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16 de julho de 2020 | 01:54 am

LADRÕES “BATEM PONTO” NO CASTÁLIA

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violencia1Assaltantes continuam a fazer do bairro Castália, em Itabuna, um de seus locais preferidos para atacar. Na rua Major Dórea e travessa Henrique Alves, os bandidos agem praticamente todos os dias e normalmente bem cedo, entre 6h30 e 7h30 da manhã. As vítimas quase sempre são mulheres.

Um dos larápios que batem ponto nesse trecho usa uma moto vermelha e costuma intimidar as vítimas apontando com a mão por baixo da camisa, como se estivesse com uma arma. Moradores dizem que os ladrões têm preferido agir durante o dia, já que à noite há vigilância privada e a polícia costuma fazer rondas.

TAXISTA É ASSASSINADO EM ITABUNA

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Táxi com o corpo de James no porta-malas foi encontrado em estrada para Ilhéus.

Táxi com o corpo de James no porta-malas foi encontrado em estrada para Ilhéus.

O corpo do taxista James Silva do Nascimento, de 63 anos, foi encontrado, nesta manhã (30), no porta-malas do próprio veículo em uma estrada vicinal que liga Itabuna a Ilhéus. James residia no Salobrinho, em Ilhéus, e trabalhava na Praça 36, na Avenida Juracy Magalhães (Supermercado Meira).

Os bandidos colocaram o corpo da vítima no porta-malas e tentaram atear fogo no Volkswagen Voyage (OZO-0491). As chamas consumiram parte do estofado do táxi e do volante. Pelo menos três criminosos participaram da execução.

O corpo da vítima permanecia no local até o final da manhã deste sábado, aguardando a conclusão dos trabalhos de perícia. A polícia inicia as investigações para identificar os autores do crime e a motivação. Ele era conhecido pelo estilo tranquilo. Trabalhava na praça há, pelo menos, oito anos.

James trabalhou até as 18 horas de ontem, segundo colegas ouvidos pelo Pimenta. O clima era de consternação e revolta entre os colegas da praça. Os taxistas deixaram a praça e foram até o local do crime, na margem direita do Rio Cachoeira, em Ilhéus, cerca de 4 quilômetros após o Condomínio Real Ville, região do São Judas, Itabuna.

SONS E SILÊNCIOS DA CIDADE EM MOVIMENTO

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rpmRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

Não podemos continuar sem fazer o enfrentamento necessário, ou timidamente acreditar que teremos uma nova cidade sem que mergulhemos de cabeça e com cooperação mútua.

 

Semana passada, caminhando em um determinado bairro de Itabuna, deparei-me com três relatos de filhos que presenciaram o assassinato dos próprios pais quando ainda não passavam dos cinco anos de vida. As avós me contaram os fatos no geral, mas foram as crianças, hoje com cerca de oito anos de idade, que acrescentaram alguns detalhes.

São relatos duros, estarrecedores, já ouvi outros e confesso que sempre nos levam a um grande sofrimento, por tristeza e sentimento de impotência. Nesses momentos percebo nas falas um pedido de socorro para além do desabafo, e ao mesmo tempo vejo a banalização da vida. A dor e sofrimento produzidos pelos episódios geram aos familiares e à comunidade um comportamento de aceitação tácita, principalmente pelo pensamento de que os assassinatos fazem parte do risco de viver em uma cidade com conflitos gerados por organizações criminosas.

Fico a me perguntar como fazer para possibilitar um horizonte de rompimento do ciclo da violência imposto para as famílias que se encontram nesse universo estatístico. Na maioria das situações que encontrei apenas nesse dia, as avós paternas assumiram a criação dos netos para que as mães deles pudessem buscar o sustento da família ou ficar livres para criar um novo vínculo matrimonial. Como possibilitar superação aos filhos vitimados por essas ocorrências? Como desenvolver ações de inserção socioeconômica para suprir as carências imediatas dessas famílias? Um sem-número de perguntas sem respostas que fica no ar…

As diversas necessidades da nossa cidade muito têm a ver com um processo histórico de falta de políticas públicas que contemplem diretamente investimentos no ser humano. Nossa população está submersa em uma série de conflitos muitas vezes imperceptíveis aos olhos dos que detêm poder e responsabilidade para o enfrentamento desses males. Nesse aspecto, a responsabilidade recai não apenas sobre os que têm cargos eletivos, mas também sobre o Ministério Público e, consequentemente, o Poder Judiciário, que pouco se insere na realidade concreta do cotidiano dos cidadãos, especialmente os que estão geográfica e socialmente residentes nas periferias da cidade.

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ENVOLVIDO COM O TRÁFICO MORRE EM FERRADAS

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violencia1Um homem identificado como Henrique Rocha Nolasco, de 27 anos, foi morto no início da madrugada de hoje (11), no bairro de Ferradas, em Itabuna. O crime aconteceu em frente a um bar, nas imediações da praça da localidade.

A polícia encontrou o corpo com perfurações por todo o corpo. No local, foram encontradas cápsulas de munição calibre .380.

Informações dão conta de que a vítima tinha envolvimento com o tráfico de drogas. Em 2012, Henrique Nolasco foi preso durante operação em uma boca de fumo no bairro Santo Antônio.

“HÁ QUE SE CUIDAR DO BROTO, PRA QUE A VIDA NOS DÊ FLORES E FRUTOS”

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Efigênia OliveiraEfigênia Oliveira | ambiente_educar@hotmail.com

 

A sociedade se cala, mas espera aflita, intervenção de pautas emergenciais e criteriosas de combate a esse monstro.

 

Junho (2016) chega ao final com essa notícia da imprensa, na íntegra: estudo divulgado nesta quinta-feira (30) mostra que o país ocupa o terceiro lugar em homicídios de crianças e adolescentes em um conjunto de 85 nações analisadas. Em 2013, último ano com dados disponíveis, foram assassinadas 10.520 crianças e adolescentes no Brasil, o que resulta em uma média superior a 28 casos por dia.

A situação se agrava nos últimos três anos. A violência em escala ascendente atrai meninas e meninos para a vibe perigosa contra pessoas das faixas abaixo e acima, e contra eles mesmos como num rito de passagem para algum lugar extraordinário, onde a bonança os espera. Diz o comentarista que reina silêncio sepulcral sobre o problema gerador de desastrosos impactos nas famílias e nos sistemas: de saúde, educação, econômico, prisional, previdenciário e outros mais.

Auxílios e vacinas que praticamente erradicaram doenças da infância, antes motivos de altas taxas de mortalidade infanto-juvenil, bem como assistência odontológica e psicossocial, têm garantido melhorias à saúde infantil. É claro que os benefícios citados não alcançam a todos, mas boa parte, sem dúvida. Avanços da ciência e da tecnologia têm prevenido doenças e preservado milhares de vidas, especialmente de infantes.

Incrível constatar que o custo para livrá-los da morte por doenças, é alto, mas a violência não perdoa vidas escapadas da morte na infância. Como o destino trágico em vingança primitiva contra esforços do contribuinte que não vê retorno positivo dos impostos que paga, e do cidadão brasileiro atacado em seu bem mais precioso, a família atingida sem compaixão nessa recorrente tragédia nacional.

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VIOLÊNCIA: UMA CONTRADIÇÃO DO HOMEM NO PÓS-GLOBALIZAÇÃO

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rpmRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

A grande maioria das vítimas é jovem, negra e vive nas periferias, sinalizando ao estado brasileiro necessidade de fazer investimento na geração de oportunidades para esse segmento da população.

 

Estamos experimentando um momento difícil da convivência humana, que não é um comportamento restrito ao nosso país. A intolerância tem sido manifestada mundo afora, basta uma rápida vasculhada na programação dos canais televisivos e radiofônicos ou uma rápida passagem na internet e nos impressos para percebermos o quanto de agressividade o ser humano tem produzido em todo o planeta.

O animal humano se diferencia dos demais pelo uso da racionalidade, mas parece que abriu mão desta ao agir de maneiras que nos rebaixam às últimas posições da cadeia alimentar, causando danos irreversíveis ao habitat e degeneração da nossa própria espécie. O ódio manifestado por alguns pode ser medido a partir das reações a simples opiniões postadas nas redes sociais, no confronto das torcidas opostas após grandes clássicos de futebol, das contradições e ataques oriundos do posicionamento político-ideológico, religião ou diferença de gênero.

Essa baixa na qualidade das atitudes humanas vai de encontro ao avanço do conhecimento e da própria expansão socioeconômica e tecnológica no pós-globalização. Esperava-se que o advento das aproximações culturais e a quebra das fronteiras físicas dos países possibilitassem uma nova roupagem na organização do homem. No entanto, por questões de intolerância, estamos assistindo um comportamento que nos redireciona à barbárie.

No Brasil, a face da violência pode ser melhor percebida observando os números de mortes por arma de fogo: foram mais de 45 mil mortes em 2014, segundo o levantamento feito neste ano (Mapa da Violência, Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), que também aponta que esse número tem crescido a cada ano. Nenhum conflito bélico hoje tem esse grau de letalidade. A grande maioria das vítimas é jovem, negra e vive nas periferias, sinalizando ao estado brasileiro necessidade de fazer investimento na geração de oportunidades para esse segmento da população, além de melhoria na legislação e investimentos na estrutura policial para o enfrentamento desse fenômeno que nos envergonha enquanto sociedade. Não podemos assistir passivamente, achando que não seremos atingidos.

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BRASIL REGISTRA 28 HOMICÍDIOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES POR DIA

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Do Uol

Um estudo divulgado nesta quinta-feira (30) mostra que o país ocupa o terceiro lugar em homicídios de crianças e adolescentes em um conjunto de 85 nações analisadas. Em 2013, último ano com dados disponíveis, foram assassinados 10.520 crianças e adolescentes no Brasil, o que resulta em uma média superior a 28 casos por dia.

A maioria das vítimas era negra, do sexo masculino e foi atingida por disparo de arma de fogo. “É um número bárbaro, extremamente elevado”, afirma o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, autor do estudo e coordenador do Programa de Estudos sobre Violência da Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), responsável pela série Mapa da Violência.

O estudo tem como base dados do Sistema de Informações de Mortalidade, do Ministério da Saúde, e compila estatísticas disponíveis desde 1980.

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ITABUNA: JOVEM É MORTO QUANDO CHEGAVA À AUTOESCOLA

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tarcisio do fonseca - foto Plantao Itabuna 2

Tarcísio Dantas é mais uma vítima da violência em Itabuna (imagem Plantão Itabuna)

O jovem Tarcísio Fábio Silva Dantas, de 24 anos, foi morto a tiros na manhã desta quarta-feira (29), em Itabuna, quando chegava a uma autoescola no bairro Jardim Primavera. Pelo menos dez cápsulas de munição foram encontradas no local do crime.

Segundo informações, o rapaz era aluno da autoescola. Testemunhas disseram ao site Plantão Itabuna que o assassino esperou a vítima no local e fugiu em um Gol prata. Tarcísio Dantas era morador do bairro Fonseca.

Outro homicídio foi registrado pela polícia na noite de ontem (28), no bairro Sinval Palmeira. O crime aconteceu nas imediações de um campinho de futebol e a polícia ainda não tem a identificação da vítima. Um veículo Voyage, que pode ter sido utilizado pelos autores do assassinato, foi apreendido pelos policiais.

TIO DE VÍTIMA CONFESSA HOMICÍDIO EM FLORESTA AZUL

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Ricardo, vulgo "Pretinho", é o principal suspeito do homicídio

Ricardo, vulgo “Pretinho”, é o principal suspeito do homicídio

O homem identificado como “Ricardo”, tio de Edson de Jesus, 19 anos, confessou o homicídio do rapaz e da namorada dele, Isabela Régis Lima, 18, em Floresta Azul. As vítimas foram agredidas a pauladas e depois asfixiadas.

Ricardo chegou a acompanhar a polícia nas buscas, mas começou a ser tratado como suspeito depois de uma informação de familiares de Isabela, que foram impedidos de entrar na casa em que Edson morava com o tio. O casal foi enterrado no quintal da residência.

A polícia ainda desconhece a motivação do crime e uma das hipóteses é de que o duplo assassinato tenha ocorrido em um surto do criminoso, que é usuário de drogas. O caso é investigado pela delegada Ana Paula Gomes.

O homicídio provocou comoção na cidade, que tem apenas 11 mil habitantes e ainda não convive com a rotina de violência comum em cidades maiores da região.

Crime bárbaro provocou comoção na cidade

Crime bárbaro provocou comoção na cidade

MENINO MORTO EM SP ERA DE BRUMADO

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waldikO adolescente Waldik Gabriel Silva Chagas, 11, morto na noite de sábado (25), durante perseguição policial em São Paulo, era natural de Brumado, no sudoeste baiano.

Waldik estava no banco de trás de um carro que foi perseguido por uma guarnição da Guarda Civil Metropolitana. Havia suspeita de que os ocupantes do veículo teriam participado de um assalto na mesma noite.

O menino foi atingido por um tiro na nuca e deixado no carro, ainda vivo, pelos demais ocupantes. Ele foi levado para o hospital, mas já chegou morto.

Waldik era um dos nove filhos da ajudante de cozinha Orlanda Correia Silva, de 47 anos. Ela admitiu que há um ano o garoto vinha se envolvendo com “companhias erradas” e em pequenos assaltos.

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