Pesquisadores baianos organizam marcha para denunciar cortes na educação

Pesquisadores e professores baianos vão aproveitar o desfile do Dois de Julho para denunciar o grave momento vivido pela ciência no Brasil, carente de recursos para financiamento de pesquisas e outros projetos. A articulação está sendo feita pela Academia de Ciências da Bahia e a meta é reunir cerca de 500 cientistas, além de reitores e professores representantes de universidades.

De acordo com presidente da Academia de Ciências da Bahia, Jailson Andrade, a falta de apoio à ciência no Brasil chegou a uma situação dramática. Ele observa que a mobilização da sociedade se faz necessária como forma de chamar a atenção para o problema do corte de verbas nas instituições de ensino federais.

Apoiador da iniciativa, o reitor da Universidade Federal da Bahia, João Carlos Salles, está especialmente empenhado em conseguir a adesão de diversas instituições acadêmicas. Ele relata que  praticamente todas as universidades baianas já foram contatadas e prometeram apoiar a manifestação enviando os seus representantes para a festa da Independência da Bahia.

MOBILIZAÇÃO

A expectativa que é o movimento conte com a participação de representantes das federais da Bahia (Ufba), do Recôncavo (UFRB), do Oeste (Ufob) e do Sul da Bahia (UESB); além das estaduais da Bahia (Uneb), de Feira de Santana (Uesf), de Santa Cruz (Uesc) e do Sudoeste da Bahia (Uesb).

De acordo com os organizadores do movimento, também estão apoiando a iniciativa o Instituto FioCruz/BA, a Academia de Letras da Bahia, a Academia de Medicina da Bahia, a Academia de Medicina Veterinária da Bahia e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

A manifestação ocorrerá na manhã do dia 2 de Julho, no Largo da Lapinha, próximo ao Coreto, exatamente onde tradicionalmente ocorre a concentração para a saída do desfile. A marcha dos cientistas baianos percorrerá da Lapinha até a Soledade.