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Cel artigo 2016Celina Santos | celinasantos2@gmail.com

 

Por falar em casta, o esquema de roubo (sem eufemismos!) bilionário da Petrobras é apenas uma ponta das antigas irregularidades que elevam à enésima potência o patrimônio dos “escolhidos”.

 

O trabalhador brasileiro, contando cada centavo para garantir a cesta básica, o transporte e o remédio contra dor de cabeça, sequer tem tempo para pensar que saem do bolso dele os recursos para manter a megaestrutura da República. Embora o discurso oficial sustente que vivemos numa democracia, o tão propalado “governo do povo” é muito mais “pró-forma”. Para começar, o eleitor não escolhe seus representantes de maneira voluntária; é obrigado a votar.

Enquanto isso, é bombardeado com informações sobre escândalos de corrupção cujos montantes vão muito além do que ganharia após uma vida inteira de labuta. O volume de notícias, decorrente das investigações capitaneadas pela Polícia Federal, sugere que os desvios do dinheiro público são recentes (???). Entretanto, até mesmo o cidadão menos escolarizado, teoricamente com menor senso crítico, sabe que grande parcela da “casta” dos políticos comete seus “deslizes” desde sempre. A novidade, talvez, seja um esboço de punição.

Por falar em casta, o esquema de roubo (sem eufemismos!) bilionário da Petrobras é apenas uma ponta das antigas irregularidades que elevam à enésima potência o patrimônio dos “escolhidos”. Como revelou a jornalista Lilian Witte Fibe, ela presenciou na sauna de um hotel, na década de 90, uma conversa entre diretores da estatal. Eles mencionavam a lucratividade de seus cargos por meio de vantagens indevidas. O grupo, ao saber que havia ali uma profissional da comunicação, tratou de escapulir logo da temperatura a que o ambiente poderia chegar.

Naquele período, os contratos na Petrobras ainda eram submetidos ao processo de licitação – que, em tese, impõe regras às movimentações financeiras em órgãos públicos. No governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso, porém, tal procedimento deixou de ser obrigatório. Ou seja, tornou-se legal comprar e vender conforme o entendimento das diretorias. Mas por que houve uma liberação do tipo? Não teria se agigantado com aquela decisão o mau uso dos cofres da empresa? Possivelmente, nunca saberemos.

Agora, com a famosa Operação Laja Jato, multiplicam-se as “delações premiadas”; as acusações que envolvem políticos de quase todos os partidos, bem como seus indicados; empreiteiros vão para a prisão; em contrapartida, algumas denúncias são arquivadas, mas parece espalhada a sujeira que sempre esteve por aqui. Boa parte dos deputados apontados na investigação votou pela admissibilidade de um pedido de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff.

E a comissão encarregada de dar prosseguimento ao processo no Senado tem (pasmem!) mais de um terço dos integrantes respondendo a inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Figuram como suspeitos de desvios, irregularidades, malfeitos e outros sinônimos que enojam o eleitor. Este último, vale lembrar, é o mesmo que não tem poder de decisão sobre os assuntos relevantes para a coletividade; aquele que é obrigado a votar, independentemente de concordar ou não com as opções a ele ofertadas, sob pena de sofrer uma série de sanções.

Nesse espetáculo da tentativa de impeachment, com personagens da oposição, do governo, ex-aliados (que se tornaram adversários de última hora, após saborear o farto banquete do poder), frequentemente vem à memória uma frase da então candidata à Presidência, Luciana Genro: “É o sujo falando do mal lavado”.

Então, no Dia do Trabalho, mundialmente celebrado no 1º de maio, ao povo brasileiro só resta esperar por reformas para mudar a antiga máquina de eleger. Principalmente, no que se refere aos requisitos ($$$) ainda considerados cruciais para definir quem toma posse nos cargos eletivos.

Celina Santos é pós-graduada em Jornalismo e Mídia e chefe de redação do Diário Bahia.

2 respostas

  1. “O sujo, o mal lavado.Luciana Genro. Impeachment.Faz-se necessário uma mergulho no passado; Platão(427-346 a.C) a República e as Leis com Aristóteles(385322 a.C) ambos pensadores defendiam suas peculiaridades a respeito de República e leis e o outro defendia a política.

    Platão cujas ideias e sacerdócio das virtudes e obediências as leis,era o caminho da felicidade das Cidades-Estados da Grécia antiga. Aristóteles cujas ideias ética sobre o fator social é o caminho do progresso político ou moral numa sociedade.

    pra entende o presente faz-se necessário olhar o passado compreender o quiproquó presente da vida brasileira mediante o anunciado acima,o que significa a frase de luciana Genro,pra tumultuar levantar dúvidas.

    Pelo anunciado a frase da dúvida criou rais,embora uma sociedade que pensa e sabe absolver o que vem do mundo exterior são palavras frívolas não interessa a
    população,o que realmente interessa são conhecimentos e aprendizagem dos sábios
    antigos.

    O impeachment segundo a teoria de plantão,é dentro da lei e a mesma cada um cidadão ou autoridade deve ser um sacerdócio da mesma. Aristóteles entende que
    a política é sinônimo de ética,a mesma é superior ao fator social,a moral,boa fé
    é uma referência quem nos governam.

    Sobre casta social a mesma é intrínseca na humanidade e a história de toda sociedade é separada em casta social,o que pela primeira vez um pobre,analfabeto
    indivíduo simples e humilde chegou ao topo do poder.

    Não foi por acaso este fato,a própria casta social “elite” que elegeu o mesmo o
    próprio desconstrói e quebra o próprio prato que comeu e porque elegeu um ser
    desprovido de tudo.

    A corrupção existia e a mídia exaustivamente publicavam,isso toda casta social tem conhecimento e existia um desprovido de tudo que exaustivamente fala que”se
    eu for presidente deste país,ninguém vai roubar que eu não vou deixar” assim que
    o mesmo chegou ao topo do poder.

    Esqueceu do que disse e agravante,nunca leu se quer um livro,o que poderia agregar valor lendo as obras sobre política de Aristóteles ou a República e as Leis de Platão.

    Portanto em falar de sujo e mal lavado que todos roubaram e tem que continuar desta forma são a castas da banda podre da sociedade que compartilham destas ideias,o que é uma minoria desta casta.

    Sobre quantidade de votos que a presidente alega, significa que muitos votaram por serem enganados,tapeados e coagidos, vítimas da casta que faz parte dos miseráveis,porem,não significa ser da casta da banda podre.

    A da banda podre,é uma minoria da população que usa o grito como arma da casta podre e dos que não tem razão que forma a legião que “não vai ter golpe” mas o
    Impeachment vai ter e lavar a alma do povo brasileiro.

  2. Um erro não justifica outro, o que sabemos é que nesse momento está sendo investigado, já caiu a mascara de muita gente isso é muito significativo, ffora PT e sua corgia.

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