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MINHA COPA, A DA ESPANHA

Ramiro AquinoRamiro Aquino | aquino05@uol.com.br

Não vou cometer a hipocrisia de dizer “que vença o melhor”, pois o que quero dizer mesmo é “que vença o Brasil, vamos baixar a crista dessa fúria”, com todo respeito, é claro, ao time de Casillas, Xavi e Iniesta.

 

1982. Copa do Mundo na Espanha. Estávamos lá, numa loucura arquitetada por mim e pelo José Adervan, representando a Rádio Clube de Itabuna, fazendo parte, como repórter, da equipe do pool formado pelas rádios Jornal do Comercio (PE), Clube (BA) e Sociedade (Feira). Foi a maior experiência de minha vida como comunicador.

A Espanha é um país notável para receber turistas e no ano anterior tinha recebido 45 milhões de visitantes, quase o dobro de sua população de 25 milhões de almas à época.

Primeiro Sevilha, cidade tradicional, católica, cheia de igrejas, mulheres pudicas andando de vespa com os vestidos amarrados, sem mostrar sequer um pedacinho de coxa. Passamos bem, dando show de bola. Depois veio a cosmopolita Barcelona. Bairrista ao extremo, pois o Catalão só olha para o próprio umbigo. Um companheiro nosso foi dizer a um motorista de táxi que catalão, basco, andaluz, era tudo uma “mierda” só e quase dá morte. Não havia em Barcelona nenhuma seta ou sinal de trânsito que indicasse a saída para a cidade vizinha (e para Madrid, nem pensar). Passada a fronteira, 50 metros adiante tinha uma seta indicando Girona.

Mas o que tinham de bairristas eram fantásticos para receber bem o visitante. Diferentemente de Sevilha, no Hotel Expo, onde ficamos, a piscina no terraço expunha a beleza de europeias, asiáticas, africanas, fazendo topless. Mas elas perderam o charme quando chegaram duas mulatas da Beija-Flor de Nilópolis. Peitinhos empinados para a alegria dos fotógrafos estrangeiros. Mas não foi por isso que perdemos a Copa para a Itália depois da lavada de alma contra a Argentina. Tínhamos a melhor seleção do planeta, mas não soubemos jogar uma decisão.

Em Barcelona escolhemos um restaurante que ficava perto do hotel para fazer as nossas refeições. De propriedade de uma família catalã, todos os garçons, cozinheiros e auxiliares eram aparentados. Quando o nosso grupo chegava, era uma festa. Entrávamos na cozinha, preparávamos comida brasileira para servir a outros fregueses e tivemos a ousadia de preparar uma sangria (bebida típica espanhola) que virou opção da casa como a melhor sangria que eles já tinham bebido.

Após a nossa derrota para a Itália cheguei sozinho ao restaurante, praticamente vazio àquela hora. Fui cercado e consolado pelos novos amigos, que tinham passado a torcer por nós após a desclassificação da Espanha. Chorei de emoção com tanto carinho e aconchego. Fizeram uma comida especial para mim e jantamos juntos umas seis pessoas (garçons, auxiliares e eu). Ao me despedir outra surpresa: o jantar era cortesia da casa.

Escrevo tudo isso, a pedidos dos amigos do Pimenta, nos momentos que antecedem a nossa partida contra os espanhóis, hoje a melhor seleção do mundo (embora não seja imbatível), decidindo a Copa das Confederações. Não há nenhum conflito de consciência. Torcerei ardentemente pelo Brasil, mas não posso deixar de lembrar de momentos tão gratificantes dos meus 50 anos de comunicação.

Não vou cometer a hipocrisia de dizer “que vença o melhor”, pois o que quero dizer mesmo é “que vença o Brasil, vamos baixar a crista dessa fúria”, com todo respeito, é claro, ao time de Casillas, Xavi e Iniesta.

Ramiro Aquino é jornalista.

2 respostas para “MINHA COPA, A DA ESPANHA”

  • Caro Ramiro. Torceria para o futebol brasileiro se não houvesse tanta corrupção na CBF. Acho que a vitória brasileira, fará um mau danado, pois confirmaria o tal Marin e sua equipe na direção da entidade, além de que a GLOBO, iria continuar encobrindo as mazelas do futebol brasileiro. Aliás, tudo que tem a GLOBO no meio, tendência é haver manipulação.

  • Oritas/Antonio says:

    29/jun/2013 . 19:54 | Autor: Seu Pimenta

    O espaço dado pelas emissoras às manifestações superou o da cobertura da Copa das Confederações.

    TV GLOBO – MANIFESTAÇÕES 33 H x FUTEBOL 27 H.

    TV BAND – MANIFESTAÇÕES——–FUTEBOL 56 H.

    _____________________________________________________________

    Carlos Dendê, Acho que você tá equivocado nesse assunto, é natural gostarmos disso ou daquilo, agora achar que tudo de errado que acontece no país por a culpa na REDE GLOBO é dose pra leão, vivemos numa época em que tomamos conhecimento dos fatos mesmo antes que eles aconteçam, temos eleições livres de 2 em 2 anos, a internet praticamente substituiu os jornais impressos e a TV ABERTA.

    Em 16 de maio de 2001 a tropa de choque da PM baiana invadiu o campus da UFBA para reprimir manifestação de estudantes e lideranças, o governador da época era Cesar Borges e o vice Oto Alencar. A Rede Globo só divulgou imagens no Jornal Nacional porque recebeu o material de terceiros. Crise entre as empresas televisivas tornou-se pública.

    Isso me faz lembrar o livro “A Obsessão Antiamericana” do comunista Jean-François Revel, se ficarmos nessa de sempre por a culpa dos nossos problemas nos outros a coisa só tende a piorar, foi isso que Lula fez, de tão obcecado com o antiamericanismo se abriu todo para China e não deu outra, o resultado foi um tremendo desastre. De 2007 pra cá já fechamos centenas de fábricas, principalmente de calçado e vestuário.

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