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16 de junho de 2021 | 10:06 am

UNIDADE MISTA DO CACAU DA CEPLAC EM ILHÉUS TERÁ R$ 4,7 MILHÕES PARA PESQUISAS

UNIDADE MISTA DO CACAU DA CEPLAC EM ILHÉUS TERÁ R$ 4,7 MILHÕES PARA PESQUISAS
Tempo de leitura: 2 minutos

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) inauguraram uma Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (UMIPI) do Cacau em Ilhéus. A promessa é de investimento de R$ 4,7 milhões em quatro linhas de pesquisa, além de transferência de tecnologia entre as instituições.

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, disse que a nova unidade de pesquisa é um “marco histórico” para a recuperação da produção cacaueira, trazendo “uma nova carga de energia para o produtor de cacau”.

Uma das linhas de pesquisa da UMIPI será voltada para caracterização, avaliação e conservação de recursos genéticos do cacau com eficiência e economicidade. A Ceplac reúne mais de 4.549 acessos a germoplasma, distribuídos em quatro coleções.

O diretor da Ceplac, Waldeck Araújo, explica que apesar de ocupar posição de destaque, estudos apontam que essas coleções conservam apenas 20% da variabilidade existente na região amazônica brasileira.

Outro tema a ser pesquisado é em relação ao melhoramento genético da espécie a partir de clones de cacaueiros com resistência a pragas como a monilíase e a vassoura de bruxa. O fungo Moniliophthora perniciosa (conhecido como vassoura de bruxa), uma das mais sérias doenças do cacaueiro nas Américas, dizimou produções inteiras no final da década de 1980 no Brasil.

Por muito tempo restrito à região amazônica, na qual sempre deixou rastro de grandes perdas na produção cacaueira, o fungo chegou à Bahia, em 1989, a principal região produtora do país à época. Com a dispersão da doença, o Brasil perdeu 75% da produção de cacau (de 400 mil toneladas para 100 mil toneladas por ano).

SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS

A atuação da UMIPI perpassa também na busca por soluções tecnológicas para o controle dessas pragas, segundo Waldeck Araújo. “Com a chegada da vassoura de bruxa na Bahia, a cacauicultura tornou-se dependente de tecnologias para o seu controle, impulsionando as pesquisas fitopatológicas e as interações desta com as diversas áreas visando os controles cultural, químico, biológico e genético”.

Para o presidente da Embrapa, Celso Moretti, a aliança entre as instituições e as linhas de pesquisa permitirão avanço consistente da cultura do cacau no país. “A forma de Unidade Mista de Inovação e Pesquisa é inovadora, criativa e moderna para avançarmos em temas caros à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação da agricultura brasileira”.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, ressalta que o Brasil tem uma característica única no mundo em relação ao cacau. O país é representativo de atividades em toda a cadeia cacaueira: produz a semente, processa o cacau, fabrica chocolate, exporta cacau e chocolate, além de ter o público consumidor interno.

FASE DE RECUPERAÇÃO 

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a cacauicultura no Brasil vive uma fase de recuperação e perspectiva de aumentar a produção em 60 mil toneladas nos próximos quatro anos. O Brasil já foi o 2º maior produtor mundial de cacau, e, atualmente, ocupa a 7ª posição, atrás de Costa do Marfim, Gana, Equador, Camarões, Nigéria e Indonésia.

A produção anual, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é estimada em 250 mil toneladas, sendo que o Pará figura como maior estado produtor com aproximadamente 129 mil toneladas por ano.

A Bahia aparece na sequência, com 113 mil toneladas. Além de produtor de cacau, o Brasil é o 5º maior produtor de chocolate do mundo. O ranking é o mesmo quando se fala em consumo da iguaria, que faz parte do dia a dia do brasileiro. Toda essa indústria é responsável por 300 mil empregos diretos.

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