem dadas mais adiante, até posso ser.

O Caso Sérvia é hoje uma gota d´água no meio do oceano em relação ao que acontece atualmente. Eu tenho vergonha dessa Câmara de Vereadores.

O senhor foi o primeiro vereador do PT em Itabuna, no início da década de 90. Era uma legislatura diferenciada, apesar do Caso Sérvia. Como é que vê a Câmara que temos hoje?
Mas o Caso Sérvia foi investigado. Apuramos e punimos com rigor os envolvidos, cassamos vereadores (no episódio, foram cassados José Raimundo, Herlon Brandão e Gegéu Barbosa, que depois retornaram por via judicial, mas absolvidos Eli Barbosa e José Domingos). Aquele caso é hoje uma gota d´água no meio do oceano em relação ao que acontece atualmente. Eu tenho vergonha dessa Câmara de Vereadores.
No que aquela legislatura se diferencia da atual?
Olha, naquela época nós tínhamos quatro assessores para 17 vereadores, e estes eram funcionários da Câmara. Era o assessor de comunicação da Câmara (Gonzalez Pereira, que era efetivo), os assessores jurídico e parlamentar e o diretor-administrativo. Não tinha verba parlamentar, não. O repasse era correspondente a 30%, 40% do que se recebe hoje em relação ao Orçamento. Agora, passa dos R$ 700 mil e esse dinheiro se consome todo. Isso é absurdo.
Eram quatro assessores para a Câmara?
Sim, e a Câmara funcionava. No meu gabinete, era eu e eu mesmo. Tudo era feito por mim com auxílio de colegas experientes ou de voluntários como os jornalistas Luiz Conceição e Ederivaldo Benedito e outras pessoas que sempre nos davam sugestões. Os vereadores hoje deveriam ter, no máximo, três, quatro assessores cada e não torrar dinheiro público enquanto vemos a cidade entregue ao lixo e às baratas.
O número de vereadores vai aumentar em Itabuna para 21 em 2013.
Eu acho muito. O ideal seriam 17. Eu acho muito para Itabuna 21 vereadores, até porque boa parte não pensa na população, mas em salário, pé-de-meia.
E o senhor disputando em 2012, terminando eleito…
Sendo vereador? Eu dispensaria metade dessa verba de gabinete. A Câmara não poder ser “Ilha da Fantasia”. Temos que nos adaptar à realidade da nossa região. O pior é vereadores fazerem empreguismo na Câmara. Eu era do partido de Geraldo [prefeito à época], mas nunca empreguei ninguém na prefeitura, nem botei parente meu. Nunca pedi emprego para nenhuma pessoa nem fiz empreguismo na Câmara ou na prefeitura.

Não sei o que o Ministério Público fazendo, porque foram feitas denúncias e ninguém ouviu um pio dos promotores.

Nesse sentido, a pressão em 2013 vai ser ainda maior, não?
É… O prefeito que for eleito vai perder os cabelos. Em vez de negociar com 13… Vamos ter poucos que não vão querer vender seu mandato [ao prefeito]. Isso é uma coisa deprimente. É corrupção deslavada que deve ser combatida duramente pela imprensa e pelas pessoas. Não sei o que Ministério Público fazendo, porque foram feitas denúncias no MP e ninguém ouviu um pio dos promotores. E a cidade entregue aos desmandos. Assim, a população começa a desacreditar em todo político.
É por causa dessa descrença que o senhor não pensa em disputar eleição?
Não, não é. Gostaria de ter mandato para fazer diferença. A gente tem que ir pelos meios legais para ser direito. Ter mandato pelos meios direitos é difícil, a não ser que tenha grupo de pessoas amigas, amigos direitos e que depois não queiram cobrar nenhum tipo de benefício pessoal. Mas não descarto a candidatura. A gente nunca deve perder a esperança.

Eu não perdi a esperança, gosto de fazer política. Na minha Câmara, a maioria era de pessoas direitas.

Mesmo com os fatos recentes?
Eu não perdi a esperança, gosto de fazer política. Na minha Câmara, a maioria era de pessoas direitas, Leo Guimarães, José Domingos, Herlon Brandão, Ana Carolina, Davidson Magalhães, José Japiassu, Anorina [Smith Lima]. Tínhamos grupo qualificado que discutia política e trabalhava mesmo.
O senhor tem a dimensão do que representaria retornar ao partido?
A dimensão exata eu não tenho (risos). Mas nunca fui uma pessoa que desacreditou na política. Acho desperdício não participar, com ideias, debates. Outra coisa que me influenciou a retornar para o PT foi o projeto nacional, que está dando certo. Antes de Lula, a Bahia só tinha uma universidade federal e agora vai ter quatro.
O senhor acha que o PT chega em condições favoráveis para disputar a prefeitura de Itabuna?
Itabuna ainda tem perfil de Vasco x Flamengo, de eleição disputada. Um bom número vai votar em que está na prefeitura pela questão ideológica. Pelo que está a cidade, o prefeito teria 3%, 4% dos votos. Vai ganhar em 2012 quem agregar mais. A disputa será definida entre o grupo que está na prefeitura e o grupo do PT. Não será eleição fácil para ninguém.

DIDI E A PRIMEIRA SECRETARIA DA CÂMARA

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Didi pediu pra sair

Uma das mais intensas brigas políticas recentes em Itabuna se deu em torno da primeira-secretaria da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores. O cargo foi durante várias gestões comandado pelo vereador Roberto de Souza (PR), que perdeu a cadeira com a ascensão de Ruy Machado (PRP) à presidência.

Fala-se que antes houve um acordo para Roberto continuar na primeira-secretaria, mas na hora de registrar a chapa na Secretaria Parlamentar, o nome do vereador do PR não constava. Deu confusão, bate-boca, briga na justiça.

Pois agora, de repente, o vereador Didi do INSS (PDT), atual primeiro-secretário, decidiu abrir mão do cobiçado cargo, que tem a atribuição de administrar o funcionamento da casa, celebrar contratos, assinar pagamentos. Ou seja, trabalha com aquilo que os políticos muito apreciam: dinheiro.

Para a plateia, o discurso é de que a primeira-secretaria exige dedicação em tempo integral e Didi não possui tanta disponibilidade. Ele diz que este será seu último mandato e quer levá-lo em ritmo suave e pouco trabalhoso. Uma sessãozinha às quartas e olhe lá.

Nos bastidores da Câmara, porém, a versão é de que Didi acha que Ruy Machado concentra poderes e controlou com mão de ferro a nomeação dos cargos da Mesa. O primeiro-secretário sentiu-se sem “margem de manobra” e não topou ir pra briga, preferindo pedir o boné.

Informação colhida pelo PIMENTA dá conta de que o vereador Claudevane Leite (PT) é o mais cotado para substituir Didi no cargo de primeiro-secretário.

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